segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ipen completa 56 anos de fundação

 29 de Agosto de 2012

 
Durante a solenidade, será assinado convênio com Ministério da Saúde, que traz investimentos para radiofarmácia. Presença do governador Alckmin reitera parceria com o Estado de São Paulo

O Ipen realiza solenidade comemorativa pelos seus 56 anos de fundação, no próximo dia 31 de agosto, às 14 horas, no auditório Rômulo Ribeiro Pieroni, em São Paulo. Na ocasião, será assinado um acordo de cooperação e assistência técnica entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para fortalecer a produção, modernizar e qualificar as plantas produtivas do Ipen e do IEN, institutos de pesquisa ligados à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Participam da solenidade o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidente da CNEN, Angelo Fernando Padilha, o superintendente do Ipen, Nilson Dias Vieira Junior, entre outras autoridades, dirigentes e gestores de instituições científicas.

O evento reforça ainda a assinatura de um convênio - ocorrida em 31 de maio deste ano - entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, o Ipen e a CNEN, com a interveniência do MCTI e da USP, que disciplina a utilização, gestão e gerenciamento de bens e instalações do Ipen pela CNEN. Pelo acordo, os investimentos estaduais no instituto nos próximos 25 anos totalizam R$ 18,8 bilhões. Com isso, fica assegurada a continuidade de mais de 190 linhas de pesquisa estabelecidas no plano de trabalho institucional.

"O Ipen agradece a confiança dos mandatários na instituição e assume a responsabilidade de fazer jus a este investimento para a sociedade brasileira", salienta o superintendente Nilson Vieira. Ele reforçou a importância do convênio como apoio técnico ao empreendimento do Reator Multipropósito Brasileiro, "um dos mais importantes projetos do MCTI e fundamental para a independência brasileira na produção de radiofármacos", que atendem 10 mil pacientes por dia ou 3 milhões de procedimentos médicos por ano. O gestor destacou ainda a operação do reator IEA-R1 a sua potência máxima de projeto, de 5 megaWatt, e a produção no instituto do 100º elemento combustível para reator de pesquisa. Outro importante resultado foi obtido na atividade de formação de recursos humanos, que em agosto completou 2.000 títulos de mestrado e doutorado outorgados, como prova da importância do instituto no cenário científico e tecnológico nacional.

Já o investimento do Ministério da Saúde será feito nos próximos dois anos e tem como objetivo adequação da infraestrutura da produção de radiofármacos às normas recentes da Anvisa. Até 2014 toda a área passará por adequações, para atender todos os requisitos legais da Anvisa, estabelecidos no final de 2009. O instituto ministrou cursos de capacitação para a Agência e para vigilâncias estaduais, a fim de auxiliar na elaboração desta legislação. Após os dois anos, além da estrutura mais adequada, a radiofarmácia terá equipamentos mais modernos.

O acordo é realizado no âmbito do Programa para o Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (Procis), com investimento no Ipen de R$ 17,4 milhões, para a área de radiofarmácia, onde são produzidos elementos radioativos utilizados em medicina nuclear para terapia e diagnóstico em várias áreas, como oncologia, neurologia, cardiologia, entre outras. Também são desenvolvidas pesquisas visando a obtenção de novos radiofármacos e radioisótopos, em parceria com a classe médica.

Durante a solenidade serão homenageados também 21 servidores aposentados do Ipen que prestam serviços como pesquisadores voluntários na instituição.

O Ipen é uma autarquia estadual gerenciada técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear. É associada à Universidade de São Paulo para fins de pós-graduação, no programa Tecnologia Nuclear.

Radiofarmácia

"A medicina nuclear brasileira é em grande parte abastecida pelos produtos do Ipen, com um amplo alcance social", destaca João Alberto Osso Junior, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Radiofarmácia. O produto de maior utilização, o tecnécio-99m, distribuído na forma de gerador e empregado em mais de 80% dos procedimentos de medicina nuclear, tem crescimento de cerca de 7% ao ano. Dos radiofármacos de tecnécio, destacam-se o MDP e o MIBI, para diagnóstico ósseo e cardíaco, respectivamente. Depois do tecnécio, o de maior alcance é o iodo-131, na forma de iodeto, para diagnóstico e terapia de disfunções da tireóide.

São 380 clínicas e hospitais que recebem os produtos fabricados no Ipen, dos quais 30 são da rede pública. Entretanto, vários desses centros médicos também atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde. No total, estima-se que 30% dos procedimentos ocorrem pelo SUS.


Semana de Ciência e Tecnologia do Ipen terá homenagem a pesquisadores voluntários


 

O Ipen realiza solenidade comemorativa pelos 56 anos de fundação do instituto, no próximo dia 31 de agosto, às 14 horas, no auditório Rômulo Ribeiro Pieroni, em São Paulo. Na ocasião, será assinado um acordo de cooperação e assistência técnica entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para fortalecer a produção, modernizar e qualificar as plantas produtivas do Ipen e do IEN, institutos de pesquisa ligados à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Participam da solenidade o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidente da CNEN, Angelo Fernando Padilha, o superintendente do Ipen Nilson Dias Vieira Junior, entre outras autoridades.

Também serão homenageados na solenidade 21 servidores aposentados do Ipen que prestam serviço como voluntários na instituição. Tratam-se de pesquisadores que exercem atividades nas unidades de pesquisa do instituto.

Homenageados

Adélia Sahyun (Gerência de Radioproteção - GRP)
Arlindo Gilson Mendonça (Centro de Engenharia Nuclear - CEN)
Carlos Benedicto Ramos Parente (Centro do Reator de Pesquisa - CRPq)
Eddy S. Pino (Centro de Tecnologia das Radiações - CTR)
Elisabete Jorge Pessine (Centro de Ciência e Tecnologia dos Materiais CCTM)
Franciso Ambrózio Filho (CCTM)
Gian-Maria Agostino Angelo Sordi (GRP)
José Roberto Rogero (Centro de Química e Meio Ambiente - CQMA)
Kayo Okazaki (Centro de Biotecnologia - CB)
Maria Teresa de C. Pinto Ribela (CB)
Mitiko Saiki (CRPq)
Mitiko Yamaura (CQMA)
Nanami Kosaka (CEN)
Nélida Lúcia Del Mastro (CTR)
Olga Zazuco Higa (CB)
Rajendra Narain Saxena (CRPq)
Rinaldo Fuga (CEN)
Sizue Ota Rogero (CQMA)
Spero Penha Morato (CB)
Wageeh Sidrak Bassel (CEN) e
Waldemar Alfredo Monteiro (CCTM)

Informações: Assessoria de Comunicação Institutcional - 11 3133-9092, 9095 - e-mail: pergunta@ipen.br

Apoio:


Link original: http://www.ipen.br/sitio/?idc=12093


Lista tríplice para escolha do superintendente do Ipen

17 de Agosto de 2012

O Ipen inicia o processo de escolha de seu superintendente, para os próximos quatro anos. Podem se candidatar ao cargo pesquisadores ou tecnologistas brasileiros ou naturalizados, que possuam o título de doutor, com competência profissional reconhecida na área nuclear ou em áreas correlatas, visibilidade junto à comunidade científica e tecnológica, experiência comprovada em gestão de projetos de C&T, entre outros requisitos.

Os candidatos devem apresentar carta ao Presidente do Conselho Superior do Ipen, solicitando a inscrição no processo de seleção ao cargo, currículo atualizado e texto de até cinco páginas descrevendo a sua visão de futuro para o instituto e o seu programa de gestão. A documentação deverá ser entregue em envelope lacrado na Secretaria do Conselho Superior do Ipen (Avenida Prof. Lineu Prestes, 2.242, Prédio da Administração, 4º. Andar,Cidade Universitária, São Paulo/SP – CEP 05508-000). O prazo para apresentação das candidaturas é de 60 dias, a partir de 20 de agosto de 2012.

A seleção dos candidatos será feita mediante análise dos currículos e da documentação disponibilizada, além de entrevista e exposição oral, individual, dos candidatos cujos currículos forem previamente aprovados. Após a seleção, o Conselho Superior irá elaborar a lista tríplice, em ordem de preferência, e a encaminhará para aprovação do Presidente da CNEN e do Reitor da USP. Uma vez aprovada, a lista tríplice é encaminhada ao governador do Estado de São Paulo.

O Ipen é uma autarquia estadual, gerida técnica,administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. É associado à USP para fins de pós-graduação.

Detalhes do processo podem ser obtidos na ata da Sessão Ordinária do Conselho Superior, disponibilizada no site do Ipen.

Governo providencia área em Iperó para construção do primeiro Reator Multipropósito Brasileiro - Portal do Governo do Estado de São Paulo

31 de Agosto de 2012

Fonte: Portal do Governo do Estado de S. Paulo

Anúncio foi feito durante cerimônia de comemoração dos 56 anos do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen)




Guilherme Lara Campos
 Participaram do evento também os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Saúde
  
 O governador Geraldo Alckmin esteve na tarde desta sexta-feira, 31, na comemoração pelos 56 anos do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Alckmin reforçou o convênio dos investimentos estaduais no instituto pelos próximos 25 anos, que totalizam R$ 18, 8 milhões.
"O Ipen está completando 56 anos e produz radiofármacos para o Brasil inteiro. Essa é a casa da vida, porque hoje, na cardiologia, na oncologia e também na nefrologia, a medicina nuclear é essencial no diagnóstico e na terapia."
Na ocasião, o governador disse que o governo está desapropriando uma área no município de Iperó para lá sediar o projeto do primeiro Reator Multipropósito Brasileiro, fruto de um convênio entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, o Ipen e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
O objetivo é diminuir a dependência brasileira do radioisótopo, insumo utilizado na medicina nuclear. "É um grande salto para a população, a ciência, o conhecimento e a tecnologia", afirmou o governador. 

Guilherme Lara Campos
Na ocasião foram entregues homenagens para alguns pesquisadores do Instituto

Assista ao vídeo

Veja outras fotos do evento

Do Portal do Governo do Estado 


MS investe R$ 27 mi na produção de radiofármacos - Portal da Saúde

 31 de Agosto de 2012

Fonte: Portal da Saúde

COMPLEXO INDUSTRIAL

Único produtor público de radiofármacos recebe investimento para adequação da produção de radioativos usados em oncologia, neurologia e cardiologia às normas da ANVISA

Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha e da Ciência, Tecnologia e Inovação Marco Antonio Raupp, assinaram nesta sexta-feira (31) acordo para fortalecer a produção, modernizar e qualificar plantas produtivas do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) – em São Paulo - e do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) – no Rio de Janeiro. “Apostas como estas, que o governo federal faz quando associa o Ministério da Saúde e o MCTI, fortalecem a capacidade de produção do nosso país”, destaca o ministro Alexandre Padilha. Ao todo, o Ministério da Saúde está investindo R$ 27 milhões nos dois institutos.

O acordo foi firmando no âmbito do Programa para o Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (Procis), com investimento no Ipen - em São Paulo - de R$ 17,5 milhões e R$ 9,5 milhões para o IEN – Rio de Janeiro. O valor total será repassado em duas parcelas programadas para setembro 2012 e janeiro 2013, respectivamente.

Para o ministro, essa rede de apoio à inovação na Saúde é um passo fundamental para os próximos desafios que o Brasil tem pela frente. “Sabermos aproveitar ao máximo o potencial e as singularidades do Brasil podem fazer com que nosso País ocupe espaço importante na geopolítica mundial e no cuidado à saúde”, acredita.

O objetivo do acordo é adequar a produção de radioativos, utilizados em medicina nuclear para terapia e diagnóstico em oncologia, neurologia e cardiologia, às Boas Práticas de Fabricação (BPF), instituída pela Anvisa em 2010. Os institutos têm até 2014 para atender a todos os requisitos legais da agência, levando em conta também os requisitos de segurança radiológica impostos pelas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

A comissão fornece medicamentos radioativos à classe médica brasileira, garantindo a realização anual de 1,5 milhão de procedimentos diagnósticos e terapêuticos em medicina nuclear. São 380 clínicas e hospitais que recebem os produtos no país, totalizando 10 mil pacientes por dia. Estima-se que 30% dos procedimentos são custeados pelo Sistema Único de Saúde.

Estão definidos na tabela unificada de procedimentos, medicamentos e insumos estratégicos do SUS quais os procedimentos nucleares custeados pelo SUS, tanto em hospitais públicos quanto clínicas privadas especializadas.

Link original: http://www.ipen.br/sitio/?idc=12139

Ipen completa 56 anos com assinatura de acordo entre ministérios

 30 de Agosto de 2012

Fonte: Site MCTI

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) comemora 56 anos nesta sexta-feira (31) com solenidade no auditório Rômulo Ribeiro Pieroni, em São Paulo. Na ocasião, será assinado um acordo de cooperação e assistência técnica entre o Ministério da Saúde (MS) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para fortalecer a produção, modernizar e qualificar as plantas produtivas do Ipen e do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), instituições de pesquisa ligadas à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCTI).

Participam da cerimônia os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e da Saúde, Alexandre Padilha, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidente da Cnen, Angelo Padilha, e o superintendente do Ipen, Nilson Dias Vieira Junior, entre outros governantes, dirigentes e gestores de instituições científicas.

O evento marca ainda a assinatura de um convênio entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do estado, o Ipen e a Cnen, com a interveniência do MCTI e da Universidade de São Paulo (USP), que disciplina a utilização, a gestão e o gerenciamento de bens e instalações do Ipen pela Cnen. Pelo acordo, os investimentos estaduais no instituto nos próximos 25 anos totalizam R$ 18,8 bilhões. Com isso, fica assegurada a continuidade de mais de 190 linhas de pesquisa estabelecidas no plano de trabalho institucional.

Vieira Junior reforça a importância do convênio como apoio técnico ao empreendimento do Reator Multipropósito Brasileiro, “um dos mais importantes projetos do MCTI e fundamental para a independência brasileira na produção de radiofármacos”. Trata-se de medicamentos marcados com energia nuclear, que, por essa característica, ganham outras funções.

Adequação

O investimento do Ministério da Saúde será feito nos próximos dois anos e tem como objetivo a adequação da infraestrutura da produção de radiofármacos às normas recentes da Anvisa. Até 2014 toda a área passará por adequações, para atender todos os requisitos legais da agência, estabelecidos no final de 2009.

O acordo é realizado no âmbito do Programa para o Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (Procis), com investimento no Ipen de R$ 17,4 milhões, para a área de radiofarmácia, na qual são produzidos elementos radioativos utilizados em medicina nuclear para terapia e diagnóstico em várias áreas, como oncologia, neurologia e cardiologia, entre outras. Também são desenvolvidas pesquisas visando a obtenção de novos radiofármacos e radioisótopos, em parceria com a classe médica.

“A medicina nuclear brasileira é em grande parte abastecida pelos produtos do Ipen, com um amplo alcance social”, destaca João Alberto Osso Junior, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Radiofarmácia. São 380 clínicas e hospitais que recebem os produtos fabricados no instituto, totalizando 10 mil pacientes por dia ou 3 milhões de procedimentos médicos por ano. Estima-se que 30% dos procedimentos ocorrem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ipen é uma autarquia estadual gerenciada técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear. É associada à USP para fins de pós-graduação, no programa de tecnologia nuclear. Em agosto, o instituto chegou a 2 mil títulos de mestrado e doutorado outorgados.

Leia mais sobre o evento.

Ipen completa 56 anos de fundação

 30 de Agosto de 2012

Fonte: USP Online

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), que fica dentro da Cidade Universitária e tem assossiação com a USP no programa de pós-graduação em Tecnologia Nuclear, realiza solenidade comemorativa pelos 56 anos de sua fundação, dia 31, às 14 horas, no auditório Rômulo Ribeiro Pieroni, em São Paulo.

O evento marca a assinatura de um convênio entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, o Ipen e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com a interveniência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da USP, que disciplina a utilização, gestão e gerenciamento de bens e instalações do Ipen pela CNEN. Pelo acordo, os investimentos estaduais no instituto nos próximos 25 anos totalizam R$ 18,8 bilhões. Com isso, fica assegurada a continuidade de mais de 190 linhas de pesquisa estabelecidas no plano de trabalho institucional.

Na ocasião, será assinado um acordo de cooperação e assistência técnica entre o MCTI, para fortalecer a produção, modernizar e qualificar as plantas produtivas do Ipen e do Intituto de Engenharia Nuclear, ligados à CNEM. Participam da solenidade o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidente da CNEN, Angelo Fernando Padilha, o superintendente do Ipen, Nilson Dias Vieira Junior, entre outras autoridades, dirigentes e gestores de instituições científicas.

Vieira Junior reforçou a importância do convênio como apoio técnico ao empreendimento do Reator Multipropósito Brasileiro, “um dos mais importantes projetos do MCTI e fundamental para a independência brasileira na produção de radiofármacos”, que atendem 10 mil pacientes por dia ou 3 milhões de procedimentos médicos por ano. O gestor destacou ainda a operação do reator IEA-R1 a sua potência máxima de projeto, de 5 megaWatt, e a produção no instituto do 100º elemento combustível para reator de pesquisa. Outro importante resultado foi obtido na atividade de formação de recursos humanos: em agosto chegou-se a 2.000 títulos de mestrado e doutorado outorgados, como prova da importância do instituto no cenário científico e tecnológico nacional.

O investimento do Ministério da Saúde será feito nos próximos dois anos e tem como objetivo adequação da infraestrutura da produção de radiofármacos às normas recentes da Anvisa. Até 2014 toda a área passará por adequações, para atender todos os requisitos legais da Agência, estabelecidos no final de 2009. O instituto ministrou cursos de capacitação para a Agência e para vigilâncias estaduais, a fim de auxiliar na elaboração desta legislação. Após os dois anos, além da estrutura mais adequada, a radiofarmácia terá equipamentos mais modernos.

O acordo é realizado no âmbito do Programa para o Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (Procis), com investimento no Ipen de R$ 17,4 milhões, para a área de radiofarmácia, onde são produzidos elementos radioativos utilizados em medicina nuclear para terapia e diagnóstico em várias áreas, como oncologia, neurologia, cardiologia, entre outras. Também são desenvolvidas pesquisas visando a obtenção de novos radiofármacos e radioisótopos, em parceria com a classe médica.

Durante a solenidade serão homenageados também 21 servidores aposentados do Ipen que prestam serviços como pesquisadores voluntários na instituição. O Ipen é uma autarquia estadual gerenciada técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear.
Radiofarmácia

“A medicina nuclear brasileira é em grande parte abastecida pelos produtos do Ipen, com um amplo alcance social”, destaca João Alberto Osso Junior, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Radiofarmácia. O produto de maior utilização, o tecnécio-99m, distribuído na forma de gerador e empregado em mais de 80% dos procedimentos de medicina nuclear, tem crescimento de cerca de 7% ao ano. Dos radiofármacos de tecnécio, destacam-se o MDP e o MIBI, para diagnóstico ósseo e cardíaco, respectivamente. Depois do tecnécio, o de maior alcance é o iodo-131, na forma de iodeto, para diagnóstico e terapia de disfunções da tireóide.

São 380 clínicas e hospitais que recebem os produtos fabricados no Ipen, dos quais 30 são da rede pública. Entretanto, vários desses centros médicos também atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde. No total, estima-se que 30% dos procedimentos ocorrem pelo SUS.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Ipen.

Ipen inicia processo para escolha do próximo Superintendente

28 de Agosto de 2012

Fonte: Site Jornal da Ciência  

O prazo para apresentação de candidaturas é de sessenta dias a contar do dia 20 de agosto.

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) inicia o processo de escolha de seu superintendente para os próximos quatro anos. Podem se candidatar ao cargo pesquisadores ou tecnologistas brasileiros ou naturalizados, que possuam o título de doutor, com competência profissional reconhecida na área nuclear ou em áreas correlatas, visibilidade junto à comunidade científica e tecnológica, experiência comprovada em gestão de projetos de C&T, entre outros requisitos.

Os candidatos devem apresentar carta ao presidente do Conselho Superior do Ipen, solicitando a inscrição no processo de seleção ao cargo, currículo atualizado e texto de até cinco páginas descrevendo a sua visão de futuro para o instituto e o seu programa de gestão. A documentação deverá ser entregue em envelope lacrado na Secretaria do Conselho Superior do Ipen (Avenida Prof. Lineu Prestes, 2.242, Prédio da Administração, 4º. Andar,Cidade Universitária, São Paulo/SP - CEP 05508-000).

A seleção dos candidatos será feita mediante análise dos currículos e da documentação disponibilizada, além de entrevista e exposição oral, individual, dos candidatos cujos currículos forem previamente aprovados. Após a seleção, o Conselho Superior irá elaborar a lista tríplice, em ordem de preferência, e a encaminhará para aprovação do presidente da Cnen e do reitor da USP. Uma vez aprovada, a lista tríplice é encaminhada ao governador do Estado de São Paulo.

O Ipen é uma autarquia estadual, gerida técnica,administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. É associado à USP para fins de pós-graduação.

Detalhes do processo podem ser obtidos no documento do Conselho Superior do Ipen ou na ata da Sessão Ordinária do Conselho Superior estão disponíveis no site: www.ipen.br

Novo reator nuclear intensifica parceria entre Ipen e USP - USP Online

23 de Agosto de 2012

Fonte: USP Online

Danilo Bueno, especial para o USP Online


Acervo Ipen
Inauguração do IEA-R1 

O poder dos armamentos atômicos, que ficou claro após as explosões em Hiroshima e Nagasaki no final da 2ª Guerra Mundial, fez com que as nações passassem a buscar formas de dominar as tecnologias que envolvem o uso de isótopos radioativos, tanto para mostrar um potencial militar de dissuasão, quanto para aproveitar as potencialidades pacíficas da radiação.

Com o objetivo de direcionar o potencial científico dos países para o uso pacífico das tecnologias nucleares, temendo a multiplicação de armamentos atômicos em sua área de influência, os Estados Unidos criaram em 1953 o programa Átomos para a Paz que previa a cooperação entre as nações na disseminação do uso dos isótopos radioativos para a geração de energia e produção de insumos médicos. Criado o projeto, o país que dominava a tecnologia de construção de reatores nucleares lançou um desafio: a nação que desenvolvesse as condições estruturais e de recursos humanos necessárias para a instalação de um centro nuclear para fins pacíficos receberia um reator para fabricação de radiofármacos e condução de pesquisas científicas.

O Brasil resolveu participar da disputa, graças principalmente ao entusiasta da energia nuclear e representante do Brasil na Comissão de Energia Atômica da ONU, almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva (que hoje dá nome à usina Angra). Na visão do militar, o Brasil precisava dominar a tecnologia nuclear, além de avaliar e cuidar de suas reservas de urânio para manter sua soberania em um cenário geopolítico no qual ele sabia que os armamentos atômicos ocupariam papel central.

O Brasil acabou ganhando a disputa e o reator, graças a uma parceria entre o então recém-criado Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (coordenado por Mota e Silva até 1955) e a USP, que juntos fundaram o Instituto de Pesquisas Atômicas (IEA), que passou a chamar-se Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) a partir de 1979.

Para abrigar o novo reator e permitir a ampliação futura do Ipen, a USP doou na época um terreno de 500 mil m² na Cidade Universitária, além de fornecer apoio técnico nas várias áreas do conhecimento, enquanto o CNPq cuidou dos recursos necessários para a construção da infraestrutura. Atualmente, o instituto é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento, gerenciado técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), além de ser associado à USP para fins de ensino e pós-graduação. O Ipen abriga, dentro dos 120 mil m² de área construída, dez centros de pesquisa, onde trabalham cerca de 1.040 pessoas, dentre os quais 131 mestres e 208 doutores, que fazem parte do seu quadro permanente.

Ipen e USP

Marcos Santos - USP Imagens

Você queria saber a relação entre a USP e o Instituto, questiona o superintendente do Ipen, Nilson Dias Vieira Junior, que interrompeu suas férias para receber a reportagem do USP Online. O Ipen foi criado pela vontade da USP e da sociedade brasileira como um todo de participar dessa revolução no mundo científico que a energia nuclear vinha iniciando, afirma, explicando que as duas instituições caminham unidas desde o início.

De acordo com ele, a maior vantagem desta parceria é que ambas buscam o desenvolvimento de tecnologia de ponta. O Brasil tem quatro reatores nucleares de pesquisa e todos estão em universidades, dois deles no Ipen, e por quê Porque não se pode dissociar o campo de pesquisa nuclear da produção de conhecimento, afirma Vieira. Se você se isola, não consegue fazer nada nesta área.

Ele explica que as motivações para a criação do Ipen não eram apenas científicas, mas também estratégicas. Nós temos um pré-sal nuclear no solo brasileiro. Hoje nós sabemos disso, mas naquela época a existência de grandes jazidas destes minérios no Brasil era apenas uma hipótese. Era necessário, portanto, encontrar formas de aproveitar estes recursos para evitar que eles acabassem sendo cobiçados por outros países.

Desde então, várias unidades da USP colaboraram direta e indiretamente para o desenvolvimento do Ipen, desde a formação de recursos humanos até a atuação direta, como no caso da Escola Politécnica (Poli), que teve papel fundamental no desenvolvimento do setor de metalurgia do Instituto. Ao mesmo tempo, a USP beneficiou-se da produção acadêmica e do ensino promovido no Instituto para se tornar o maior centro de formação de mestres e doutores da América Latina. A USP passou a usar o Ipen como forma de promover sua missão para com a sociedade, afirma Vieira.

A criação do curso de Pós-Graduação em Tecnologia Nuclear do Ipen, em 1976, foi um marco da parceria entre a USP e o centro de pesquisa, que possibilitou uma maior troca de conhecimento e recursos humanos entre as instituições. Apesar de ser ministrado pelos pesquisadores do Ipen, o curso que tem cerca de 440 alunos, é vinculado à Pós-Graduação da Universidade. O programa obteve nota 6 na Capes, o que o qualifica como de nível internacional.

O Ipen também promove, em parceria com a Faculdade de Odontologia (FO) da USP, o Mestrado Profissional Lasers em Odontologia, além de 17 disciplinas optativas para alunos de graduação.

Radiofármacos

Um ano após a instalação do primeiro reator, o Ipen iniciou a produção preliminar de radiofármacos, que passaram a ser distribuídos em 1959 e empregados no tratamento da tireoide e policitemia. Atualmente o instituto fabrica 38 produtos entre radiofármacos e reagentes liofilizados.

A distribuição dos radiofármacos tem uma logística complicada, já que alguns deles decaem rapidamente em outros elementos, como é o caso do Flúor-18 (usado em estudos do metabolismo cerebral, viabilidade do miocárdio e oncologia), que tem meia-vida de 110 minutos. Por isso foi necessário investir em logística para garantir o suprimento constante e ganhar a confiança do setor de saúde. O Ipen e a classe médica formam uma simbiose. Eles confiam na gente, explica o pesquisador. O Ipen abastece hoje cerca de 400 clínicas e hospitais por semana em todas as regiões do País.

A distribuição constante e segura dos radiofármacos deu segurança para o desenvolvimento da medicina nuclear brasileira. No começo de sua atividade o Ipen firmou o compromisso de garantir o fornecimento dos radiofármacos para a classe médica. Era como se disséssemos pra o setor de saúde: podem investir em tecnologia que nós vamos garantir os insumos , afirma Vieira. Resultado disso é que hoje temos um sistema de produção de radiofármacos de primeiro mundo, comparado a países ricos como o Japão e o Canadá, no que se refere à qualidade.

No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer em relação à quantidade de medicamentos produzidos. Até agora o Brasil não atingiu a autossuficiência em radiofármacos, dependendo desde a década de 1950 da importação de insumos. De acordo o superintendente, o País precisa aumentar em 2,6 vezes sua capacidade de produção para suprir toda a demanda interna. O Brasil já ocupou uma posição de liderança nesta tecnologia, mas hoje fomos ultrapassados até por países não muito desenvolvidos, como a Argentina.

Novo reator
 
 Marcos Santos - USP Imagens

Mas esta dependência deve acabar nos próximos anos, com a construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) sob responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), da qual o Ipen faz parte. O reator, que contará com recursos dos governos federal e estadual, é parte do Plano de Ação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e será construído na cidade de Iperó, que fica a 129 km da capital paulista. O complexo será implantado junto ao Centro Experimental de Aramar, da Marinha, onde está sendo projetado o submarino nuclear. Junto ao reator será implantado ainda o novo curso de Engenharia Nuclear da USP, em uma área cedida pela Marinha. O Ipen passará a ser o intermediário desta extrapolação do conhecimento entre as diversas entidades, afirma o superintendente do Ipen.

O superintendente vê com muito otimismo as possibilidades que se abrem com a construção do novo reator. O desenvolvimento da medicina nuclear é o retrato do desenvolvimento de um país, afirma, destacando que o investimento em saúde e bem-estar da população é típico de países desenvolvidos. O Brasil vem se tornando cada vez mais uma sociedade longeva com o aumento da expectativa de vida. Isso significa que nós vamos precisar de mais radiofármacos, explica.

O primeiro desafio do novo reator será produzir todos os radiofármacos necessários para suprir a demanda brasileira, e se possível fabricar um excedente que poderá ser exportado para países da região. Essa é uma decisão que o povo brasileiro terá que tomar, afirma o superintendente. Por muitos anos nos beneficiamos da ajuda de outros países, talvez seja essa a hora, com o novo reator, de retribuir este apoio, afirma. Essa meta tem como objetivo evitar flutuações no fornecimento de radiofármacos, como a que ocorreu em 2007 com a interrupção do reator canadense National Research Universal (NRU) responsável pelo atendimento de 30% a 40% da demanda mundial de molibdênio-99, necessário para a produção do tecnécio-99, principal radiofármaco usado em medicina nuclear.

Além da produção de medicamentos, o reator será utilizado no teste dos materiais e dos combustíveis do submarino nuclear desenvolvido pela Marinha. De acordo com o superintendente, o Ipen acompanha o projeto do submarino desde o início, tendo desenvolvido o Labgene, um protótipo do propulsor nuclear capaz de gerar energia elétrica com base nos combustíveis nucleares com potência de cerca 11 Megawatts elétricos (MWe).

O novo reator também vai dar um novo impulso à pesquisa com feixes de nêutrons, beneficiando a pesquisa brasileira em especial a USP, que vai usar parte das estruturas instaladas tanto do reator quanto do Centro Experimental da Marinha para atividades práticas de seu curso de Engenharia Nuclear. Com o novo reator será possível realizar pesquisas nas várias áreas de aplicação da tecnologia nuclear, como agricultura, conservação de alimentos, ciência de materiais, energia e meio ambiente, entre outros.

Novo reator vai possibilitar maior parceria entre o ipen e a universidade - Site Salário Mínimo

 23 de Agosto de 2012

Fonte: Site Salário Mínimo

Danilo Bueno, especial para o USP Online 

Acervo Ipen
 Inauguração do IEA-R1
  
O poder dos armamentos atômicos, que ficou claro após as explosões em Hiroshima e Nagasaki no final da 2ª Guerra Mundial, fez com que as nações passassem a buscar formas de dominar as tecnologias que envolvem o uso de isótopos radioativos, tanto para mostrar um potencial militar de dissuasão, quanto para aproveitar as potencialidades pacíficas da radiação.
Com o objetivo de direcionar o potencial científico dos países para o uso pacífico das tecnologias nucleares, temendo a multiplicação de armamentos atômicos em sua área de influência, os Estados Unidos criaram em 1953 o programa Átomos para a Paz que previa a cooperação entre as nações na disseminação do uso dos isótopos radioativos para a geração de energia e produção de insumos médicos. Criado o projeto, o país que dominava a tecnologia de construção de reatores nucleares lançou um desafio: a nação que desenvolvesse as condições estruturais e de recursos humanos necessárias para a instalação de um centro nuclear para fins pacíficos receberia um reator para fabricação de radiofármacos e condução de pesquisas científicas.
O Brasil resolveu participar da disputa, graças principalmente ao entusiasta da energia nuclear e representante do Brasil na Comissão de Energia Atômica da ONU, almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva (que hoje dá nome à usina Angra). Na visão do militar, o Brasil precisava dominar a tecnologia nuclear, além de avaliar e cuidar de suas reservas de urânio para manter sua soberania em um cenário geopolítico no qual ele sabia que os armamentos atômicos ocupariam papel central.
O Brasil acabou ganhando a disputa e o reator, graças a uma parceria entre o então recém-criado Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (coordenado por Mota e Silva até 1955) e a USP, que juntos fundaram o Instituto de Pesquisas Atômicas (IEA), que passou a chamar-se Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) a partir de 1979.
Para abrigar o novo reator e permitir a ampliação futura do Ipen, a USP doou na época um terreno de 500 mil m² na Cidade Universitária, além de fornecer apoio técnico nas várias áreas do conhecimento, enquanto o CNPq cuidou dos recursos necessários para a construção da infraestrutura. Atualmente, o instituto é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento, gerenciado técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), além de ser associado à USP para fins de ensino e pós-graduação. O Ipen abriga, dentro dos 120 mil m² de área construída, dez centros de pesquisa, onde trabalham cerca de 1.040 pessoas, dentre os quais 131 mestres e 208 doutores, que fazem parte do seu quadro permanente.
Ipen e USP
Você queria saber a relação entre a USP e o Instituto, questiona o superintendente do Ipen, Nilson Dias Vieira Junior, que interrompeu suas férias para receber a reportagem do USP Online. O Ipen foi criado pela vontade da USP e da sociedade brasileira como um todo de participar dessa revolução no mundo científico que a energia nuclear vinha iniciando, afirma, explicando que as duas instituições caminham unidas desde o início.
De acordo com ele, a maior vantagem desta parceria é que ambas buscam o desenvolvimento de tecnologia de ponta. O Brasil tem quatro reatores nucleares de pesquisa e todos estão em universidades, dois deles no Ipen, e por quê Porque não se pode dissociar o campo de pesquisa nuclear da produção de conhecimento, afirma Vieira. Se você se isola, não consegue fazer nada nesta área.
Ele explica que as motivações para a criação do Ipen não eram apenas científicas, mas também estratégicas. Nós temos um pré-sal nuclear no solo brasileiro. Hoje nós sabemos disso, mas naquela época a existência de grandes jazidas destes minérios no Brasil era apenas uma hipótese. Era necessário, portanto, encontrar formas de aproveitar estes recursos para evitar que eles acabassem sendo cobiçados por outros países.
Desde então, várias unidades da USP colaboraram direta e indiretamente para o desenvolvimento do Ipen, desde a formação de recursos humanos até a atuação direta, como no caso da Escola Politécnica (Poli), que teve papel fundamental no desenvolvimento do setor de metalurgia do Instituto. Ao mesmo tempo, a USP beneficiou-se da produção acadêmica e do ensino promovido no Instituto para se tornar o maior centro de formação de mestres e doutores da América Latina. A USP passou a usar o Ipen como forma de promover sua missão para com a sociedade, afirma Vieira.
A criação do curso de Pós-Graduação em Tecnologia Nuclear do Ipen, em 1976, foi um marco da parceria entre a USP e o centro de pesquisa, que possibilitou uma maior troca de conhecimento e recursos humanos entre as instituições. Apesar de ser ministrado pelos pesquisadores do Ipen, o curso que tem cerca de 440 alunos, é vinculado à Pós-Graduação da Universidade. O programa obteve nota 6 na Capes, o que o qualifica como de nível internacional.
O Ipen também promove, em parceria com a Faculdade de Odontologia (FO) da USP, o Mestrado Profissional Lasers em Odontologia, além de 17 disciplinas optativas para alunos de graduação.
Radiofármacos
Um ano após a instalação do primeiro reator, o Ipen iniciou a produção preliminar de radiofármacos, que passaram a ser distribuídos em 1959 e empregados no tratamento da tireoide e policitemia. Atualmente o instituto fabrica 38 produtos entre radiofármacos e reagentes liofilizados.
A distribuição dos radiofármacos tem uma logística complicada, já que alguns deles decaem rapidamente em outros elementos, como é o caso do Flúor-18 (usado em estudos do metabolismo cerebral, viabilidade do miocárdio e oncologia), que tem meia-vida de 110 minutos. Por isso foi necessário investir em logística para garantir o suprimento constante e ganhar a confiança do setor de saúde. O Ipen e a classe médica formam uma simbiose. Eles confiam na gente, explica o pesquisador. O Ipen abastece hoje cerca de 400 clínicas e hospitais por semana em todas as regiões do País.
A distribuição constante e segura dos radiofármacos deu segurança para o desenvolvimento da medicina nuclear brasileira. No começo de sua atividade o Ipen firmou o compromisso de garantir o fornecimento dos radiofármacos para a classe médica. Era como se disséssemos pra o setor de saúde: podem investir em tecnologia que nós vamos garantir os insumos , afirma Vieira. Resultado disso é que hoje temos um sistema de produção de radiofármacos de primeiro mundo, comparado a países ricos como o Japão e o Canadá, no que se refere à qualidade.
No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer em relação à quantidade de medicamentos produzidos. Até agora o Brasil não atingiu a autossuficiência em radiofármacos, dependendo desde a década de 1950 da importação de insumos. De acordo o superintendente, o País precisa aumentar em 2,6 vezes sua capacidade de produção para suprir toda a demanda interna. O Brasil já ocupou uma posição de liderança nesta tecnologia, mas hoje fomos ultrapassados até por países não muito desenvolvidos, como a Argentina.
Novo reator
Mas esta dependência deve acabar nos próximos anos, com a construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) sob responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), da qual o Ipen faz parte. O reator, que contará com recursos dos governos federal e estadual, é parte do Plano de Ação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e será construído na cidade de Iperó, que fica a 129 km da capital paulista. O complexo será implantado junto ao Centro Experimental de Aramar, da Marinha, onde está sendo projetado o submarino nuclear. Junto ao reator será implantado ainda o novo curso de Engenharia Nuclear da USP, em uma área cedida pela Marinha. O Ipen passará a ser o intermediário desta extrapolação do conhecimento entre as diversas entidades, afirma o superintendente do Ipen.
O superintendente vê com muito otimismo as possibilidades que se abrem com a construção do novo reator. O desenvolvimento da medicina nuclear é o retrato do desenvolvimento de um país, afirma, destacando que o investimento em saúde e bem-estar da população é típico de países desenvolvidos. O Brasil vem se tornando cada vez mais uma sociedade longeva com o aumento da expectativa de vida. Isso significa que nós vamos precisar de mais radiofármacos, explica.
O primeiro desafio do novo reator será produzir todos os radiofármacos necessários para suprir a demanda brasileira, e se possível fabricar um excedente que poderá ser exportado para países da região. Essa é uma decisão que o povo brasileiro terá que tomar, afirma o superintendente. Por muitos anos nos beneficiamos da ajuda de outros países, talvez seja essa a hora, com o novo reator, de retribuir este apoio, afirma. Essa meta tem como objetivo evitar flutuações no fornecimento de radiofármacos, como a que ocorreu em 2007 com a interrupção do reator canadense National Research Universal (NRU) responsável pelo atendimento de 30% a 40% da demanda mundial de molibdênio-99, necessário para a produção do tecnécio-99, principal radiofármaco usado em medicina nuclear.
Além da produção de medicamentos, o reator será utilizado no teste dos materiais e dos combustíveis do submarino nuclear desenvolvido pela Marinha. De acordo com o superintendente, o Ipen acompanha o projeto do submarino desde o início, tendo desenvolvido o Labgene, um protótipo do propulsor nuclear capaz de gerar energia elétrica com base nos combustíveis nucleares com potência de cerca 11 Megawatts elétricos (MWe).
O novo reator também vai dar um novo impulso à pesquisa com feixes de nêutrons, beneficiando a pesquisa brasileira em especial a USP, que vai usar parte das estruturas instaladas tanto do reator quanto do Centro Experimental da Marinha para atividades práticas de seu curso de Engenharia Nuclear. Com o novo reator será possível realizar pesquisas nas várias áreas de aplicação da tecnologia nuclear, como agricultura, conservação de alimentos, ciência de materiais, energia e meio ambiente, entre outros. 

Ipen inicia processo para escolha do próximo superintendente - Site Melhor Celular

 23 de Agosto de 2012
Fonte: Site Melhor Celular

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) inicia o processo de escolha de seu superintendente para os próximos quatro anos. Podem se candidatar ao cargo pesquisadores ou tecnologistas brasileiros ou naturalizados, que possuam o título de doutor, com competência profissional reconhecida na área nuclear ou em áreas correlatas, visibilidade entre a comunidade científica e tecnológica e experiência comprovada em gestão de projetos de ciência e tecnologia, entre outros requisitos.

O prazo para apresentação de candidaturas é de 60 dias a contar de 20 de agosto. Após a seleção, o Conselho Superior do Ipen irá elaborar lista tríplice, em ordem de preferência, e a encaminhará para aprovação do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCTI) e do reitor da Universidade de São Paulo (USP). Uma vez aprovada, a lista é encaminhada ao governador de São Paulo.

O Ipen é uma autarquia estadual, gerida pela Cnen e associada à USP para fins de pós-graduação.

Aniversário do IPEN: grande otimismo!

São Paulo 

No dia 31 de agosto de 2012, em São Paulo, foi realizada a sessão solene comemorativa do 56º aniversário de fundação do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). O evento contou com a presença dos ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, e da Saúde (MS), Alexandre Padilha, do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do presidente da CNEN,
Angelo Fernando Padilha, do superintendente do Ipen, Nilson Dias Vieira Junior e outras autoridades. A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear foi representada por seu presidente Dr. Celso Darío Ramos, pela Dra. Miriam Moreira, primeira secretária, e pelo Dr. Jair Mengatti, vice-presidente. O evento gerou grande otimismo em toda a comunidade nuclear devido à assinatura de convênio entre o MCTI e MS  para a reforma das instalações do IPEN e pelo fato de todas as autoridades presentes se comprometerem fortemente com o sucesso da construção do Reator Multipropósito Brasileiro, que tornará o país auto-suficiente na produção de diversos radioisótopos para uso em Medicina. 

SBMN recomenda o Curso de Tomografia Aplicada a PET/CT Módulo Tórax

Salvador 

No dia 14 de outubro de 2012, das 8h30 às 12h30, em Salvador (BA), na sequência do Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, acontece o Curso Tomografia Aplicada a PET/CT Módulo Tórax, coordenado pela Dra. Giovanna Carvalho, que está muito motivada e preparou material especialmente didático para o ensino de Tomografia Computadorizada para médicos nucleares. Uma oportunidade única. Aproveite. Informações no site www.sbbmn.org.br/congresso


Projetos da AIEA on-line

Internet 

Em outubro começam dois projetos vinculados ao programa da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), para fortalecimento do PET/CT e SPECT/CT na América Latina. Um é o treinamento PET/CT para médicos. A AIEA concederá bolsas para inscrição no sistema de educação continuada "Diagnostic CT and PET/CT cases", da Society of Nuclear Medicine. As atividades conduzidas on-line constam de interpretação de achados e discussão de pontos relevantes nas imagens de 100 casos de tomografia e 100 de PET/CT. Para fazer a pré-inscrição, acesse o site www.sbbmn.org.br e posteriormente será contactado para confirmação e orientação adicional. Outro é o treinamento PET/CT e SPECT/CT para tecnólogos. O 1º Curso de Treinamento para Tecnólogos em PET/CT e SPECT/CT (DAT -Digital Assisted Training), que começará no XXVI Congresso de Medicina Nuclear, em Salvador (BA), com previsão de 8 meses para a avaliação final e conclusão. As atividades teóricas serão conduzidas on-line, com material de estudo e provas a cada módulo, mas é também necessária inscrição de um tutor do mesmo serviço do aluno para suporte local, além da orientação de atividades práticas a serem realizadas no próprio serviço.
Para realizar o curso é necessário comparecer à atividade introdutória com as doutoras Margarita Nunez e Solange Nogueira, realizada durante o congresso, no sábado, dia 13 de outubro, com 15 vagas. Os interessados devem se inscrever no site www.sbmn.org.br, preencher formulário e informar idioma de preferência, nome do tutor (1 tutor para, no máximo, 2 alunos) e, se o responsável técnico do serviço está de acordo com a inscrição do aluno e seu tutor no curso DAT. 

Assembleia Geral da SBMN: alteração do estatuto, eleição da diretoria, escolha da cidade-sede para 2014

Salvador 

No dia 12 de outubro de 2012, às 17h30, na sala A, durante o XXVI Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, em Salvador (BA), será realizada a Assembleia Geral, quando diretoria e sócios da SBMN discutirão alteração no estatuto, eleição de diretoria e da próxima sede do Congresso. O Dr. Celso Darío Ramos, presidente da SBMN, lembra que as cidades candidatas a sede do Congresso podem fazer campanha, o que inclui 5 minutos de apresentação durante a assembleia, distribuição de brindes e uso do estande da SBMN, com colocação de banner. Informações no site www.sbbmn.org.br/congresso

IV Curso de Cardiologia Nuclear

Rio de Janeiro 

Nos dias 26 e 27 de outubro de 2012, sexta-feira, das 8 às 18 horas, e sábado, das 8 às 13 horas, no auditório do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro (RJ), com coordenação do Dr. Cláudio Tinoco Mesquita, acontece o IV Curso de Cardiologia Nuclear. Informações no site http://www.procardiaco.com.br/EnsinoEPesquisa/Cursos/

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Google Papers


Google Papers - projeto submetido a um concurso do Google, cujo vencedor terá sua idéia desenvolvida. Esse vídeo no youtube explica os fundamentos do projeto. Se você gostar e isso não gerar constrangimentos, gostaria do seu voto e do seu apóio na divulgação da idea.

O Google Papers é um aplicativo web de abrangência global, voltado para a criação de bibliotecas pessoais de artigos científicos na nuvem e de uma rede social inédita, centrada nestes artigos. Se implementado, este produto promete modificar de forma fundamental a relação dos milhões de leitores de artigos científicos com os seus artigos e com outros profissionais nas suas áreas de atuação, facilitando o acesso ao conhecimento e democratizando o diálogo científico. O vídeo acima detalha os fundamentos do projeto.

Produtos utilizados


    Drive - Um pacote de aplicativos que te permite criar, compartilhar e editar documentos, planilhas e apresentações, sozinho ou com colaboradores – simultaneamente. Você ainda pode fazer upload de arquivos até 5G.


    Google Play - A loja de aplicativos do Google, com mais de 200 mil itens, que permite a compra de programas, jogos, filmes, músicas e livros - disponível para os aparelhos com sistema operacional Android.


    Google+ - Uma nova forma de compartilhar o conteúdo certo com as pessoas certas. Possui recursos como sparks (sugestão de conteúdos), hangouts (chats por vídeo) e integra diversos produtos Google.

Para votar: http://www.creativesandbox.com.br/ideia/363106/Google_Papers:_Ciência_na_nuvem_social

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Assista em tempo real o debate do III Congresso Brasileiro de Direito Médico

Palestra PET/CT na Biópsia no YouTube

Internet

Assista no YouTube a palestra PET/CT na Biópsia, ministrada pelo Dr. Juliano Cerci. Basta clicar no endereço http://youtu.be/VwF41xRY_Ss e assistir cerca de 30 minutos de palestra, em um único arquivo, gratuitamente.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=830

Curso da IAEA na cidade do México

México
        
Até 14 de agosto de 2012 podem ser enviadas candidaturas para o Curso Regional de Capacitação em Cardiologia Nuclear - da teoria à prática, promovido pela Agência Internacional de Energia Atômica, que acontece na cidade do México, entre 14 a 18 de janeiro de 2013. Os participantes devem ser médicos nucleares com experiência em aplicações clínicas da Cardiologia Nuclear, que trabalham em centros com programa de Cardiologia Nuclear estabelecidos. Inscrições e informações na plataforma INTOUCH: http://intouch.iaea.org.

Curso PET/CT e SPECT/CT para Tecnólogos no Brasil

Brasil
        
Até 29 de agosto de 2012 estão abertas as inscrições para o Curso Regional de Capacitação em Modalidades Híbridas SPECT/CT e PET/CT para Tecnólogos, promovido pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), com organização do Dr. José Soares Junior (InCor-HCFMUSP) e com a colaboração do ICESP e Inrad (HCFMUSP). Esse curso é parte do Projeto de Cooperação Técnica RLA/6/063 (ARCAL CIX) “Mejoras en el tratamiento de los pacientes con enfermedades cardíacas y cáncer mediante el fortalecimiento de las técnicas de medicina nuclear en la región de América Latina y el Caribe”. O curso, realizado entre 10 e 14 de dezembro, em São Paulo (SP), terá programação teórica e sessões práticas, sendo estas realizadas no Serviço de Medicina Nuclear e Imagem Molecular do InCor-HCFMUSP, Departamento de Medicina Nuclear do ICESP e CMN (Inrad-HCFMUSP). O curso está aberto para tecnólogos, técnicos em Radiologia ou biomédicos, que trabalhem em centros de Medicina Nuclear com modalidades híbridas PET/CT e/ou SPECT /CT, ou com projetos para adquiri-las em curto e médio prazo. É aconselhável que os candidatos tenham pelo menos 3 anos de experiência em Medicina Nuclear. Profissionais jovens não envolvidos previamente em atividades de capacitação da IAEA têm preferência. Os candidatos devem ser bons comunicadores e comprometer-se a difundir os conhecimentos adquiridos neste curso em seu país. As inscrições devem ser feitas na plataforma  INTOUCH da IAEA: http://intouch.iaea.org.

XXVI Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear

Salvador
        
Entre 11 e 14 de outubro de 2012, no Hotel Pestana, em Salvador (BA), a SBMN promove a vigésima sexta edição de seu congresso, realizado a cada dois anos nas mais diferentes cidades do país. Espera-se a participação de 500 profissionais da saúde de todo país, entre médicos nucleares e de outras especialidades, biomédicos, tecnólogos, biólogos, físicos, farmacêuticos, químicos e outros profissionais da saúde, que assistirão palestras, simpósios e mesas-redondas sobre pesquisas, avanços tecnológicos, radiofármacos, proteção radiológica, exame PET/CT, diagnóstico e tratamento de doenças através da Medicina Nuclear. Durante o Congresso, no dia 12 de outubro, às 17h30, será realizada Assembleia Geral Ordinária para discutir assuntos de interesse da Sociedade e da especialidade. Informações no site www.sbbmn.org.br/congresso.

Cursos Pós-Congresso

Salvador
        
Os cursos pós-congresso acontecem no dia 14 de outubro, domingo, e têm vagas limitadas. A inscrição nos cursos é separada da inscrição geral para o Congresso, mas para participar é preciso estar inscrito também no Congresso. Estão confirmados os cursos teórico-práticos de Radiofarmácia: Controle de Qualidade de Radiofármacos e de Testes Básicos de Controle de Qualidade em Sistemas de Tomografia por Emissão (SPECT e PET), voltados para biomédicos e técnicos, e o Curso Teórico de Tomografia Aplicada a PET/CT – Módulo Tórax, para médicos. Para se inscrever, acesse http://www.sbbmn.org.br/congresso/cursos-pos-congresso.php.

domingo, 12 de agosto de 2012

Brasil tem pré-sal de urânio a explorar, diz pesquisador na SBPC - Portal G1

23 de Julho de 2012

Fonte: Portal G1 de Notícias

Segundo especialista, país pode chegar a ser 2º maior produtor mundial. Material é usado em geração nuclear; cientistas discutiram energia no MA.

G1 MA

Nilson Dias defendeu o uso da energia nuclear em larga escala no país

O Brasil tem potencial para chegar a ser o segundo ou o terceiro maior produtor de urânio do mundo, defendeu nesta segunda-feira (23), em São Luís (MA), o pesquisador Nilson Dias Vieira Junior, superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), na 64ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC.

“O Brasil tem um 'pré-sal' de urânio debaixo de nossos pés”, comparou o especialista, durante a mesa-redonda “Pesquisa em energia para o Brasil”. O metal é um importante combustível para usinas nucleares.

Atualmente, o país ocupa a sexta posição no ranking mundial de reservas de urânio, com aproximadamente 309 mil toneladas, localizadas principalmente em Caetité (BA) e Santa Quitéria (CE). No entanto, apenas 25% do território nacional foi objeto de prospecção. “Pela característica geológica que possuímos, e se houver melhor investimento na área, poderemos chegar a este patamar, sendo referência na produção de energia nuclear”, disse o especialista.

Superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Nilson Dias Vieira defendeu a produção de energia nuclear como uma das alternativas para que aconteça em escala global a diminuição nas chamadas emissões de gases do efeito estufa (EFE), embora boa parte da população ainda tenha receio quanto a utilização desse tipo de energia. “Com a tecnologia hoje disponível no mundo, a energia nuclear é absolutamente segura. O que aconteceu ano passado em Fukushima [no Japão] foi provocado por um desastre natural, um terremoto que ocasionou um tsunami e provocou o incidente na usina”, explicou. “Mas a tecnologia em si da produção de energia nuclear se pode controlar”, defendeu.

Tratamento de resíduos

Apesar de ser considerada pelo especialista como uma "fonte limpa", a energia nuclear ainda precisa tratar o problema dos resíduos por ela por ela produzidos. Embora quantitativamente eles sejam pequenos, são altamente radioativos. “O que se tenta hoje é utilizar esses resíduos como combustíveis. (...) Isso é uma tendência mundial, embora precise de uma estrutura gigante”, admitiu.


Falta de usinas nucleares no Brasil é fruto de baixo esclarecimento público, dizem pesquisadores

19 de Julho de 2012

Fonte: AUN - Agência de Notícias - USP

Para físico do Ipen, técnicas de armazenamento de rejeitos radioativos já são minimamente aceitáveis

Por Fillipe Mauro
fillipe.mauro@gmail.com

São Paulo (AUN - USP) - Falta de interesse do governo e carência de informações precisas em meio à opinião pública. Para pesquisadores do Centro de Rejeitos Radioativos do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) estas são as duas principais razões pelas quais o Brasil prossegue com apenas duas usinas nucleares.

O principal argumento empregado por ambientalistas na oposição à implantação de reatores nucleares de energia elétrica é que é, supostamente, impossível proceder com uma deposição responsável e eficiente de rejeitos radioativos no meio ambiente.

Não é o que pensa o pesquisador Roberto Vicente e sua equipe. Para o físico, “ainda que não exista o ‘risco 0’, hoje já há soluções minimamente aceitáveis para a deposição desse tipo de lixo”. Essa “razoável segurança” a que se refere se deve principalmente ao fato de que “rejeitos radioativos são embalados em embalagens robustas e depositados em meios geológicos de profundidade igual ou maior a 400 metros”.

Nesse sentido, Vicente acredita que a militância contrária à instalação de mais unidades nucleares de geração de energia elétrica gira em torno de uma questão absolutamente política. “É como uma feira livre”, exemplifica. “Todos gostam de ir até as bancas comprar verduras frescas, mas ninguém gosta de ter a banca na frente da garagem de casa.”

A seu ver, vários municípios do país poderiam granjear receitas substantivas a partir do armazenamento de rejeitos radioativos. Como já “há tecnologia muito bem conhecida e plenamente aceitável”, prefeituras poderiam arrendar terrenos para abrigar esse tipo de lixo, sem assim comprometer a segurança de seus moradores. Trata-se de algo semelhante ao que ocorre na Finlândia, onde “comunidades cedem espaço para o armazenamento de rejeitos radioativos em troca de compensações”.

“A tecnologia já é compartilhada mundialmente; só falta vontade de fazer”, conclui. “Temos apenas duas usinas nucleares por que há um receio público. Estou absolutamente convencido de que com maior esclarecimento a opinião pública concordaria com esse tipo de fonte energética.”

Link original: http://www.ipen.br/sitio/?idc=11850

Workshop - Novo Traçador para Diagnóstico de Tumor Neuroendócrino PET/CT com GA-68

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

SBMN na ANVISA

Radiofármacos 


No dia 2 de agosto de 2012, em Brasília, os doutores Celso Darío Ramos, presidente da SBMN, e Jair Mengatti, diretor da SBMN e do IPEN, reuniram-se na sede da ANVISA com Laura Castanheira e Emanuela Vieira, da Gerência Geral de Medicamentos da ANVISA (GGMED), para discutir a melhor maneira de obter autorização para uso de novos radiofármacos em humanos, seguindo as normas da ANVISA, iniciando pelo DOTATE-68Ga para detecção de tumores neuroendócrinos com PET. A reunião foi promissora e as representantes da ANVISA se propuseram a contribuir para que o processo ocorra no menor prazo possível. Na foto, Laura Castanheira, Celso Darío Ramos e Jair Mengatti. 

Biópsia Guiada com o Uso do PET/CT

São Paulo


No dia 6 de agosto de 2012, em São Paulo (SP), com patrocínio da GE, a SBBMN promoveu a palestra ‘Biópsia Guiada com o Uso do PET/CT’, ministrada pelo Dr Juliano Cerci (foto), diretor do serviço de PET/CT da Quanta em Curitiba e médico pesquisador do INCOR - FMUSP.

Curso da IAEA na Colômbia

Bogotá 

Até 3 de agosto de 2012 estão abertas as inscrições de candidaturas para o curso “Armonización de las técnicas de cardiología nuclear para tratar a los pacientes de insuficiencia cardíaca congestiva, haciendo énfasis en la cardiomiopatía de Chagas”, promovido pela Agência Internacional de Energia Atômica, entre 5 e 9 de novembro, em Bogotá, na Colômbia. Mais informações em https://dss.un.org/dssweb/Resources/BasicSecuritybrIntheFieldBSITFII.aspx

XXVI Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear

Salvador (BA) 

Entre 11 e 14 de outubro de 2012, no Hotel Pestana, em Salvador (BA), a SBMN promove a vigésima sexta edição de seu congresso, realizado a cada dois anos nas mais diferentes cidades do país. Espera-se a participação de 500 profissionais da saúde de todo país, entre médicos nucleares e de outras
especialidades, biomédicos, tecnólogos, biólogos, físicos, farmacêuticos, químicos e outros profissionais da saúde, que assistirão palestras, simpósios e mesas-redondas sobre pesquisas, avanços tecnológicos, radiofármacos, proteção radiológica, exame PET/CT, diagnóstico e tratamento de doenças através da Medicina Nuclear. Durante o Congresso, no dia 12 de outubro, às 17h30, será realizada Assembleia Geral Ordinária para discutir assuntos de interesse da Sociedade e da especialidade. Informações no site www.sbbmn.org.br/congresso

Cursos Pós-Congresso

Salvador 

Os cursos pós-congresso acontecem no dia 14 de outubro, domingo, e têm vagas limitadas. A inscrição nos cursos é separada da inscrição geral para o Congresso, mas para participar é preciso estar inscrito também no Congresso. Estão confirmados os cursos teórico-práticos de Radiofarmácia: Controle de Qualidade de Radiofármacos e de Testes Básicos de Controle de Qualidade em Sistemas de Tomografia por Emissão (SPECT e PET), voltados para biomédicos e técnicos, e o Curso Teórico de Tomografia Aplicada a PET/CT – Módulo Tórax, para médicos. Para se inscrever, acesse http://www.sbbmn.org.br/congresso/cursos-pos-congresso.php