domingo, 12 de março de 2017

Produção de Radiofármacos é retomada pelo IPEN


Funcionários do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) retomaram a produção de radiofármacos na manhã de 10 de março, após realizarem assembleia. A greve, que havia sido iniciada em 8 e março, ocorreu em reivindicação à manutenção do pagamento do adicional da radiação ionizante, conforme acordado no ano de 2016 junto à CNEN. Os trabalhadores do IPEN devem se reunir novamente na terça-feira, dia 14, para analisar a situação.
Embora a produção dos geradores tenha sido mantida, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear – representada por seu presidente, Juliano Cerci, e os diretores Marília Marone e Celso Darío Ramos, levou o assunto à reunião interministerial que ocorreu em Brasília ontem, 9/03.
Agendado desde fevereiro, o encontro ocorreu para dar continuidade aos diálogos que vem sendo estabelecidos pela SBMN junto aos representantes do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), Ministério da Saúde (MS), Ministério de Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicação (MCTIC); Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
O objetivo da Sociedade é encontrar uma solução definitiva para resolver o desequilíbrio entre o investimento necessário para realizar os procedimentos da medicina nuclear no Brasil e o valor atualmente praticado pela Tabela SUS para ressarcimento dos mesmos, o qual não é atualizado desde 2009.


terça-feira, 7 de março de 2017

XII Simpósio Edwaldo Camargo – PET/CT e SPECT/CT em Oncologia


Estão abertas as inscrições para o XII Simpósio Edwaldo Camargo – PET/CT e SPECT/CT em Oncologia.
O encontro, que acontecerá nos dias 2 e 3 de maio, será realizado na cidade de Campinas, interior de São Paulo, no Vitória Hotel Concept. Confira mais informações e inscreva-se! http://bit.ly/2nbqApW


Organizada pelo grupo MND, com apoio da SBMN e Unicamp - Universidade Estadual de Campinas, a atividade integra o calendário de simpósios anuais “PET/CT e SPECT/CT em Oncologia”, realizados pela instituição, que tradicionalmente aborda aspectos relevantes da Medicina Nuclear em Oncologia, por meio de discussão de casos e sessões interativas.

I Curso de Física para Operadores de Equipamentos de Medicina Nuclear

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quem deve tomar a vacina de Febre Amarela?

26/01/2017

O País inteiro está em alerta, mais uma vez, por causa de uma doença transmitida por mosquitos. Este ano a Febre Amarela é a doença que está deixando todos os Brasileiros em perigo! Até dia 24 de janeiro foram confirmados 70 casos, sendo 40 óbitos por Febre Amarela no Brasil.

O QUE É A FEBRE AMARELA?
É uma doença febril, provocado pelo Vírus amarílico. Esse vírus pode provocar uma doença leve ou até mesmo grave que pode levar à morte. Inicialmente o quadro é de febre alta, dor de cabeça intensa, dor muscular, prostração, náuseas e vômitos e pode evoluir para o comprometimento do fígado, diarréia e hemorragias. A doença começa a se manifestar de 3 a 6 dias após a picada do mosquito infectado. 

COMO A FEBRE AMARELA É TRANSMITIDA?

Figura 1. Ciclos epidemiológicos da Febre Amarela 

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/informacoes-tecnicas-febreamarela

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
O diagnóstico de Febre Amarela é realizado pelo conjunto de informações obtidas durante o exame clínico associado à exames de sangue. Em caso de suspeita, procure imediatamente um médico!

QUEM DEVE RECEBER A VACINA?
Todas as crianças nascidas em áreas endêmicas (incluindo todo o Estado de Minas Gerais) recebe a vacina de Febre Amarela aos 9 meses de idade, seguida de um reforço aos 4 anos.
Pessoas que já receberam 2 doses da vacina durante a vida estão imunizados para sempre!
Crianças maiores de 5 anos que nunca recebeu nenhuma dose da vacina e mora ou irá viajar para áreas de risco, deverão receber a primeira dose agora e a segunda dose 10 anos após a primeira.

A lista completa dos municípios que possuem recomendação de vacinação contra a Febre Amarela pode ser encontrada em: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/novembro/19/Lista-de-Municipios-ACRV-Febre-Amarela-Set-2015.pdf

Figura 2. Área Com e Sem Recomendação de Vacina Febre Amarela ,Brasil, 2015 

Figura 3. Orientações sobre quem deve se vacinar.

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/27366-ministerio-da-saude-amplia-a-protecao-a-vacinacao-contra-a-febre-amarela

Não deixe seu filho desprotegido, procure o seu Pediatra para tirar todas as suas dúvidas!



Fique atento, o calendário de vacinação mudou!

10/02/2017 por Dra Tânia Cavalho

O Calendário Nacional de Vacinação do SUS mudou e temos muitas notícias boas!

As principais alterações são para nossos adolescentes, que agora receberão as vacinas de Meningite C e HPV!

A vacinação contra o HPV nos adolescente objetiva protegê-los antes do início da vida sexual e consequentemente antes do contato com o vírus. O HPV é direitamente responsável por câncer de pênis, garganta, ânus, útero, vulva, vagina, pelas verrugas genitais e lesões pré-cancerígenas.

A meningite C é responsável por cerca de 60 a 70% dos casos de Meningite no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. A vacinação dos adolescentes irá reforçar a eficácia da vacina, que se reduz com o tempo. Até ano passado, essa vacina era oferecida apenas para crianças de 3, 5 e 12 meses de idade. 

Além dessas mudanças, que são nacionais, outra alteração importante no Calendário Vacinal dos moradores de Belo Horizonte é na vacina de Febre Amarela! Essa recomendação foi dada pela Prefeitura de Belo Horizonte em 10/02/2017 após a identificação do vírus em primatas não humanos na cidade.

HPV:

A partir de 2017 a vacina cerá disponibilizada para meninas de 14 anos e meninos de 12 a 13 anos. O objetivo do Ministério da Saúde é ampliar gradativamente a faixa etária, de forma que em 2020 todos os adolescentes de idade entre 9 e 13 anos serão vacinados!


Meningite C:

Em 2017 estará disponível para adolescentes entre 12 e 13 anos e o objetivo também é ampliar a faixa etária até 2020, quando todos os adolescentes entre 9 e 13 anos de idade deverão ser vacinados.


FEBRE AMARELA:

As alterações são válidas apenas para os moradores de Belo Horizonte!

Crianças entre 6 e 9 meses: Devem receber uma dose da vacina agora e mais duas doses aos 9 meses e aos 4 anos, respeitando sempre o intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose!

Crianças de 9 meses a 4 anos: Devem ser vacinadas conforme o calendário anterior. 

Crianças acima de 5 anos: que receberam um dose da vacina após os 5 anos, devem receber reforço com intervalo mínimo de 10 anos

Crianças acima de 5 anos: que receberam uma dose antes dos 4 anos, deverão ser vacinadas imediatamente, respeitando o intervalo de no mínimo 30 dias entre cada dose.

Link original: http://www.mirimpediatria.com.br/single-post/Novo-calend%C3%A1rio-Vacinal-2017

Medicina nuclear é tema de reunião entre Ministérios

Solicitado pela SBMN, encontro teve como objetivo expor questão do reajuste da Tabela SUS


A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), representada pelo presidente, Juliano Cerci, e pelos diretores, Marília Marone, Celso Darío Ramos e  Gustavo Gomes, reuniu-se nesta terça-feira, dia 21 de fevereiro, com representantes de diferentes ministérios, em Brasília (DF): Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), Ministério da Saúde (MS), Ministério de Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicação (MCTIC); Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Houve ainda a presença da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Solicitado pela Sociedade, o encontro teve como objetivo expor a situação da medicina nuclear frente à questão do desequilíbrio entre o investimento necessário para realizar os procedimentos da medicina nuclear no Brasil e o valor atualmente praticado pela Tabela SUS para ressarcimento dos mesmos, o qual não é atualizado desde 2009.
Houve um importante retorno às ações que vem sendo desenvolvidas pela SBMN, sobretudo nos últimos anos. Os dados que foram encaminhados pela entidade em 2016 em proposição para recomposição da Tabela estão em análise.
A expectativa é que em breve ocorra uma nova reunião em breve com a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS-MS) para definições do reajuste da tabela.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Abertas as inscrições para o XII Simpósio Edwaldo Camargo – PET/CT e SPECT/CT. Encontro conta com apoio da SBMN. Confira


Estão abertas as inscrições para o XII Simpósio Edwaldo Camargo – PET/CT e SPECT/CT em Oncologia. O encontro, que acontecerá nos dias 2 e 3 de maio, será realizado na cidade de Campinas, interior de São Paulo, no Vitória Hotel Concept.
Durante os dois dias de evento serão apresentados os avanços da especialidade no câncer de próstata e no câncer de mama com dois convidados internacionais: Markus Essler (Alemanha) e Gary Ulaner (EUA – à confirmar).
Multidisciplinar, o Simpósio tem como público-alvo além de médicos nucleares, urologistas, oncologistas, mastologistas, radiologistas e radioterapeutas.
Organizada pelo grupo MND Campinas, com apoio da SBMN e Unicamp, a atividade integra o calendário de simpósios anuais “PET/CT e SPECT/CT em Oncologia”, realizados pela instituição, que tradicionalmente aborda aspectos relevantes da Medicina Nuclear em Oncologia, por meio de discussão de casos e sessões interativas.
Neste ano foi acrescentado ao nome do evento o título “Professor Edwaldo Camargo” (in memoriam) como forma de honrar as contribuições do Prof., pioneiro em PET/CT no Brasil.
Confira a grade programática e inscreva-se! Acesse http://simposioedwaldocamargo.com.br/ 
Acompanhe: o calendário de encontros educacionais e científicos da SBMN e demais instituições de referência nacional e internacional na seção “Agenda” do site. Acesse aqui


Rádio-223: como estamos?

Nesta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) realizou reunião com representantes da empresa responsável pelo fornecimento do Rádio-223 no Brasil, a Bayer. Após intensas conversações foi possível alcançar consenso de um encaminhamento que seja convergente à prática da medicina nuclear no tratamento de Metástases Ósseas com Xofigo®. Em breve a Bayer deve anunciar as definições a serem aplicadas.
Com registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no ano de 2015, o Rádio-223 foi o primeiro radiofármaco a receber esta chancela. Desde então a SBMN tem realizado reuniões com a Bayer, para que se fosse possível esclarecer e compreender o processo de custos que envolvem não apenas o radiofármaco, mas o tratamento em sua integralidade.
Inclusive, atendendo a diversas solicitações de associados, a SBMN fez um estudo para com o objetivo de auxiliar os associados a efetuarem os próprios cálculos em relação ao investimento. (leia aqui a nota Posicionamento da SBMN em relação aos custos do tratamento com Rádio-223)
Leia também:

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

SBMN expõe preocupação com Tabela SUS ao Ministro da Saúde

Durante encontro organizado pela AMB, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) pode manifestar cenário fragilizado da medicina nuclear em decorrência do congelamento desde 2009 no valor de ressarcimento praticado junto à especialidade pela tabela SUS.


Na tarde desta quarta-feira, dia 8 de fevereiro, a Associação Médica Brasileira (AMB) reuniu em sua sede, na cidade de São Paulo, representantes de sociedades de especialidades médicas para mais um encontro de aproximação o Ministro da Saúde, Ricardo Barros. Em sua fala ele compartilhou algumas de suas perspectivas à frente da pasta, bem como expressou sua expectativa de manter proximidade com as entidades médicas.
Representada por seu vice-presidente, o médico nuclear George Coura Filho, a SBMN teve a oportunidade de manifestar sua preocupação com relação ao congelamento da Tabela SUS desde o ano de 2009. Coura Filho expôs que a defasagem na revisão dos valores praticados para ressarcimento dos procedimentos da medicina nuclear se contrapõe ao aumento do valor cobrado pelos insumos radioativos fornecidos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). “Este desequilíbrio está colocando em risco a continuidade do exercício da especialidade como ferramenta de assistência aos pacientes atendidos pela rede pública”, relatou o vice-presidente.
Além da SBMN, diversas sociedades médicas demonstraram descontentamento com a questão da Tabela SUS. De acordo com Coura Filho a expectativa da SBMN é que sejam evitados novos reajustes no preço dos insumos, ao menos até que haja um equilíbrio entre valor de ressarcimento e de insumos.
A SBMN tem buscado encontrar meios de resolver esta questão. Recentemente, inclusive, esteve reunida com o Contra-Almirante Noriaki Wada, Assessor-Chefe da Assessoria Especial da Secretaria-Executiva do Conselho de Defesa Nacional do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. (confira como foi)
Assim como o encontro com o Contra-Almirante, esta oportunidade de falar com o ministro da Saúde reforça a importância da integração entre as diferentes esferas envolvidas com a medicina nuclear.


2º Curso de Física em Medicina Nuclear reúne 26 participantes

Além de aperfeiçoar conhecimentos, atividade contribuiu no processo de preparação para o exame de Título de Especialista em MN 


Com aproximadamente 26 participantes, o 2º Curso de Física em Medicina Nuclear reuniu nos dias 4 e 5 de fevereiro na cidade de São Paulo (SP) estudantes, profissionais especialistas e fabricantes de equipamentos, para dois dias de intensas atividades e aulas com carga horária aproximada de 16 horas, em que foram discutidas questões ligadas à física e radioproteção.
Além de São Paulo capital, foram registradas a presença de pessoas de São João Del Rei; Belo Horizonte; Rio de Janeiro; Porto Alegre; Campinas; Juazeiro do Norte; Rio de Janeiro; Araranguá; Uberaba; Murais; Poços de Calda; Barbacena; Vinhedo; Vitória; Cuiabá.
Organizado pela SBMN, em parceria Associação Brasileira de Física Médica (ABFM) e apoio educacional da GE Healthcare, o encontro foi coordenado por Tadeu Kubo, membro do Comitê Científico e diretor do Departamento de Física Médica da Sociedade. Além de Kubo, o evento contou com a presença e contribuição dos professores Ilo Baptista (RS) Walter Paes (SP) Daniel Coiro (BA).
Kubo ressalta que além dos profissionais que estão em busca de renovar conhecimento, o Curso atraiu principalmente residentes que estão se preparando para o Exame de Título de Especialista, que acontecerá nesta ano, nos dias 26 e 27 de maio. “Todos tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e discutir com os professores aspectos teóricos e práticos da física na rotina de um médico nuclear”, relatou o coordenador.
A SBMN considera que cursos como estes têm como objetivo beneficiar médicos nucleares, por agregarem à formação e aperfeiçoamento de sua prática diária. De acordo com Kubo há a perspectiva de que ocorra a outra versão do Curso – a terceira edição, em 2018, para continuidade dos aprendizados e atualização dos profissionais e para os estudantes da prova de título deste próximo ano.
Segundo ele, a ideia é estabelecer ações que possam abranger “este conteúdo tão extenso como é a física, instrumentação, radioproteção e processamento de imagens, de maneira que o curso se torne adequado para o profissional que está estudando e aquele que começa a sair da inércia”, avalia Kubo.
Com informações Ascom SBMN
Foto: Divulgação/SBMN

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Quatro procedimentos de medicina nuclear devem ser incluídos no Rol da ANS 2018


O ano de 2017 começa com uma boa notícia para a medicina nuclear brasileira. Devem ser aprovados ainda neste ano quatro exames para Revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde – 2018 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). São eles:
  • PET/CT GA-68 para tumores neuroendócrinos
  • PET/CT no câncer de tireoide
  • Cintilografia com Trodat
  • PET/CT neurológico para localização de foco epiletogenico
A inclusão destes procedimentos é resultado de um trabalho iniciado em 2016 pela SBMN, que contou com a intensa colaboração na concepção do material que compôs o FormSUS de Claudio Tinoco Mesquita, Cristina Sebastião Matushita, Fábio Peroba Esteves, George Coura Filho, Juliano Julio Cerci, Larissa Fernandes Medeiros Vieira e Marco Antônio Condé de Oliveira.
Ao todo foram submetidos seis procedimentos, dos quais PSMA – PET/CT no câncer de ovário e PET com fluoreto na detecção de metástase osséa devem ser reapresentados novamente na próxima revisão.
A avaliação técnico-científica final foi realizada durante a 5ª Reunião do GT do Formulário de Entrada para revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde – 2018, que ocorreu no dia 17 de janeiro, na sede da ANS, no Rio de Janeiro (RJ).
Cada médico nuclear envolvido no projeto da SBMN pode na ocasião apresentar um a um os procedimentos, conforme segue abaixo:  
Demandante: Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear:
* PET/CT com análogos da somatostatina para avaliação de tumores neuroendócrinos (TNE) ou outros tumores que expressam receptores da somatostatina
* PET/CT para câncer de ovário recidivado em pacientes candidatas à cirurgia de citorredução;
* PET/CT para neoplasias de tireoide;
*PET/CT para pesquisa de metástases ósseas em estadiamento/reestadiamento de neoplasia;
* PET/CT cerebral com 18F-FDG;
* 68 Ga-PSMA PET / CT para câncer de próstata;
* Cintilografia de Perfusão Cerebral.
Houve ainda uma demanda de análise expedida pela Unimed do Brasil em deferência à inclusão de “Alteração da DUT do procedimento PET-SCAN Oncológico para câncer pulmonar de células não pequenas”.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Posicionamento da SBMN em relação aos custos do tratamento com Rádio-223

ORIENTAÇÕES PARA CÁLCULO DO PREÇO DO TRATAMENTO COM RÁDIO-223 (XOFIGO®)


Atendendo a diversas solicitações de associados, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), fez um estudo para estimar os custos envolvidos no Tratamento de Metástases Ósseas com Rádio-223 (Xofigo®). Este estudo tem o objetivo de auxiliar os associados a efetuarem os próprios cálculos.
O resultado do estudo da SBMN, que considerou os custos básicos de um serviço de Medicina Nuclear de porte médio, sugere para reembolso do Tratamento de Metástases Ósseas com Rádio-223 (Xofigo®) o valor total de R$ 24.485,80 por aplicação (o tratamento completo inclui seis aplicações, dependendo da tolerância do paciente) que expressa o reembolso pela Saúde Suplementar referente a: (I) custos do material radioativo rádio-223 acrescido de impostos; (II) estrutura para o recebimento, guarda, manipulação, radioproteção e gerenciamento de rejeitos radioativos, de acordo com as normas, equipamentos e pessoal legalmente exigidos pela dupla regulamentação feita pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e ANVISA; e (III) atuação e responsabilidade técnica e jurídica do Médico Nuclear obrigatoriamente titulado pela SBMN-AMB e CNEN, particularmente na: (1) consulta inicial para a correta seleção dos pacientes elegíveis para o tratamento; (2) avaliação e orientações iniciais; (3) consulta pré-tratamento; (4) definição da dose; (5) manipulação apropriada do material radioativo, recipientes e seringas antes, durante e após o procedimento; e (6) avaliação imediata do paciente pós tratamento.
Obs.: Evidentemente, se na consulta inicial o paciente for considerado inelegível para esse tipo de tratamento, o Médico Nuclear será remunerado apenas por esta consulta, de acordo com os valores praticados pelo convênio médico ou pelos valores particulares da respectiva clínica onde atua.
Este exemplo de cálculo de reembolso foi elaborado pela SBMN considerando  que o rádio-223 (Xofigo®) foi oficialmente publicado  no Brasíndice, indicador oficial utilizado pela Saúde Suplementar e hoje oficializado pela ANS na TISS/TUSS. Portanto, o material radioativo deve, em princípio, ser obrigatoriamente pago pelos Convênios de Saúde.
Todos os procedimentos vinculados à administração de cada dose desse material (e necessariamente inseparáveis dela), incluindo o suporte físico dos serviços de Medicina Nuclear e a responsabilidade médica, ainda não estão oficialmente referenciados ou oficializados pela ANS. Portanto o reembolso total ao prestador de serviço está implicitamente associado ao medicamento rádio-223, apesar de não explícito.
Apresentamos uma lógica para a composição de custo, que foi baseado em:
Material permanente: custo da implantação, depreciação, manutenção da estrutura física e imobilizados ou componentes de uma radiofarmácia, como: contador de poço para medir a radioatividade, obrigatoriedade de 2 (dois) Geiger-Muller para detectar contaminações radioativas, blindagens de chumbo para bancada, salas e banheiros exclusivos de pacientes injetados com materiais radioativos, seringas e rejeitos, visor de vidro plumbífero, área para rejeitos radioativos, pinças metálicas, entre outros.
Material de consumo: exemplo (seringas, agulhas, algodão).
Mão de obra: Custo dos  profissionais responsáveis pela execução: -técnico, que cumpre jornada de trabalho de 96 horas; -profissionais com nível superior em enfermagem, farmácia, biomedicina ou biologia, com jornada de 176 horas: todos com adicional de periculosidade (40% para os técnicos de radiologia e 30% para profissionais com nível superior) e encargos trabalhistas (50% do salário base), determinando o valor da hora de trabalho; -Médico Nuclear titulado pela SBMN e CNEN para planejamento, atuação, supervisão e responsabilidade técnica e jurídica de todo o procedimento, seleção e consulta inicial do paciente decisão da dose apropriada; manipulação do material radioativo e insumos antes, durante e após o procedimento, e avaliação do paciente imediatamente após tratamento.
Considerações de qualidade: preparação, controle de qualidade técnica e analítica, calibração de equipamentos (especialmente para a medição da radioatividade e radioproteção), documentação, higiene, microbiologia farmacêutica.
Treinamento de pessoal
Manutenção de registros e documentação: em acordo com as normas da ANVISA e CNEN.
Despesas administrativas
Estes itens são conhecidos por UCO (custo operacional na CBHPM) e para este a SBMN sugere o valor de R$ 436,24 (valor baseado nos custos relativos a horas empregadas em cada aplicação do tratamento). 
Custo do Material Radioativo  – R$18.642,21 (valor publicado no Brasíndice – base SP)
Despesas técnicas em manipulação – mão de obra qualificada , equipamentos , controles de qualidade ou específicos de manipulação do material Radioativo conforme normas CNEN (medicina nuclear)
– Dispensação e procedimentos de gestão de resíduos radioativos
– Carga Tributária (PIS – COFINS-CSS- ISS e IR -13,33% base SP) – R$ 2.867,20
– Responsabilidade Médica – PORTE (CBHPM) – valor sugerido R$ 2540,15 (+-3h)
Obs.: O medicamento radio-223 não pode ser substituído por nenhum outro (como EDTMP-Samário-153) para esse tipo específico de tratamento e a comunidade deve ficar atenta a eventuais equívocos dos convênios médicos.
A SBMN ressalta que esses valores podem variar conforme a região do país, principalmente em localidades mais afastadas, onde os custos de transporte de materiais radioativos e equipamentos são bem maiores. Entretanto, num serviço de porte médio, estima-se que esses são os valores mínimos possíveis para a execução do procedimento de forma ética e em concordância com todas as exigências legais dos órgão reguladores, em especial CNEN e ANVISA.
Para informações adicionais entre em contato com a SBMN em: sbmn@sbmn.org.br 
São Paulo, 16 de Janeiro de 2017 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA NUCLEAR