terça-feira, 15 de março de 2011

Mercadante: incidente nuclear no Japão será lição para Brasil

15 de março de 2011 • 19h07 • atualizado às 19h18

O ministro de Minas e Energia, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira que o incidente nuclear ocorrido no Japão a partir de um terremoto e de um tsunami servirá de "lição" para medidas de segurança para as usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2, no Brasil, e para estruturas semelhantes ao redor do mundo. O ministro classificou ainda como "indevida" qualquer comparação entre a situação em território japonês e eventuais riscos nucleares no Brasil. Por enquanto, o programa nuclear brasileiro não sofrerá alterações.

"Não há nenhum episódio que mereça qualquer aproximação do Brasil com o Japão. Os incidentes e acidentes no passado exigiram protocolos cada vez mais rigorosos e serão incorporados não apenas para eventuais concessões, mas para utilização de usinas já em funcionamento", declarou o ministro.

"Não haverá atropelo nessa matéria. O Brasil, o governo não tomará nenhuma atitude que não tenha a segurança como preliminar. Todas as lições e erros e as medidas que forem eficientes ajudarão o Brasil", ressaltou.

"Essa lição que sai daí (do Japão) é absolutamente indispensável ao padrão de funcionamento das usinas instaladas e das usinas que vierem a ser instaladas. Estaremos integralmente associados a esses protocolos", completou Mercadante, que evitou afirmar o potencial de pressão que teria a opinião pública para uma eventual paralisação das atividades nucleares no Brasil.

"Diferente de outras economias, o Brasil é um país democrático, tem separação de poderes, e isso é uma qualidade muito importante. O que é indevido é associar o cenário do Japão a um eventual episódio brasileiro", disse.

Precipitação

O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves, por sua vez, observou que atitudes como a da Alemanha, que decidiu suspender o funcionamento de sete reatores nucleares, são "precipitadas", uma vez que ainda não há um cenário claro sobre a extensão dos danos de caráter nuclear no Japão. Por ora, o episódio japonês é considerado de grau 4 - em uma escala que vai até 10 - e, por isso, não é considerado um acidente, e sim incidente. Até o momento não se prevê a possibilidade de dano grave para ambientes ou contaminação de pessoas.

"É prematuro dizer que vamos ter que aumentar as medidas de segurança. Se por alguma razão se verificar que existe um acidente absurdo, uma falha que não foi incorporada, (serão tomadas as providências). Essas decisões como da Alemanha, da França, são precipitadas porque não se sabe o que aconteceu. Espera-se que o acidente seja controlado sem nenhum vazamento", explicou.

Link original: http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/terremotonojapao/noticias/0,,OI4994696-EI17716,00-Mercadante+incidente+nuclear+no+Japao+sera+licao+para+Brasil.html

Dilma está ‘preocupada’ com energia nuclear no Brasil, diz ministro

15/03/2011 14h04 - Atualizado em 15/03/2011 14h28

Carvalho afirmou que governo terá de ‘olhar’ programa nuclear brasileiro. É preciso observar resultado de vazamento radioativo no Japão, disse.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou nesta terça-feira (15) que a presidente Dilma Rousseff está “preocupada” com a questão da energia nuclear no Brasil, depois das notícias sobre vazamentos radioativos em usinas atômicas japonesas. Segundo ele, o colapso de usinas no país asiático pode ter efeito sobre a atual política nuclear brasileira.

“A presidente está extremamente preocupada com os efeitos, inclusive aqui, sobre a nossa política, [de] toda essa questão da energia atômica, da energia nuclear. Temos que, com responsabilidade, olhar isso”, afirmou.

Para Carvalho, é preciso aguardar o desenrolar dos acontecimentos no Japão para reavaliar o programa de energia atômica no Brasil.

“Faltam elementos ainda da questão nuclear para que a gente faça uma constatação. Não se sabe a extensão da questão japonesa e só depois de ter uma análise mais profunda se pode pensar nas influências que o evento japonês terão no nosso programa nuclear.”

A usina atômica de Fukushima, a 240 km de Tóquio, sofreu explosões em decorrência do terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o Japão na última sexta-feira (11). O sistema de refrigeração da unidade entrou em colapso e os reatores liberaram radioatividade na atmosfera.

Nesta terça, várias pessoas deixaram Tóquio e moradores permaneceram dentro de suas casas em meio a temores de que a radiação da usina nuclear de Fukushima afete uma das maiores e mais densamente povoadas cidades do mundo.

Banco do Brasil

Gilberto Carvalho disse ainda que as famílias de funcionátrios brasileiros do Banco do Brasil estão sendo retiradas do país asiático.

O BB confirmou a informação, Segundo o banco, as agências no Japão, com exceção da que opera na cidade de Gunma, estão funcionando normalmente, mas com horários especiais, de acordo com o contingenciamento de energia em cada localidade.

Link original: http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/03/dilma-esta-preocupada-com-energia-nuclear-no-brasil-diz-ministro.html

Presidente da Eletronuclear vai ao Senado falar sobre energia atômica

15/03/2011 16h03 - Atualizado em 15/03/2011 16h13

Comissão de Meio Ambiente aprovou convite para audiência pública. Senadores estão preocupados com segurança das usinas nucleares.
 
Com a iminência de um desastre nuclear no Japão, após o terremoto seguido de tsunami que fez milhares de vítimas no país, a Comissão de Meio Ambiente do Senado decidiu chamar o presidente da Eletrobras Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, para esclarecer no Congresso as condições de funcionamento das usinas nucleares brasileiras.

Aprovado na reunião desta terça-feira (15), o requerimento apresentado pelos senadores Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e Jorge Viana (PT-AC) prevê o convite ao presidente da Eletronuclear para participar de uma audiência pública em data ainda a ser marcada pelo Senado.

Segundo o documento, a reunião terá como objetivo “esclarecer o Senado e a sociedade questões sobre o programa nuclear brasileiro, em face dos desastres ocorridos no Japão”.

Os senadores querem saber detalhes do sistema de segurança das usinas brasileiras, conhecer o plano de emergência elaborado pela Eletronuclear em caso de um vazamento radioativo e esmiuçar os projetos de expansão do programa nuclear brasileiro.

Os parlamentares também estão preocupados com os sistemas de armazenagem e de resíduos radioativos e a segurança em torno da prevenção de acidentes.

Usinas

O Brasil tem duas usinas nucleares em funcionamento: Angra 1 e Angra 2, ambas no litoral Sul do Rio de Janeiro. Angra 3 está em construção. Segundo a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás responsável pela construção de usinas nucleares, Angra 1 e 2 podem suportar ondas de até 6 metros de altura.

Além do presidente da Eletronuclear, o senador Valadares sugeriu que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também participe do debate para falar sobre os projetos de construção de quatro usinas nucleares no Brasil, bem como da segurança do uso dessa fonte energética.

O mundo acompanha com apreensão a sequência de explosões nas usinas japonesas que foram atingidas pelo terremoto. O risco de uma catástrofe nuclear já levou diferentes países a anunciar mudanças na segurança de seus programas nucleares e deve afetar a reativação do setor energético em vários países.

Meio Ambiente

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, esteve no Senado nesta terça-feira e afirmou que “o desastre é de larga escala, é monumental. Todo o planeta vai aprender com esse fato triste e lamentável que aconteceu no Japão”.

“O mundo todo acompanha o que está acontecendo no Japão. O que nós do Ministério do Meio Ambiente estamos observando é o desastre natural no país e as medidas de contingência que o governo japonês vem adotando. É importante observar o trabalho da defesa civil, sistema de alarme para a população, para aprender”, afirmou a ministra.

'Radiação é pior arma, não podemos vê-la', diz sobrevivente de Hiroshima

15/03/2011 17h29 - Atualizado em 15/03/2011 17h59

Risco nuclear no Japão faz ex-soldado que vive em SP relembrar tragédia. 'A radiação tem poderes que ninguém nunca mais pode conter', afirma.

Para o comerciante Takashi Morita, as imagens do Japão arrasado pelo terremoto, pelo tsunami e agora sob o temor do risco nuclear são um “pesadelo”. Aos 87 anos e morando em São Paulo desde 1956, ele sobreviveu, em 6 de agosto de 1945, à bomba nuclear jogada sobre a cidade japonesa de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial. A bomba explodiu a cerca de 1,3 km de onde Morita estava. Na época, ele era soldado da polícia japonesa e tinha 21 anos.

Tragédia no Japão faz sobrevivente de Hiroshima, hoje aos 87 anos, relembrar o que viveu durante a queda da bomba atômica (Foto: Tahiane Stochero/G1)

“Lembro-me como se fosse hoje. Eu estava caminhando nas ruas da cidade quando a bomba caiu. Primeiro foi um clarão, depois uma escuridão. Então começou uma chuva preta, e as pessoas que estavam queimadas abriam a boca para tomar aquela água contaminada. Eu via pessoas queimadas, dilaceradas”, relembra Morita, que fala pouco português e concedeu a entrevista ao G1 com ajuda da filha, Iasuko Saito.

Morita teve duas vezes diagnosticada leucemia enquanto ainda morava no Japão, onde fez tratamentos, segundo a filha. Desde que se mudou para o Brasil, apesar de problemas de coração e diabetes, nunca mais teve leucemia. Ele veio para São Paulo justamente para melhorar a saúde. "Me falaram que São Paulo era uma cidade alta, com um bom ar", diz.

Para o japonês, o cenário de destruição das cidades do Japão após a passagem do tsunami lembra a situação da cidade de Hiroshima após a bomba.

A cidade de Hiroshima, antes e depois da bomba nuclear (Foto: AFP)

“Isso que está acontecendo no meu país me faz sofrer muito, é muito triste. Nós, os sobreviventes das bombas nucleares, lutamos pela paz e contra a energia nuclear. A radiação é a pior arma que existe. Não tem cheiro, não podemos vê-la, não tem barulho, não deixa rastro. As pessoas vão sentir seus efeitos ao longo do tempo”, diz o comerciante.

Hoje, ele é presidente da Associação das Vítimas da Bomba Atômica no Brasil, que integra 120 sobreviventes da tragédia e seus descendentes.

Quando a bomba atômica atingiu Hiroshima, o soldado vestia uniforme militar e acredita que por isso foi protegido. Como usava boné, também não teve problemas no rosto, mas sofreu uma queimadura grave na nuca, o que o impediu de continuar ajudando no resgate das vítimas por muito tempo.saiba mais

“Depois da bomba, todos os sobreviventes deixaram Hiroshima, porque a radiação se alastrava. Mas eu fiquei durante dois dias, só carregando corpos, ajudando pessoas. Nestes dois dias, não comi nem bebi nada na cidade. Tudo podia estar contaminado e me contaminar por dentro. Se a radiação entra dentro de nós, daí não tem salvação”, afirma.

“Eu também estava em missão, trabalhando, não sentia fome. Depois, no terceiro dia, meu comandante me mandou ir para um hospital fora da cidade cuidar da queimadura, que estava ficando ruim”.

Parentes no Japão

Morita tem um neto, filho de Iasuko, que mora em Tóquio. Segundo ela, o jovem trabalha e constituiu família no Japão e não pretende retornar ao Brasil. “Temos parentes na capital e amigos na região próxima à usina nuclear de Fukushima (que apresentou acidentes e explosões), alguns que não conseguimos contato. Eles tiraram todas as pessoas das cidades próximas”, afirma Iasuko.

“Se eu pudesse fazer um pedido ao governo japonês, pediria para não construir mais usinas nucleares, não usar mais urânio. A minha missão neste planeta é conscientizar as pessoas, principalmente os jovens, sobre os efeitos da radiação. Ela tem poderes que não se pode conter, nunca mais nem ninguém. Tem gente morrendo até hoje, sofrendo até hoje, pelos efeitos da radiação das bombas atômicas”, diz o comerciante Morita.

Às pessoas que se encontram na região de risco, ele aconselha a “não comer, beber, nem colocar nada para dentro do corpo que esteja naquela região”. “A radiação contamina tudo, a água, os alimentos. Não dá para usar nada dali”. Ele também lembra os primeiros efeitos da radiação das vítimas que ajudou: bolhas de sangue formando-se pelo corpo e sangue saindo da gengiva.

Reconstrução

O sobrevivente de Hiroshima veio para o Brasil em 1956, com a mulher e dois filhos. Desembarcou no Porto de Santos, após 42 dias de viagem, com destino a São Paulo.

Questionado sobre se acha que o país que lhe acolheu ajudará o Japão a se reconstruir, Morita não pensa duas vezes. “O brasileiro é um povo de coração muito quente e ajuda a todos. Tenho certeza de que irá ajudar o Japão”, diz.

Ele também acredita que o povo japonês, como ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, irá se unir para reverter os estragos da tragédia. “O japonês sofre, mas não chora. Sofre por dentro, mas se une para trabalhar”, acredita ele.

Morita receberá uma homenagem do estado de São Paulo pela sua luta contra a radiação. A Escola Técnica Estadual (Etec) de Santo Amaro, na Zona Sul da capital, pretende mudar o seu nome para se chamar Etec Takashi Morita. Segundo o diretor da unidade, Fernando Antônio de Campos, um projeto de lei que autoriza a alteração no nome da Etec tramita desde fevereiro na Assembleia Legislativa do estado.

Acidente de usina nuclear do Japão pode atingir 7, diz instituto dos EUA

15/03/2011 18h16 - Atualizado em 15/03/2011 18h50

Situação na Fukushima Daiichi 'piorou consideravelmente', segundo a ISIS. Tremor e tsunami causaram mortes, destruição e crise nuclear no Japão.
 
Um órgão norte-americano especializado em segurança nuclear afirmou nesta terça-feira (15) que a situação na usina Fukushima Daiichi "piorou consideravelmente" e que o acidente nuclear ocorrido após o terremoto seguido de tsunami do dia 11 pode chegar ao nível 7, o máximo na escala que mede incidentes nucleares.

A avaliação é do Institute for Science and International Security (ISIS).

Segundo eles, a explosão no reator 2 e o fogo no reservatório de combustível gasto do prédio do reator 4 significam que o acidente não pode mais ser visto como de grau 4 na escala que vai até 7, como dizem as autoridades japoneses.

Segundo o ISIS, o acidente ocorrido na usina na província japonesa de Fukushima está no grau 6, e pode alcançar o grau 7, o mesmo do desastre de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Um evento do nível 6 na escala INES significa que as consequências são amplas e que medidas de contenção são necessárias para lidar com a contaminação radioativa.

Um evento de nível 7 envolve uma liberação mais ampla de material radioativo, e requereria medidas mais amplas.

A entidade pediu à comunidade internacional que aumente a ajuda ao Japão para conter a situação de emergência nos reatores e para evitar uma contaminação maior.

A agência nuclear da ONU afirmou que os desdobramentos da crise nuclear japonesa são "preocupantes". Na véspera, o governo japonês pediu ajuda a especialistas da agência, e também a técnicos norte-americanos.

A Comissão Europeia classificou a situação na usina japonesa de "apocalipse". A autoridade nuclear francesa também avaliou o incidente como de grau 6.

A União Europeia anunciou que vai realizar "testes de resistência" em suas usinas, após os incidentes no Japão.

Nível de contaminação radioativa de moradores de Koriyama, em Fukushima, é avaliado nesta terça-feira (15) (Foto: AP)

Novo incêndio atinge usina nuclear danificada por terremoto no Japão

15/03/2011 18h55 - Atualizado em 15/03/2011 19h48

Fogo ocorre no reator 4 da planta de Fukushima Daiichi, no nordeste. Autoridades temem acidente mais grave com vazamento radioativo.

Um novo incêndio atingiu na manhã desta quarta-feira (16), pelo horário local, o reator 4 da usina de Fukushima Daiichi, no nordeste do Japão.

O fogo começou às 5h45 locais (17h45 de terça-feira no Brasil), segundo um porta-voz da Tokyo Electric Power Co (TEPCO), empresa que administra a usina.

Fumaça foi avistada saindo da edificação por um dos funcionários que trabalham para evitar um desastre maior na usina.

Bombeiros estão tentando controlar as chamas.

Na véspera, uma explosão de hidrogênio provocou um incêndio no mesmo reator, danificando o teto do prédio que o abriga.

O Exército dos EUA, que colabora com as autoridades japonesas, controlou as chamas.

A instalação nuclear, na província japonesa de Fukushima, foi bastante afetada pelo terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami que devastou regiões costeiras japoneses no dia 11.

O reator 4 estava em manutenção no momento do terremoto. Os reatores 1, 2 e 3 também foram afetados.

Os responsáveis tentam impedir um acidente mais grave, com vazamento radioativo.

A usina fica a 240 km da capital do Japão, Tóquio, onde há temor de contaminação.

Em meio à tensão causada pela crise nuclear, o país continua os trabalhos de resgate nas regiões costeiras devastadas.

O número de mortos oficial passa de 3.300, mas as autoridades estimam que ele possa passar de 10 mil.

O país também enfrenta cortes programados de energia, por conta do desligamento de usinas nucleares. O objetivo, segundo o governo, é impedir blecautes maiores.

Também há problemas de desabastecimento de provisões.

Radiação nuclear pode causar de queimaduras a câncer, diz especialista

14/03/2011 12h29 - Atualizado em 15/03/2011 18h30

Engenheiro nuclear diz que uma vez esvaziada a região, risco é mínimo. Há também tratamento para quem for exposto, diz especialista.

O derretimento dos reatores nucleares japoneses atingidos pelo terremoto de sexta-feira (11) pode liberar radiação na atmosfera que causa desde queimaduras na pele até câncer, explica o engenheiro nuclear Aquilino Senra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O risco de exposição da população, no entanto, é baixo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também afirmou que o perigo para a população é mínimo. Isso porque a área em torno da usina foi isolada.

O Japão foi atingido na sexta-feira (11) por um terremoto de 8,9 de magnitude (Observação: após a publicação desta reportagem, o Serviço Geológico dos Estados Unidos atualizou a magnitude para 9). O tremor afetou o fornecimento de energia elétrica, o que causou uma pane no resfriamento dos reatores. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o risco de derretimento do núcleo, o pior acidente que pode ocorrer em uma usina, é “grande”.

Exposição

Se ocorrer o derretimento, três tipos de radiação serão liberadas no ambiente: alfa, beta e gama. “A radiação alfa não penetra no organismo, ela causa queimadura na pele”, explica Aquilino Senra. “As radiações beta e gama – principalmente a gama – entram no organismo e causam deformações celulares”, afirma, referindo-se à exposição aos raios.

Essas deformações, ao longo dos anos, podem levar a casos de câncer. “Podem, não devem. E isso varia de acordo com a distância da pessoa do local do acidente e a proteção que ela estiver usando”, explica.

Essa radiação gama é a mesma usada em tratamentos de radioterapia, exatamente para combater o câncer. "Em baixas doses, ela destrói tumores", afirma o especialista. "Em altas, pode causar dano celular que leva ao câncer".

Ionização

A radioatividade pode afetar a saúde principalmente de duas formas. "O problema maior é que este tipo de radiação é ionizante, ou seja, é capaz de mudar a estrutura química das substâncias", afirma Regina Bitelli Medeiros, professora do departamento de diagnóstico por imagens da Unifesp e especialista em física médica.

Com isso, ela altera as características de substâncias comuns em nosso corpo. A partir da água, por exemplo, podem se formar radicais livres, que, em excesso, prejudicam o funcionamento do corpo.

Outra possibilidade é que a radiação nuclear afete diretamente as células. A mudança na estrutura química dos elementos pode representar, por exemplo, a quebra da cadeia de DNA.

A medicina atual ainda não sabe dizer se existe uma quantidade limite de radiação à qual o corpo deva ser exposto para que tais efeitos possam desenvolver o câncer.

Incorporação

A exposição aos raios não é o único risco ao qual o corpo humano está sujeito em relação à radioatividade. É ainda mais importante evitar que as pessoas incorporem material radioativo. A forma mais comum de isto acontecer e pela inalação de gases que se misturam à atmosfera depois de um vazamento.

“O órgão não sabe o que é radioativo ou não, ele metaboliza o elemento químico”, explica Medeiros.

Um dos elementos que representa maior ameaça neste sentido é o iodo. O corpo humano precisa dele para que a tireoide funcione normalmente e tende a absorver as partículas de iodo radioativo que ficam suspensas no ar. Para evitar que isto ocorra, estão sendo dadas pílulas de iodo não-radioativo à população. Desta forma, o corpo fica saturado do elemento e, mesmo se ele for inalado na forma radioativa, não será absorvido.

Diferença da bomba

Aquilino Senra explica que o derretimento de um reator nuclear não mata pessoas como uma bomba. "O que mata mesmo na bomba nuclear não é a radiação. É a onda de choque, depois a onda de calor e por último a radiação", explica Senra.

"A intensidade de material radioativo em uma bomba nuclear é muito maior, porque a energia dispendida é muito grande e não tem nenhuma barreira. Já um reator tem quatro barreiras contra a liberação de material nuclear no ambiente", afirma. "Não é a mesma coisa", tranquiliza.

Segundo Senra, a retirada das pessoas de volta da área da usina já contém o risco para a saúde. Quem está fora da área isolada não corre perigo, segundo ele.

Japão decreta zona de exclusão aérea na região da central nuclear de Fukushima


TÓQUIO - As autoridades japonesas decretaram zona de exclusão aérea em toda a área onde está localizada a central nuclear de Fukushima. Nesta central houve três explosões dos reatores nucleares elevando os níveis de radiação na região. De acordo com a Agência Kyodo, a radiação está em nível 33 vezes superior ao permitido em Utsunomiya, capital da província de Tochigi, zona norte de Tóquio.

Os níveis de radiação em Kanagawa, ao sul de Utsunomiya, eram, por sua vez, nove vezes superiores ao recomendado. O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse hoje que os níveis de radiação aumentaram significativamente depois da explosão em Fukushima, onde quatro dos reatores da central nuclear já sofreram problemas.

O porta-voz do governo do Japão, Yukio Edano, ressaltou que o nível da radiação chegou a ser 100 vezes superior ao limite no reator 4, enquanto no reator 3 os níveis eram 400 vezes superiores. Segundo ele, se forem mantidos os níveis de radiação, eles podem ser prejudiciais à saúde humana. Apenas 50, dos 800 funcionários da Central de Fukushima, permanecem no complexo.

A Tokyo Electric Power (Tepco), que gere a central, não exclui fusões dos núcleos dos reatores 1, 2 e 3, mas garante que o reator 4 não estava em funcionamento por ocasião do incêndio que afetou o edifício hoje de manhã (hora local).

Em comunicado à população, o primeiro-ministro, Naoto Kan, apelou para que todos tentem manter a calma, mesmo em meio aos incidentes em Fukushima. As explosões provocam um alarme global devido ao temor de uma catástrofe nuclear.



AIEA confirma que usina nuclear no Japão emitiu radiação na atmosfera

15/03/2011 06h11 - Atualizado em 15/03/2011 06h47


Governo japonês admite que nível de radiação está 'perigoso' para saúde. Ventos podem levar nuvem radioativa para Tóquio.

Criança passa por teste de contaminação por radioatividade no Japão. (Foto: Reuters)

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou nesta terça-feira (15) que a explosão provocada por um incêndio no reator 2 da usina nuclear de Fukushima, no Japão, afetada pelo potente terremoto de sexta-feira (11), seguido por um devastador tsunami, liberou radiação diretamente na atmosfera.

Em comunicado, a AIEA detalhou que obteve a informação das autoridades japonesas.

De acordo com a AIEA, ainda há fogo no depósito de armazenamento de combustível usado no reator 4, na mesma usina atômica, e que o complexo está seriamente danificado pelos fenômenos naturais que provocaram destruição e mortes em parte do país.

No local, foi registrado nível de radioatividade de até 400 microsievert por hora, diz a AIEA.

Além disso, alta na temperatura foi registrada nos reatores 5 e 6 da central nuclear, informou Yukio Edano, porta-voz do primeiro-ministro japonês. “Observamos uma leve elevação de temperatura nos reatores 5 e 6”, afirmou. Segundo ele, o problema é o mesmo que afetou outros reatores do complexo: falha no sistema de refrigeração.

Nocivo à saúde

No meio da tarde (15 horas local), Edano admitiu que o nível de radiação na área da usina nuclear de Fukushima estava "perigoso" para a saúde da população.

Pouco antes, o premiê japonês, Naoto Kan, já havia informado que um incêndio que atingiu o reator 4 fez a radiação subir "consideravelmente". Ele ampliou a área de isolamento radioativo na região da usina para 30 km.

Nuvem radioativa em Tóquio

A prefeitura de Tóquio registrou na manhã desta terça um nível de radioatividade levemente superior ao normal. Mas de acordo com as autoridades locais, a elevação no índice não oferece risco. "Registramos um nível de radiação superior ao normal esta manhã em Tóquio", declarou o responsável da prefeitura da capital japonesa, Sairi Koga, acrescentando que "não se trata de um índice suficiente para afetar a saúde humana".

A capital japonesa vive um dia de expectativa pela eminente possibilidade de ventos estarem soprando da região da usina nuclear danificada radiação à cidade. Os ventos, que podem estar carregados de componentes radioativos, se movem a uma velocidade de 2 a 3 metros por segundo, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão. A previsão é de que a velocidade do vento aumente na quarta-feira (16), soprando de 3 a 5 metros por segundo em direção ao Oceano Pacífico.

Mais cedo, a embaixada francesa no Japão alertou que uma nuvem radioativa poderia atingir Tóquio no prazo de 10 horas, levando em consideração a velocidade atual dos ventos. O comunicado pede que os cidadãos franceses na cidade não entrem em pânico e fiquem dentro de suas residências, com as janelas fechadas.

Explosão

Por volta das 6h20 (horário local), uma explosão atingiu o reator 2. Ela pode ter danificado o reservatório de supressão, informou a Agência de Segurança Nuclear e Industrial, citando relatório da Tokyo Electric Power Co., operadora da usina. O teto do prédio do reator foi danificado, e havia vapor saindo dele.

A Tokio Eletric Power informou após a explosão que níveis de radiação quatro vezes mais altos foram medidos na província de Ibaraki, ao sul da usina, entre as províncias de Fukushima e de Tóquio.

O operador da central nuclear de Fukushima 1 anunciou a retirada de seu pessoal da área do reator 2, exceto pelos funcionários encarregados de bombear água para refrigerar o sistema em colapso.

SMS

O premiê Naoto Kan enviou mensagens para todos os celulares do país, um meio de atingir o maior número de pessoas possíveis. No SMS, o premiê pede à população para economizar energia.

A terceira explosão de usina nuclear japonesa

Uma nova explosão foi ouvida na planta nuclear de Fukushima na terça-feira. Isto segue duas outras explosões na facilidade que deixou mais de uma dezena de pessoas feridas.

Segundo a agência japonesa de segurança nuclear, a explosão foi ouvida na nova unidade 2 da usina Fukushima às 21:10 GMT, informou a AP. Primeiro Ministro do Japão é devido a um pronunciamento à nação após a última explosão.

A agência de segurança nuclear do país anunciou que suspeita que a explosão pode ter danificado o recipiente do reator. AP citou um porta-voz da agência, Shinji Kinjo, dizendo que "Um vazamento de material nuclear é temido."

As autoridades estão a evacuar o pessoal da fábrica, apesar de uma equipe de 50 trabalhadores já estariam ficando para trás para continuar a refrigeração dos reatores na instalação.

O operador de Fukushima usina nuclear Dai-Ichi relatado anteriormente que o sistema de refrigeração da unidade 2 foi totalmente para baixo, o que poderia levar a um superaquecimento do aparelho e uma explosão similar aos que ocorreram na sexta-feira e segunda-feira.

Como o nível do líquido de arrefecimento continuou a baixar, na Unidade 2 da usina nuclear de Fukushima-1, barras de combustível do reator ficou parcialmente exposta e, portanto, menos ainda de refrigeração, rede de notícias Kyodo informou. O porta-voz do governo de Fukushima, Masato Abe, afirmou que as hastes de combustível Unidade 2 "foram brevemente expostas."

técnicos da Usina foram bombeamento de água do mar no reator para cobrir as barras de combustível novo.

Takako Kitajima, do funcionário da Tokyo Electric Power Co. informou que os funcionários da usina estava injetando água do mar em Unidade 2 para esfriá-la. O mesmo foi feito para as outras duas unidades, mas não tinha evitar as explosões.

A segunda explosão ocorreu na Unidade 3 da usina nuclear de Fukushima na segunda-feira. Os relatórios descreveram uma enorme coluna de fumo a ser vista saindo da unidade. Onze pessoas ficaram feridas. A explosão ocorreu devido a uma acumulação de hidrogênio nas varetas de combustível. Segundo o governo, o navio real que está segurando o material radioativo ainda está intacta.

O proprietário da usina, a Tokyo Electric Power Co., anunciou na segunda-feira que o nível de radiação na área de entorno da fábrica permaneceram em níveis seguros. A companhia disse que o nível de radiação estava dentro de 10,65 microsieverts, muito menos que os 500 microsieverts quando um operador da central nuclear deve apresentar um relatório ao governo, de acordo com a lei japonesa.

No entanto, a radiação está vazando das estâncias da primeira explosão, que aconteceu no sábado em uma Unidade de Fukushima Dai-Ichi.

160 pessoas já foram expostas à radiação nas proximidades da usina. A radiação atingiu também um porta-aviões EUA ancorada a 160 quilômetros da costa japonesa do Oceano Pacífico, de acordo com os relatórios do New York Times.

Após a primeira explosão, mais de 200.000 pessoas foram evacuadas da área, 600 restantes. Até 160 mil podem ter sido expostos à radiação.

As informações provenientes do Japão sobre a situação em sua terremoto danificou estações nucleares é extremamente insuficiente e irregular, afirma o grupo corporação Rosatom nuclear russa, que está monitorando a situação com usinas nucleares no Japão. O mesmo se aplica às informações provenientes da AIEA.

Nunca houve um caso em que as informações sobre quebra usina nuclear foi preciso, acredita que o Dr. Robert Jacobs da Paz de Hiroshima Instituto.

O governo sempre tenta manipular a opinião pública, tentando apresentar a situação como estando inteiramente sob controle, mas geralmente uma percepção mais correcta da situação estará disponível em algum tempo, diz Jacobs.

É verdade que a planta danificada foi testado para resistir a um sismo com uma magnitude de até 7,9, muito inferior aos 9,0 que ocorreu ea situação é demasiadamente extrema, considerando o tsunami e numerosas réplicas, "Mas se o trabalho do governo e os operadores de planta para antecipar o que aconteceria se algo que está além dos planos concebidos ocorrer."

Philip White Nuclear do Cidadão, Centro de Informações RT disse que neste momento é difícil estimar a dimensão dos estragos que a explosão possa ter causado.

"Nós entendemos que a explosão não violou a contenção do reator, que é muito feliz. Essa é a situação atual, conforme relatado pelo governo e Tokyo Electric Power Company ", disse ele. "Você não pode excluir, nesta fase, uma escala cheia, cenário do pior caso e, claro, existem várias outras usinas nucleares em perigo também."

A primeira explosão de hidrogênio, que ocorreu na unidade 1 da central de Fukushima, no sábado, quatro pessoas feridas e provocou uma evacuação em massa da área adjacente à fábrica. Após a explosão, as autoridades evacuaram 300.000 pessoas que vivem dentro de 30 quilômetros da instalação. Pelo menos 22 pessoas foram afetadas pelo aumento dos níveis de radiação.

O porta-voz chefe do governo japonês, Yukio Edano, avisou neste domingo que o reator na Unidade 3 da instalação nuclear de Fukushima Daiichi poderia começar um colapso e uma explosão poderá seguir. Relatórios do Estado hastes de combustível do reator foram expostos ao ar e foram danificadas.

Porta-vozes do governo disseram que a instalação poderia suportar a segunda explosão, assim como o primeiro reator fez no sábado.

Outras preocupações foram levantadas depois de o nível de radiação na prefeitura de Miyagi próximos aumentou 400 vezes. Não está claro no momento em que se veio a radiação da usina nuclear local, o que foi relatado para estar funcionando corretamente, ou se deriva da facilidade em Fukushima Daiichi seguinte explosão de sábado.

“Eu arriscaria o palpite de que [a radiação] é proveniente de Fukushima Daiichi no reator 1 [] ", Sugeriu Christopher Simons, professor da Universidade Cristã Internacional de Tóquio. "A boa notícia é que um monte de vapor, que escapou na explosão do reator Daiichi prédio n º 1, ontem, é relativamente isótopos leves - ou seja, como isótopos de nitrogênio-16. Estes isótopos têm muito meia-vida curta e não pode causar danos a longo prazo para a saúde humana.”

O governo também garantiu que a radioatividade lançados até o momento não representa uma ameaça para a saúde humana. No entanto, o número de pessoas internadas em hospitais da zona envolvente são Fukushima disse estar sofrendo de exposição à radiação.

Enquanto isso, na província de Miyagi sozinho, as autoridades colocaram a estimativa de número de mortos no tsunami provocado pelo sismo em mais de 10.000. O número de mortos confirmados ultrapassa 1.800.

Harvey Wasserman, que tem escrito sobre o assunto de uma Terra sustentável e verde-powered, acredita que um país com uma freqüência de terremotos e tsunamis, como o Japão nunca deveria ter construído usinas nucleares.

“Este é um problema endêmico. Nós sabíamos que estava acontecendo o tempo todo. Havia muitas pessoas no Japão, que manifestou-se contra estes reatores em construção, e agora estamos vendo as conseqüências", Disse Wasserman.

Shaun Burnie, um consultor independente de energia nuclear da Escócia, diz que essas acusações estendem para a indústria nuclear à escala mundial que está tentando se esconder e diminuir a informações sobre a crise nuclear japonesa.

“Nos últimos dias vimos os representantes da indústria, alguns deles agindo como os chamados peritos independentes dos institutos que são financiados pela indústria nuclear, dizendo que «a situação está sob controle, isto tinha que acontecer, É muito reconfortante, precisamos de mais energia nuclear. A energia nuclear é inerentemente inseguro. Os terremotos são um perigo, mas há muitos mais,"Burnie disse RT.

-Com tudo isso, Shaun Burnie acredita que "A situação no Japão é absolutamente fundamental."

"O estado do combustível no reator de número 3, que explodiu ontem à noite, nós sabemos que para a metade de muitas horas de núcleo foi exposta. Esse é um dos piores pesadelos da indústria nuclear ", , explicou.

"A questão é até que ponto será [o vaso de pressão na Unidade 2] não será capaz de manter a pressão e não será possivelmente uma terceira explosão?" Burnie questionada.

Malcolm Grimston, especialista em energia baseada em Londres think-tank Chatham House, acredita que não há perigo de emissão de radiação maciça e afirma que a decisão do governo japonês para inundar os reatores danificados com a água do mar foi bastante sensata.

“Até agora, o combustível [nuclear] é ainda em grande parte, na forma que foi durante a operação normal e está tudo contido dentro do vaso de pressão extremamente grossa de aço de seu frio que até agora está fazendo seu trabalho. Mesmo que este vaso de pressão fosse quebrado e para ser quebrado e é muito difícil imaginar que isso iria acontecer, - que inundou o primeiro reator e agora o terceiro reator com água do mar, que absorvem a maioria do calor. Haveria de emissão local de material radioativo", Explicou Grimston.

Acidente nuclear no Japão alcançou nível de gravidade 6 - radiação pode causar de queimaduras a câncer

segunda-feira, 14 de março de 2011

O acidente nuclear de Fukushima alcançou o nível de gravidade 6, maior do que Three Mile Island, mas não chegou ao nível de Chernobyi, afirmou nesta segunda-feira (14) o presidente da Autoridade Francesa de Segurança Nuclear (ASN), André-Claude Lacoste.

"Temos a impressão de que estamos pelo menos em nível 5 ou nível 6 (de uma escala de 7)", indicou Lacoste à imprensa. "É algo além de Three Mile Island (nível 5) sem alcançar Chernobil (nível 7). Estamos com toda certeza num nível intermediário, mas não se pode descartar que podemos chegar a um nível da catástrofe de Chernobil", acerscentou.

No sábado, as autoridades japonesas anunciaram que o acidente na usina de Fukushima N°1 alcançou o nível 4 da escala de acontecimentos nucleares e radiológicos (INES), que tem seu máximo no nível 7.

Segundo esta escala, a catástrofe nuclear de Chernobyl, ocorrida em abril de 1986, foi avaliada no nível 7, o mais alto jamais alcançado, definido como um "acidente maior, com um efeito estendido ao meio ambiente e à saúde".

O nível 6, ou "acidente grave", se refere a um "vazamento importante que pode exigir a aplicação integral de contramedidas previstas", e o nível 5, um "acidente com vazamento limitado".

Three Mile Island é uma central nuclear americana que, em 28 de março de 1979, sofreu uma fusão parcial.


Usina nuclear no Japão tem barras de combustível expostas, diz agência

14/03/2011 09h10 - Atualizado em 14/03/2011 11h54

Derretimento de barras aumentaria risco de vazamento nuclear. Usina em Fukushima já sofreu explosões, mas reatores não foram atingidos.

Barras de combustível em um reator nuclear japonês atingido pelo terremoto que devastou o país na sexta-feira, matando centenas de pessoas, agora estão totalmente expostas, informou nesta segunda-feira (14) a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Co., segundo a agência de notícias Jiji.

A informação se referia ao reator número 2 do complexo Fukushima Daiichi, onde os índices de água para resfriamento em volta do núcleo do reator haviam baixado mais cedo durante o dia.

Segundo a Jiji, a possibilidade do derretimento das barras de combustível não poderia ser descartada. O derretimento aumentaria o risco de danos ao reator e de um possível vazamento nuclear, dizem especialistas.

O governo minimizou a possibilidade de uma grande explosão neste reator.

Yukio Edano, porta-voz do governo, disse que o trabalho feito para resfriar o reator (que consiste em bombear água do mar para o reator) pode estabilizar a situação, e que o nível de radiação da central nuclear, que fica a 250 quilômetros de Tóquio, é tolerável para humanos.

A Tepco informou que 3,7 metros das barras de combustível do reator (que têm 4 metros no total) ainda estavam expostas ao ar às 20h07 (8h07, horário de Brasília), antes da retomada do bombeamento de água do mar.

A informação sobre risco de vazamento ocorre após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU ter informado que o recinto de confinamento do reator 3 da central nuclear de Fukushima 1 está intacto, após ter sido atingido por duas explosões nesta segunda-feira (noite de domingo no Brasil).

"O edifício do reator explodiu, mas o recinto de segurança não foi danificado. A sala de controle do reator 3 continua operacional", afirmou a AIEA em um comunicado. Seis pessoas ficaram feridas nas explosões, segundo a agência da ONU, que tem sede em Viena.

As duas explosões desta segunda-feira foram provocadas pelo acúmulo de hidrogênio. Elas deixaram 11 feridos.
Uma explosão similar aconteceu no sábado, no edifício do reator número 1 da central, um dia depois do terremoto e tsunami que devastaram a costa nordeste do Japão. Um técnico morreu e 11 ficaram feridos.

Explosão

A explosão de hidrogênio ocorreu no reator número 3 da usina nuclear número 1 do complexo de Fukushima. Imagens da da rede japonesa de TV NHK mostraram fumaça cinza sobre a área após a explosão.

O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, acrescentou que são poucas as possibilidades de haver um vazamento radioativo.

Conforme a agência de notícias japonesa Jiji, que citou como fonte a Tokyo Electric Power, operadora da usina, a explosão não danificou o reator. A notícia da preservação foi confirmada pelo governo.

Desde o terremoto de sexta-feira, engenheiros japoneses trabalham para evitar um desastre nuclear na usina, que foi gravemente danificada durante o tremor. Na usina, localizada na costa nordeste a 200 km de Tóquio, técnicos estão injetando água do mar nos reatores para tentar controlar a temperatura, já que o superaquecimento pode provocar explosões e acidentes.

Imagem da rede NHK mostra edifício abalado por explosão (Foto: AFP)

Kan ordenou no fim de semana uma evacuação em um raio de 20 km ao redor de Fukushima.

As autoridades decretaram estado de emergência em uma segunda central nuclear, a de Onagawa (nordeste), depois que foram registrados níveis de radioatividade que superavam os autorizados e que voltaram ao normal, informou em Viena a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Outra central nuclear, a de Tokai, sofreu uma avaria no sistema de refrigeração, mas as bombas de água auxiliares funcionavam e seguiam resfriando o reator, segundo as autoridades.

Alerta mundial

A ameaça de um grande acidente nuclear no Japão trouxe à tona preocupações em outros países a respeito da segurança desse tipo de instalação.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel descreveu a crise no Japão como um momento decisivo para o mundo. Segundo ela, os padrões de segurança nas usinas nucleares alemãs serão revistos. O discurso de Merkel foi feito após um protesto, na véspera, reunir dezenas de milhares de manifestantes, que criticavam o projeto do governo de ampliar o uso dos reatores nucleares do país.

Nos Estados Unidos, o senador Joe Lieberman afirmou que Washington precisa interromper o desenvolvimento de usinas nucleares, até que as lições do que ocorreu no Japão sejam aprendidas.

Rússia

Já o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira que não há ameaça nuclear global após as explosões , informou a agência Interfax.

"Em função dos dados dos quais dispomos, não pensamos que exista uma ameaça global", declarou Putin, em referência à situação no Japão.

"Nossos especialistas estão seguros de que não há ameaça para o território russo", completou.



14/03/2011, às 12:20:39

CRISE NUCLEAR

Em meio a busca, as autoridades japonesas enfrentam uma crise nuclear. Mais cedo, a operadora do complexo Fukushima Daiichi, Tokyo Electric Power Co., informou que as barras de combustível no reator nuclear 2 do complexo Fukushima Daiichi agora estão totalmente expostas.

Os índices de água para resfriamento em volta do núcleo do reator haviam baixado mais cedo durante o dia.

Segundo a Jiji, a possibilidade do derretimento das barras de combustível não poderia ser descartada. O derretimento aumentaria o risco de danos ao reator e de um possível vazamento nuclear, dizem especialistas.



Publicado em 14/03/2011, 16:45

Após explosões em usina nuclear, Japão pede ajuda internacional

Brasília – O governo japonês pediu nesta segunda-feira (14) à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) o envio de uma equipe de peritos, após as explosões registradas em uma usina nuclear. As informações são do diretor-geral do órgão, Yukiya Amano.

Na sexta-feira (11), a Aiea chegou a oferecer ajuda ao Japão, após o terremoto e o tsunami que atingiram o país e danificaram a central nuclear de Fukushima, situada a 250 quilômetros de Tóquio.

O nível de água de um dos reatores da usina baixou consideravelmente hoje, impedindo o resfriamento do combustível. Equipes da Tokyo Electric Power estão adotando medidas como injetar água do mar no reator número 2 da usina para evitar o superaquecimento da instalação, que está com as barras de combustível totalmente expostas.

Japão pode distribuir iodo perto de usinas nucleares

12/03/2011 14h18 - Atualizado em 12/03/2011 14h18

Iodo pode ser usado para ajudar na proteção contra câncer na tireóide. Neste sábado, houve vazamento de radiação do reator nuclear de Daiichi 1.

Autoridades japonesas disseram aos agentes de inspeção nuclear da ONU que estão preparando uma distribuição de iodo às pessoas que moram perto das usinas nucleares afetadas pelo forte terremoto de sexta-feira, segundo a agência da ONU, em Viena.

O iodo pode ser usado para ajudar na proteção contra câncer na tireóide, para o caso exposição radioativa em um acidente nuclear.

Após o desastre de Chernobyl, em 1986, milhares de casos de câncer de tireóide foram registrados em crianças e adolescentes, expostas no momento do acidente. Mais casos são esperados.

Neste sábado, houve vazamento de radiação do instável reator nuclear japonês de Daiichi 1, depois de uma explosão ter arrebentado o telhado da instalação após o terremoto de sexta-feira. O governo insistiu que os níveis de radiação eram baixos.

Segundo a agência de notícias japonesa Jiji, três trabalhadores sofreram de exposição radioativa perto da usina de Fukushima.

Centrais nucleares: estado de emergência

Autoridades não conseguem arrefecer uma das centrais, em Sendai

O Governo japonês declarou estado de emergência por causa da central nuclear na região de Sendai, pois as autoridades não estão a conseguir arrefece-la. Desde que o sismo de 8,8 atingiu o Japão que a instalação está sem electricidade.

A Agência Internacional de Energia Atómica já tinha informado que quatro reactores nucleares nas zonas mais afectadas pelo sismo foram encerrados em condições de segurança.

Mas segundo o jornal «The Japan Times», existem onze bases nucleares nas áreas atingidas pelo sismo. Os reactores encontram-se em Miyagi, Fukushima e Ibaraki e foram todos suspensos. Segundo informações do Ministro da Indústria, que garantiu não ter existido qualquer fuga radioactiva.

Entretanto, dois mil habitantes de uma zona próxima de uma central nuclear japonesa foram avisados para deixar a região pelas autoridades de Fukushima (nordeste).

O governador da região pediu a retirada dos residentes de uma área de dois quilómetros em redor da central n.°1, indicaram as autoridades locais.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Princípios Básicos de Segurança e Proteção Radiológica

Prefácio da Primeira Edição

"A utilização de energia nuclear, tanto na geração de energia elétrica como em práticas médicas, industriais e de pesquisa, tem como grande oponente, em todo o mundo, a opinião pública. As bombas de Hiroshima e Nagasaki, os testes nucleares aéreos e subterrâneos, bem como alguns acidentes relativamente graves ocorridos ao longo dos últimos 50 anos, vêm sendo responsabilizados pela maneira sombria com que o tema nuclear é percebido pela população. Tanto o fato da radiação ionizante não poder ser diretamente detectada pelos cinco sentidos como a falta de conhecimento básico sobre suas propriedades contribuem para consolidar, cada vez mais, sob a forma de medo, a rejeição ao emprego das radiações ionizantes para fins pacíficos.

Para reverter esse quadro e permitir que a sociedade se beneficie das inúmeras vantagens que a tecnologia nuclear oferece, é preciso colocar na correta perspectiva os reais riscos associados à radiação ionizante, bem como transmitir conhecimentos sobre os requisitos de segurança e proteção radiológica a serem adotados de modo a torná-los insignificantes."

Princípios Básicos de Segurança e Proteção Radiológica
Prefácio da Primeira Edição
Ana Maria Xavier
Elena Gaidano
José Tullio Moro
Paulo Fernando Heilbron
Terceira Edição Revisada e Ampliada
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Comissão Nacional de Energia Nuclear
Abril 2010

Saiba as consequências da exposição à radiação para a saúde

A radiação pode causar doenças crônicas como a leucemia. Em doses fortes, é mortal. Até quem está fora da zona de risco no Japão não deve sair de casa nem beber água da torneira. Entenda como ocorreu a explosão na usina em Fukushima.

Recinto de reator 3 de usina está intacto após explosão, diz agência

14/03/2011 07h39 - Atualizado em 14/03/2011 07h56

Explosão atingiu prédio de reator 3 de usina em Fukushima, no Japão. Desde terremoto, engenheiros trabalham para evitar acidente nas usinas.
 
O recinto de confinamento do reator 3 da central nuclear de Fukushima 1 (oeste do Japão), atingido por duas explosões nesta segunda-feira (14 - no horário local, noite de domingo no Brasil), está intacto, informou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU.

"O edifício do reator explodiu, mas o recinto de segurança não foi danificado. A sala de controle do reator 3 continua operacional", afirma a AIEA em um comunicado.

A AIEA confirmou a informação divulgada antes pela Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão (NISA). Seis pessoas ficaram feridas nas explosões, segundo a agência da ONU, que tem sede em Viena.

As duas explosões desta segunda-feira foram provocadas pelo acúmulo de hidrogênio.

Uma explosão similar aconteceu no sábado no edifício do reator número 1 da central, um dia depois do terremoto e tsunami que devastaram a costa nordeste do Japão.

Imagens mostram Fukushima antes e depois da explosão (Foto: AFP)

Explosão

A explosão de hidrogênio ocorreu no reator número 3 da usina nuclear número 1 do complexo de Fukushima. Imagens da da rede japonesa de TV NHK mostraram fumaça cinza sobre a área após a explosão.

O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, acrescentou que são poucas as possibilidades de haver um vazamento radioativo.

Conforme a agência de notícias japonesa Jiji, que citou como fonte a Tokyo Electric Power, operadora da usina, a explosão não danificou o reator. A notícia da preservação foi confirmada pelo governo.

Imagem da rede NHK mostra edifício abalado por explosão (Foto: AFP)

Desde o terremoto de sexta-feira (11), engenheiros japoneses trabalham para evitar um desastre nuclear na usina, que foi gravemente danificada durante o tremor. Na usina, localizada na costa nordeste a 200 km de Tóquio, técnicos estão injetando água do mar nos reatores para tentar controlar a temperatura, já que o superaquecimento pode provocar explosões e acidentes.

Alerta mundial

A ameaça de um grande acidente nuclear no Japão trouxe à tona preocupações em outros países a respeito da segurança desse tipo de instalação.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel descreveu a crise no Japão como um momento decisivo para o mundo. Segundo ela, os padrões de segurança nas usinas nucleares alemãs serão revistos. O discurso de Merkel foi feito após um protesto, na véspera, reunir dezenas de milhares de manifestantes, que criticavam o projeto do governo de ampliar o uso dos reatores nucleares do país.

Nos Estados Unidos, o senador Joe Lieberman afirmou que Washington precisa interromper o desenvolvimento de usinas nucleares, até que as lições do que ocorreu no Japão sejam aprendidas.

(*) Com informações da EFE, Reuters, BBC e agências internacionais

Entenda a emergência nuclear após o terremoto no Japão

13/03/2011 18h58 - Atualizado em 13/03/2011 18h58

Terremoto atingiu complexos nucleares e colocou país em alerta nuclear. Funcionários trabalham desesperadamente para impedir superaquecimento.
 
 
Após o forte terremoto seguido de tsunami que abalou o Japão na última sexta-feira, o país luta agora para evitar o colapso de três reatores no complexo nuclear de Fukushima Daiichi, 240 quilômetros ao norte de Tóquio.

A paralisação do sistema de refrigeração reserva de Fukushima causou um acúmulo de calor e pressão.

Funcionários trabalham desesperadamente para impedir o superaquecimento. Se o esforço fracassar, os compartimentos que guardam o combustível nuclear podem derreter ou até explodir, provocando o vazamento de material radioativo na atmosfera. O governo confirmou que três reatores nucleares correm esse risco.

Autoridades liberaram vapor radioativo para aliviar a pressão nos reatores.

O complexo sofreu uma explosão no sábado que destruiu o teto do edifício que abriga um reator. As autoridades estão usando água do mar para resfriar o edifício.

O reator número 1 de Fukushima tem 40 anos e, originalmente, estava programado para deixar de operar em fevereiro, mas teve sua licença estendida por mais 10 anos.

A emergência é o pior acidente nuclear desde o desastre de Chernobyl de 1986. Como precaução, cerca de 140 mil pessoas foram retiradas da área nos arredores de Fukushima. Os níveis de radiação também estão em alta na usina nuclear de Onagawa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), no entanto, disse que o risco à saúde pública das usinas atômicas do Japão são 'muito baixos.'

O Órgão Meteorológico do Japão anunciou que os ventos na área mudariam de sul a oeste na noite de domingo, soprando de Fukushima em direção ao Oceano Pacífico. 'A direção do vento é ideal para as pessoas no Japão. Estará soprando na direção do Pacífico,' disse à agência de notícias Reuters Lennart Carlsson, diretor Segurança de Usinas Nucleares da Suécia. 'Eu não acho que não vai haver nenhum problema para outros países.'

O terremoto de magnitude 8,9 seguido de um tsunami na sexta-feira deixou pelo menos 1.353 mortos e 1.085 desaparecidos no Japão, segundo o balanço mais recente da polícia nacional.

Explosão em usina nuclear japonesa pode provocar derretimento de reator

12/03/2011    01:59

O acidente deixou quatro funcionários feridos e provocou a liberação de uma fumaça branca. A usina nuclear de Fukoshima fica a 250 quilômetros de Tóquio. O Japão está em estado de emergência nuclear.

http://globonews.globo.com/videos/v/explosao-em-usina-nuclear-japonesa-pode-provocar-derretimento-de-reator/1457917/

Distribuição de radiofarmácos - atualizado em 11/03

Até o dia 12 de março, o Ipen terá distribuído 345 geradores de tecnécio, fabricados a partir de molibdênio importado do Canadá e da África do Sul. Os geradores têm distribuição nos dias 9 e 12 de março, calibrados para uso nos dias 12 e 14 de março, respectivamente.

Semanalmente o instituto divulga seu calendário de distribuição, como forma de melhor orientar médicos e pacientes e otimizar a marcação dos procedimentos que dependem do radiofármaco. O tecnécio-99m é empregado em 80% dos exames de diagnóstico em medicina nuclear e sua produção enfrenta uma crise internacional devido à diminuição do fornecimento de molibdênio, matéria-prima a partir da qual é fabricado o gerador de tecnécio.

A calibração do radiofármaco significa o melhor dia para uso do produto. A cada meia-vida a atividade do material radioativo decai pela metade.

Para exames do miocárdio, o tálio-201 é um possível substituto do tecnécio-99m. O próximo envio do tálio aos centros médicos ocorre no dia 14 de março, segunda-feira.

A Gerência Comercial está à disposição para outros esclarecimentos.

Link original: https://www.ipen.br/sitio/?idm=177

quinta-feira, 10 de março de 2011

XII Encontro Nacional de Profissionais em Pesquisa Clínica e Prova de Certificação FAFE/USP

Últimos dias para inscrição: Aplicações do PET/CT na Neurologia

São Paulo

No dia 14 de março de 2011, às 20 horas, no hotel Golden Tulip Paulista Plaza (Alameda Santos, 85), em São Paulo (SP), a SBBMN promove a palestra “Aplicações do PET/CT na Neurologia”. Entre os palestrantes está a médica nuclear Carla Rachel Ono. Vagas limitadas e inscrições gratuitas. Informações e inscrições no site http://www.sbbmn.org.br/.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=544

Anuidade 2011

Vencimento 31 de março

A SBBMN enviou ao sócios o boleto de cobrança da anuidade de 2011. O boleto foi enviado diretamente pelo banco Itaú, portanto, pode abrir o e-mail com tranquilidade. O vencimento é 31 de março. Se você não receber o boleto até 10 de março, envie e-mail para sbbmn@sbbmn.org.br e novo boleto será encaminhado.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=543

Simpósio PET/CT em Oncologia e Simpósio SPECT/CT em Oncologia

São Paulo

No dia 26 e 27 de abril de 2011, no Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, Bela Vista), em São Paulo (SP), o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa promove o VI Simpósio PET/CT em Oncologia e o III Simpósio SPECT/CT em Oncologia. Com coordenação dos médicos Allan Santos, Elba Etchebehere e Edwaldo Camargo, os simpósios são dirigidos a médicos nucleares, oncopediatras, radioterapeutas, oncologistas e neurologistas. Informações e inscrições no telefone (11) 3155-8800, no e-mail secretaria.iep@hsl.org.br e no site http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/iep/curso_atualizacao_profissional_simposios/curso_atualizacao_profissional_simposios.asp.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=542

18th International Conference of Medical Physics(ICMP)

Dia Nacional de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde

No próximo dia 7 de abril, quinta-feira, acontece o Dia Nacional de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde. Participe.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Distribuição de radiofarmácos - atualizado em 4/03

Até o dia 5 de março, o Ipen terá distribuído 243 geradores de tecnécio, fabricados a partir de molibdênio importado da África do Sul, Canadá e Argentina. Os geradores têm distribuição nos dias 2, 4 e 5 de março, sendo que os enviados no primeiro dia têm calibração para uso no dia 5 e os demais, no dia 7 de março.

Semanalmente o instituto divulga seu calendário de distribuição, como forma de melhor orientar médicos e pacientes e otimizar a marcação dos procedimentos que dependem do radiofármaco. O tecnécio-99m é empregado em 80% dos exames de diagnóstico em medicina nuclear e sua produção enfrenta uma crise internacional devido à diminuição do fornecimento de molibdênio, matéria-prima a partir da qual é fabricado o gerador de tecnécio.

A calibração do radiofármaco significa o melhor dia para uso do produto. A cada meia-vida a atividade do material radioativo decai pela metade.

Para exames do miocárdio, o tálio-201 é um possível substituto do tecnécio-99m. O próximo envio do tálio aos centros médicos ocorre no dia 4 de março, sexta-feira.

A Gerência Comercial está à disposição para outros esclarecimentos.
 
Link original: http://www.ipen.br/sitio/?idm=177

terça-feira, 1 de março de 2011

Palestra Aplicações do PET/CT na Neurologia

São Paulo

No dia 14 de março de 2011, às 20 horas, no hotel Golden Tulip Paulista Plaza (Alameda Santos, 85), em São Paulo (SP), a SBBMN promove a palestra “Aplicações do PET/CT na Neurologia”. Entre os palestrantes está a médica nuclear Carla Rachel Ono. Vagas limitadas e inscrições gratuitas. Informações e inscrições no site http://www.sbbmn.org.br/.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=540

Mensalidade 2011

Vencimento 31 de março

A partir de 1º de março de 2011, a SBBMN enviará ao sócios o boleto de cobrança da mensalidade de 2011. O boleto será enviado diretamente pelo banco Itaú, portanto, pode abrir o e-mail com tranquilidade. O vencimento é 31 de março. Se você não receber o boletim até 10 de março, envie e-mail para sbbmn@sbbmn.org.br e novo boleto será encaminhado.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=539

Ipen: artigos científicos publicados

Registro

Artigos científicos que citam produtos fabricados pelo Ipen e divulgados em publicações nacionais ou internacionais ajudam o Ipen no registro de seus radiofármacos. Se você tiver um artigo nessas condições, envie a referência para o e-mail sbbmn@sbbmn.org.br.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=538

Defesa da CBHPM

Mais de 100 entidades

O Dr. Ricardo Brandão, representando a SBBMN e a Sociedade Brasileira de Cancerologia, no dia 18 de fevereiro de 2011, participou da reunião da comissão de consolidação e defesa da CBHPM e comissão de saúde suplementar, promovida pela Associação Médica Brasileira, pelo Conselho Federal de Medicina, pela Associação Paulista de Medicina e pelo Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo. Neste encontro, lideranças de mais de 100 entidades médicas decidiram mobilizar a classe para suspender o atendimento às seguradoras e operadoras de planos de saúde em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. Haverá manifestações em todos os Estados da federação para chamar a atenção da opinião pública e pressionar as empresas do setor. As reivindicações principais são reajuste dos honorários médicos pelos valores da CBHPM, corrigidos p ela inflação; contratualização com os planos de saúde, conforme exigência da Resolução Normativa nº 71/2004, ANS, o que significa inserção dos critérios de reajuste nos contratos; aprovação do projeto de lei 6964/2010, que institui a obrigatoriedade de reajuste periódico dos honorários médicos, determinando que a ANS arbitre no caso de impasse nas negociações e outros itens.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=537

Inscrições encerradas: PET/CT “hands on”

São Paulo

As vagas já foram totalmente preenchidas e, portanto, estão encerradas as inscrições para o 1º curso intensivo teórico-prático de PET/CT, utilizando a ferramenta Osiris/Apple, promovido pela SBBMN, em São Paulo, entre 6 a 10 de abril de 2011. A SBBMN aceita reserva de vagas para os próximos cursos através de e-mail para sbbmn@sbbmn.org.br.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=536

VI Simpósio PET/CT em Oncologia e III Simpósio SPECT/CT em Oncologia

São Paulo

No dia 26 e 27 de abril de 2011, no Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, Bela Vista), em São Paulo (SP), o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa promove o VI Simpósio PET/CT em Oncologia e o III Simpósio SPECT/CT em Oncologia. Com coordenação dos médicos Allan Santos, Elba Etchebehere e Edwaldo Camargo, os simpósios são dirigidos a médicos nucleares, oncopediatras, radioterapeutas, oncologistas e neurologistas. Informações e inscrições no telefone (11) 3155-8800, no e-mail secretaria.iep@hsl.org.br e no site http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/iep/curso_atualizacao_profissional_simposios/curso_atualizacao_profissional_simposios.asp.

Link original: http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=noticias&id_not=535