quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Prêmio ABC – Imagem Cardiovascular de Publicação Científica

Para incentivar a pesquisa nacional e a publicação de artigos relacionados à especialidade, a revista ABC Imagem Cardiovascular criou o Prêmio ABC.
Nesta edição, serão prestigiados os melhores artigos científicos originais aceitos no período de janeiro de 2014 até março de 2015.
Para a seleção, os editores da revista ABC Imagem Cardiovascular farão uma pré-seleção dos artigos originais que irão concorrer ao prêmio, com uma Comissão Julgadora que deverá ser responsável pelo processo de classificação, avaliação e julgamento, além da premiação final.
O periódico ABC Imagem Cardiovascular publica artigos na área de medicina nuclear em cardiologia e o diretor da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita, é o atual editor da área de medicina nuclear da publicação.
Leia o regulamento

Curso PRIMER | De 29 a 30 de Agosto 2014


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Medicina Nuclear: Nova Aaliada no Diagnóstico de Doenças do Coração

Utilizada desde 1934, a Medicina Nuclear hoje apresenta novidades que auxiliam não só na identificação de vários tipos de tumores, mas também na precisa detecção de alterações cardiovasculares. Os diversos exames existentes servem para encontrar problemas que afetam o funcionamento do coração e verificar a gravidade das doenças, o que nem sempre pode ser feito com exames mais simples.

De acordo com o Diretor Técnico do IMEB - Unidade Anchieta, Dr. Leonardo Prado, os exames realizados pela medicina nuclear são seguros e as taxas de exposição dos pacientes à radiação são baixas. Dessa forma, não há danos significativos para os pacientes, como por exemplo, aumento da taxa de incidência de câncer.

Atualmente, entre os exames disponíveis, incluem-se análises do funcionamento do coração, cérebro, tireoide, rins, fígado e pulmões, avaliação de doenças nos ossos, além do diagnóstico de tumores nos principais órgãos do corpo. ”As indicações são variadas e dependem da especialidade e da doença de base do paciente. Os principais exames utilizados para a avaliação de doenças do coração são Cintilografia de Perfusão Miocárdica e a Ventriculografia Radioisotópica”, completa o especialista.

Para aprofundar o assunto, o Hospital Anchieta realizará, no dia 6 de agosto, o Talk Show "Saúde em Dia com Mônica Nóbrega", sobre o tema. O convidado do mês será o Dr. Leonardo Prado. Com sua vasta experiência em Medicina Nuclear, ele tirará todas as dúvidas do público.

SERVIÇO
Programa “Saúde em Dia com Mônica Nóbrega” – 7ª Edição
Tema: Medicina Nuclear para Diagnóstico de Doenças do Coração
Convidados: Dr. Leonardo Prado (IMEB)
Data: 06.08 – quarta-feira
Hora: Das 14h às 15h
Local: Hall do Pronto-Socorro do Hospital Anchieta – Taguatinga Norte
Acesso: Gratuito, basta dirigir-se ao local

Link original: http://www.difundir.com.br/site/c_mostra_release.php?emp=1082&num_release=133853

Você sabe o que é Medicina Nuclear?

Esta é uma especialidade médica que utiliza quantidades mínimas de radiação, através de elementos conhecidos como radiofármacos, para realizar exames diagnósticos, tratamentos terapêuticos e auxiliar alguns procedimentos cirúrgicos.
O principal diferencial da Medicina Nuclear está na avaliação da função dos diversos órgãos. Mas ainda há outras vantagens: os procedimentos além de não serem invasivos, são muito seguros. A cintilografia e a tomografia por emissão de pósitrons (também conhecida como PET/CT, na sigla em inglês) são as principais aplicações desta tecnologia para diagnósticos.
Com a cintilografia, por exemplo, é possível examinar o funcionamento de diversos órgãos do corpo – e não apenas o contorno dos órgãos, como acontece com outros exames de imagem – por meio da emissão de uma leve quantidade de radiação que é detectada pelos equipamentos. Coração, rins, fígado, pulmões, tireoide e cérebro estão entre os órgãos que podem ser analisados por meio deste exame, assim como ossos e até mesmo tumores.
Já o exame de PET/CT, com o radiofármaco que marca o açúcar com uma pequena porção radioativa permite avaliar o metabolismo da glicose de órgãos e tecidos.
A administração do medicamento é feita por via oral, venosa ou inalação. Além de ser utilizada uma quantidade muito reduzida (similar ou mesmo inferior à usada em exames de tomografia computadorizada), o tempo de permanência do radiofármaco no organismo geralmente é muito curto: em questão de horas os radiofármacos são eliminados do corpo, principalmente pela urina, como ocorre com o contraste ingerido para exames de ressonância magnética.
Há poucas contraindicações ao procedimento, e, por isso, idosos, recém-nascidos ou pacientes debilitados podem realizá-lo com baixo risco. Restringe-se a realização dos exames em gestantes e em pacientes que estão amamentando
Mas vale a orientação: os compostos têm vida útil reduzida e, por isso, são adquiridos para a realização de cada exame. Se marcar uma cintilografia ou um exame de PET, não deixe de ir ou remarque com antecedência!

Dr. Heitor Naoki Sado e Dra. Carla Rachel Ono, médicos  nucleares do Hospital 9 de Julho.

28º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear com inscrição até 26 de agosto

Organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), o XXVIII Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear (CBMN) será realizado entre os dias 26 a 28 do mês de setembro, no Centro de Convenções Rebouças (CCR), localizado na cidade de São Paulo (SP). As inscrições online estão abertas até o dia 26 de agosto. Após a data apenas no local. Fomentar a capacitação, o crescimento e conhecimento educacional e científico são algumas das diretrizes do encontro, segundo o presidente do Congresso, o médico nuclear George Coura Filho. ¿Buscaremos promover atividades que tragam aos participantes aspectos referentes à vivência diária em nossa especialidade, por meio de apresentações de estudos de caso, pesquisas e outras evidências, seguidas de debates entre os presentes¿, relata Coura Filho. O encontro é direcionado a médicos, residentes, biomédicos, tecnólogos, biólogos, físicos, químicos, farmacêuticos e especialistas que tenham interesse na aplicabilidade de radioisótopos na medicina. Local: Centro de Convenções Rebouças (CCR) ¿ São Paulo (SP) Organização: Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) Site oficial: www.sbmn.org.br/congresso/ ¿ Facebook: SBMNuclear

Link original: http://www.cnpq.br/web/guest/eventos?p_p_id=8&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&_8_struts_action=%2Fcalendar%2Fview_event&_8_eventId=2093330

The Patient as a Radioactive Source: an Intercomparison of Survey Meters for Measurements in Nuclear Medicine

      1. Department of Nuclear Medicine, University Hospital of Cologne, Cologne, Germany
      2. Corresponding author: klara.uhrhan@uk-koeln.de
    1. Abstract

      In this work, the radiation exposure in nuclear medicine is evaluated by measuring dose rates in the proximity of patients and those in close contact to sources like capsules and syringes. A huge number of different survey meters (SMs) are offered commercially. This topic has recently gained interest since dosemeters and active personal dosemeters (APD) for the new dose quantities (ambient and directional dose equivalent) have become available. One main concern is the practical use of SMs and APD in daily clinical routines. Therefore, the radiation field of four common radiopharmaceuticals containing 18F, 90Y, 99mTc and 131I in radioactive sources or after application to the patient was determined. Measurements were carried out with different SMs and for several distances. Dose rates decline significantly with the distance to the patient, and with some restrictions, APD can be used as SMs.

Programação Científica H. Pró-Cardíaco


sábado, 23 de agosto de 2014

Semana de Ciência e Tecnologia do Ipen celebra inovação aos 58 anos do instituto


A Semana de Ciência e Tecnologia do Ipen realiza-se de 25 a 29 de agosto e contempla uma programação variada que destaca atividades na área de inovação e difusão cientícas, além de um workshop internacional sobre cultura de segurança e proteção. 

O "Brazil - U.S. Workshop on Strengthening the Culture of Nuclear Safety and Security", coordenado pelo Dr. Antônio Carlos de Oliveira Barroso, pesquisador sênior do Ipen, discutirá nos dias 25 e 26 de agosto, aspectos importantes da cultura de prevenção, segurança e proteção de instalações nucleares. 

O evento conta com a participação de representantes brasileiros de diversas instituições e pesquisadores da Acadêmia de Ciências dos Estados Unidos. A Eletrobras Eletronuclear apoia o workshop. 

No dia 27 de agosto, a comitiva internacional visitará diversas instalações doIpen. 

Dia da Convivência e Nuclespaço 

A quinta-feira, 28 de agosto, está reservada na parte da manhã para visitas agendadas aos centros de pesquisa do Ipen. A exemplo dos anos anteriores, servidores, bolsistas e alunos interessados poderão entrar em contato com as secretarias dos centros de pesquisa e agendar uma visita técnica, em grupos, no período das 9h às 11h. 

A difusão e divulgação científica reforçam a programação com a abertura do Nuclespaço, uma exposição permanente sobre energia nuclear localizada no 2º andar do Prédio de Ensino e Informática. O evento será às 15h e terá a participação da Banda da Guarda Municipal de Santana do Parnaíba, sob a regência do Inspetor Maestro Cleiton da Silva Borges. 

Prêmio de Inovação, homenagens e apresentações especiais 

A programação de sexta-feira, 29 de agosto, será intensa no auditório. Os cerca de 40 servidores aposentados serão homenageados a partir das 14h. Logo depois, destaque do ano pela publicação de capa na conceituada revista científica Nature, a pesquisadora Luciana Gatti fará uma apresentação sobre a pesquisa desenvolvida em parceria com instituições internacionais que analisou a emissão de gases do efeito estufa na floresta amazônica. 

O Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), projeto de arraste na área nuclear, será tema da apresentação de seu coordenador técnico, José Augusto Perrotta. 

O grande vencedor do Prêmio de Inovação Tecnológica do Ipen será conhecido durante o evento com o anúncio do diretor de Pesquisa Desenvolvimento e Ensino (DPDE), Marcelo Linardi. O processo para a indicação foi criterioso e levou meses de análise por parte dos julgadores. O vencedor apresentará a pesquisa ao público em seguida. 

Finalizando a programação, será outorgado o título de Pesquisadora Emérita doIpen 2014 à Dra. Mitiko Saiki pela contribuição inestimável à pesquisa. Desde 1970, quando ingressou no instituto, Dra. Mitiko atua na área de Radioquímica e continua como colaboradora da instituição na formação de novas gerações de pesquisadores. 

Informações: Assessoria de Comunicação Institucional, ramais 3133-9095, 3133-9092 

Patrocínio: 
O evento conta com o patrocínio do Banco do Brasil, Santander e Grêmio dos Funcionários do Ipen/CTMSP.



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

SBMN promove curso intensivo de PET/CT


Com 30 horas de duração, o 6º Curso Intensivo de PET/CT reuniu 20 profissionais no Hotel Grand Plaza, em São Paulo, entre os dias 14 e 17 de agosto.  Sob a organização da SBMN, os presentes participaram de atualização teórica e prática sobre PET/CT.
No primeiro dia do evento, os participantes acompanharam a palestra do coordenador do curso, Sérgio Altino de Almeida, sobre os princípios de funcionamento e aquisição de imagens, fusão PET/CT – técnica, vantagens e artefatos, introdução a FDG.
Em seguida, presenciaram a apresentação de Marcus Vinícius Grigolon sobre a técnica OsiriX – ferramentas em 2D, 3D, quantificação e fusão de imagens, e uma sessão interativa com a interpretação de PET/CT.  No período da tarde, os temas anatomia seccional do tórax, PET/CT em câncer do pulmão (com sessão prática), PET/CT em câncer de mama (com sessão prática) e PET/CT na avaliação de tumores neuroendócrinos foram apresentados.
No dia 15 de agosto, os participantes acompanharam apresentações sobre anatomia seccional do abdômen, PET/CT em câncer colorretal, PET/CT em câncer uroepiteliais e testiculares (com sessão prática). Além dos temas, PET/CT em câncer de ovário, de colo de útero, do esôfago, pâncreas e FDG-PET no estadiamento de tumores – TNM2.
No sábado, dia 16, os presentes participaram de atividade sobre anatomia seccional da cabeça e pescoço, e do cérebro, conduzida por Giovanna de Carvalho. Na ocasião, a especialista Juliana Romanato discorreu sobre o PET/CT na avaliação de tumores do sistema nervoso central. Em seguida, os temas PET/CT em câncer da cabeça e pescoço, de tireoide, na avaliação da resposta terapêutica também foram apresentados. Para finalizar, os participantes acompanharam atualizações sobre PET/CT em linfomas, em melanomas e em câncer de sítio primário desconhecido. 


Medicina nuclear em cardiologia


Aproximadamente 70 pessoas participaram de reunião científica da SBMN realizada em São Paulo, no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, no dia 11 de agosto, com o patrocínio da Siemens.
Sob a coordenação do médico nuclear do Instituto do Coração (InCor), José Soares Junior, médicos residentes da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Hospital de Câncer de Barretos, apresentaram casos interessantes de medicina nuclear em cardiologia que, em seguida, foram discutidos entre os presentes.
Foram abordados os seguintes temas: Importância da Cintilografia de Perfusão Miocárdica de Repouso no Diagnóstico da Síndrome Coronária Agud; Ventriculografia Radioisotópica na Avaliação da Cardiotoxicidade em Pacientes Oncológicos Submetidos à Quimioterapia; e Análise Comparativa das Cintilografias de Perfusão Miocárdica com Rubídio-82 e com Sestamibi-99mTc, na Avaliação de Pacientes com Isquemia Miocárdica. 



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

SBMN recebe visita da Anvisa


Com o objetivo de retomar a discussão sobre o registro de radiofármacos no Brasil, a diretoria da SBMN se reuniu com os representantes da Coordenação de Produtos Biológicos (CPBIH) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Marcelo Moreira e Juliana Zoratto, na sede da entidade, no dia 6 de agosto. Na ocasião, a Anvisa solicitou o apoio da SBMN e propôs a participação direta da entidade nos processos de registro e radiofármacos.
Além dos representantes da Anvisa, participaram da reunião o presidente da Sociedade, Celso Darío Ramos, o vice-presidente, Claudio Tinoco Mesquita, o 1º secretário, George Barberio Coura Filho, a 2ª secretária, Irene Shimura Endo, o diretor Científico, Juliano Cerci e o membro do Comitê Científico da SBMN, Marcelo Mamede.

Link original: http://www.sbmn.org.br/site/secao/visualiza/1230

Encontro Científico da SBMN RJ


A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear – Regional Rio de Janeiro (SBMN-RJ) promoverá encontro científico na sede do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), no dia 19 de agosto. Na ocasião, o médico nuclear Berdj Meguerian conduzirá apresentação sobre cintilografia renal. Participe! http://ow.ly/AitRE

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cultura de segurança e proteção são temas de workshop internacional no Ipen


Nos dias de hoje existe o consenso, entre pesquisadores, reguladores e operadores de instalações complexas, que não basta ter ótimos equipamentos, pessoal treinado e procedimentos adequados para garantir a segurança e a proteção física na operação de tais unidades. 

Esses elementos - sistemas e equipamentos, recursos humanos e procedimentos - se articulam em um ambiente em que a cultura organizacional é determinante em orquestrá-los em um ciclo virtuoso no tocante ao fortalecimento dos aspectos de segurança e de proteção. 

É impossível garantir ocorrência zero de pequenos problemas, mas é possível, com cultura de segurança e de proteção adequadas, fazer com que tais incidências evoluam de forma favorável, evitando a degradação da unidade trazendo-a para condições seguras e estáveis. Tais facetas da cultura organizacional podem ser entendidas como sistemas que garantem a homeostase da instalação. 

E para trocar experiências, conhecimentos e ensejar futuras colaborações, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen-CNEN/SP)e a Academia de Ciências dos EUA organizaram o "Brazil - US Workshop on Strengthening the Culture of Nuclear Safety and Security". 

O evento internacional será realizado nos dias 25 e 26 de agosto, no auditório Prof. Rômulo Ribeiro Pieroni e integra a Semana de Ciência e Tecnologia do Ipen. 

Inscrições gratuitas, vagas limitadas. Haverá tradução simultânea. 

Informações e inscrições no site: 




segunda-feira, 28 de julho de 2014

Instrumento de radiação

Reator Multipropósito Brasileiro deve suprir o país de radiofármacos para diagnóstico e tratamento de doenças
EVANILDO DA SILVEIRA | Edição 221 - Julho de 2014
© LATINSTOCK / SIMON FRASER/MEDICAL PHYSICS, RVI, NEWCASTLE UPON-TYNE / SCIENCE PHOTO LIBRARY/SPL DC
Tomografia feita com aplicação de tecnécio-99m no paciente mostra câncer nos ossos superiores das pernas

Se tudo correr conforme o planejado e não faltarem os recursos orçamentários previstos, em cinco anos o Brasil poderá se tornar autossuficiente na produção de radioisótopos, substâncias radiativas que podem ser usadas no diagnóstico e tratamento de várias doenças, além de ter aplicações na indústria, na agricultura e no meio ambiente. O governo federal deverá investir cerca de US$ 500 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,09 bilhão, na construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), um grande centro de pesquisa que será erguido no município de Iperó, na região de Sorocaba, a 130 quilômetros de São Paulo.
A construção do empreendimento é uma das metas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e está alinhado com o Programa Nuclear Brasileiro (PNB). “Além de produzir radioisótopos para aplicações na saúde, na indústria e na agricultura, o reator realizará testes de combustíveis e materiais estruturais para centrais nucleares”, explica o coordenador técnico do projeto, José Augusto Perrotta, assessor da presidência da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do MCTI responsável pela realização do RMB. “O reator também fornecerá feixes de nêutrons para estudos científicos e tecnológicos e formará e treinará profissionais para atender às necessidades do PNB.”
Entre os produtos mais importantes do novo reator de pesquisa brasileiro estará o radioisótopo molibdênio-99 (99Mo), que é produzido a partir da fissão do urânio-235 (235U). Com o 99Mo é construído um dispositivo denominado “gerador de tecnécio”. O tecnécio-99m (99mTc, m de metaestável) é um radioisótopo que é a base de radiofármacos utilizados em cerca de 80% dos procedimentos de diagnósticos da medicina nuclear.
No Brasil, são realizados cerca de 2 milhões de procedimentos dessa área médica por ano. “O país precisa importar todo o molibdênio-99 de que necessita”, diz Perrotta. “Em 2013, foram importados em torno de 21 mil curies [curie (Ci) é a unidade de medida de atividade radioativa] de 99Mo, a um custo total de US$ 10,1 milhões.” Segundo ele, o RMB deverá produzir no mínimo mil curies por semana de molibdênio-99, o que corresponde a cerca de 50 mil curies por ano.
© ALEXANDRE AFFONSO

Hoje existem no mundo entre 240 e 250 reatores nucleares de pesquisa em operação e alguns produzem radioisótopos para as mais diversas aplicações. Para a medicina nuclear, só o Canadá responde por 40% da produção mundial. Quando, em 2009, o principal reator canadense teve problemas e ficou inoperante temporariamente, houve uma grande queda da oferta, o que levou a uma crise nessa área da medicina. O problema pode se tornar mais grave em poucos anos porque a maioria dos reatores em atividade está perto do fim de sua vida útil e será desativada.
O RMB e seus laboratórios associados – de processamento de radioisótopos, de análise de materiais irradiados e de feixes de nêutrons – serão instalados numa área de 2 milhões de metros quadrados (m2), adjacente ao Centro Experimental de Aramar, da Marinha do Brasil, que cedeu para o RMB um terreno de 1,2 milhão de m2. Os outros 800 mil m2 serão desapropriados pelo governo do estado de São Paulo e também cedidos ao empreendimento.
Quanto ao reator propriamente dito, Perrotta explica que ele será do tipo de piscina aberta, no qual a água é usada como moderadora de nêutrons, blindagem para radiação e refrigeração, na retirada do calor gerado nas reações nucleares. “A água mantém a temperatura do reator menor que 100ºC, o que dá maior segurança ao sistema”, diz Perrotta. “Esse tipo de reator é mais simples do que os das usinas nucleares. O grau de segurança e confiabilidade é maior e por isso eles podem ficar em centros de pesquisa e universidades próximos de cidades.”
© CUSTON MEDICAL STOCK PHOTO / SCIENCE PHOTO LIBARY
No diagnóstico, o tecnécio-99m é injetado no paciente. Equipamentos de tomografia captam as imagens marcadas pelo radiofármaco

O novo reator terá uma potência térmica de até 30 MW, o que o situa entre os de tamanho intermediário no mundo. “O RMB tem como referência o projeto do reator Open Pool Australian Lightwater (Opal), da Austrália, com potência de 20 MW, inaugurado em 2007”, conta Perrotta. “O projeto básico do nosso reator foi desenvolvido em cooperação entre a CNEN e sua similar da Argentina, a Comisión Nacional de Energía Atómica (CNEA). Para isso, foi contratada a empresa argentina Invap, a mesma que fez o da Austrália.” O CNEA também está construindo um reator semelhante ao RMB, e a cooperação contribui para diminuir os custos dos dois. Para o projeto básico de engenharia e infraestrutura dos prédios do reator brasileiro e dos laboratórios e de todos os sistemas associados foi contratada a empresa brasileira Intertechne.
Para o projeto básico de engenharia foram destinados R$ 50 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que é uma  reserva de recursos para financiamento do setor de pesquisa, desenvolvimento e inovação, administrado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao MCTI. Paralelamente ao projeto básico, há uma série de estudos e relatórios de impactos ambientais e pedidos de licença para a construção do RMB, nos quais foram investidos R$ 2,7 milhões do orçamento da CNEN.
A produção do 99Mo no RMB inclui uma série de etapas inerentes ao ciclo do combustível nuclear. “O minério é retirado da mina e processado de forma a se obter um concentrado de urânio chamado yellowcake”, explica Perrotta. O processo a seguir, que tem tecnologia já dominada pelo país, é realizado em várias fases e resulta em pequenas placas, chamadas de alvo, que contêm urânio enriquecido disperso em seu interior.
Os alvos são irradiados no reator por uma semana para produzir os elementos radiativos provenientes da fissão do urânio, dentre eles o 99Mo. Esses alvos depois são dissolvidos no laboratório de processamento, gerando uma solução de alta pureza de99Mo, que é enviada para a radiofarmácia que produz radiofármacos. Lá, é produzido o dispositivo denominado “gerador de tecnécio”.
É esse gerador de tecnécio que é distribuído aos hospitais e clínicas. “Por meio do gerador de tecnécio, o médico especialista extrai soluções calibradas contendo o tecnécio-99m e que, associadas a moléculas orgânicas específicas, são utilizadas para diagnóstico de medicina nuclear”, explica Perrotta.
Diferenças do uso
Para isso, o médico injeta essa solução, que, de acordo com a fisiologia do organismo humano, por meio de afinidades e rejeições com os vários tipos de células, se dirige ao órgão ou região que se quer diagnosticar. A maneira de fazer o diagnóstico em medicina nuclear é diferente da que emprega raios X, em que a radiação atravessa a pessoa sem deixar vestígios e sensibiliza um filme fotográfico. O tecnécio-99m é um emissor de radiação gama. Ao ser injetado no paciente, passa a emitir radiação de dentro do corpo da pessoa, que é captada exteriormente por detectores de radiação.

O médico Celso Dario Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), diz que radioisótopos, como o tecnécio-99m, são fundamentais para o diagnóstico de muitas doenças. Outros radioisótopos, como o iodo-131 e o lutécio-177, que também serão produzidos no RMB, possibilitam o tratamento de várias doenças, como o câncer de tiróide e tumores neuroendócrinos. “Com o tecnécio-99m é possível fazer imagens que permitem enxergar o metabolismo celular em tecidos vivos”, explica. “Com os diversos radiofármacos é possível ver a distribuição de um determinado hormônio pelo corpo ou o consumo de glicose em uma região, o que pode revelar a presença e a agressividade de um tumor, por exemplo. Os radiofármacos possibilitam ainda enxergar o funcionamento de órgãos internos, como ossos, pulmões, coração, cérebro, fígado e rins.”
No caso do tecnécio-99m, ele tem uma vantagem adicional: uma meia-vida curta. Meia-vida é o tempo que leva para um elemento radiativo perder (emitir na forma de radiação) metade de seus átomos. “A do urânio-235, por exemplo, é de 700 milhões de anos e a do césio-137, 30,2 anos”, informa Perrotta. “A do iodo-131, outro elemento usado na medicina nuclear e que também será produzido no RMB, é de 8,02 dias e a do tecnécio-99m é de apenas seis horas. Quer dizer, a cada seis horas a intensidade da radiação no corpo da pessoa é reduzida à metade, em dois ou três dias não restará praticamente qualquer intensidade radioativa.”
O fluxo de nêutrons de grande intensidade gerado no RMB servirá para testar combustíveis e materiais usados nos reatores de geração de energia elétrica, como nas centrais nucleares de Angra dos Reis (RJ) e de propulsão, como a que será usada no protótipo do submarino nuclear que a Marinha está desenvolvendo. “O RMB propiciará segurança técnica a esses projetos, garantindo a continuidade no desenvolvimento do conhecimento nuclear do país”, diz Perrotta. “Por fim, ele abrigará um laboratório de uso de feixes de nêutrons em pesquisas de materiais em complemento ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), de Campinas, no interior paulista. Se não avançarmos neste setor, acabaremos à margem do desenvolvimento mundial e ficaremos à mercê do que existe no exterior.”
Por isso, Ramos, que também é diretor do Serviço de Medicina Nuclear da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), considera “muitíssimo importante” para o Brasil a construção do RMB. “O impacto não se dará somente na medicina nuclear, mas também na física, química, engenharia e biologia e outras áreas de pesquisa”, diz. “O reator não servirá apenas para produzir radioisótopos. Ele será um grande centro de pesquisa, com uma importância tão grande quanto a do LNLS.”
Para Perrotta, o RMB vai contribuir para que a região onde será instalado se torne um polo de tecnologia nuclear no Brasil.

sábado, 26 de julho de 2014

Falta de molibdênio-99 no Brasil preocupa especialistas

Material é utilizado na realização de exames diagnósticos
A realização de exames para diagnósticos como embolia pulmonar, tumores e infarto do miocárdio, poderá ser em parte comprometida no Brasil. O alerta é da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN). A entidade explica que este fato se deve à falta do molibdênio-99 (Mo-99), um radioisótopo usado como matéria-prima para geração do tecnécio-99m (Tc99m), empregado na medicina nuclear para o diagnóstico de diversas doenças, que incluem câncer, obstruções renais, demências e outras.
O Brasil depende da importação do Mo-99 da Argentina, Canadá e África do Sul, sendo que os dois últimos apresentaram problemas nas respectivas produções, o que afetou o fornecimento do elemento à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia federal, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por executar ações de pesquisa, desenvolvimento, promoção e prestação de serviços na área de tecnologia nuclear e suas aplicações para fins pacíficos.
Devido a este cenário a entrega de geradores do tecnécio-99m fornecidos pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), órgão ligado à CNEN, responsável pela distribuição do gerador de Tc99m, foi parcialmente suspensa. Em comunicado a instituição relatou que a quantidade a ser recebida via Argentina é menos que a metade do necessário. “Apesar dos esforços (...) a quantidade que será embarcada será muito abaixo das nossas necessidades, pois temos uma demanda de 420 Ci e estimamos que iremos receber apenas 160 Ci. Portanto, para atender a todos os nossos clientes de forma equânime, iremos enviar neste final de semana ...(para cada)... Instituição um gerador de tecnécio com atividade máxima de 500 mCi", esclarece o IPEN. Segundo a SBMN a atividade máxima normal chega a 2000 mCi.
De acordo com o presidente da SBMN, Celso Darío Ramos, o frágil cenário ocasionado pela dependência do Brasil pela importação do Mo99 reforça o fato de que o país necessita encontrar outros meios de obter o material e, também de urgentemente implantar um reator, capaz de suprir a demanda nacional.
Apesar de aprovada a implantação de Reator Multipropósito Brasileiro, que permitirá ao Brasil a autossuficência na produção de radioisótopos, ainda levará anos para que o projeto fique pronto.
A SBMN recomenda ainda que os centros brasileiros que dependem do Mo-99 aproveitem a capacidade máxima do gerador entregue na última remessa nesta semana para fins de exames, antecipando, quando possível, o maior número de procedimentos, em especial, para este final de semana.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Congresso Brasileiro de Metrologia dasRadiações Ionizantes - Prazo para submissão de trabalhos 1º de agosto

I Congresso Brasileiro de Metrologia das Radiações Ionizantes
 
Самые новые шаблоны Joomla на нашем сайте.
Красивые Шаблоны Joomla 2.5
Игровые шаблоны DLE
Самая быстрая Диета
O Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) promove o I Congresso Brasileiro de Metrologia das Radiações Ionizantes, de 23 a 25 de novembro, no Rio de Janeiro. O evento é realizado em conjunto com o Inmetro e com a Sociedade Brasileira de Metrologia e tem como tema “Metrologia das radiações ionizantes pela qualidade de vida e bem estar das pessoas”. O prazo  para submissão de trabalhos é o dia 1º de agosto.

Entre as áreas do congresso, metrologia em raios X, gama e elétrons e partículas carregadas; metrologia de radionuclídeos; metrologia de nêutrons; metrologia e instrumentação em radiações ionizantes; metrologia nas áreas de saúde, indústria e proteção radiológica; incerteza, estatística e matemática; metrologia legal; sistemas de gestão; instrumentação e infraestrutura para laboratórios; educação em metrologia, normalização e avaliação da conformidade.

Durante o congresso haverá apresentações de trabalhos técnicos, palestras de cientistas convidados com contribuições importantes e atuais na área e intercâmbio técnico e científico entre profissionais e instituições, do país e do exterior. Os melhores trabalhos apresentados serão selecionados para publicação em revista indexada. Haverá premiação para a categoria Jovem Cientista. Mais informações pelo site www.cbmri.org.br, e-mail cbmri@metrologia.org.br ou telefone (21) 2532-7373.