quinta-feira, 22 de setembro de 2016

SBMN e CNEN realizam Workshop Radiofármacos

Atividade dá continuidade ao Plano Nacional de Expansão da Medicina Nuclear


O Workshop Radiofármacos e Medicina Nuclear em Perspetiva, será no auditório da CNEN, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 05/10, das 9h as 16h30min.  As inscrições estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas pelo site: sbmnadm.org.br/webassociado .
Na ocasião dos 60 anos da CNEN voltamos a discutir o Plano Nacional de Expansão da Medicina Nuclear que é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear em parceria com o Ministério da Saúde e Ministério de Ciência e Tecnologia com o objetivo de propor um conjunto de ações integradas que visam mudar substancialmente a oferta e a qualidade dos serviços de medicina nuclear prestados à sociedade no âmbito dos serviços públicos no Brasil, melhorando a qualidade e a eficácia dos serviços hoje prestados contribuindo para a melhoria da saúde da população.
É seu objetivo fundamental aprimorar as relações entre os diversos integrantes da complexa cadeia de produção e distribuição de insumos radioativos médicos, autoridades regulatórias, serviços médicos especializados em medicina nuclear, tomadores de serviços e usuário final, bem como dos profissionais envolvidos entre si com a comunidade.
A Medicina Nuclear brasileira conta com 436 centros em operação, responsáveis pelo atendimento de mais de 2 milhões de procedimentos a cada ano. Entretanto, é notória a subutilização da medicina nuclear pela população brasileira, em especial dos usuários do Sistema Único de Saúde. Diversos são os motivos para a fragilidade da especialidade, destacando-se: (1) a alta dependência do fornecimento de isótopos médicos produzidos pela CNEN, que detém o monopólio para a produção dos radioisótopos com meia-vida superior a duas horas; (2) a ausência de reajuste das tabelas de remuneração de procedimentos de Medicina Nuclear pelo SUS desde 2009; (3) a maior parcela (82%) dos procedimentos ambulatoriais de medicina nuclear diagnóstica realizados pelo SUS são feitos na esfera privada, que precisa manter a sua sustentabilidade financeira; (4) a ausência de um plano coordenado de desenvolvimento da área médica nuclear, mesmo sendo possível observar iniciativas substanciais como o projeto do Reator Multipropósito Brasileiro e os Projetos de  Desenvolvimentos de Novos Fármacos e Boas Práticas em Radiofarmácia desenvolvidos no  IPEN.
Ao valorizar a integração entre os diversos componentes da cadeia produtiva responsável pela oferta destes procedimentos para a população, o PNEMN apontará caminhos para redução das notórias assimetrias nas ofertas de serviços e da qualificação dos profissionais envolvidos na medicina nuclear nacional. A busca de uma expansão e requalificação dos serviços prestados em instituições e hospitais públicos, busca de autossuficiência na produção de isótopos para uso médico e uma maior integração entre as organizações, permitirá que busquemos condições de atender às expectativas da comunidade.
Para detalhes da programação, clique aqui: programa-workshop


21/9 Dia Mundial da Doença de Alzheimer


O Alzheimer – considerada a principal causa de demência no mundo, é um dos assuntos que integram a programação do 30º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear.
Sabemos da importância do uso da imagem molecular no diagnóstico de demências, inclusive no que cabe à detecção inicial e a progressão dos males de Alzheimer e Parkinson.
Por isso, no dia 14 de novembro, apresentaremos aos congressistas as seguintes atividades:
– Uso da imagem molecular no diagnóstico de demências;
– Amyloid PET in Alzheimer’s Disease;
– Papel atual da Medicina Nuclear na avaliação diagnóstica de Parkinson;
– Avaliação radiológica das doenças de Alzheimer e Parkinson.

Neste ano o Congresso da SBMN acontecerá nos dias 12 a 14 de novembro, em SP! Confira detalhes do evento e inscreva-se online no site: sbmn.org.br/congresso2016


sábado, 17 de setembro de 2016

Investimentos na geração nuclear podem ajudar a tirar Brasil da crise

Colaboração
Nelza Oliveira
Primeira Linha Comunicações

Aben defende as PPPs como forma de viabilizar a participação privada na geração nuclear e fomentar a transferência de tecnologia

A estruturação de projetos para financiar investimentos de longo prazo em infraestrutura de geração nuclear pode ser, hoje, a alternativa para o Brasil retomar o desenvolvimento nacional. “O alto grau de desenvolvimento tecnológico e científico necessário para o domínio da tecnologia nuclear abrange diversas ramificações estratégicas da indústria (metal-mecânica, eletro-eletrônica, química, ensaios não destrutivos etc.), que poderiam alavancar a inovação tecnológica no País na geração de energia via nuclear e na produção de radioisótopos para uso na indústria, medicina e agricultura”.

A opinião é do Presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Antonio Teixeira, que participa nos próximos dias 20 e 21 do 7o Seminário Internacional de Energia Nuclear (SIEN 2016), auditório da sede do Sinduscon – Rio (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro), na Rua do Senado, 213, 2o andar, no Centro do Rio de Janeiro. Segundo Teixeira, os investimentos são elevados, porém necessários, visto que é imprescindível acrescentar fonte de energia firme na matriz energética nacional num cenário de demanda crescente. “A dificuldade do governo é estruturar projetos para financiar esses investimentos de longo prazo, o que reforça a necessidade de uma política de Estado para o setor nuclear”, alerta.

O presidente da Aben enxerga no momento um cenário promissor em todo o mundo para o setor nuclear, pois existe uma demanda por fontes de energia que não emitam gases de efeito estufa. “Neste contexto, a energia nuclear é a melhor opção. Atualmente, há 60 usinas nucleares em construção no mundo em 15 países”, acrescenta Teixeira. No Brasil, em decorrência de dificuldades econômicas e políticas, os investimentos na área nuclear estão momentaneamente suspensos, afetando tanto a construção de usinas de potência, como Angra 3, quanto o projeto de reatores produtores de radioisótopos para uso na medicina, na indústria e na agricultura, como o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). 


Decisão política


Para o Presidente da ABEN, falta ao Brasil hoje, principalmente, uma política de Estado para a área nuclear, sendo, portanto, uma questão de decisão política. Na sua visão, a participação privada pode ser o caminho para alavancar recursos:

“Na realidade brasileira, a PPP (Parceria Público-Privada), mantendo o controle do Estado, seria a forma mais indicada para viabilizar a participação privada nos investimentos em infraestrutura da geração nuclear e fomentar a transferência de tecnologia durante o processo, defende. Comparativamente com outras fontes utilizadas para a geração de energia elétrica em larga escala, no seu entender o investimento em energia nuclear se justifica também do ponto de vista ambiental, pois essa fonte não é sazonal como as energias alternativas, não emite gases de efeito estufa como as termoelétricas a combustível fóssil e não requer o alagamento de vastas áreas como as hidrelétricas”.

Uma barreira que precisa ser vencida é a aceitação pública da energia nuclear no País, que continua sendo um grande desafio, necessitando o apoio da opinião pública que pode ser obtido após uma ampla discussão de vantagens e desvantagens da adoção dessa fonte de energia com a sociedade: “O acidente de Fukushima, em março de 2011, teve um forte impacto negativo na aceitação pública da energia nuclear, o que colaborou para reverter uma tendência mundial de crescimento desta forma de energia. Os países que utilizam a energia nuclear revisaram seus programas nucleares e políticas regulatórias, visando atender novos aspectos de segurança e reforçar a confiança da opinião pública nesse tipo de energia”, explica Antonio Teixeira.

Outra questão, a seu ver, é a geração de mão de obra qualificada. Com muitos profissionais se aposentando e outros buscando outras opções no Brasil e no exterior, é preciso buscar maneiras de suprir o mercado e despertar o interesse dos jovens. Na sua visão, o setor precisa adotar medidas urgentes para a captação de novos talentos para repor os quadros que se aposentaram, treinamento específico na área nuclear (tanto de nível superior como de nível médio) e fixação do quadro de profissionais mediante um plano adequado de cargos e salários e projetos inovadores e de relevância nacional que não sofram descontinuidade.


SIEN 2016


O SIEN 2016 tem por objetivo dinamizar o debate e apresentar soluções e novas tecnologias para o desenvolvimento nuclear, criando um espaço importante para a discussão e intercâmbio técnico-profissional, além de um ambiente favorável para a realização de negócios. Tendo como tema central este ano “Um novo modelo de financiamento para o negócio nuclear”, o SIEN reúne empresas públicas e privadas, governo, fabricantes de equipamentos, suprimentos, tecnologia, empresas de engenharia e projetos, institutos de pesquisa, associações técnicas, profissionais e empresariais, nacionais e internacionais.



O evento é promovido anualmente pela Planeja & Informa Comunicação e Casa Viva Eventos. As inscrições para o SIEN 2016 podem ser feitas pelo e-mail inscricao.planeja@gmail ou pelo site www.sienbrasil.com e telefones (5521) 2215-2245 / 2244-6211. As empresas interessadas em participar do evento e da feira de negócios paralela EXPONUCLEAR como patrocinadoras ou trazendo suas tecnologias para a mesa de debates, podem entrar em contato com a Planeja e Informa Comunicação e Marketing através do e-mail informacoes@sienbrasil.com- telefone: (55 21) 2215-2245. Estudantes contam com 50% de desconto.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SBMN recebe prêmio Otacílio Cunha

Maior honraria concedida pela CNEN representa reconhecimento pelas contribuições no crescimento e difusão do uso da energia nuclear em benefício da população


A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) acaba de conquistar um importante reconhecimento para a entidade: o “Prêmio Otacílio Cunha” da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) – uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC).
O anúncio foi feito pelo presidente da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita, durante as comemorações pelo Dia do Médico Nuclear e pelos 55 anos desde a fundação da entidade, celebrados na noite de 14 de setembro. “Trata-se de um importante marco na história da Sociedade e da medicina nuclear brasileira. O prêmio demonstra que estamos no caminho certo para aperfeiçoar e desenvolver nossa especialidade”, relatou o presidente.
A honraria, que leva o nome do primeiro presidente da CNEN, é considera o máximo reconhecimento concedido pela Comissão às instituições que tenham se destacado no progresso e difusão da energia nuclear brasileira aplicada em benefício da população brasileira.
A assinatura e outorga do Prêmio ocorreu no dia 13 de setembro, em reunião realizada na sede da CNEN. Na ocasião Tinoco, acompanhado do diretor da entidade, Sérgio Altino, recebeu pelas mãos do presidente da CNEN, Renato Machado Cotta, a premiação.
A cerimônia de entrega oficial do Prêmio será no dia 10 de outubro, no Rio de Janeiro, cidade-sede da CNEN.




No Dia do Médico Nuclear, resgate histórico e o impacto do papel da mulher na Medicina Nuclear marcam comemoração dos 55 anos da SBMN


Aproximadamente 100 pessoas se reuniram na noite de 14 de setembro para celebração dos 55 anos da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) e o Dia do Médico Nuclear. A confraternização, que contou com o apoio educacional do Grupo RPH, aconteceu em São Paulo, cidade-sede da entidade.
Com foco na figura da mulher, o presidente da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita, abriu o encontro compartilhando um panorama do potencial da medicina nuclear na assistência diagnóstica e terapêutica à saúde das pacientes, como em casos de câncer de mama e doenças cardiovasculares, entre outros.
O ponto alto da noite coube à apresentação da médica nuclear Marília Marone. Uma das primeiras mulheres a ingressar na especialidade, ela representa a história de lutas e vitórias da Sociedade, juntamente com a Dra. Dra. Anneliese Fischer, uma das sócias fundadoras da entidade, que esteve presente na cerimônia e acompanhou Marília num verdadeiro mergulho nas diversas fases já vivenciadas ao longo das mais de cinco décadas de vida da SBMN.
De maneira dinâmica e espontânea, Marília percorreu desde o momento da fundação até o presente da medicina nuclear. Ela demonstrou, sobretudo, a força que mulheres como a Dra. Vêronica Eston – que junto com seu marido Dr. Ted de Eston, fundou a entidade; e da Dra. Anneliese, que sobretudo é mestre e amiga nesta trajetória. Ela destacou que, inclusive, dos 16 presidentes que já passaram pela diretoria da entidade, há apenas duas mulheres: ela e Cristiana Altino de Almeida.
Para Marília, o universo feminino na Sociedade ainda pode (e deve) crescer mais “e com direitos e deveres iguais”. Hoje, a entidade possui 792 médicos nucleares. Destes, aproximadamente 34% são mulheres, conforme aponta a “Demografia Médica 2015” – levantamento publicado pelo Conselho Federal de Medicina em parceria com a regional São Paulo (Cremesp). “As mulheres são um terço ainda. Precisamos batalhar por mais de nós neste meio”, reforçou ela!
Marília contou ainda que a SBMN foi fundada em 1961 e sua sede foi instituída apenas em 1970. “Até lá a Sociedade eram os livros, as atas! Fizemos vários congressos desta forma, sem infraestrutura. Sempre fomos unidos”, disse ela frente aos olhares surpresos de alguns dos médicos nucleares presentes na sala. Ela recordou um período em que a entidade foi para a “UTI”, no início da década de 80, e contou que de 1984 a 1994 os congressos se transformaram em encontros regionais – que contribuíram para fomentar o desenvolvimento educacional e cientifico dos médicos brasileiros.
Como mensagem Marília conclamou todos a continuarem juntos, e lutando.
“É preciso mantermos esta Sociedade fortalecida, unida. Só assim poderemos crescer mais e solidificar ainda mais o potencial de nossa especialidade. Este Dia do Médico Nuclear vem em nosso favor, para mantermos vivos este espírito”, finalizou ela.
Uma inesperada declaração emocionou a todos os participantes. Após pedir a palavra, Dra. Anneliese referenciou uma justa homenagem pelas contribuições e persistência em meio as adversidades pelas quais Marília passou em favor da entidade. Emocionada, Anneliese embargou a voz ao agradecer a amiga por tudo!
Ao final, o presidente da SBMN, Claudio Tinoco, em nome da Sociedade, entregou a cada uma das mulheres uma rosa como símbolo do reconhecimento e agradecimento de todos a contribuição de cada uma delas na concepção da história da entidade. Passado, presente e futuro.
Merece destaque no evento a presença de dois dos presidentes da entidade, José Carlos Barbério e José Soares, que prestigiaram as atividades. O encontro também contou com a presença de representantes do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), o superintendente José Carlos Bressiani, e de Wilson Calvo. Ambos entregaram a Tinoco Mesquita um livro dos 60 anos de história do Instituto.
Este é o segundo ano que foi celebrado o Dia do Médico Nuclear. A data foi instituída no ano de 2015 e agora passa a ser tradição no calendário brasileiro. A entidade inclusive lançou uma ação virtual em sua rede social facebook de esclarecimento à população geral sobre o que é a medicina nuclear. Confira, clique aqui!


Presidente da SBMN anuncia: Sociedade recebe Prêmio CNEN “Otacílio Cunha”

Em uma noite marcada por emoção, um anúncio surpresa complementou com chave-de-ouro as celebrações do Dia do Médico Nuclear.
Ainda durante a solenidade, o presidente da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita, compartilhou uma importante conquista para a história da medicina nuclear nacional e da entidade.
A SBMN recebeu o “Prêmio Otacílio Cunha” da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) – uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC).
A honraria, que leva o nome do primeiro presidente da CNEN, é considera o reconhecimento máximo concedido pela Comissão às instituições que tenham se destacado no progresso e difusão da energia nuclear brasileira aplicada em benefício da população brasileira.
Emocionado, Tinoco apresentou as imagens de assinatura do Prêmio, que foi entregue às suas mãos pelo presidente da CNEN, Renato Machado Cotta, no dia 13 de setembro, em reunião realizada na sede da CNEN, ocasião em que lá esteve reunido em companhia de Sérgio Altino.
A cerimônia de entrega oficial do Prêmio será no dia 10 de outubro, no Rio de Janeiro, cidade-sede da CNEN.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Curso de Eletrocardiograma


IPEN e AIEA realizam curso sobre síntese e controle de novos traçadores PET para medicina nuclear

O curso será ministrado de 3 a 7 de outubro no auditório do instituto


O curso "Synthesis and Quality Control on New PET Tracers" é uma das atividades programadas para o Projeto Nacional "Improving Protocols in Nuclear Medicine Services and in the Development of New Radiopharmaceuticals” (BRA6027) fomentado pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA). 
O objetivo principal do curso é divulgar aspectos teóricos e práticos sobre a síntese e o controle de qualidade de novos radiofármacos emissores de pósitrons para uso em Medicina Nuclear. Serão abordadas as técnicas para produção de [F-18]FLT, [F-18]FColina, [F-18]FMISO, [C-11]PIB, [Ga-68]PSMA e outros.

Professor convidado

Philip Elsinga, professor de radioquímica de moléculas para PET da Faculdade de Ciências Médicas, Universidade de Groningen, Holanda. É editor chefe da "European Journal of Nuclear Medicine and Molecular Imaging Radiopharmacy and Chemistry". As aulas ministradas pelo prof. Elsinga serão proferidas em Inglês e não haverá tradução simultânea.


Estão programadas visitas técnicas aos Centros de Radiofarmácia (CR), Tecnologia das Radiações (CTR), Lasers e Aplicações (CLA), Reator de Pesquisas (CRPq).

Informações e inscrições no site do evento 


UEMS faz parte de equipe que desenvolve reator utilizado no tratamento do câncer - Diário Digital

Projeto já foi apontado como a mais importante iniciativa da pesquisa nuclear no Brasil

Com a ambiciosa meta de tornar o Brasil autossuficiente na produção de substâncias utilizadas no tratamento e diagnóstico do câncer, um grande projeto científico vem desenvolvendo o primeiro Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). E na equipe composta por cientistas de ponta do País e do exterior está o professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Armando Cirilo de Souza. O projeto já foi apontado por especialistas como a mais importante iniciativa da pesquisa nuclear no Brasil, com investimento de mais de R$ 1 bilhão do Governo Federal.
Com o reator o Brasil poderá produzir o elemento radioativo Molibdênio 99, utilizado na prevenção e no tratamento de câncer. Atualmente o País importa alguns mililitros do produto – os quais são divididos entre os hospitais brasileiros – com valores altos, o que impede a utilização adequada do recurso. Com a construção do reator multipropósito, o Brasil poderá produzir e exportar este elemento.
Armando de Souza participa do projeto desde 2011, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen ), e tem como função desenvolver novos tubos de Zr1Nb (zircônio 1% de nióbio) que vão dentro do reator nuclear. Os tubos confeccionados pelo professor são o "coração do reator nuclear”, ou seja, fazem parte do combustível nuclear. Ele constrói os tubos em que vão as pastilhas de urânio enriquecido, "imagine então que os tubos que eu faço são como o tubo de uma caneta e as pastilhas de urânio enriquecido são a tinta. É ali que acontece a radiação dentro do reator”, ilustra.
O país está a caminho de se tornar autossuficiente na produção de radioisótopos e radiofármacos, substâncias essenciais na Medicina Nuclear, que servem como base para mais de 30 diferentes remédios, utilizados em cerca de 80% dos procedimentos adotados no tratamento de câncer e várias outras doenças. Ou seja, é fundamental para a realização de exames que permitem diagnosticar tumores, doenças cardiovasculares, função renal, problemas pulmonares, neurológicos, entre outros.
Além de trazer benefícios na área da saúde, o reator multipropósito produzirá fontes radioativas para aplicação na indústria, na proteção do meio ambiente e na agricultura. "A radiação não é só maléfica, ela pode também ser utilizada para o bem, assim como no tratamento do câncer e também no diagnóstico da doença. Na agricultura, o reator multipropósito pode ajudar no melhoramento de grãos que têm maior resistência a pragas, insetos, fungos e bactérias. E na indústria são desenvolvidos equipamentos que emitem radiação para hospitais, como Raio X e tomografias”, exemplificou.
Receptáculo - O docente também faz parte do projeto de construção do primeiro receptáculo para transporte de material radioativo brasileiro, o projeto vai até 2018 e tem quase R$1 milhão em recursos. "Estamos desenvolvendo novos materiais para fabricação do receptáculo para transporte de material radioativo, onde meu papel é realizar a caracterização microestrutural e termo-mecanodinâmico dos materiais fabricados, sendo que uma parte eu já desenvolvi na The University of Sheffield-UK, no Reino Unido, quando cursava o pós-doutorado”, explicou o professor.
Diversos pesquisadores estão tentando desenvolvê-lo, pois ele precisa ser blindado para transportar o elemento radioativo Molibdênio 99. Devido à complexidade da tecnologia deste dispositivo, atualmente ele é alugado a um custo alto da Argentina, Canadá, África do Sul e Rússia. É um recipiente relativamente pequeno, tem 28 cm diâmetro e 37 centímetros de altura, mas pesa mais de 100kg.
Ele trabalha com o elemento Tungstênio que é a parede de blindagem dentro do núcleo do receptáculo. "É complexo, porque este dispositivo precisa ser inviolável e suportar qualquer fator de impacto, por exemplo, explosão, choque, queda de uma aeronave, pois o material que está dentro é radioativo e se em um acidente se propagar é como se fosse uma bomba nuclear, pode causar inúmeros danos”.
Com a construção do Reator Multipropósito e do receptáculo o Brasil economizará muitos recursos anualmente. "O País gasta milhões e milhões tanto com o transporte quanto com o elemento anualmente. Se conseguirmos alcançar estes objetivos será um fator de economia muito grande. Acredito que os remédios para os tratamentos vão ficar mais baratos. Hoje já é feita a caracterização dos fármacos no Ipen, mas nós vamos ter os elementos que vão baratear os tratamentos específicos de câncer: quimioterapia, radioterapia e diagnóstico. Os benefícios para o País são incalculáveis”, disse.


55 anos de SBMN e Dia do Médico Nuclear – Uma homenagem da SBMN a todos! Confira a mensagem!


Hoje comemoramos 55 anos desde a fundação da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) e, também, o Dia do Médico Nuclear!
De lá para cá muitos foram os desafios, mas temos observado à luz dos fatos, vitórias diárias em prol do aperfeiçoamento, desenvolvimento e crescimento de nossa especialidade no País, tanto no âmbito educacional quanto produção científica e na prática.
Ainda há muito a se avançar, mas temos a certeza de juntos temos caminhado na direção certa!
A SBMN parabeniza os médicos e médicas nucleares brasileiros, a cada um de seus membros-associados, parceiros, colaboradores e a todos que fazem parte desta história construída ao longo de todos estes anos!
Como disse Dra. Anneliese Fischer Thom – em seu texto de Agradecimentos do livro de “50 anos da Sociedade”, “Somos uma Sociedade pequena – mas temos história para contar. Temos História”.
Convidamos à leitura da Ata de Fundação da SBMN! Clique aqui.

Em especial, agradecemos a todos os membros-fundadores da Sociedade – Dr. Tede Eston de Eston; Dra. Verônica Rapp de Eston; Dr. Nelson Carvalho; Dra. Anneliese Fisher; Dr. Luiz Felipe Carneiro; Dr. Carlos Barbosa e Dr. Antônio Pezzoti – que na tarde de 14 de setembro de 1961 constituíram esta entidade e permitiram que hoje pudéssemos manter viva esta História!
Saudações nucleares!
Diretoria da SBMN (biênio 2014-16)
Participe do curso de celebração da SBMN hoje, 14/09, às 20h
Local: Golden Tulip Paulista Plaza (Plaza Club), Alameda Santos, 85 – SP
Saiba mais: http://bit.ly/2bW92Lx.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Com participação da UEMS, Brasil desenvolve primeiro Reator Multipropósito

O país está a caminho de se tornar autossuficiente na produção de radioisótopos e radiofármacos, substâncias essenciais na Medicina Nuclear, que servem como base para mais de 30 tipos de remédios utilizados em 80% dos procedimentos no tratamento de câncer
Fonte: A Crítica
Da redação com informações da assessoria 

Armando Cirilo de Souza, é o representante de MS no projeto já apontado por especialistas como a mais importante iniciativa da pesquisa nuclear no Brasil, com investimento do Governo Federal de mais de R$ 1 bilhão Divulgação/Assessoria
 
Com a ambiciosa meta de tornar o Brasil autossuficiente na produção de substâncias utilizadas no tratamento e diagnóstico do câncer, um grande projeto científico vem desenvolvendo o primeiro Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). E na equipe composta por cientistas de ponta do país e do exterior, o professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Armando Cirilo de Souza, é o representante de MS no projeto já apontado por especialistas como a mais importante iniciativa da pesquisa nuclear no Brasil, com investimento do Governo Federal de mais de R$ 1 bilhão.

Com este reator, o Brasil poderá produzir o elemento radioativo Molibdênio 99, que é utilizado na prevenção e no tratamento de câncer. Atualmente se importa de outros países a valores altos que impedem a utilização adequada do recurso. O Brasil compra alguns mililitros para dividir entre todos os hospitais do país (para utilização em equipamentos para tratamento e prevenção do câncer). Com a construção do reator multipropósito o Brasil poderá produzir e exportar este elemento.
Armando de Souza participa do projeto desde 2011, no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), e tem como função desenvolver novos tubos de Zr1Nb (zircônio 1% de nióbio) que vão dentro do reator nuclear. Os tubos confeccionados pelo professor são o "coração do reator nuclear”, ou seja, fazem parte do combustível nuclear. Ele constrói os tubos em que vão as pastilhas de urânio enriquecido, "imagine então que os tubos que eu faço são como o tubo de uma caneta e as pastilhas de urânio enriquecido são a tinta. É ali que acontece a radiação dentro do reator”, ilustra.
O país está a caminho de se tornar autossuficiente na produção de radioisótopos e radiofármacos, substâncias essenciais na Medicina Nuclear, que servem como base para mais de 30 diferentes remédios, utilizados em cerca de 80% dos procedimentos adotados no tratamento de câncer e várias outras doenças. Ou seja, é fundamental para a realização de exames que permitem diagnosticar tumores, doenças cardiovasculares, função renal, problemas pulmonares, neurológicos, entre outros.
Além de gerar benefícios na área da saúde, o Reator Multipropósito produzirá fontes radioativas para aplicação na indústria, na proteção do meio ambiente e na agricultura. "Então a radiação não é só maléfica, ela pode também ser utilizada para o bem, assim como no tratamento do câncer, como o diagnóstico. Na agricultura o reator multipropósito pode ajudar no melhoramento de grãos, que tem maior resistência a pragas, insetos, fungos e bactérias. E na indústria são desenvolvidos equipamentos que emitem radiação para hospitais, como Raio X e tomografias”, exemplificou.
Receptáculo
O docente também faz parte do projeto de construção do primeiro receptáculo para transporte de material radioativo brasileiro, o projeto vai até 2018 e tem quase R$1 milhão em recursos.
"Estamos desenvolvendo novos materiais para fabricação do receptáculo para transporte de material radioativo, onde meu papel é realizar a caracterização microestrutural e termo-mecanodinâmico dos materiais fabricados, sendo que uma parte eu já desenvolvi na The University of Sheffield-UK, no Reino Unido, quando cursava o pós-doutorado”, explicou o professor.
Diversos pesquisadores estão tentando desenvolvê-lo, pois ele precisa ser blindado para transportar o elemento radioativo Molibdênio 99. Devido à complexidade da tecnologia deste dispositivo, atualmente, ele é alugado por altíssimos valores da Argentina, Canadá, África do Sul e Rússia. É um recipiente relativamente pequeno, tem 28 cm diâmetro e 37 centímetros de altura, mas pesa mais de 100kg.
Ele trabalha com o elemento Tungstênio que é a parede de blindagem dentro do núcleo do receptáculo. "É complexo, porque este dispositivo precisa ser inviolável e suportar qualquer fator de impacto, por exemplo, explosão, choque, queda de uma aeronave, pois o material que está dentro é radioativo e se em um acidente se propagar é como se fosse uma bomba nuclear, pode causar inúmeros danos”.
Com a construção do Reator Multipropósito e do receptáculo o Brasil economizará muitos recursos anualmente, "o país gasta milhões e milhões tanto com o transporte quanto com o elemento anualmente. Se conseguirmos alcançar estes objetivos será um fator de economia muito grande. Acredito que os remédios para os tratamentos vão ficar mais baratos. Hoje já é feita a caracterização dos fármacos no Ipen, mas nós vamos ter os elementos que vão baratear os tratamentos específicos de câncer: quimioterapia, radioterapia e diagnóstico. Os benefícios para o país são incalculáveis”, disse.
Sobre o Reator Multipropósito Brasileiro
O chamado Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) vai ocupar uma área equivalente à de 200 campos de futebol em Iperó, cidade de 28 mil habitantes, localizada a 125 km da capital paulista. Projetado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), autarquia vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A área de dois milhões de metros quadrados prevista para o complexo está localizada ao lado do Centro Experimental de Aramar (CEA), da Marinha. O objetivo do governo é transformar a região próxima a município de Sorocaba no maior polo de desenvolvimento nuclear do país.


Palestra gratuita com pesquisador suíço abordará aplicações fundamentais do exame de PET/CT


O PET/CT – também conhecido como PET-Scan – é um dos mais modernos equipamentos utilizados em imagens médicas de última geração. Realizado pela Medicina Nuclear e aplicado principalmente nas áreas de Oncologia, Neurologia e Cardiologia, o equipamento pode ser fundamental para diagnósticos e seguimentos de alta precisão. Para muitos, no entanto, as possíveis aplicações deste tipo de exame ainda não são totalmente conhecidas.
Para elucidar os inúmeros benefícios da técnica, o InsCer e a multinacional General Eletric promovem neste mês, gratuitamente, a palestra “Quando o PET/CT é fundamental?”, com a participação do renomado pesquisador Prof. Dr. Gustav Von Schulthess, médico nuclear e diretor do Departamento de Medicina Nuclear do Hospital Universitário de Zurique, Suíça. Von Schulthess é referência mundial em PET, pioneiro também no uso clínico de PET-RM e autor de mais de 400 publicações sobre o tema. O evento ocorre no dia 21 de setembro, entre 13h30 e 15h, no anfiteatro Ir. José Otão (Avenida Ipiranga, 6690, 2º andar do Hospital São Lucas da PUCRS). Não há necessidade de inscrição prévia e será fornecido um certificado de participação. A palestra, proferida em inglês, é voltada a médicos e profissionais em medicina nuclear, oncologia, radiologia, radioterapia, hematologia, urologia, cirurgia de cabeça e pescoço, entre outros e estudantes da área da saúde.
Os organizadores do evento, Prof. Dr. Bruno Hochhegger e Dra. Cristina Matushita, responsável pela Medicina Nuclear do InsCer, atuam com alta tecnologia em diagnóstico com o uso de PET/CT e também de SPECT no Centro de Imagem (CIM) do Instituto. No CIM, pacientes podem realizar o exame através de convênios ou de forma particular, contando no exame com radiofármacos produzidos na própria estrutura. Para Cristina, a presença de um professor tão renomado será bastante esclarecedora a quem já atua ou pretende atuar com essa modalidade. “Como pioneiro na área, o professor nos trará os avanços em relação à detecção precoce, estadiamento tumoral e monitoramento de terapias, entre outros diversos aspectos”.
Além disso, a médica ressalta que os avanços contribuem cada vez mais com a transferência de tecnologia também para o Sistema Único de Saúde, já que recentemente o Ministério da Saúde publicou três portarias que incorporam ao SUS o exame de PET-CT para a avaliação de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células, metástase hepática de câncer colorretal e linfomas. “Quanto mais elucidarmos as aplicações do PET, mais poderemos contribuir com a população em geral, diagnosticando com precisão e monitorando os pacientes da maneira mais eficaz”, ressalta.




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

14 de setembro – Dia do Médico Nuclear – Com o curso “Medicina Nuclear Aplicada à Mulher”, SBMN celebra 55 anos desde sua fundação dia 14 medico nuclear

Com o curso “Medicina Nuclear Aplicada à Mulher”, SBMN celebra 55 anos desde sua fundação



Na próxima quarta-feira, 14 de setembro, é o Dia do Médico Nuclear. Este é a segunda vez em que a data é celebrada desde que foi instituída pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), em 2015. Neste ano, inclusive, a entidade completa 55 anos desde a sua fundação, em 1961.
Para marcar este momento haverá uma palestra especial “Medicina Nuclear aplicada à Mulher” com a médica nuclear Marília Marone – diretora de Ética e Defesa Profissional da Sociedade. O curso contará com a introdução do presidente da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita.
A atividade abordará a evolução e o papel da medicina nuclear como ferramenta diagnóstica e terapêutica na saúde da mulher, em especial, na assistência à doenças cardiovasculares, câncer de mama e tireoide, por exemplo.
O encontro ainda prestará homenagem às mulheres que fazem parte da construção da Sociedade e que se destacaram na educação, pesquisa e na prática clínica da especialidade no Brasil. Hoje, dos 792 médicos nucleares aproximadamente 34% são mulheres, conforme aponta a “Demografia Médica 2015” – levantamento publicado pelo Conselho Federal de Medicina em parceria com a regional São Paulo (Cremesp). Um número considerado “expressivo e crescente”, conforme avalia Mesquita.
O presidente da SBMN conta que as mulheres estão integradas à SBMN e a MN desde o momento do nascimento da SBMN até os dias atuais. Elas estão representadas na figura de nomes como Dra. Vêronica Ashton – que junto com seu marido Dr. Ted de Ashton, fundaram a entidade; e da Dra. Anneliese Fischer, que assinou a Ata da Fundação juntamente com Vêronica. “Elas representam todas as médicas nucleares do passado, presente e futuro, e tem contribuído para o crescimento e fortalecimento tanto da SBMN quanto da especialidade no país”, relata Mesquita.
Confraternização
Após a palestra, que terá início às 20h, haverá uma confraternização com a diretoria da SBMN, com os membros do Conselho Consultivo e da sociedade médica desta especialidade no Brasil.

Sobre o encontro:
DATA: 14/09/2016
Horário: 20h
Local: Golden Tulip Paulista Plaza (Plaza Club), Alameda Santos, 85 – SP
Faça sua inscrição no site: http://sbmnadm.org.br/webassociado  Vagas limitadas!
Apoio: este evento tem apoio educacional do GRUPO RPH