segunda-feira, 3 de julho de 2017

Você sabia que existe um reator nuclear dentro da USP?

Conheça o IEA-R1, reator de pesquisa do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares
Por  - Editorias: UniversidadeTV USP



Quem entra na Cidade Universitária pela portaria 3 pode nem se dar conta, mas estará passando bem próximo de um reator nuclear. Ele fica no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, o Ipen, entidade associada à USP que ocupa uma área de 500 mil m² do campus do Butantã.
O Ipen é uma autarquia vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo e gerida técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Governo Federal.
Um reator nuclear é um sistema capaz de controlar a reação nuclear – caso contrário, essa reação, chamada também de fissão nuclear, liberaria uma quantidade imensa de energia, como acontece na explosão de bombas atômicas. E se engana quem pensa que a aplicação de um reator como esse é apenas para a obtenção de energia: a indústria e a medicina também podem se beneficiar dessas reações que ocorrem no átomo.
Essas duas áreas são justamente o foco do IEA-R1, como é chamado o reator do Ipen. Trata-se de um reator de pesquisa tipo piscina que utiliza água leve como moderador. Isso significa que a água leve é o elemento utilizado para reduzir a velocidade dos nêutrons liberados no processo de fissão.
Frederico Antonio Genezini é gerente do Centro do Reator Nuclear de Pesquisa (CRPq), área responsável pela operação e utilização do IEA-R1, e fala sobre as principais características do reator.
Visitas ao Ipen devem ser agendadas pelo e-mail pergunta@ipen.br. São aceitos grupos de 8 a 18 pessoas, com idade mínima de 18 anos. As visitas ocorrem às terças e quartas, no período da manhã. Mais informações sobre o Ipen no site do instituto.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

SBMN indica: módulos sobre aplicações clínicas com Radionuclídeos da IAEA

Em busca da melhora contínua da especialidade, a seção de Medicina Nuclear e Imagem de Diagnóstico da Divisão de Saúde Humana da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), juntamente com as principais organizações profissionais internacionais, apresentam o novo módulo de estudos “Aplicações Clínicas Atuais com Radionuclídeos”. As aulas acontecem na internet e são direcionadas a profissionais da área.
Por ser realizado online, o módulo permite que os alunos disseminem o conteúdo apresentado e interajam entre si. Além disso, é possível explorar a lista de estudo desenvolvida, em colaboração, com a Associação Européia de Medicina Nuclear (EANM), Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI) e a Sociedade Americana de Cardiologia Nuclear (ASNC) para a expansão do conhecimento.
Todo material é gratuito e podem ser acessados pelos links a seguir:
http://bit.ly/2sW7qdd
http://bit.ly/2srLD9L

RJ: encontro reúne mais de cem profissionais para debater perspectivas no câncer diferenciado de tireoide

Organizado pela Regional Rio de Janeiro da SBMN, o encontro contou com a presença de 120 profissionais


Aconteceu no último dia 27 o Encontro Científico de Medicina Nuclear sobre câncer de tireoide diferenciado. Organizado pela Regional Rio de Janeiro da SBMN e coordenado pelo Dr. Sergio Altino de Almeida, o evento contou ainda com a participação da Dra. Barbara Juarez Amorim e reuniu 120 pessoas.
Na programação, foram debatidos os seguintes temas: novos conceitos na estratificação de risco do câncer de tireoide, em palestra da endocrinologista Denise Momesso; radioterapia, em palestra da Dra. Barbara; e condutas do câncer de tireoide refratário a radioiodoterapia, em palestra do médico nuclear Sério Altino.
No final do encontro, houve um debate com o médico nuclear Claudio Tinoco e a endocrinologista Rossana Corbo.
A reunião contou com o patrocínio da Genzyme e apoio da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Rio de Janeiro (SBEM-RJ).


domingo, 11 de junho de 2017

Alasbimn 2017


Estão abertas as inscrições para o Alasbimn 2017, no Chile

O XXVI Congresso Associación Latinoamericana de Sociedade Biologia y Medicina Nuclear (Alasbimn 2017), que acontece de 21 a 26 de novembro, no Chile, está com inscrições abertas para os interessados em participar da programação. Profissionais que queiram apresentar trabalhos também já podem se inscrever. 

Os cadastros realizados até dia 30 de junho terão desconto no valor de inscrição.

Mais informações em nosso site: bit.ly/2qFWwnC


Evento/RJ: Perspectivas no câncer de tireoide bem diferenciado


Acontece no próximo dia 27, no RJ, o Encontro Científico de Medicina Nuclear com temas relacionados ao câncer de tireoide. O evento é organizado pela Regional Rio de Janeiro da SBMN.

As palestras serão conduzidas pelos médicos nucleares Barbara Juarez Amorim, Sérgio Altino e Cláudio Tinoco, e pelas endocrinologistas Denise Momesso, Fernanda Vaisman e Rossana Corbo.

Mais informações e inscrições em www.sbmn.org.br


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Casa lotada: SBMN reúne 100 participantes em encontro sobre Cintolografia Cerebral com TRODAT®


Aconteceu dia 29 de maio o encontro científico “Cintilografia Cerebral com TRODAT® (Estudo dos Transportadores de Dopamina) – Aspectos práticos: da radiofarmácia ao consultório clínico”, realizado em São Paulo. Com lotação máxima, o evento contou com a presença de 100 participantes que puderam assistir às palestras e participar de debates.
A grade de conteúdo foi composta pela radiofarmacêutica responsável pela radiofarmácia centralizada da RPH, Priscilla Larcher, pelo médico nuclear do departamento de imagem do Hospital Albert Einstein, Guilherme de Carvalho de Campos Neto. Participaram ainda, Bárbara Juarez Amorim, Akemi Osawa e, no encerramento, o médico neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein André Carvalho Felício, doutorado pela UNIFESP e pós-doutorado na University of British Columbia.

Acompanhe nossa programação de eventos em sbmn.org.br/agenda-sbmn


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Física: com 23 profissionais presentes, 1º curso para operadores aborda a rotina dos serviços de MN

Entre os participantes estiveram biomédicos, residentes de medicina nuclear, tecnólogos e físicos


Atenta às necessidades da comunidade científica, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) realizou nos dias 20 e 21 de maio, o 1º Curso de Física para operadores de equipamentos, em São Paulo. Com atividades teórico-práticas desenvolvidas por professores com vasta experiência na área, a grade abordou os principais tópicos, de física e instrumentação, identificação de artefatos e processamento de imagens, enfatizando a atuação do operador na solução de problemas operacionais mais frequentes na rotina da Medicina Nuclear.
Sob o comando da coordenadora do Departamento de Biomédicos e Tecnólogos da SBMN, a biomédica Solange Amorim Nogueira, e Cristiano Duarte, físico médico, especialista em Medicina Nuclear e imagem molecular, a atividade foi dividida em 3 módulos: Introdução, Conceitos de Medicina Nuclear em SPECT e SPECT/CT, Conceitos da Medicina Nuclear em PET-CT. “Da definição das atividades à abertura para um debate ao final do curso, buscamos abranger a aplicabilidade de toda a rotina médico-nuclear”, explica a biomédica.
Ao final do encontro, uma mesa de debate com participantes e palestrantes trouxe à tona questões da rotina de medicina nuclear, como a presença de artefatos em ambiente de tratamento e diagnósticos, aferição de doses, além de dúvidas práticas do dia a dia. “Tivemos uma grade científica bastante detalhada e intensa, a fim de privilegiar a convergência de conhecimentos das mais diversas áreas, desde físicos até residentes”, afirma Cristiano ao ressaltar a satisfação em receber feedbacks positivos dos profissionais de Física, assim como os de biomedicina participantes do evento.
Devido ao sucesso da primeira edição, a SBMN planeja novos encontros. Acompanhe pelo nosso site as novidades. Acesse: http://sbmn.org.br/agenda-sbmn/

Link original: http://sbmn.org.br/noticia/fisica-com-23-profissionais-presentes-1o-curso-para-operadores-aborda-a-rotina-dos-servicos-de-mn/

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Encontro científico esclarece benefícios do uso do Radio-223 e liberdade de escolha do paciente


Aproximadamente de 60 profissionais se reuniram no dia 11 de maio, em Salvador (BA), para o Encontro Científico de Atualização: “Radio-223 (Xofigo®) no Manejo do Câncer de Próstata: a Visão do Oncologista e Médico Nuclear”. Organizado pela regional Bahia da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), o evento teve na programação palestras da médica nuclear Adelina Sanches e do oncologista clínico, Fernando Nunes.
No centro das apresentações estava a molécula radioativa para tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração, o Radio-223. O tema ganha cada vez mais notoriedade entre a classe médica e pacientes, pois, além da terapia em si, também envolve o caráter de individualidade de escolha pelo tratamento. “Como este é um procedimento novo em medicina nuclear, que pressupõe multidisciplinaridade no manejo do paciente a integração entre oncologistas e médicos nucleares é essencial”, comenta Adelina. Para ela, essa interação agrega não apenas na conduta terapêutica, mas revisita a medicina nuclear como parte do cuidado médico frente a outras especialidades.
O encontro contou com o apoio educacional da Bayer.
Próximos encontros
Para o segundo semestre, a regional Bahia tem previsto um evento de porte internacional em razão da vinda do internacionalmente renomado Homer Macapinlac, que estará no Brasil para participar da programação o 31º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site www.sbmn.org.br/congresso2017


quarta-feira, 3 de maio de 2017

SBMN lança curso de Terapia em Medicina Nuclear

Com inscrições abertas no site, atividade acontecerá dias 7 e 8 de julho em São Paulo


A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) lança neste ano a primeira edição do “Curso de Terapia em Medicina Nuclear”. Com inscrições abertas no site da Sociedade, a atividade acontecerá em São Paulo (SP), dias 7 e 8 de julho, com carga horária de 16 horas.  clique aqui para garantir sua vaga!
Sob a coordenação dos médicos nucleares Letícia Rigo, Marcelo Tatit Sapienza, Bárbara Amorim, Roberta Morgado Zuppani, Cristiano Duarte e José Willegaignon A. Carvalho, o curso tem como objetivo ampliar o conhecimento, esclarecer dúvidas e discutir casos clínicos tendo como base as ferramentas da medicina nuclear para fins terapêuticos.
Serviço:
Data: 7/07/17 à 8/07/17
Inscrições: clique aqui
Local: Hotel Golden Tulip – São Paulo (SP)
Organização: SBMN
Coordenadores: Letícia Rigo, Marcelo Tatit e Bárbara Amorim
Público-alvo: médicos nucleares (e também radiofarmacêutas e físicos – especialmente no 2º dia)
Acompanhe a agenda de eventos da SBMN – acesse http://sbmn.org.br/agenda-sbmn/


Cintilografia Cerebral com Trodat - Aspectos práticos: da radiofarmácia ao consultório clínico


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Abertas inscrições para o 9º Curso Intensivo de PET/CT

Nos dias 15 a 18 de junho a SBMN realizará em São Paulo (SP) a 9ª edição Curso Intensivo Teórico-Prático de PET/CT. Sob a organização do médico nuclear e diretor da Sociedade, Sérgio Altino de Almeida, o encontro tem como objetivo apresentar os princípios do funcionamento da tecnologia, bem como abordar noções de anatomia seccional e das principais aplicações do método em oncologia.
Além de teóricas, o curso terá atividades práticas (Hands on).
Confira mais informações na imagem abaixo. Inscrições abertas em http://www.sbmnadm.org.br/webassociado



terça-feira, 25 de abril de 2017

Uso da Medicina Nuclear na Prática Clínica


Câncer de Próstata: SBMN realiza Encontro Científico de Atualização em 11/5, na Bahia. Inscreva-se



No próximo dia 11 de maio, quinta-feira, será realizado em Salvador (BA) o encontro científico de atualização: “Radio-223 (Xofigo®) no manejo do câncer de próstata: a Visão do Oncologista e Médico Nuclear”.
A atividade é organizada pela regional da Bahia da SBMN e tem como palestrantes os médicos nucleares Adelina Sanches e Fernando Nunes. O público-alvo são os médicos.
As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas. Acesse aqui
Serviço
Radio-223 (Xofigo®) no manejo do câncer de próstata: a Visão do Oncologista e Médico Nuclear
Data:
 11/05/2017 (Quinta-feira) das 19h30 às 21h30
Local: Churrascaria Fogo de Chão (Rua João Gomes, 321 – Rio Vermelho- Salvador – BA
Este evento tem apoio educacional da Bayer


Inscreva-se no XII Simpósio Edwaldo Camargo


Estão abertas as inscrições para o XII Simpósio Edwaldo Camargo – PET/CT e SPECT/CT em Oncologia O encontro, que é organizada pelo grupo MND, com apoio da SBMN e Unicamp, acontecerá nos dias 2 e 3 de maio, na cidade de Campinas, interior de São Paulo. Discussões de caso e atividades interativas integram a programação do evento.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

SBMN abre inscrições para 1º Curso de Física para operadores de equipamentos de Medicina Nuclear


Estão abertas até o dia 15 de maio as inscrições para o 1º Curso de Física para operadores de equipamentos de Medicina Nuclear. Confira na seção “Agenda” do site a grade programática e garanta sua vaga http://bit.ly/2oS8a2u
A atividade ocorrerá nos dias 20 e 21 de maio, em São Paulo, tendo como carga horária um total de 16 horas.
Organizada pela SBMN, o curso tem como objetivo abordar os principais tópicos de física e instrumentação, identificação de artefatos e processamento de imagem, enfatizando a atuação do operador na solução de problemas operacionais mais frequentes na rotina do serviço de Medicina Nuclear.


terça-feira, 4 de abril de 2017

PET Scan ‘full-body’ pode mudar a pesquisa biomédica


Ao contrário dos tradicionais PET scanners, que fornecem uma visão estreita de tecido, o novo scanner pode produzir uma imagem mais ampla, com resolução muito mais alta dos órgãos

Depois de dez anos em construção, pesquisadores finalmente receberam financiamento para construir um protótipo do primeiro scanner de tomografia por emissão de positrões (PET) do mundo.

Seu desenvolvimento pode alterar significativamente a imagiologia médica e ajudar no avanço de uma série de áreas de investigação biomédica, incluindo oncologia, desenvolvimento de drogas e estudos materno-fetal estudos. Essa afirmação é dos cientistas envolvidos na construção do dispositivo.
O projeto é co-liderado por Simon R. Cherry e Ramsey Badawi, ambos Ph.D., e professores de Engenharia Biomédica e Radiologia da Universidade da Califórnia (EUA)
Questionado que os PET scanners já fornecem uma grande visão sobre tecidos e órgãos, então o que inspirava os pesquisadores a realizar o enorme projeto de desenvolvimento de um PET scanner de corpo completo, Cherry respondeu que “foi a constatação de que estamos perdendo muito do sinal disponível e a crescente constatação de que muitas doenças e distúrbios envolvem múltiplos órgãos e sistemas no corpo”. Ele também destacou o fato não existirem ferramentas de imagem que possam examinar a função em todo o corpo.
Cherry explicou que, com a nova tecnologia, é possível ver todos os órgãos e tecidos no corpo de uma só vez e acompanhar o que está acontecendo em todos os lugares.
Ao contrário dos tradicionais PTE scanners, que fornecem uma visão estreita de tecido, o novo scanner pode produzir uma imagem mais ampla, com muito mais alta resolução dos órgãos do corpo. “Isso poderia nos permitir coletar imagens muito mais rapidamente – reduzindo drasticamente a desfocagem causada pelo movimento do sujeito durante a digitalização”, disse Cherry.
Outro benefício adicional é que são necessárias doses muito menores de rastreadores radioativos do que os scanners convencionais, abrindo a porta para estudos envolvendo populações de pacientes sensíveis, como mulheres grávidas e crianças, e exames mais seguros a longo prazo.
O outro co-autor do projeto, Badawi, enfatizou que “a redução na dose de radiação nos permitirá digitalizar o mesmo assunto repetidamente durante um longo período, para que possamos determinar melhor o curso, causas e curas de doenças crônicas, como artrite, diabetes e obesidade”.
Atualmente, para obter uma varredura ‘full-body’, os pesquisadores precisam fazer um compósito a partir de varreduras em série e também por meio de informações que vêm de medir mudanças temporais na distribuição de radiotraçadores, que só podem ser coletadas de uma parte do corpo de cada vez.
“Como resultado, o potencial total do PET como ferramenta de pesquisa translacional ainda não foi realizado”, escreveram os pesquisadores.
O PET scanner ‘full-body’ forneceria uma solução, dizem os pesquisadores, capturando quase todos os fótons emitidos e proporcionando cobertura simultânea de todo o corpo, com um ganho de mais de 40 vezes na sensibilidade efetiva e um aumento maior do que seis vezes em relação sinal/ruído, em comparação com imagens de corpo inteiro em scanners PET convencionais.
Amplas aplicações potenciais
Publicado em 15 de março/2017 na Science Translational Medicine, o artigo dos autores descreve uma variedade de potenciais pesquisas e aplicações de saúde.
A Oncologia é a primeira área que os cientistas acreditam que esta tecnologia poderia fazer um impacto.
O trabalho também poderia estender-se às investigações de doenças infecciosas, como o HIV e a tuberculose.
Outra aplicação relatada no artigo é o desenvolvimento de fármacos. Por exemplo, os investigadores sugerem que as investigações farmacodinâmicas de ‘full-body’ de alta sensibilidade poderiam ser realizadas durante os ensaios clínicos de fase 1 e 2.
Desafios e limitações

Embora a tecnologia seja promissora e excitante, houve desafios para chegar a este ponto e ainda serão necessários avanços adicionais antes que o PET scanner PET ‘full-body’ possa realizar seu potencial.

“A escala do sistema é enorme pelos padrões atuais”, disse Cherry. O maior desafio técnico, segundo ele, era certificar-se de que as vastas quantidades de dados poderiam ser coletadas, movidas, armazenadas e processadas em um período razoável de tempo sem quaisquer perdas.
Curiosamente, no entanto, na opinião de Cherry, havia um desafio ainda maior a superar. O maior desafio foi “convencer a pesquisa biomédica e a comunidade clínica, bem como as agências de financiamento, que o alto custo inicial de desenvolver um scanner que cobre todo o corpo é facilmente justificado pelas claras oportunidades que esta tecnologia tem para contribuir com novas descobertas importantes para a saúde humana e doenças, bem como melhorias na assistência ao paciente “, disse ele.
Os Institutos Nacionais de Saúde concederam 15,5 milhões de dólares à Cherry e Badawi para liderar o consórcio multi-institucional EXPLORER, com a finalidade de construir um protótipo do scanner.
As primeiras pesquisas humanas serão feitas a varredura em meados de 2018.
Embora os pesquisadores digam que o PET scanner total poderia ter um “impacto imediato” por uma combinação de produzir melhor qualidade de imagem e reduzir as doses de radiação e o tempo que leva para fazer a varredura, eles observam que o alto custo inicial pode ser proibitivo. Os scanners projetados podem custar cerca de cinco a seis vezes mais do que os scanners convencionais.
A maioria dos centros de saúde não vai adotar a tecnologia até que os avanços tecnológicos diminuam o custo ou até estar provado que eles fornecem uma vantagem clínica significativa.
Um desafio inicial adicional quando o dispositivo estiver disponível é desenvolver “paradigmas de imagem que demonstrem seu poderoso e único papel”, dizem os pesquisadores. Eles acrescentaram que os biomarcadores de imagem precisarão ser desenvolvidos para que algumas das aplicações mais avançadas possam ser realizadas.
As enormes quantidades de dados coletados pelo scanner também exigem que as metodologias de análise sejam desenvolvidas e refinadas.
Ainda assim, os cientistas estão esperançosos e antecipam, com base na evolução anterior da tecnologia PET, um “processo auto-realizável”, onde a pesquisa e o uso clínico levarão a avanços tecnológicos que diminuirão o custo e impulsionarão a adoção e o uso na medicina translacional nos cuidados de saúde. (com informações da Bio Cience Technology)
Clique aqui para ler o artigo dos autores da pesquisa Cherry e Badawi.
Crédito ilustração: S.R. Cherry et al., Science Translational Medicine (2017)


domingo, 12 de março de 2017

Produção de Radiofármacos é retomada pelo IPEN


Funcionários do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) retomaram a produção de radiofármacos na manhã de 10 de março, após realizarem assembleia. A greve, que havia sido iniciada em 8 e março, ocorreu em reivindicação à manutenção do pagamento do adicional da radiação ionizante, conforme acordado no ano de 2016 junto à CNEN. Os trabalhadores do IPEN devem se reunir novamente na terça-feira, dia 14, para analisar a situação.
Embora a produção dos geradores tenha sido mantida, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear – representada por seu presidente, Juliano Cerci, e os diretores Marília Marone e Celso Darío Ramos, levou o assunto à reunião interministerial que ocorreu em Brasília ontem, 9/03.
Agendado desde fevereiro, o encontro ocorreu para dar continuidade aos diálogos que vem sendo estabelecidos pela SBMN junto aos representantes do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), Ministério da Saúde (MS), Ministério de Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicação (MCTIC); Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
O objetivo da Sociedade é encontrar uma solução definitiva para resolver o desequilíbrio entre o investimento necessário para realizar os procedimentos da medicina nuclear no Brasil e o valor atualmente praticado pela Tabela SUS para ressarcimento dos mesmos, o qual não é atualizado desde 2009.


terça-feira, 7 de março de 2017

XII Simpósio Edwaldo Camargo – PET/CT e SPECT/CT em Oncologia


Estão abertas as inscrições para o XII Simpósio Edwaldo Camargo – PET/CT e SPECT/CT em Oncologia.
O encontro, que acontecerá nos dias 2 e 3 de maio, será realizado na cidade de Campinas, interior de São Paulo, no Vitória Hotel Concept. Confira mais informações e inscreva-se! http://bit.ly/2nbqApW


Organizada pelo grupo MND, com apoio da SBMN e Unicamp - Universidade Estadual de Campinas, a atividade integra o calendário de simpósios anuais “PET/CT e SPECT/CT em Oncologia”, realizados pela instituição, que tradicionalmente aborda aspectos relevantes da Medicina Nuclear em Oncologia, por meio de discussão de casos e sessões interativas.

I Curso de Física para Operadores de Equipamentos de Medicina Nuclear

quarta-feira, 1 de março de 2017

Medicina nuclear é tema de reunião entre Ministérios

Solicitado pela SBMN, encontro teve como objetivo expor questão do reajuste da Tabela SUS


A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), representada pelo presidente, Juliano Cerci, e pelos diretores, Marília Marone, Celso Darío Ramos e  Gustavo Gomes, reuniu-se nesta terça-feira, dia 21 de fevereiro, com representantes de diferentes ministérios, em Brasília (DF): Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), Ministério da Saúde (MS), Ministério de Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicação (MCTIC); Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Houve ainda a presença da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Solicitado pela Sociedade, o encontro teve como objetivo expor a situação da medicina nuclear frente à questão do desequilíbrio entre o investimento necessário para realizar os procedimentos da medicina nuclear no Brasil e o valor atualmente praticado pela Tabela SUS para ressarcimento dos mesmos, o qual não é atualizado desde 2009.
Houve um importante retorno às ações que vem sendo desenvolvidas pela SBMN, sobretudo nos últimos anos. Os dados que foram encaminhados pela entidade em 2016 em proposição para recomposição da Tabela estão em análise.
A expectativa é que em breve ocorra uma nova reunião em breve com a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS-MS) para definições do reajuste da tabela.