segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Falta de infraestrutura no “Aeroporto de Natal” impede chegada de medicamentos

 

Terminal de Cargas não está de acordo com exigências




Carolina Souza
acw.souza@gmail.com
O Terminal de Cargas do Aeroporto Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, não possui um local adequado para armazenar determinados medicamentos que chegam ao Rio Grande do Norte via transporte aéreo, conforme exigências estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo denúncia reportada a O JORNAL DE HOJE, essa falta de infraestrutura aeroportuária teria levado a Anvisa a interditar recentemente parte do Terminal de Cargas, impossibilitando que as companhias aéreas façam o transporte de medicamentos encomendados por hospitais e clínicas médicas do Estado.
Dois dos medicamentos que não estão mais chegando ao RN pelo Aeroporto Aluizio Alves são fontes radiativas utilizadas para exames de pacientes que tratam de câncer, como o exame de Cintilografia e o exame PET-CT, que determinam o desenvolvimento do tumor e a extensão da doença no paciente.
O médico Marcos Passos, proprietário do Instituto de Radiologia de Natal, conta que o Instituto, a Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer (LIGA) e a Clínica Nuclear, que fazem uso dessas fontes de radiação, estão pagando um preço bem mais caro para evitar que seus pacientes fiquem sem realizar os exames.
“Se dependêssemos apenas do transporte aéreo para adquirir esses medicamentos, os tratamentos dos pacientes de câncer no Estado estariam comprometidos. Para evitar que isso aconteça, estamos utilizando o transporte terrestre”, contou o médico à reportagem do JH, por telefone.
Segundo relatou Marcos Passos, a saída encontrada para não depender do aeroporto é solicitar a compra das fontes radiativas com destino ao Aeroporto de Recife e fazer o trânsito até Natal por meio de veículos oficiais do terminal de Recife. “Isso representa para nós um aumento de aproximadamente 30% do custo na compra e transporte dos medicamentos”, relatou.
O médico explicou que as fontes radiativas têm um tempo de vida muito curto, o que impede que os hospitais e clínicas médicas tenham estoque. Normalmente os medicamentos são encomendados um dia antes dos exames de Cintilografia e PET-CT serem realizados no paciente e despachados horas antes desses exames agendados.
Essas fontes utilizadas pelo Instituto de Radiologia, LIGA e Clínica Nuclear são encomendadas em Brasília, São Paulo e Bahia. “As fontes vão perdendo sua radiação a cada duas horas. Quando encomendamos em um dia, as empresas produzem de madrugada e encaminham nas primeiras horas da manhã pelas companhias aéreas, conforme necessidade e exigência do exame”, comentou Passos.
“Sem a rapidez do transporte aéreo, temos que encomendar as fontes com cargas maiores de radiação por causa das perdas que elas terão no tempo em que serão transportadas pelas viaturas”, explicou.
Marcos disse que foi informado sobre o problema do Aeroporto de São Gonçalo com a Anvisa há três semanas, quando encomendara o transporte à uma companhia aérea específica. “Eles me disseram que a própria Anvisa proibiu a companhia de receber a carga com destino ao Aeroporto de São Gonçalo. Não nos informaram nada mais. Procuramos a Anvisa e a Agência relatou o problema com o Terminal de Cargas”, contou.
As fontes radiativas em questão não precisam de espaço de armazenamento em terminais de carga, uma vez que o uso no paciente deve ser imediato. Entretanto, para receber qualquer tipo de medicamento como essas fontes, considerados de “risco” pela exposição, os aeroportos precisam possuir um espaço adequado de condicionamento.
“Quando nós procuramos a Anvisa, eles nos informaram que o problema no Aeroporto de São Gonçalo também está prejudicando outros segmentos. Em uma fiscalização realizada, eles encontraram cargas alimentícias armazenadas a -10ºC, quando deveriam estar armazenadas a -18ºC”, destacou Marcos Passos.
A reportagem do JORNAL DE HOJE contatou a Inframérica, consórcio que administra o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, mas até o fechamento desta edição não houve uma resposta oficial sobre a denúncia. A equipe do jornal também se deslocou até o Terminal de Cargas, mas o superintendente do Aeroporto, Ibernon Gomes, não deu informações sobre o caso.

Especialistas participam do Encontro Anual da Farmacopeia Brasileira

Primeiro dia de debate abordou fitoterápicos, controle de qualidade de radiofármacos e gases medicinais
Diversos especialistas participaram, nesta quarta-feira (3), em Brasília, do 8º Encontro Anual da Farmacopeia Brasileira 2014. Eles dedicaram este primeiro dia de atividades a discutir fitoterápicos, controle de qualidade de radiofármacos, nomenclatura de excipientes e gases medicinais.
Os participantes foram recebidos por uma mesa de abertura formada por representantes da Anvisa, da Comissão da Farmacopeia Brasileira e da Organização Panamericana de Saúde (Opas).
O diretor-presidente substituto da Agência, Jaime Oliveira, disse na abertura que “uma Agência reguladora cuja atividade é tão dependente de conhecimento enxerga nas discussões da Farmacopeia uma oportunidade de estabelecer uma interlocução com a academia.”
Jaime Oliveira destacou o interesse despertado em outras agências reguladoras por iniciativas brasileiras relacionadas à Farmacopeia, como a questão dos fitoterápicos e das drogas vegetais que mobilizou as autoridades sanitárias reguladoras do Canadá, da China e do Japão.
Na mesa de abertura do encontro estavam também o presidente da Comissão da Farmacopeia Brasileira, Norberto Rech, a representante da Unidade Técnica de Medicamentos, Tecnologia e Pesquisa da Opas, Rebeca Mancini Pereira.
O encontro prossegue nesta quinta-feira (4) com palestras e debates sobre solubilidade em equilíbrio, Bioequivalência de medicamentos e bioisenções, agenda regulatória da Anvisa, difração de raio X, sangue componentes e derivados.

New fluorescence-imaging agent could improve diagnosis, guide surgeons during tumor removal

NanoENO Proof of Concept Project Develops Nano-scale Imaging Agent in Pre-clinical Development and Validation Based on Leti’s LipidotsTM Technology for Cancer Diagnosis

CEA-Leti and CLARA today announced the development of a new fluorescence-imaging agent that could significantly increase surgeons’ accuracy when removing cancerous tumors.

LipImage™ 815 was developed in the NanoENO project, which focused on producing a nano-scale contrast agent in the near infrared range for the resection of soft-tissue sarcomas, guided by imaging. This imaging agent is based on encapsulation of a fluorophore in Lipidots™. Lipidots™, Leti’s patented lipid nanovectors, are versatile nano-delivery platforms based on microscopic droplets of oil for encapsulating and carrying drugs or fluorescent imaging agents to targeted cells in the body for treatment or diagnosis.

The NanoENO project was coordinated by Leti and facilitated by the cancer-research cluster, Cancéropôle Lyon Auvergne Rhône-Alpes (CLARA), which fosters high-potential partnerships between academic, clinical and industrial organizations and companies from the Rhône-Alpes and Auvergne regions under its Proof of Concept program and industrial transfers.

During the project, preclinical validations were made on nine cases of resection of spontaneous soft-tissue sarcomas in pet-owners’ dogs, guided by fluorescence imaging after clinical scanner diagnosis. The clinical use confirmed the fluorescence of soft-tissue sarcomas, and helped surgeons visualize the tumoral extension to reach adequate surgical margins.

The project included the nuclear medicine department at the Hospital d'Orsay, the Veterinary School of Lyon (VetAgro Sup) and Advanced Accelerator Applications (AAA), a European pharmaceutical group spun out of CERN, in Geneva, Switzerland, in 2002 to develop innovative diagnostic and therapeutic products.

The contrast agent, developed in the NanoENO project, can be upgraded by grafting radio elements onto its surfaces to combine nuclear imaging for diagnostic purposes with intraoperative fluorescence imaging, into a single bimodal contrast agent.

“The NanoENO team clearly demonstrated that LipImage™ 815 is a very promising fluorescence-imaging agent for improving both diagnosis of disease and guiding surgeons during tumor removal,” said Patrick Boisseau, head of Leti’s nanomedicine program and chairman of the European Technology Platform – Nanomedicine (ETPN). “This surgical application also shows the versatility of Leti’s Lipidots™ technology, which is already being adapted for medical diagnosis and cosmetics purposes by Leti partners.”

“For nearly 11 years, Cancéropôle CLARA has actively supported leading-edge clinical oncology research that capitalizes on the regions’ rich technological and medical expertise, and we have fostered transfer of the results to industry through our system of public-private partnerships,” said Dr. Amaury Martin, secretary general of CLARA.  “The NanoENO project success strongly validates the mission of CLARA’s Proof of Concept program.”

Desarrollan radiofármacos de tercera generación contra cáncer

- El estudio lo encabeza Blanca Ocampo García, del ININ, beca L’Oréal-Unesco-AMC
A diferencia de sus antecesores, detectan sitios específicos del cuerpo e interactúan en el tejido de interés
- Descubren tumores neuroendocrinos y gastroenteropancreáticos de manera simultánea

La elevada incidencia de cáncer en el mundo ha obligado a la ciencia a desarrollar diferentes estrategias para prevenirlo y combatirlo. Una de ellas son los radiofármacos, sustancias que contienen un átomo radiactivo (llamado radionúclido) en su estructura y que por su forma farmacéutica, cantidad y calidad de radiación pueden ser administrados en seres humanos con fines diagnósticos o terapéuticos.
La más reciente generación de radiofármacos –a diferencia de las dos anteriores– es capaz de detectar sitios bioquímicos específicos del cuerpo, ya que están compuestos por fragmentos proteicos conocidos como péptidos, a los que se les pega el átomo radiactivo, capaz de interactuar con el tejido de interés o formar parte de procesos fisiológicos. De esta manera, es posible obtener imágenes in vivomediante equipos especializados y saber cómo funcionan los órganos incluso a nivel celular y molecular.
La primera y segunda generaciones de radiofármacos no eran específicas y su forma de actuar semejaba más a considerar al cuerpo humano como un tubo de ensayo donde actuaban moléculas extrañas a él.
Capacidades orgánicas de vectores
En cambio, los de tercera generación utilizan las capacidades orgánicas del cuerpo humano de vectores (transportadores) de radionúclidos.
Blanca Ocampo García, investigadora adscrita al Instituto Nacional de Investigaciones Nucleares (ININ), participa en un estudio para desarrollar radiofármacos de tercera generación que detecten simultáneamente, dos tipos de tumores: neuroendócrinos y gastroenteropancreáticos.
Con este proyecto obtuvo una de las becas para mujeres en la ciencia 2014, que otorga la empresa L’Oréal, conjuntamente con la Organización de Naciones Unidas para la Educación la Ciencia y la Cultura, y la Academia Mexicana de Ciencias (L’Oréal-Unesco-AMC), que recibió el lunes pasado en una ceremonia realizada en el Museo Nacional de Antropología.
Las membranas de las células tienen en su superficie diferentes tipos de moléculas, llamadas receptores, que al unirse de manera específica a otras sustancias presentes en el medio extracelular reciben información que transmiten al interior. Cuando la célula enferma u ocurren procesos malignos en ella, como sucede en el cáncer, algunos de estos receptores aumentan en número, es decir, se sobre-expresan, explicó.
Debido a que el tipo de receptor sobrexpresado varía dependiendo del tipo de padecimiento o del tejido maligno, los científicos desarrollan moléculas que se unen a estos receptores para rastrear y estudiar el tejido maligno de interés, o en su caso, para combatirlo.
Según la investigadora, se ha visto que los insulinomas (un tumor del páncreas que produce mucha insulina) sobrexpresan el receptor de un compuesto conocido como GLP-1 (péptido 1, análogo al glucagón, otra hormona que participa en el metabolismo del azúcar), que regula diferentes funciones, entre ellas aumenta la liberación de insulina y disminuye la del glucagón en respuesta a la ingestión de alimentos.
Los gastrinomas son tumores que se presentan también en el páncreas y además con frecuencia en una región del intestino delgado (duodeno), y secretan gran cantidad de gastrina (ácido). Estos tumores sobrexpresan los receptores de GLP-1 y de la somatostatina, sustancia que inhibe la liberación de la hormona de crecimiento, la insulina y el glucagón.
A la fecha existe una formulación desarrollada por el grupo de investigación de radiofármacos del ININ que ya cuenta con el registro sanitario ante la Secretaría de Salud y se distribuye a los centros de medicina nuclear, informó la joven investigadora. El radiofármaco recibe el nombre de 99mTc-octreótido y se utiliza para diagnosticar tumores neuroendocrinos; es muy eficaz para gastrinomas, pero sólo detecta de 50 a 60 por ciento de insulinomas.
Lo que nos interesaba era encontrar una molécula que se uniera a estos receptores del glucagón y encontramos que ese péptido puede ser un derivado de Exendin al que le vamos a introducir en su estructura el radionúclido tecnecio-99m. Este último compuesto no ha sido probado hasta ahora; es completamente nuevo.
Una formulación que contenga los dos péptidos radiomarcados con tecnecio: el Exendin y el octreótido, permitirá identificar en etapa temprana por imagen nuclear molecular a ciento por ciento de insulinomas y gastrinomas (primarios y sus metástasis), así como ser útil en la evaluación de la respuesta al tratamiento de la enfermedad, aseguró.
Para que en un futuro esta formulación se pueda utilizar en humanos es necesario que antes se hagan diferentes tipos de pruebas para asegurar su eficacia y seguridad, proceso que llega a tardar varios años.
“Primero estamos haciendo las pruebas de caracterización para demostrar que la molécula que proponemos funciona, y para eso nos valemos de todas las técnicas de química orgánica que existen. Después podremos hacer la evaluación in vitro;eso significa que usamos proteínas receptoras específicas y células tumorales para demostrar que efectivamente el radiofármaco se une a los receptores que proponemos”, abundó Blanca Ocampo.
“Seguirán las pruebas in vivo, en la que usaremos modelos murinos (con ratones) para estudiar cómo se distribuye en el organismo y comprobar que se capte en el tumor de interés.”
El objetivo final es que el radiofármaco derivado de Exedin se transfiera al sector salud por medio de la Planta de Producción de Radiofármacos del ININ, única en México que cuenta con las autorizaciones y certificaciones indispensables para producirlos.

Licitan un reactor RA-10, que podrá producir el 10% de la demanda mundial de radioisótopos

El gobierno nacional puso en marcha la licitación del Reactor Nuclear Argentino Multipropósito RA-10 que será desarrollado por la Comisión Nacional de Energía Atómica (CNEA), dependiente del Ministerio de Planificación Federal, proyecto que demandará alrededor de 300 millones de dólares de inversión y priorizará el autoabastecimiento de radioisótopos en territorio argentino, luego en América Latina y estará en condiciones de proveer un 10% de la demanda mundial.


El RA-10 es desarrollado por la CNEA en cooperación con la empresa estatal Invap, con conocimiento tecnológico de vanguardia mundial en reactores experimentales y de producción de radioisótopos, que entre otros hitos tiene al RA-3 en funcionamiento desde hace 50 años y el OPAL, que la firma de Bariloche vendió a Australia.

De hecho el RA-10 fue uno de los proyectos más celebrados en el reciente congreso mundial de reactores experimentales, denominado IGORR (sigla de International Group on Research Reactors), que terminó el viernes en la ciudad, y mereció más de 20 exposiciones ante las representaciones de los países y empresas más fuertes del sector.

El jefe de proyecto RA-10 y gerente de Ingeniería Nuclear del Centro Atómico Bariloche (CAB), Herman Blaumann, explicó a Télam que el reactor producirá radioisótopos para uso en medicina nuclear, procesos industriales, ensayos de combustibles y materiales, capacitación y otras tareas.

En una síntesis coloquial, entre los radioisótopos del reactor producen entre otros elementos Molibdeno 99, que en el proceso a través del uranio se trasmuta en Tecnesio 99, que es el principal insumo de todos los estudios, diagnósticos y tratamientos de la medicina nuclear.

Esto se almacena en una pequeña caja, denominada Tanque Generador de Tecnesio, que es el que usan los equipos de medicina nuclear y facilidades de investigación o ensayos de otro tipo.

El RA-10 será construido en los próximos cuatro a cinco años en el Centro Atómico Ezeiza, junto al RA-3, que llega al término de su vida útil y será reemplazado por este. Tendrá una potencia térmica de 30 megawatts, el 50% de la potencia del OPAL y el doble del RA-3.

Uno de los aspectos relevantes de su función estratégica es la producción de radioisótopos para el mercado argentino y el brasileño.

Hoy el RA-3 produce 450 Curies por semana (es la medida usada en radioisótopos), la mitad de demanda nacional y el resto se exporta a Brasil, que no produce y compra además a otros países. El Curie tiene un valor de mercado internacional de alrededor de 500 dólares, que varía según diferentes aspectos. La demanda crece, en el país y en el mundo, alrededor del 10%.

“En un futuro el RA-10 podrá producir 2.900 Curies por semana. La idea es primero autoabastecernos por completo. Luego abastecer toda la demanda de Latinoamérica y finalmente ir en busca del mercado mundial, ya que tendrá capacidad de abastecer hasta un 10 por ciento”, señaló el científico.

Destacó que además del importante ingreso de divisas para el país, esto nos posiciona como una de las cuatro principales potencias mundiales proveedoras de radioisótopos, con “una fortaleza muy valiosa a nivel regional”.

Desde esta perspectiva, el Ministerio de Planificación Federal y la CNEA desarrollaron convenios con Brasil, por los que le encargaron a Invap el desarrollo de la ingeniería básica del RA-10 para que la CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) construya el propio.

“Esta es una alianza estratégica importante, porque nos permite a ambos países abaratar costos, fabricación de componentes diversos y a futuro el posicionamiento regional será mucho más fuerte en conjunto que por separado”, agregó Blaumann.


Link original: http://www.telam.com.ar/notas/201411/86265-licitan-un-reactor-ra-10-que-podra-producir-el-10-de-la-demanda-mundial-de-radioisotopos.html

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vitória: PET-CT é incorporado efetivamente no SUS

A Portaria Nº 1.340, de 1º de dezembro de 2014, que estabelece a inclusão do PET-CT na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do Sistema Único de Saúde (SUS), foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 2 de dezembro. 
A SBMN, que acompanha o assunto desde a publicação das Portarias que preveem a incorporação da tecnologia na rede pública, no dia 23 de abril deste ano, no Diário Oficial da União, comemora esta vitória para a especialidade e para a população.

Biópsia guiada por PET-CT é realizada na Itália

Pioneira no Brasil e agora se espalhando pelo mundo, a biópsia guiada por PET-CT foi realizada pela primeira vez na Itália. O exame, que garante resultado para o diagnóstico de tumores ainda mais complexo, foi feito através da colaboração entre a medicina nuclear e a unidade de anatomia e histologia do Hospital Sant'Orsola Malpighi, de Bolonha, na Itália.
O hospital é o primeiro centro italiano e um dos dez melhores do mundo em número de exames realizados utilizando PET; atividade de diagnóstico que oferece uma imagem que faz perceptível não apenas anatômico, mas também funcional, apresentando diferentes cores das atividades das células. A utilização do PET-CT para guiar biópsias, como foi feito pela primeira vez, permite-se a biópsia orientada na parte mais ativa do tumor suspeito, com a obtenção de um diagnóstico preciso para o grau máximo.
"Este resultado foi conseguida graças à colaboração de vários profissionais. Só trabalhando em conjunto é agora possível fazer inovações e progressos importantes, integrando habilidades e experiência", afirmou Prof. Stefano Fanti, diretor de Medicina Nuclear do Hospital Sant'Orsola Malpighi. Para iniciar o novo método de biópsia guiada por PET-CT, o hospital hospedou por uma semana o médico nuclear brasileiro e diretor da SBMN, Juliano Cerci.

20 e 21 de março – Curso de Atualização do CBR


20 e 21 de março de 2015
tabela
Em breve serão divulgadas as grades de programação em todos os Estados participantes.


44º Congresso Brasileiro de Radiologia (CBR 15)


Data:
8 a 10 de outubro de 2015
Local:
Centro de Convenções SulAmérica
Rio de Janeiro/RJ
Endereço:
Av. Paulo de Frontin, 1 – Cidade Nova – Centro
Acesso principal pela Rua Beatriz Larragoiti Lucas
Próximo ao metrô Estácio


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Especialização em Proteção Radiológica e Segurança de Fontes Radioativas

O processo seletivo para o curso de pós-graduação em Proteção Radiológica e Segurança de Fontes Radioativas tem inscrições abertas até 1º de dezembro. O curso gratuito é oferecido pelo Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), aos países membros da AIEA e a toda a comunidade de profissionais de proteção radiológica do Brasil. Os participantes devem ter formação superior em Engenharia, Física, Química, Biologia, área da saúde e afins.
O conteúdo programático aborda aspectos técnicos e científicos, além de recomendações e normas nacionais e internacionais sobre proteção radiológica. Dividido em 15 módulos, engloba parte teórica e treinamentos práticos, com demonstrações, exercícios de laboratório, estudos de caso, visitas técnicas, exercícios de simulação e workshops. Alguns temas teóricos e exercícios utilizam a sala de aula virtual do curso. Para aprovação final, o aluno deve apresentar um projeto à Comissão de Pós-Graduação, a fim de completar os requisitos mínimos para obter seu certificado. Haverá disponibilidade de no máximo 25 vagas por ano para o curso.
A seleção dos candidatos leva em conta a formação superior, a experiência acumulada na área de radioproteção e aprovação no exame seletivo. As provas acontecem no dia 18 de dezembro. A ficha de inscrição, currículo ou currículo lattes e cópia autenticada do diploma de graduação devem ser enviados para o e-mail dienpird@gmail.com.
Saiba mais: http://goo.gl/EHVqpd

Panorama da Medicina Nuclear no Brasil e Cerimônia de posse marcam encerramento de 2014

Como última atividade do ano de 2014 a SBMN convida todos para um encontro especial no qual trará à reflexão o futuro da especialidade no país, as expectativas e a situação atual no Brasil. A palestra será proferida pelo atual presidente da Sociedade, Celso Darío Ramos.  “Teremos a oportunidade de discutirmos juntos os avanços alcançados e quais obstáculos ainda temos de vencer para aperfeiçoar e fortalecer a medicina nuclear no Brasil”, relata Ramos.
Na sequencia, mais um importante momento para a SBMN. Haverá na ocasião a cerimônia de posse da nova diretoria da Sociedade (gestão 2015-16), que terá à frente Claudio Tinoco.  A votação que elegeu os novos gestores da Sociedade ocorreu durante o XXVIII Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, que aconteceu em São Paulo (SP), entre os dias 26 e 28 de setembro, conforme noticiado no site. Inclusive, na última edição de SBMN em revista será publicada uma entrevista exclusiva com o novo presidente, na qual ele conta quais suas expectativas para o início de sua gestão à frente da entidade. Confira!
Após as atividades haverá ainda um jantar de confraternização para celebrar a conclusão de mais este ano. 
O encontro acontece em 11 de dezembro, às 20h, no Golden Tulip Paulista Plaza (Alameda Santos, 85 - São Paulo - SP). As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Embora incorporado no SUS, PET-CT permanece fora da tabela de ressarcimento

Portarias que preveem a inclusão do exame no sistema de saúde pública passaram a ter validade em outubro. 
A ausência de informações quanto à definição de critérios de ressarcimento pela realização do exame “PET-CT” nos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) às unidades prestadoras preocupa especialistas no Brasil. É o que informa a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN).
A entidade, que acompanha o assunto desde a publicação das portarias que preveem a incorporação da tecnologia na rede pública, no dia 23 de abril deste ano, no Diário Oficial da União (D.O.U.), relata que a falta de direcionamento acerca da restituição de custos despendidos pelo exame possa levar à não realização dos mesmos no País, devido à oneração que irá causar as unidades que o fizerem, visto que o mesmo não consta na tabela e ressarcimento do SUS.
Segundo o presidente da SBMN, Celso Darío Ramos, a contar da data da publicação das medidas, foi determinado um prazo máximo de 180 dias para a implementação efetiva das portarias, que deveriam inclusive conter os critérios de ressarcimento das unidades prestadoras pela realização do PET-CT, o que até o presente momento não ocorreu. 
As portarias SAS/MS nº 7; 8 e 9, estabelecem que o uso do PET-CT deve ser direcionada a estratificar a extensão de vários tipos de câncer em pacientes da rede pública. Pela portaria, são elegíveis ao PET-CT as seguintes situações: (1) câncer de pulmão de células não-pequenas, (2) câncer colorretal com metástase exclusivamente hepática com potencial ressecável e (3) linfomas de Hodgkin e não Hodgkin. Neste último caso, também haverá avaliação da resposta do tratamento. 
PET na Saúde Suplementar
Há um ano, em 22 de outubro de 2013, foi publicada a Resolução Normativa – RN nº. 338, que ampliou as indicações do PET-CT no rol de procedimentos cobertos por planos e operadoras de saúde de três para oito – que são: avaliação de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer de esôfago. 
Antes (desde 2010) eram contemplados apenas câncer  pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colorretal. “Enquanto isso, no SUS, são contemplados apenas os três tipos de câncer mais antigos já incluídos na saúde suplementar”, destaca Ramos.
Acesse as portarias
Nº 07 ǀ Nº 08 ǀ Nº 09

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Exame continua fora da tabela do SUS e prejudica pacientes com câncer

Flavia Villela – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em outubro, o exame PET-CT (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons), indicado para tratamentos do câncer, continua fora da tabela de procedimentos do sistema. As portarias que preveem a incorporação da tecnologia na rede pública foram publicadas em 23 de abril, no Diário Oficial da União. O exame, uma tomografia computadorizada, ajuda a estratificar a extensão de vários tipos de câncer em pacientes da rede pública, como câncer de pulmão de células não pequenas e linfomas de Hodgkin e não Hodgkin.

O prazo máximo de 180 dias para a implementação efetiva da inclusão da tecnologia na tabela, com os critérios de ressarcimento das unidades prestadoras, venceu em 23 de outubro. A falta desses critérios para a restituição de custos pode prejudicar pacientes, alerta a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN). O presidente da SBMN, Celso Darío Ramos, explicou que os custos altos do exame estão inviabilizando o procedimento em alguns hospitais. “Tanto as unidades públicas como as particulares não poderão fazer esse exame pelo SUS se não forem ressarcidos por isso, pois o custo é muito alto”, comentou ele. “São poucas as exceções de hospitais que atendem via estado e não governo federal. A população carente hoje não tem acesso a esse procedimento”, disse.

Ramos ressaltou que o PET-CT é uma ferramenta essencial para identificar e avaliar a extensão de determinados cânceres, como o linfoma. Ele lembrou que essa tecnologia é oferecida há anos em países como Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Chile e Argentina. “A ONU [Organização das Nações Unidas] recomenda esse procedimento. É um procedimento que embora seja caro pode reduzir custos, pois pode evitar uma cirurgia desnecessária”, declarou. “Por exemplo, câncer de pulmão, só faz sentido realizar uma operação de grande porte e onerosa se o paciente não fizer metástase. O PET-CT consegue indicar com precisão se esse tumor já se espalhou pelo corpo”, explicou o médico.

De acordo com a SBMN, há no país um parque de equipamentos de tomografia computadorizada suficiente para atender os pacientes da rede pública. São cerca de 100 aparelhos, com  distribuição geográfica aproximadamente proporcional à densidade demográfica no país.

O Ministério da Saúde informou que a inclusão do exame na tabela SUS está prevista até o fim do ano. O exame vai permitir ampliar a assistência oncológica aos usuários do SUS, beneficiando cerca de 20 mil pessoas por ano. Atualmente, 21 estados têm equipamentos para realizar esse tipo exame.
Além do PET-CT, o SUS oferece outros tipos de exames para diagnóstico e avaliação do câncer. São eles: radiografia, mamografia, cintilografia, ultrassonografia, tomografia computadorizada (CT), ressonância magnética (MRI) e endoscopia.

Nos últimos três anos, o ministério ampliou em 47,3% o investimento na assistência oncológica, passando de R$ 1,9 bilhão em 2010 para R$ 2,8 bilhões em 2013. Esses recursos são destinados à realização de exames, cirurgias, radioterapia e quimioterapia. Atualmente, 280 hospitais realizam diagnóstico e tratamento de câncer em todo o Brasil.

Link original: http://agenciabrasil.ebc.com.br/print/937723

In Practice cita artigo de médico nuclear brasileiro

De autoria do médico nuclear e membro da SBMN, Omar Carneiro Filho, o artigo “Um novo método para a localização intraoperatória de foco de epilepsia mediante utilização de gamaprobe”, foi tema de reportagem na edição de outono da revista In Practice. 
A publicação é direcionada aos associados daAmerican Roentgen Ray Society (ARRS).
O trabalho foi mencionado na seção Neuroradiology Articles, no qual a entidade norte-americana também fala a respeito de artigos de outras sociedades com quem tem parceria na Ásia, Europa, África, Oceania e América do Sul, que é representada por Argentina e Colômbia, além do próprio Brasil. Esta é a primeira vez que um estudo brasileiro nesta linha de pesquisa é selecionado por In Practice.
Confira:

Acesse aqui o artigo na íntegra.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

SBMN promoverá palestra com professor norte-americano no RJ

O Dr. Anthony Shields, professor de Oncologia e Medicina na Wayne State University e diretor de Ciências Clínicas doKarmanos Cancer Institute, de Detroit, Estados Unidos, conduzirá a palestra The Value of PET Quantitation for the Referringno Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), no Rio de Janeiro, no dia 25/11, sob a organização da SBMN.

Complimentary Webinar Series: Best Practices in Nuclear Cardiology


sábado, 15 de novembro de 2014

SBMN apoia Novembro Azul


Em apoio à campanha mundial de conscientização quanto ao diagnóstico precoce do câncer de próstata, a SBMN aderiu à iniciativa “vestindo” seu logo no facebook de azul, a cor que simboliza o movimento.
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás do câncer de pele. Em valores absolutos, representa 10% do total de cânceres mundiais em homens, sendo o sexto tipo mais comum. 
No campo da medicina nuclear, uma terapêutica com cloreto de rádio-223 tem se mostrado promissora em termos de impacto na sobrevida nos casos avançados da doença. Os avanços nas pesquisas foram apresentados durante o Congresso da SBMN deste ano. Confira a reportagem publicada pelo portal de notícias OncoNews.

Novembro Azul - SBMN


Nós, da SBMN, também vestimos essa camisa! A campanha do Novembro Azul é importante para que o câncer de próstata não seja mais considerado o tipo de câncer de maior mortalidade entre os homens, atualmente. O diagnóstico precoce é importante, não deixe que isso atrapalhe sua vida!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Único equipamento público de cintilografia do DF segue quebrado

Sayonara Moreno

Os pacientes em tratamento de câncer de próstata do Hospital de Base terão que aguardar mais tempo pela máquina de cintilografia óssea da unidade. O equipamento mostra se o câncer avançou e em que estágio se encontra.


No dia 17 de outubro, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal enviou uma nota informando que o problema do equipamento era uma peça importada, não disponível no mercado brasileiro. O prazo de conserto era de 15 dias, o que não aconteceu.



O conserto do aparelho ainda não tem data prevista. Segundo a Secretaria de Saúde, o Hospital de Base tem a única máquina de cintilografia para casos de próstata, no DF. O exame na rede particular custa, em média, R$ 1 mil.


Seminários P&D Centro de Radiofarmácia IPEN


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Medicina Nuclear: avanços e desafios de uma especialidade promissora


Especialidade que tem crescido nos últimos anos no mundo, a medicina nuclear celebra em 8 de novembro o “Dia Internacional da Medicina Nuclear”. Dinamismo e multidisciplinaridade, derivada de sua contínua interação com a física, a farmácia, a química, biologia e matemática, sem dúvida, são alguns dos atributos que fascinam àqueles que optam pela medicina nuclear enquanto carreira.  Além disso, trata-se de um campo da medicina com grandes perspectivas inovadoras tanto na área diagnóstica como na terapêutica.
Sua existência no País não é recente, já ultrapassa cinco décadas. A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) foi fundada em 14 de setembro de 1961.
Mas, apesar de promissora, esta é uma área que ainda enfrenta grandes desafios para sua expansão no Brasil. Um dos pontos relaciona-se à formação em medicina nuclear, cujo número de especialistas evolui ainda abaixo das expectativas.
No Brasil há hoje um total estimado de 660 médicos nucleares, conforme apontou o levantamento “Demografia Médica no Brasil – Vol. 2”, do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Destes, 368 (55,76%) estão no Sudeste; seguidos de 123 (18,64%); 86 (13,03%) no Nordeste, 67 (10,15%) no Centro-Oeste; e 16 (2,42%) no Norte. Em sua maioria, a especialidade é composta por médicos na faixa dos 30 e 60 anos; sendo os com idade inferior a este grupo ainda com baixa representatividade.
Ainda é notório o desconhecimento não apenas da população, mas dos próprios colegas médicos. E isto se deve à fragilidade na abordagem da medicina nuclear no dia a dia da formação em medicina, de maneira geral. Ao contrário de outros países, no Brasil muito poucas faculdades de medicina dispõem da disciplina de medicina nuclear. Assim, este incremento do ensino é fundamental.
Na grade científica da graduação em medicina a abordagem em medicina nuclear ainda é tímida, fator que contribui para o baixo interesse neste campo. Por outro lado, a qualidade apresentada nos programas de residência médica (PRMs) é alta de modo geral. Entretanto, o número de PRMs ainda é muito limitado para a demanda de profissionais a serem formados no país.  De acordo com o Ministério da Educação (MEC), atualmente há 21 programas de residência em medicina nuclear credenciados no País, com um total de 53 vagas de residentes em cada um dos três anos do programa. A maioria dos programas de residência está localizada na região sudeste (16 dos 21).
Esta deficiência é em parte suprida por cursos de especialização promovidos por instituições particulares de medicina nuclear, o que representa uma solução limitada devido à baixa interação dos especializandos com outras áreas da medicina, como cardiologistas, nefrologistas, hematologistas entre outros especialistas que tem relação integrada com medicina nuclear. Esta aproximação deve idealmente ocorrer nas universidades e faculdades, não apenas no ensino da Medicina Nuclear, mas como parte da formação de outros especialistas, exatamente devido ao papel da MN junto a estas outras áreas da medicina.
Apesar da evolução expressiva da especialidade no País nos últimos anos, o Brasil ainda ocupa a 25ª posição de um ranking de quantidade de exames realizados por ano. Como exemplo, enquanto o Canadá executa 64,6 exames por mil habitantes/ano, o Brasil realiza apenas 2,5. Isso demonstra claramente a necessidade de se difundir a especialidade no país. 
Certamente, a oferta de medicina nuclear está em crescimento. Com a introdução da tecnologia “PET-CT” a demanda de exames aumentou, o que proporcionou o aumento da demanda por especialistas neste segmento. Considerado um dos principais avanços da Medicina Nuclear o PET (do inglês pósitron emission tomograph) foi incorporado à prática clínica há mais de duas décadas. A tecnologia utiliza radiofármacos emissores de pósitrons e apresenta uma maior resolução anatômica dos órgãos a serem examinados. Poucos anos após a introdução do PET uma inovação revolucionou a especialidade mais uma vez, que foi o acoplamento de equipamentos CT (computed tomograph), dando origem ao equipamento híbrido PET-CT que sobrepõe imagens anatômicas e funcionais.
De acordo com a SBMN já existe no Brasil um parque desses equipamentos que é suficiente para atender aos pacientes da rede pública, tendo em torno de 100 aparelhos PET-CT, com uma distribuição geográfica aproximadamente proporcional à densidade demográfica no país.
Ainda há muito a se caminhar neste sentido, mas temos a esperança que estamos na reta certa para alcançarmos o reconhecimento, fortalecimento e expansão da especialidade, em suas diversas vertentes, seja na formação, desenvolvimento, e no atendimento à população.
Panorama da saúde pública e suplementar
Há um ano, em 22 de outubro de 2013, foi publicada a Resolução Normativa – RN nº. 338, que ampliou as indicações do PET-CT no rol de procedimentos cobertos por planos e operadoras de saúde de três para oito – que são: avaliação de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer de esôfago. Antes (desde 2010) eram contemplados apenas câncer  pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colorretal. Enquanto isso, no SUS, são contemplados apenas os três tipos de câncer mais antigos já incluídos na saúde suplementar: 1) câncer de pulmão de células não-pequenas, (2) câncer colorretal com metástase exclusivamente hepática com potencial ressecável e (3) linfomas de Hodgkin e não Hodgkin. Neste último caso, também haverá avaliação da resposta do tratamento. 
Sobre a rede pública, a ausência de informações quanto à definição de critérios de ressarcimento pela realização do exame “PET-CT” nos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) às unidades prestadoras preocupa especialistas no Brasil. A SBMN, que acompanha o assunto desde a publicação das portarias que preveem a incorporação da tecnologia na rede pública, no dia 23 de abril deste ano, no Diário Oficial da União (D.O.U.), acredita que a falta de direcionamento acerca da restituição de custos despendidos pelo exame possa levar à não realização dos mesmos no País, devido à oneração que irá causar as unidades que o fizerem, visto que o mesmo não consta na tabela e ressarcimento do SUS.
A contar da data da publicação das medidas, foi determinado um prazo máximo de 180 dias para a implementação efetiva das portarias, que deveriam inclusive conter os critérios de ressarcimento das unidades prestadoras pela realização do PET-CT, o que até o presente momento não ocorreu.
*Celso Darío Ramos - Médico Nuclear, é presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN)


8 de novembro - Dia Internacional da Medicina Nuclear


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Projeto NUMDAB incentiva a atualização de serviços de medicina nuclear

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convida diretores, gestores e responsáveis pela área de medicina nuclear para participarem do projeto Nuclear Medicine Database (NUMDAB). A iniciativa visa coletar informações dos serviços para manter o banco de dados da AIEA atualizado sobre a situação prática da especialidade.
Para registrar o serviço na base de dados, basta acessar o formulário e preenchê-lo com as informações necessárias. Vale ressaltar que a plataforma está focada em coletar dados de serviços individuais de medicina nuclear, com informações sobre recursos humanos, equipamentos e radionuclídeos e radiofarmácos utilizados.
O projeto pretende aumentar os serviços de MN registrados e atualizar os cadastrados, já que o CNEN calcula que existam aproximadamente 400 serviços autorizados no Brasil e apenas 25 registrados no NUMDAB.