segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Abertas as inscrições para o XII Simpósio Edwaldo Camargo – PET/CT e SPECT/CT. Encontro conta com apoio da SBMN. Confira


Estão abertas as inscrições para o XII Simpósio Edwaldo Camargo – PET/CT e SPECT/CT em Oncologia. O encontro, que acontecerá nos dias 2 e 3 de maio, será realizado na cidade de Campinas, interior de São Paulo, no Vitória Hotel Concept.
Durante os dois dias de evento serão apresentados os avanços da especialidade no câncer de próstata e no câncer de mama com dois convidados internacionais: Markus Essler (Alemanha) e Gary Ulaner (EUA – à confirmar).
Multidisciplinar, o Simpósio tem como público-alvo além de médicos nucleares, urologistas, oncologistas, mastologistas, radiologistas e radioterapeutas.
Organizada pelo grupo MND Campinas, com apoio da SBMN e Unicamp, a atividade integra o calendário de simpósios anuais “PET/CT e SPECT/CT em Oncologia”, realizados pela instituição, que tradicionalmente aborda aspectos relevantes da Medicina Nuclear em Oncologia, por meio de discussão de casos e sessões interativas.
Neste ano foi acrescentado ao nome do evento o título “Professor Edwaldo Camargo” (in memoriam) como forma de honrar as contribuições do Prof., pioneiro em PET/CT no Brasil.
Confira a grade programática e inscreva-se! Acesse http://simposioedwaldocamargo.com.br/ 
Acompanhe: o calendário de encontros educacionais e científicos da SBMN e demais instituições de referência nacional e internacional na seção “Agenda” do site. Acesse aqui


Rádio-223: como estamos?

Nesta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) realizou reunião com representantes da empresa responsável pelo fornecimento do Rádio-223 no Brasil, a Bayer. Após intensas conversações foi possível alcançar consenso de um encaminhamento que seja convergente à prática da medicina nuclear no tratamento de Metástases Ósseas com Xofigo®. Em breve a Bayer deve anunciar as definições a serem aplicadas.
Com registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no ano de 2015, o Rádio-223 foi o primeiro radiofármaco a receber esta chancela. Desde então a SBMN tem realizado reuniões com a Bayer, para que se fosse possível esclarecer e compreender o processo de custos que envolvem não apenas o radiofármaco, mas o tratamento em sua integralidade.
Inclusive, atendendo a diversas solicitações de associados, a SBMN fez um estudo para com o objetivo de auxiliar os associados a efetuarem os próprios cálculos em relação ao investimento. (leia aqui a nota Posicionamento da SBMN em relação aos custos do tratamento com Rádio-223)
Leia também:

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

SBMN expõe preocupação com Tabela SUS ao Ministro da Saúde

Durante encontro organizado pela AMB, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) pode manifestar cenário fragilizado da medicina nuclear em decorrência do congelamento desde 2009 no valor de ressarcimento praticado junto à especialidade pela tabela SUS.


Na tarde desta quarta-feira, dia 8 de fevereiro, a Associação Médica Brasileira (AMB) reuniu em sua sede, na cidade de São Paulo, representantes de sociedades de especialidades médicas para mais um encontro de aproximação o Ministro da Saúde, Ricardo Barros. Em sua fala ele compartilhou algumas de suas perspectivas à frente da pasta, bem como expressou sua expectativa de manter proximidade com as entidades médicas.
Representada por seu vice-presidente, o médico nuclear George Coura Filho, a SBMN teve a oportunidade de manifestar sua preocupação com relação ao congelamento da Tabela SUS desde o ano de 2009. Coura Filho expôs que a defasagem na revisão dos valores praticados para ressarcimento dos procedimentos da medicina nuclear se contrapõe ao aumento do valor cobrado pelos insumos radioativos fornecidos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). “Este desequilíbrio está colocando em risco a continuidade do exercício da especialidade como ferramenta de assistência aos pacientes atendidos pela rede pública”, relatou o vice-presidente.
Além da SBMN, diversas sociedades médicas demonstraram descontentamento com a questão da Tabela SUS. De acordo com Coura Filho a expectativa da SBMN é que sejam evitados novos reajustes no preço dos insumos, ao menos até que haja um equilíbrio entre valor de ressarcimento e de insumos.
A SBMN tem buscado encontrar meios de resolver esta questão. Recentemente, inclusive, esteve reunida com o Contra-Almirante Noriaki Wada, Assessor-Chefe da Assessoria Especial da Secretaria-Executiva do Conselho de Defesa Nacional do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. (confira como foi)
Assim como o encontro com o Contra-Almirante, esta oportunidade de falar com o ministro da Saúde reforça a importância da integração entre as diferentes esferas envolvidas com a medicina nuclear.


2º Curso de Física em Medicina Nuclear reúne 26 participantes

Além de aperfeiçoar conhecimentos, atividade contribuiu no processo de preparação para o exame de Título de Especialista em MN 


Com aproximadamente 26 participantes, o 2º Curso de Física em Medicina Nuclear reuniu nos dias 4 e 5 de fevereiro na cidade de São Paulo (SP) estudantes, profissionais especialistas e fabricantes de equipamentos, para dois dias de intensas atividades e aulas com carga horária aproximada de 16 horas, em que foram discutidas questões ligadas à física e radioproteção.
Além de São Paulo capital, foram registradas a presença de pessoas de São João Del Rei; Belo Horizonte; Rio de Janeiro; Porto Alegre; Campinas; Juazeiro do Norte; Rio de Janeiro; Araranguá; Uberaba; Murais; Poços de Calda; Barbacena; Vinhedo; Vitória; Cuiabá.
Organizado pela SBMN, em parceria Associação Brasileira de Física Médica (ABFM) e apoio educacional da GE Healthcare, o encontro foi coordenado por Tadeu Kubo, membro do Comitê Científico e diretor do Departamento de Física Médica da Sociedade. Além de Kubo, o evento contou com a presença e contribuição dos professores Ilo Baptista (RS) Walter Paes (SP) Daniel Coiro (BA).
Kubo ressalta que além dos profissionais que estão em busca de renovar conhecimento, o Curso atraiu principalmente residentes que estão se preparando para o Exame de Título de Especialista, que acontecerá nesta ano, nos dias 26 e 27 de maio. “Todos tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e discutir com os professores aspectos teóricos e práticos da física na rotina de um médico nuclear”, relatou o coordenador.
A SBMN considera que cursos como estes têm como objetivo beneficiar médicos nucleares, por agregarem à formação e aperfeiçoamento de sua prática diária. De acordo com Kubo há a perspectiva de que ocorra a outra versão do Curso – a terceira edição, em 2018, para continuidade dos aprendizados e atualização dos profissionais e para os estudantes da prova de título deste próximo ano.
Segundo ele, a ideia é estabelecer ações que possam abranger “este conteúdo tão extenso como é a física, instrumentação, radioproteção e processamento de imagens, de maneira que o curso se torne adequado para o profissional que está estudando e aquele que começa a sair da inércia”, avalia Kubo.
Com informações Ascom SBMN
Foto: Divulgação/SBMN

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Quatro procedimentos de medicina nuclear devem ser incluídos no Rol da ANS 2018


O ano de 2017 começa com uma boa notícia para a medicina nuclear brasileira. Devem ser aprovados ainda neste ano quatro exames para Revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde – 2018 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). São eles:
  • PET/CT GA-68 para tumores neuroendócrinos
  • PET/CT no câncer de tireoide
  • Cintilografia com Trodat
  • PET/CT neurológico para localização de foco epiletogenico
A inclusão destes procedimentos é resultado de um trabalho iniciado em 2016 pela SBMN, que contou com a intensa colaboração na concepção do material que compôs o FormSUS de Claudio Tinoco Mesquita, Cristina Sebastião Matushita, Fábio Peroba Esteves, George Coura Filho, Juliano Julio Cerci, Larissa Fernandes Medeiros Vieira e Marco Antônio Condé de Oliveira.
Ao todo foram submetidos seis procedimentos, dos quais PSMA – PET/CT no câncer de ovário e PET com fluoreto na detecção de metástase osséa devem ser reapresentados novamente na próxima revisão.
A avaliação técnico-científica final foi realizada durante a 5ª Reunião do GT do Formulário de Entrada para revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde – 2018, que ocorreu no dia 17 de janeiro, na sede da ANS, no Rio de Janeiro (RJ).
Cada médico nuclear envolvido no projeto da SBMN pode na ocasião apresentar um a um os procedimentos, conforme segue abaixo:  
Demandante: Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear:
* PET/CT com análogos da somatostatina para avaliação de tumores neuroendócrinos (TNE) ou outros tumores que expressam receptores da somatostatina
* PET/CT para câncer de ovário recidivado em pacientes candidatas à cirurgia de citorredução;
* PET/CT para neoplasias de tireoide;
*PET/CT para pesquisa de metástases ósseas em estadiamento/reestadiamento de neoplasia;
* PET/CT cerebral com 18F-FDG;
* 68 Ga-PSMA PET / CT para câncer de próstata;
* Cintilografia de Perfusão Cerebral.
Houve ainda uma demanda de análise expedida pela Unimed do Brasil em deferência à inclusão de “Alteração da DUT do procedimento PET-SCAN Oncológico para câncer pulmonar de células não pequenas”.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Posicionamento da SBMN em relação aos custos do tratamento com Rádio-223

ORIENTAÇÕES PARA CÁLCULO DO PREÇO DO TRATAMENTO COM RÁDIO-223 (XOFIGO®)


Atendendo a diversas solicitações de associados, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), fez um estudo para estimar os custos envolvidos no Tratamento de Metástases Ósseas com Rádio-223 (Xofigo®). Este estudo tem o objetivo de auxiliar os associados a efetuarem os próprios cálculos.
O resultado do estudo da SBMN, que considerou os custos básicos de um serviço de Medicina Nuclear de porte médio, sugere para reembolso do Tratamento de Metástases Ósseas com Rádio-223 (Xofigo®) o valor total de R$ 24.485,80 por aplicação (o tratamento completo inclui seis aplicações, dependendo da tolerância do paciente) que expressa o reembolso pela Saúde Suplementar referente a: (I) custos do material radioativo rádio-223 acrescido de impostos; (II) estrutura para o recebimento, guarda, manipulação, radioproteção e gerenciamento de rejeitos radioativos, de acordo com as normas, equipamentos e pessoal legalmente exigidos pela dupla regulamentação feita pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e ANVISA; e (III) atuação e responsabilidade técnica e jurídica do Médico Nuclear obrigatoriamente titulado pela SBMN-AMB e CNEN, particularmente na: (1) consulta inicial para a correta seleção dos pacientes elegíveis para o tratamento; (2) avaliação e orientações iniciais; (3) consulta pré-tratamento; (4) definição da dose; (5) manipulação apropriada do material radioativo, recipientes e seringas antes, durante e após o procedimento; e (6) avaliação imediata do paciente pós tratamento.
Obs.: Evidentemente, se na consulta inicial o paciente for considerado inelegível para esse tipo de tratamento, o Médico Nuclear será remunerado apenas por esta consulta, de acordo com os valores praticados pelo convênio médico ou pelos valores particulares da respectiva clínica onde atua.
Este exemplo de cálculo de reembolso foi elaborado pela SBMN considerando  que o rádio-223 (Xofigo®) foi oficialmente publicado  no Brasíndice, indicador oficial utilizado pela Saúde Suplementar e hoje oficializado pela ANS na TISS/TUSS. Portanto, o material radioativo deve, em princípio, ser obrigatoriamente pago pelos Convênios de Saúde.
Todos os procedimentos vinculados à administração de cada dose desse material (e necessariamente inseparáveis dela), incluindo o suporte físico dos serviços de Medicina Nuclear e a responsabilidade médica, ainda não estão oficialmente referenciados ou oficializados pela ANS. Portanto o reembolso total ao prestador de serviço está implicitamente associado ao medicamento rádio-223, apesar de não explícito.
Apresentamos uma lógica para a composição de custo, que foi baseado em:
Material permanente: custo da implantação, depreciação, manutenção da estrutura física e imobilizados ou componentes de uma radiofarmácia, como: contador de poço para medir a radioatividade, obrigatoriedade de 2 (dois) Geiger-Muller para detectar contaminações radioativas, blindagens de chumbo para bancada, salas e banheiros exclusivos de pacientes injetados com materiais radioativos, seringas e rejeitos, visor de vidro plumbífero, área para rejeitos radioativos, pinças metálicas, entre outros.
Material de consumo: exemplo (seringas, agulhas, algodão).
Mão de obra: Custo dos  profissionais responsáveis pela execução: -técnico, que cumpre jornada de trabalho de 96 horas; -profissionais com nível superior em enfermagem, farmácia, biomedicina ou biologia, com jornada de 176 horas: todos com adicional de periculosidade (40% para os técnicos de radiologia e 30% para profissionais com nível superior) e encargos trabalhistas (50% do salário base), determinando o valor da hora de trabalho; -Médico Nuclear titulado pela SBMN e CNEN para planejamento, atuação, supervisão e responsabilidade técnica e jurídica de todo o procedimento, seleção e consulta inicial do paciente decisão da dose apropriada; manipulação do material radioativo e insumos antes, durante e após o procedimento, e avaliação do paciente imediatamente após tratamento.
Considerações de qualidade: preparação, controle de qualidade técnica e analítica, calibração de equipamentos (especialmente para a medição da radioatividade e radioproteção), documentação, higiene, microbiologia farmacêutica.
Treinamento de pessoal
Manutenção de registros e documentação: em acordo com as normas da ANVISA e CNEN.
Despesas administrativas
Estes itens são conhecidos por UCO (custo operacional na CBHPM) e para este a SBMN sugere o valor de R$ 436,24 (valor baseado nos custos relativos a horas empregadas em cada aplicação do tratamento). 
Custo do Material Radioativo  – R$18.642,21 (valor publicado no Brasíndice – base SP)
Despesas técnicas em manipulação – mão de obra qualificada , equipamentos , controles de qualidade ou específicos de manipulação do material Radioativo conforme normas CNEN (medicina nuclear)
– Dispensação e procedimentos de gestão de resíduos radioativos
– Carga Tributária (PIS – COFINS-CSS- ISS e IR -13,33% base SP) – R$ 2.867,20
– Responsabilidade Médica – PORTE (CBHPM) – valor sugerido R$ 2540,15 (+-3h)
Obs.: O medicamento radio-223 não pode ser substituído por nenhum outro (como EDTMP-Samário-153) para esse tipo específico de tratamento e a comunidade deve ficar atenta a eventuais equívocos dos convênios médicos.
A SBMN ressalta que esses valores podem variar conforme a região do país, principalmente em localidades mais afastadas, onde os custos de transporte de materiais radioativos e equipamentos são bem maiores. Entretanto, num serviço de porte médio, estima-se que esses são os valores mínimos possíveis para a execução do procedimento de forma ética e em concordância com todas as exigências legais dos órgão reguladores, em especial CNEN e ANVISA.
Para informações adicionais entre em contato com a SBMN em: sbmn@sbmn.org.br 
São Paulo, 16 de Janeiro de 2017 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA NUCLEAR


domingo, 15 de janeiro de 2017

Phase 3 Trial of 177Lu-Dotatate for Midgut Neuroendocrine Tumors


Foi publicado no The New England Journal of Medicine (NEJ), o estudo “Phase 3 Trial of 177Lu-Dotatate for Midgut Neuroendocrine Tumors”.
Netter-1 é considerado um dos marcos da medicina nuclear, o artigo demonstra a relevância da medicina nuclear no âmbito da terapêutica por meio do uso do Lutecio-177 dotatate tem apresentado impacto no tratamento pacientes com tumores neuroendócrinos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

International symposium on Molecular Imaging Agents in Medicine

FINAL ANNOUNCEMENT  :
International symposium on
‘’Molecular Imaging Agents in Medicine’’

Learn more about :
new MR probes, microbubbles, radiopharmaceuticals, optical imaging agents and much more

GRONINGEN, the Netherlands, February 13-15th, 2017

Honorary President :
Ben Feringa, winner Nobel prize in Chemistry










terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Universidade de Bolonha abre curso de MN em câncer de próstata com vagas para brasileiros


O Hospital Policlinico S. Orsola-Malpighim da Universidade de Bolonha, na Itália, realizará pela primeira vez o Residential Course On Nuclear Medicine In Prostate.
A atividade, que conta com apoio da SBMN, será realizada nos dias 8 a 12 de maio e terá vagas destinadas aos brasileiros. Entre os organizadores do curso está o presidente da Sociedade, Juliano Cerci.
Para informações sobre valores e inscrições entre em contato com a SBMN no e-mail: sbmn@sbmn.org.br , sendo inserido no assunto da mensagem: “Prostate Course – Informações”.  Vagas limitadas.
Para mais detalhes, acesse: http://bit.ly/2jrguzd .


sábado, 31 de dezembro de 2016

2016 passou correndo...


...que em 2017 as metas sejam alcançadas e o ano seja pleno em conquistas! Obrigado a todos que visitam o blog e fizeram contato!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Informativo SBMN - Nº 134 - 20 de Dezembro de 2016


Reembolso de Radio-223


A evolução da medicina nuclear tem sido cada vez mais rápida e novos procedimentos tem demandado a crescente atuação da SBMN junto a AMB e a ANS para que haja adequado reembolso pelos mesmos.
Neste contexto se inclui o uso do radiofármaco dicloreto de rádio 223 que além de tratar-se de radiofármaco é também um anti-neoplásico de uso venoso, fato que torna sua cobertura obrigatória pela saúde suplementar para as indicações aprovadas pela ANVISA em bula.
A SBMN entende que o reembolso se dará pela cobrança do procedimento e pela cobrança dos insumos radioativos e trabalha no momento para a mais rápida definição dos mesmos. Já existem diversas reuniões bilaterais agendadas para deliberação nos meses de dezembro e janeiro.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Agenda SBMN


Confira algumas das atividades já agendadas para o primeiro trimestre de 2017! Nos dias 11 e 12 de março de 2017, a SBMN realiza como primeiro encontro do ano o "1º Curso de Física para operadores de equipamentos de Medicina Nuclear".
Acesse "Agenda SBMN" http://sbmn.org.br/agenda-sbmn/ e acompanhe!


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

RMB: Diretores da SBMN participam de reunião no Palácio do Planalto


Na tarde de 12 de dezembro a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), representada por Juliano Cerci e Gustavo Gomes, participou de uma reunião para discutir o andamento do projeto Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). O encontro aconteceu no Palácio do Planalto.
Para os diretores da Sociedade, a iniciativa é considerada positiva. Como encaminhamento, foi acordado entre os presentes formar um grupo de trabalho com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC), Ministério da Saúde (MS), Ministério da Defesa e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG). “A ideia deste grupo é definir a atuação de cada Ministério nesta fase de planejamento executivo do RMB”, esclarece Cerci.
Ao longo de 2016 a SBMN foi convidada a participar de importantes encontros sobre o RMB e também sobre estratégias que possibilitem o desenvolvimento e crescimento da medicina nuclear no Brasil.
Na foto: (esq./dir.) Jair Mengathi (IPEN); Juliano Cerci (SBMN); José Augusto Perrota (IPEN); Tarsício (MCTIC); Gabriela (Acadêmica de Medicina). Contra-Almirante Noriaki Wada; Renato Cotta (CNEN); Gustavo Gomes (SBMN) 


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Reunião sobre Proposta de especialização conjunta em Radiologia e Medicina Nuclear: confira informações

No dia 4 de novembro de 2016, às 14 horas, ocorreu na sede da AMB, em São Paulo, uma reunião para proposta de especialização conjunta em Radiologia e Medicina Nuclear, reunindo diretores da SBMN e do CBR e colegas do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo.
Atualmente, para que um médico possa aplicar para a prova de título de especialista em Radiologia ele precisa cursar um mínimo de três anos em Radiologia, assim como para aplicar para o título de especialista em Medicina Nuclear ele também precisa cursar um mínimo de três anos em Medicina Nuclear em um centro formador reconhecido pela SBMN. Até a última prova de título de especialista ocorrida no início de 2016, a SBMN previa uma exceção para médicos com residência prévia em radiologia, sendo que estes poderiam prestar a prova de título após um curso de dois anos em Medicina Nuclear. A SBMN decidiu durante o ano de 2016 que os médicos ingressantes em programas de residência médica e curso de especialização a partir de 2017, todos sem exceção, deverão cursar um mínimo de três anos de treinamento em Medicina Nuclear para submeter à prova de título de especialista. Isso porque entende-se que a Medicina Nuclear passou por uma enorme expansão nos últimos anos com o surgimento do PET/CT, SPECT/CT, novos traçadores e novas terapias.
Assim, ficou acordado entre ambas as especialidades que é necessário um mínimo de três anos para cada. Desta maneira, uma formação que queira contemplar um médico com formação em imagem estrutural e funcional, ou um médico com dupla certificação, precisará ocorrer em seis anos. Após essa formação, ele poderá prestar a prova de título para ambas as especialidades.
O Hospital Sírio Libanês em São Paulo criou um curso nesses moldes, pretendendo que o aluno faça apenas uma prova para ingressar no programa que irá prever a formação em ambas as especialidades sendo de seis anos no total. O hospital buscará o credenciamento junto à SBMN, já possuindo credenciamento junto ao CBR. Apenas ao final de todo o curso de seis anos o aluno poderá aplicar para a prova de título para ambas as especialidades para obtenção da dupla certificação, ou seja, título de especialista em Radiologia e em Medicina Nuclear. Ficou acordado também entre ambas as sociedades, que esse será um Projeto Piloto, por ser algo inovador e nunca antes realizado em nosso país. O seu curso será acompanhado por ambas as sociedades. Para os centros que possuem residência médica credenciada pelo MEC, isso não será possível devido às leis que regem a residência médica que exigem uma prova diferente para o acesso à cada especialidade.
Durante a reunião também ficou acertado que a SBMN e o CBR irão manter permanentes tratativas de forma a aperfeiçoar a formação dos médicos da área do diagnóstico por imagem.
Presentes na reunião:
Cláudio Tinoco Mesquita – presidente da SBMN
Juliano Júlio Cerci – vice-presidente da SBMN
Antonio Carlos Matteoni de Athayde – presidente do CBR
Henrique Carrete Júnior – coordenador do dep. Imagem Estrutural da SBMN
Celso Darío Ramos – presidente do Conselho Consultivo SBMN
Sérgio Altino de Almeida – diretor científico da SBMN
George Barbério Coura Filho – 1o secretário da SBMN
Manoel de Souza Rocha – diretor científico do CBR
Marcelo Tatit Sapienza – co-supervisor residência Med Nuclear da USP
Alair Augusto Moreira dos Santos – 1o secretario do CBR
Miriam C. M. Moreira – 1a tesoureira da SBMN
Bárbara Juarez Amorim – 2a tesoureira da SBMN
Ricardo C. Quartim Fonseca – 2o secretário da SBMN
Sônia M. Moriguchi – coordenadora Dep. de Centros Formadores da SBMN
Carlos Buchpiguel – coordenador da Medicina Nuclear do Hosp Sírio-Libanês
Giovanni Guido Cerri – responsável Centro Diag. Imagem do Hosp Sírio-Libanês

PET/RM na Oncologia Pediátrica


Na noite de ontem, dia 8/12, a SBMN realizou o último encontro educacional e científico do ano 2016. “Uso do PET/RM na prática clínica na oncologia pediátrica”, reuniu mais de 50 participantes e contou com um time de palestrantes multidisciplinar: os oncopediatras convidados, Vicente Odone Filho e Nathália Halley, o radiologista Marcelo Queiroz e o médico nuclear e diretor da SBMN, Ricardo Quartim Fonseca. Juntos puderam compartilhar uma visão integrada da aplicabilidade da MN na conduta terapêutica. Confira o álbum de fotos


SBMN participa de reunião na ANS


A incorporação de novas indicações de PET/CT no rol de procedimentos com cobertura obrigatória da ANS e a questão do uso do rádio-223 foram discutidos pela SBMN em reunião realizada em 7/12, na ANS. O encontro contou com a presença do diretor de defesa de classe da AMB, Emilio Zilli, e da Assessora Técnica da CBHPM-AMB, Myiuki Goto. Pela ANS houve a presença Raquel Medeiros Lisboa, gerente-geral da Gerência-Geral de Regulação Assistencial à Saúde, e de Rochele Santos, gerente-Substituta de Assistência à saúde. A SBMN esteve representada pelo presidente, Claudio Tinoco Mesquita e por Beatriz Leme.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Câncer de próstata: medicina nuclear apresenta nova ferramenta para detectar metástases

Colaboração
Matheus Steinmeier
RS Press (11) 3875-6296
matheussteinmeier@rspress.com.br

Exame utiliza substância radioativa para detectar metástases imperceptíveis por outros meios

A sigla é extensa, mas a finalidade do PET/CT com PSMA-68Ga é essencialmente simples. O exame permite realizar um rastreamento preciso de células metastáticas de câncer de próstata e é uma das técnicas mais recentes da Medicina Nuclear, ramo da medicina ainda pouco conhecido no Brasil que utiliza substâncias radioativas conhecidas como radiofármacos para diagnóstico e tratamento de doenças.

Em suma, a ferramenta permite aos médicos identificar com extrema precisão se as células de um câncer de próstata, o segundo mais comum entre homens no Brasil, de acordo com o INCA, já se encontram em outros locais do corpo. Essa informação é fundamental para que os médicos possam definir com exatidão o melhor tratamento para o paciente e entender a extensão da doença. É o que explica a médica nuclear e diretora do serviço especializado da MND Campinas, Elba Etchebehere.

“Embora seja considerada uma tecnologia recente, já existem diversos estudos que analisaram o impacto do PET/CT com PSMA-68Ga na conduta terapêutica. De maneira geral, seu uso é apontado como um fator dramático para a alteração da forma como os médicos abordam a doença. Alterando em até 50% a conduta, o exame é visto como peça chave para abordagens individualizadas do câncer de próstata, visando maiores chances de cura e menores impactos e sequelas”, ressalta.

Fazendo o câncer aparecer
A sigla extensa remete ao uso de um traçador específico, denominado prostate specific membrane antigen(daí o PSMA). Essa proteína de superfície se encontra em altas quantidades em células metastáticas do câncer de próstata, fazendo com que a substância injetada nos pacientes “procure” pelas metástases por menores que sejam. Para o exame, o PSMA é marcado com uma substância radioativa conhecida como Gálio-68.

“Esse isótopo radioativo é completamente seguro nas concentrações utilizadas e as imagens são realizadas no equipamento chamado PET/CT. A técnica literalmente faz o câncer brilhar no exame, permitindo aos médicos identificar as células metastáticas”, conta Elba.

Indicação e acesso
O médico nuclear Allan Santos, que também atua na MND Campinas, pontua que atualmente o PET/CT com PSMA-68Ga é indicado em duas situações específicas: na recidiva bioquímica e no estadiamento primário do tumor. Recidiva bioquímica é o termo utilizado pelos médicos quando ocorre aumento no sangue do antígeno prostático específico (PSA) após o paciente com câncer de próstata já ter sido tratado com cirurgia ou radioterapia. O aumento do PSA no sangue indica a presença ou o crescimento das células tumorais da próstata, mas não mostra a sua localização. A localização precoce destas células pode aumentar a eficiência do tratamento.

“Nesses pacientes, o PSMA é capaz de detectar o câncer mesmo se o PSA estiver baixo, indicando a presença de câncer em linfonodos pélvicos ou mesmo metástases ósseas, as mais comuns para câncer de próstata”, explica ele.

Já no segundo caso, do estadiamento primário do tumor, o exame é indicado para pacientes com câncer de próstata de alto risco, uma vez que a técnica de imagem permite definir com exatidão em que estágio o tumor se encontra e qual a melhor conduta a se seguir. É nessa hora que as mudanças dramáticas no planejamento da radioterapia, por exemplo, podem ser sentidas.

“O acesso a esse exame ainda é incipiente no estado de São Paulo. Ele ainda não está disponível pelo SUS e atualmente só é oferecido em serviços da capital. Entretanto, a MND Campinas deve passar a oferecer o PSMA em Campinas a partir do final de dezembro e começo de janeiro. Esperamos com isso facilitar o acesso da população do interior do estado ao que existe de mais moderno em medicina nuclear para câncer de próstata”, finaliza.

Sobre a MND Campinas
Fundada em 1995 por uma equipe de especialistas pioneiros em PET/CT no Brasil, a MND Campinas oferece a médicos e pacientes serviços em diagnóstico por imagem, trazendo o que há de mais moderno em medicina nuclear. A clínica tem como diferencial a capacitação do corpo clínico, com médicos, biomédicos e enfermeiros em processo de constante aperfeiçoamento para acompanhar os avanços da especialidade.