quarta-feira, 28 de outubro de 2015

PET-CT: um ano após ser incorporado no SUS, acesso à tecnologia ainda é assimétrico no País

Situação será abordada durante o XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, encontro que acontecerá  de 23 a 25 de outubro, no Rio de Janeiro 


Um ano após entrar em vigor a inclusão do exame denominado “PET-CT” (Tomografia por Emissão de Pósitrons) no arsenal de tecnologias oferecidas pelo sistema público de saúde à população, especialistas da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) analisam a situação do acesso à ferramenta no que cabe ao potencial diagnóstico e terapêutico de pacientes usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) como deficitária no País – tanto em termos de acesso tanto  ao ressarcimento do procedimento aplicado aos serviços.  
De acordo com as portarias Nº 07 ǀ Nº 08 ǀ Nº 09, publicadas em abril o ano passado, que passaram a vigorar no País em 23 de outubro de 2014, a tecnologia deve ser direcionada a estratificar a extensão de vários tipos de câncer em pacientes da rede pública. São elegíveis as seguintes situações: (1) câncer de pulmão de células não-pequenas, (2) câncer colorretal com metástase exclusivamente hepática com potencial ressecável e (3) linfomas de Hodgkin e não Hodgkin. Neste último caso, também haverá avaliação da resposta do tratamento. 
Segundo o presidente da SBMN e do Congresso, Claudio Tinoco Mesquita, um terço dos exames de PET-CT do mundo são utilizados para diagnóstico dos linfomas – o dado foi apresentado durante a Conferência Internacional de PET-CT – realizada no início de outubro, pela Agência Internacional de Energia Nuclear (IAEA), na Áustria, no qual o médico nuclear esteve presente.  
No Brasil, Tinoco esclarece, há uma distribuição assimétrica de recursos que cria dificuldades para parte da população brasileira a ter acesso a essa tecnologia. A maior concentração está na região Sudeste (51 serviços = 50,3%). Na região Nordeste, estima-se 15%; seguido do Sul, com 16%; Nordeste com 15%; Centro Oeste, com 9% e Norte com apenas 5%. Para se ter uma ideia, há cinco estados brasileiros que não têm PET-CT, principalmente na região da Amazônia. “Pacientes nessas áreas precisam atravessar mais de 1.000 km para ter acesso ao PET”, relata Mesquita.
A situação do acesso ao PET-CT será exposta à discussão durante o XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, encontro que acontecerá de 23 a 25 de outubro, no Rio de Janeiro, sob a organização da SBMN.  No primeiro dia do encontro um levantamento que retrata a experiência brasileira com PET-CT nos últimos 11 anos, realizado por pesquisadores brasileiros será apresentado pelo médico nuclear, Claudio Tinoco Mesquita, presidente da Sociedade e do Congresso, além de coordenador da análise.
Os critérios utilizados para a avaliação foram a distribuição de serviços, número de médicos nucleares, centros de formação e os recursos envolvidos. Hoje há 101 serviços que detém a tecnologia PET – entre a esfera pública e privada, o que corresponde a 23% do número de todos os serviços de medicina nuclear no Brasil (433). Existe distribuição heterogênea dos equipamentos e cobertura ainda não plena no cenário nacional.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a densidade de PET-CT no Brasil é de 0,5 por milhão de habitantes, entre a esfera pública e privada. Sendo a população brasileira estimada em 203.894.000 habitantes, há então 2 milhões de habitantes por equipamento. No início de 2015 foram pagos pelo SUS 296 exames/mês. A perspectiva de realização de exames/ano é de 100 mil exames. Dados da Organizações das Nações Unidas apontam que a densidade adequada de equipamentos de PET-CT seria de pelo menos o dobro (1 equipamento para cada 1 milhão de habitantes). Precisamos dobrar o número de equipamentos de PET CT e o número de médicos nucleares no Brasil para atender às demandas da população. Outra medida importante é o aumento de indicações de PET CT cobertas pelo SUS.
No Brasil, existem pouco mais de 650 especialistas de medicina nuclear, sendo a maioria localizada no Sudeste (55%), o que representa apenas 0,25% do total de médicos no Brasil. Há apenas 23 centros de formação de médicos de medicina nuclear maior parte do Sudeste. A especialidade está empreendendo esforços para crescer e atender a demanda crescente na sociedade.
PET-CT é um método diagnóstico por imagem funcional que, ao mesmo tempo, permite ao médico obter excelente resolução anatômica dos órgãos. No caso da oncologia, campo da medicina ao qual pode ser aplicada via SUS, um dos benefícios é o estadiamento (classificação do nível de impacto) da doença no organismo, o que ajuda no direcionamento do tratamento e, consequentemente, no alcance de melhores resultados e aumento da sobrevida. “O PET-CT funde a imagem anatômica com a funcional e temos o local exato onde o tumor está o que possibilita a escolha do melhor tratamento – quimioterapia, radioterapia ou cirurgia”, relata Mesquita. 

Acesso desigual – público x privado

Apesar da conquista, a SBMN alerta para o fato de ainda haver procedimentos a serem incorporados no âmbito da saúde pública. Enquanto no SUS o PET-CT é indicado para apenas três tipos de câncer, na saúde suplementar, o rol de abrangência é maior, conforme a Resolução Normativa – RN nº. 338, publicada no D.O.U., há dois anos, em 22 de outubro de 2013.
O rol de procedimentos referente à saúde suplementar (ANS) constitui a referência básica para cobertura assistencial mínima nos planos privados de assistência à saúde. Entre os 44 procedimentos que tiveram ampliação na oferta de indicações para 2014 está o exame PET, que passou de três para oito – que são: avaliação  de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer de esôfago. Antes eram contemplados apenas câncer  pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colorretal.

Cenário da medicina nuclear na avaliação da doença cardiovascular é apresentado em Congresso

Acesso ao  exame de cintilografia do miocárdio – responsável por identificar agravos como o infarto do miocárdio - pode ter  espera de um ano ou mais no SUS


A lentidão no acesso à realização da cintilografia do miocárdio em pacientes acompanhados pela saúde pública pode impactar na conduta terapêutica de pacientes com doenças cardíacas e levá-los a serem submetidos a procedimentos invasivos desnecessariamente. A análise é do presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), Claudio Tinoco. "Às vezes demora um ano para que um paciente do SUS consiga realizar uma cintilografia”, afirma Mesquita.
Empregada para avaliar a saúde do sistema cardiovascular, a cintilografia do miocárdio é o exame mais utilizado pela medicina nuclear no Brasil, sendo responsável pela redução da mortalidade decorrente de doenças cardiovasculares, consideradas hoje a causa de maior índice de óbito no mundo. Mesquita explica que por meio da cintilografia é possível detectar a falta de sangue (isquemia) em determinadas regiões do coração. A tecnologia contribui para diagnosticar precocemente complicações como infarto do miocárdio, ataques cardíacos e angina, por exemplo.  
Segundo o presidente da Sociedade, as condutas referentes a doenças cardiovasculares e agravos como infarto do miocárdio, dependem da estratificação do risco para tomada de decisão quanto à necessidade de condutas como cateterismo e revascularização. “Se conseguimos detectar precocemente esta alteração e encaminhar o paciente para o tratamento adequado – tanto medicamentoso tanto  cirúrgico – como desentupimento com cateter ou ponte de safena, tiramos o paciente da linha de risco de morte”, esclarece Mesquita. 
Dados levantados pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) apontam que em 2014 foram realizadas 444.359 cintilografias no SUS. Destas, 243.680 foram cintilografias miocárdicas, o que corresponde a 55% do total de procedimentos. De todos os serviços que realizam exames cintilográficos, apenas 6,3% são públicos. 
O presidente e da Sociedade esclarece que pacientes que fazem cintilografia são melhor conduzidos e realizam menos exames, evitando assim procedimentos desnecessários. “O exame de cintilografia é altamente custo-efetivo, e ajuda a selecionar aqueles pacientes de maior risco, o que os conduz a uma rápida intervenção responsável por salvar a vida”. 
O cenário da medicina nuclear na cardiologia – com ênfase no acesso moroso ao exame de cintilografia do miocárdio - estará em discussão no XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, que também será presidido por Mesquita. O encontro é organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), e acontece no Rio de Janeiro, entre os dias 23 a 25 e outubro. 
Estudo avalia métodos investigativos da doença arterial coronária em pacientes do SUS
Com o objetivo de avaliar as condutas terapêuticas em pacientes com doença arterial coronária (DAC) da rede pública de saúde pesquisadores brasileiros analisaram os procedimentos empregados no diagnóstico e tratamento invasivo em casos registrados no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a DAC é uma das principais  causas de mortalidade no mundo. A doença ocorre quando os vasos sanguíneos que levam oxigênio para o coração se estreitam, o que pode levá-los a obstrução total. 
Com base em um levantamento no DataSUS, prontuários eletrônicos e guias de autorização foram avaliados os itinerários de pacientes dos municípios de Curitiba (Paraná), em São Paulo (SP) e no Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor-FMUSP), no período de 2008 a 2010. Foram analisados quase 60 mil pacientes do Incor-FMUSP, mais de 65 mil procedimentos da região metropolitana de Curitiba, e mais de 450 mil procedimentos da região metropolitana de São Paulo 
Denominado “Itinerário de investigação do paciente coronariano do SUS em Curitiba, São Paulo e Incor – Estudo IMPACT”, o artigo de autoria do médico baseado na tese de pós-doutorado do pesquisador do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor-FMUSP) e diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), Juliano Cerci, foi publicado recentemente no periódico Arq Bras Cardiol Arq Bras Cardiol. 2014 Sep;103(3):192-200. Epub 2014 Jul 29.)
Segundo Cerci, a investigação da DAC e seu tratamento dependem da estratificação do risco para tomada de decisão quanto à necessidade de cateterismo e revascularização. “Verificamos nessa extensa avaliação que na maior parte dos pacientes revascularizados, não foi realizada a documentação da carga de isquemia dentro do SUS. Assim os testes funcionais não invasivos, como teste de esforço e cintilografia do miocárdio são subutilizados dentro do SUS. Utilizar esses métodos de maneira apropriada pode melhorar muito a seleção dos pacientes com maior potencial de se beneficiar dos procedimentos invasivos e dos tratamentos invasivos, que representam o maior custo empenhado no SUS”, esclarece Cerci. 
Desta forma se verifica que existem diversas oportunidades de melhorar o sistema de forma integral, desde o acesso dos pacientes aos exames requeridos, passando pela qualidade do serviço prestado, os mecanismos de avaliação da conduta médica empregada e sua conformidade com as diretrizes de sociedades de classe.

Arq Bras Cardiol. 2014 Jul 29;0. pii: S0066-782X2014005040107. [Epub ahead of print]

Processo Seletivo INCA 02/2016


‪#‎Oportunidade‬ INCA: o processo seletivo do Instituto Nacional do Câncer para 2016 está com inscrições abertas! De 03 a 25 de novembro, os interessados poderão efetuar inscrição online. Confira:http://ow.ly/TWYvG

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Tecnologia permite melhor prognóstico do tratamento de câncer de próstata

Avanço da medicina nuclear esbarra na falta de acesso pelo SUS

Considerado um dos principais progressos da medicina nuclear, o exame de PET/CT com fluoreto-18F permite avaliar o prognóstico de pacientes submetidos a tratamento de câncer de próstata com o medicamento radioativo Radium-223 (Ra-223). A técnica consiste realização da Tomografia Computadorizada por Emissão de Prótons (PET/CT) com o traçador radioativo ósseo denominado fluoreto-18F. Dessa forma, é possível ter imagens mais detalhadas para a pesquisa de metástases ósseas. As metástases ósseas são as principais causas de disseminação da doença que ocorre em pacientes com câncer de próstata.

A diretora do serviço especializado da MND Campinas, Profa. Dra. Elba Etchebehere, explica que o PET/CT com fluoreto-18F traz a possibilidade de avaliar o prognóstico de forma mais precisa do que o disponível com outras técnicas, como cintilografia óssea. As imagens de fluoreto-18F PET/CT permitem avaliar, nos pacientes com câncer de próstata, submetidos a tratamento com Ra-223, o risco de eventos ósseos, o risco de insuficiência de medula óssea e a sobrevida global.

“Pela primeira vez, é possível ter um forte preditor independente de resposta para o tratamento desse tipo de câncer que afeta um em cada seis homens em todo o mundo através das imagens de PET/CT com fluoreto-18F”, conta.

Dificuldade de acesso
Por mais que traga ganhos representativos para uma doença tão comum, o acesso ao PET/CT com fluoreto-18F ainda é difícil no Brasil. Como todas as especialidades médicas de alta complexidade, a medicina nuclear envolve custos elevados.

“O principal agravante é que um exame como esse, vital para uma melhor conduta terapêutica para o câncer de próstata com metástase óssea, ainda não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), restringindo o acesso da população a esse avanço”, explica a Profa. Dra. Elba Etchebehere.

Discutindo a especialidade
A diretora da MND Campinas discutiu as “Perspectivas para medicina nuclear no câncer de próstata”, durante o XXIX Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear. O encontro é o mais importante da especialidade no País e aconteceu entre os dias 23 e 25 de outubro, no Rio de Janeiro.

Além de discutir o avanço do PET/CT com fluoreto-18F, ela apresentou os resultados da terapia com Ra-223. Esse tratamento foi recentemente liberado pela ANVISA e tem apresentado um aumento significativo de sobrevida dos pacientes com câncer de próstata metastático. Estes temas já foram apresentados por ela no Congresso Anual Europeu de Medicina Nuclear (EANM) em 10 de outubro em Hamburgo, Alemanha e também no International PET Conference (iPET) em 5 de Outubro em Vienna, Áustria. “O Ra-223 já foi liberado, mas ainda aguarda precificação para ser amplamente utilizado”, finaliza.

Sobre a MND Campinas
Fundada em 1995, a Medicina Nuclear Diagnóstica Campinas une uma equipe de profissionais pioneiros em PET/CT no Brasil, um dos principais avanços da especialidade. A clínica oferece a médicos e pacientes serviços em diagnóstico por imagem, trazendo o que há de mais moderno em medicina nuclear. Tem como diferencial a capacitação do corpo clínico, com médicos, biomédicos e enfermeiros em processo de constante aperfeiçoamento para acompanhar os avanços da especialidade.


Conteúdo gentilmente enviado ao BMN por Matheus Steinmeier.

sábado, 24 de outubro de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

I Fórum Educacional Práticas da Medicina Nuclear na Saúde


‪#‎SBMN2015‬ É estudante de medicina, residente, médico e quer conhecer a medicina nuclear, tirar dúvidas... se inteirar sobre a especialidade!? Você também é nosso convidado para participar amanhã, dia 22, das 13h às 17h do I Fórum Educacional Práticas da Medicina Nuclear na Saúde! Confira mais informações no sitehttp://www.sbmn.org.br/congresso/forum-dos-pacientes.php
Além disso o encontro possibilitará conhecer o trabalho desenvolvido pelas instituições da ABRALE - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, do Instituto Lado a Lado, da Federação Brasileira de Hemofilia- entidades que participarão da atividade conosco amanhã!! Esperamos por você! O Fórum faz parte do Pré #SBMN2015 - evento que acontece de 23 a 25 de outubro!


SBMN na mídia


Enquanto esperamos o início do ‪#‎SBMN2015‬ convidamos você a ouvir a entrevista do presidente da SBMN e do Congresso, Claudio Tinoco Mesquita, a ouvir a entrevista veiculada na rádio CBN - ao CBN Madrugada: http://ow.ly/TFxZ0
Mesquita destaca os avanços da especialidade e lembra que o encontro também vai trazer informações destinadas aos pacientes e familiares, no Fórum que acontece amanhã, dia 22 - das 13h às 17h!


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Medicina Nuclear em Revista 11


Durante o XXIX CBMN, distribuiremos uma publicação com conteúdo especial, voltada para o evento! Nesta edição, você poderá conferir entrevista com Marcelo Moreira, da Anvisa, sobre radiofármacos, uma reportagem sobre os desafios de se implantar um serviço de PET/CT no Brasil, além de entrevista especial com o ator e comediante Marcelo Madureira e artigo sobre super heróis e radiação. Garanta o seu exemplar! ‪#‎SBMN2015‬ ‪#‎MNemRevista‬ Confira: http://ow.ly/TCY9N

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pré-Congresso #SBMN2015

Entre hoje e amanhã (19 a 20 de outubro) ocorre o Simpósio Internacional de Cardiologia Nuclear do Hospital Universitário Antonio Pedro, em Niterói – RJ. A entrada é franca e as inscrições poderão ser feitas no local.
O evento é patrocinado pela International Atomic Energy Agency (IAEA), conta com o apoio da SBMN e é centrado na visita de dois experts internacionais (Hossein Jadvar e Raffaele Giubbini). Eles irão discutir o uso das técnicas de medicina nuclear em cardiologia com ênfase nos aspectos mais modernos. Além disso, irão palestrar pesquisadores da UFF que estão desenvolvendo seus projetos de pesquisa na área permitindo maior interação entre a prática e a pesquisa. 
Ao final das duas programações haverá visita ao setor de medicina nuclear do HUAP para discussão de casos e técnicas de aquisição e processamento coordenadas pela Dra. Jenne Serrão, staff do setor de medicina nuclear do HUAP. Confira a programação abaixo.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Fornecimento de isótopos: situação deve ser regularizada, conforme informou IPEN/CNEN


A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) informa a todos que a normalização do fornecimento de insumos da medicina nuclear pelo do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (IPEN), órgão responsável pela da produção deste material, deverá ser regularizada.
Preocupada com a situação extremamente fragilizada na qual se encontram os serviços – que devido ao desabastecimento estão impossibilitados de realizar exames - a Sociedade, por meio de seu presidente, Claudio Tinoco Mesquita, buscou esclarecimentos junto à CNEN – a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) - autarquia federal, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por executar ações de pesquisa, desenvolvimento, promoção e prestação de serviços na área de tecnologia nuclear e suas aplicações para fins pacíficos – que rege o IPEN.
Novamente, uma paralisação de trabalhadores impactou no fornecimento de matéria-prima da Medicina Nuclear. Uma portaria causou a greve dos funcionários, pois previa a alteração do regime de trabalho do Instituto. Entretanto, a referida normativa foi suspensa pela CNEN.
Com isso, a expectativa é de que esta ação seja suficiente para interromper a greve e normalizar gradativamente o funcionamento do IPEN e a produção de isótopos. O IPEN deve emitir nova oficial no decorrer desta sexta-feira, dia 16 de outubro.
Em mensagem eletrônica enviada aos serviços de medicina nuclear no início da tarde de hoje, o Centro de Farmácia do IPEN/CNEN informou que “os geradores de tecnécio serão produzidos e disponibilizados com a seguinte configuração - Produção e remessa: sábado, dia 17/10; Calibração: segunda-feira, dia 19/10.
No primeiro semestre de 2015 houve uma paralisação do IPEN que derivou na interrupção no fornecimento Fluor-18 no Brasil. À época os funcionários pararam em protesto pela falta de recursos para pagamento dos insumos importados e nacionais e pela interrupção de gratificação dos trabalhadores”. Leia mais
Acompanhe os desdobramentos sobre a paralisação de funcionários do IPEN.
Atualização 16h: SBMN foi informada de que a greve terminou. 


Prof. Berdj Aram Meguerian e Rex Nazaré recebem homenagem no Congresso

Como forma de reconhecimento pelas contribuições no processo de construção e desenvolvimento da medicina nuclear nacional, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear prestará justa homenagem a dois grandes nomes da especialidade: o médico nuclear Prof. Berdj Aram Meguerian e físico nuclear Prof. Rex Nazareth.
Exímio educador, Prof. Meguerian foi responsável pela formação e especialização de inúmeros médicos nucleares do Rio de Janeiro, sendo precursor do curso de medicina nuclear no estado. Grande parte dos médicos nucleares em atividade hoje no Rio de Janeiro tem sua história marcada pelos esforços do Prof. Meguerian. Lembrado por seus alunos, colegas e amigos por ser um grande incentivador da disseminação do conhecimento na especialidade, bem como na qualificação e evolução na formação de seus docentes, Meguerian receberá a honraria das mãos da professora Léa Miriam Barbosa da Fonseca, que na ocasião representará a todos aqueles que um dia foram tutoreados por ele.
Considerado o "pai" do Programa Autônomo de Tecnologia Nuclear do Brasil, Rex atualmente presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), coordenando as áreas de energia, tecnologia da informação e aeroespacial e defesa. Ao longo de sua carreira, recebeu diversas condecorações como a Ordem Nacional do Mérito Científico e a Medalha Carneiro Felipe – CNEN, por exemplo. Atuou, dentre outros cargos, como presidente da  CNEN; membro do Conselho de Administração da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), como chefe do Departamento de Tecnologia da ABIN e como Assessor Especial do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Para lhe conferir a homenagem estará presente o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Angelo Padilha.
A solenidade acontecerá na cerimônia de abertura do XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, a ser realizada no dia 23 de outubro, a partir das 17h40, no Centro de Convenções do Hotel Royal Tulip, no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Subutilização da medicina nuclear no Brasil preocupa especialistas

No dia 24 de outubro, Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear reunirá representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária; da Comissão Nacional de Energia Nuclear; e da Agência Internacional de Energia Atômica

O panorama atual e desafios à expansão da medicina nuclear no Brasil; a fragilidade enfrentada no que cabe à produção e distribuição de radiofármacos no Brasil – ainda totalmente dependente da importação de matéria-prima; o acesso deficitário a procedimentos diagnósticos e terapêuticos via saúde pública e suplementar; bem como os desafios para o ensino e pesquisa da especialidade, são os principais aspectos a serem debatidos na sessão “Perspectivas da Medicina Nuclear no Brasil”. 
A atividade é destaque na programação do segundo dia do XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, encontro que acontece de 23 a 25 de outubro, no Rio de Janeiro. A mesa reunirá representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), entidade organizadora do evento, da Gerência-Geral de Produtos Biológicos, Sangue, Tecidos, Células e Órgãos (GGPBS) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN); e da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) – que trará uma ampla abordagem das oportunidades e desafios do uso pacífico da energia nuclear empreendido no campo da saúde por meio da medicina nuclear.
De acordo com o presidente da SBMN e do Congresso, Claudio Tinoco Mesquita, a especialidade vivencia um momento de rápidas transformações, tanto no campo educacional, quanto científico e na prática clínica, seja ela diagnóstica ou terapêutica. Segundo Tinoco, este cenário derivou o mote do encontro, intitulado: Medicina Nuclear em Movimento. “A medicina nuclear mudou a história de várias doenças, mas ainda é subutilizada no Brasil. Nossa especialidade tem crescido e precisamos unir esforços neste sentido, sobretudo, por meio do estímulo à produção científica multicêntrica no País e ampliação do acesso à especialidade via saúde pública”, relatou Tinoco. 
Embora ainda pouco conhecida entre a população e até mesmo entre seus pares médicos, a especialidade atua no campo diagnóstico e terapêutico em diversas áreas como cardiologia, oncologia, hematologia e neurologia, por exemplo. Por serem menos invasivos e capazes de detectar alterações funcionais decorrentes de algumas doenças antes que outros métodos de imagem sejam capazes de realizá-lo, os procedimentos em medicina nuclear são extremamente úteis.  Além disso, são indicados em todas as faixas etárias, desde a primeira infância, a adolescentes, adultos e idosos, sem representar riscos à saúde. Seu mecanismo consiste em utilizar quantidades mínimas de substâncias radioativas (radiofármacos) como ferramenta para acessar o funcionamento dos órgãos e tecidos vivos, realizando imagens, diagnósticos e, também, tratamento.
Com 430 serviços de medicina nuclear no Brasil, entre clínicas, hospitais e centros de pesquisa, nos últimos 20 anos - desde 1995 - mais de 30 milhões de procedimentos foram realizados no Brasil. Entretanto, mesmo frente a esta evolução que vem sendo alcançada nos últimos anos, a medicina nuclear ainda é notoriamente subutilizada pela população brasileira, em especial pelos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
No que cabe ao potencial de uso o Brasil ainda ocupa a 25ª posição de um ranking de quantidade de exames realizados por ano. Como comparativo, o Canadá executa 64,6 exames por mil habitantes/ano, o Brasil realiza apenas 2,5. Isso demonstra claramente a necessidade de se difundir a especialidade no País.
A maior parcela (82%) dos procedimentos ambulatoriais de medicina nuclear diagnóstica realizados pelo SUS são feitos na esfera privada, que precisa manter a sua sustentabilidade financeira. Ao SUS são fornecidos 23 radiofármacos, enquanto no Brasil há aproximadamente 40 radiofármacos.
“É preciso dobrar o número de serviços para 800 e de médicos nucleares, também – alcançando 1.400 especialistas, para assim atingir o padrão internacional mínimo”, analise o presidente da SBMN. Um maior investimento no desenvolvimento e produção de radiofármacos no Brasil. Desenvolver novos radiofármacos e alcançar soberania na área de pesquisa e desenvolvimento são outros pontos a serem alcançados, visto que somos dependentes de insumos importados – os radiofármacos. Precisamos deles assim como é necessário o combustível para o carro andar. 
“É lamentável que a medicina nuclear ainda não se apresente adequadamente empregada. Se nada for feito para aumentar e for esperado um aumento “natural” da capacidade de seu potencial de atendimento aos usuários da saúde pública, levará aproximadamente 54 anos para que chegue ao valor de hoje alcançado na esfera privada no país”, analisa Mesquita.

Lista disponível de trabalhos científicos aprovados

Atenção! A lista de trabalhos científicos aprovados para o XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear já está disponível para consulta no site do evento. É possível acessar a relação de artigos confirmados em formato pôster também. Confira.

Link original: http://www.sbmn.org.br/site/secao/visualiza/1466

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Setor nuclear precisa avançar em pesquisas para superar crise econômica

Fonte Agência Gestão CT&I*08/10/2015

A capacidade do setor nuclear para superar a crise econômica está diretamente ligada a continuação e avanço das pesquisas sobre a energia no País, mesmo em meio as dificuldades. A avaliação é do presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Aquilino Senra, que elogiou o empreendedorismo dos atores que integram a área nuclear brasileira.
"Eu vejo a capacidade de articulação do setor nuclear brasileiro. O cenário financeiro atual não é muito favorável, mas a capacidade do setor nuclear de empreender nos motiva e, certamente, levará a uma transformação necessária para ampliação de todas as conquistas obtidas até o momento", afirmou Senra.
De acordo com dirigente, o desenvolvimento tecnológico sustentável do setor nuclear é um dos pontos que precisam ser debatidos no País, bem como suas diversas aplicações. Por isso, até esta sexta-feira (9), contribuições científicas e inovações tecnológicas serão compartilhadas pelo setor em três eventos: no 19º Encontro Nacional de Física de Reatores e Termohidráulica (Enfir), o 12º Encontro com Aplicações Nucleares (Enan) e o 4º Encontro da Indústria Nuclear (Enin) - todos integram o International Nuclear Atlantic Conference (Inac 2015).
"Temos que pensar para frente, e com certeza os técnicos, pesquisadores e profissionais do setor nuclear saberão indicar o que é necessário fazer não só em relação à geração de energia nuclear, mas também para as centenas de aplicações da energia nuclear, entre elas, na medicina, com o Reator Multipropósito Brasileiro, e assim contribuir para a transformação do País nas próximas décadas", ressaltou o presidente da INB.
O Inac 2015 promove ainda a 6ª Mostra Inac de Iniciação Científica, onde serão apresentados os resultados de trabalhos de pesquisa de estudantes de graduação, e a ExpoInac, que conta com órgãos e empresas do setor nuclear de diversos países.
*Com informações do MCTI e INB

Novo reator nuclear de grande porte dará ao Brasil autonomia na produção de radioisótopos

Por: Pimenta Comunicação - 05/10/2015

Com a inauguração, prevista para 2018, do primeiro Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), proposto pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), o Brasil alcançará autossuficiência na produção de radioisótopos e fontes radioativas usadas na medicina nuclear. Atualmente, o reator IEA-R1 do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), localizado em São Paulo, é o principal responsável pela produção nacional de radiofármacos, que viabilizam a realização de cerca de 2 milhões de procedimentos médicos de diagnóstico e tratamento por ano - principalmente nas áreas de cardiologia, sistema ósseo, oncolologia e tireóide.

O RMB colocará o Brasil em um seleto grupo de países com autonomia na produção de radioisótopos. Isso inclui o tecnécio-99, um radioisótipo derivado do molibdênio-99 (Mo-99), cuja demanda mundial hoje é atendida, basicamente, por apenas quatro reatores nucleares de pesquisa de grande porte - localizados no Canadá, na Holanda, na África do Sul e na Bélgica. Com a autossuficiência, o Brasil dará um passo importante na área de medicina nuclear, que hoje já permite realizar exames para o diagnóstico de tumores, doenças cardiovasculares, função renal, problemas pulmonares e neurológicos, entre outros.

Programas como esse serão apresentados - e debatidos - na INAC 2015 (International Nuclear Atlantic Conference), evento promovido pela Associação Brasileira de Energia Nuclear - ABEN, que acontece entre os dias 4 e 9 de outubro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Com o tema "Programa Nuclear Brasileiro: Política de Estado para um Desenvolvimento Sustentável", a conferência contará com a participação de delegações de 20 países, autoridades brasileiras e internacionais, além de especialistas e profissionais do setor de energia nuclear.

No dia 6 (terça-feira), uma mesa redonda discutirá os últimos avanços e os desafios da medicina nuclear no Brasil, com as participações de Marcelo Tatit Sapienza (HC-USP / ICESP), Raphael Madke (Radiopharmavus), Cecília Maria K. Haddad (Hospital Sírio-Libanês) e Isaac Obadia (Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN).

Serviço
Evento:
 INAC 2015
Abertura: 4, domingo, 19h30
Data: de 4 a 9 de outubro de 2015
Local: Centro de Convenções Rebouças (Av. Rebouças, 600 - Pinheiros)
Para mais detalhes sobre o evento, acesse www.inac2015.com.br

Presidenta de Argentina inaugura centro de medicina nuclear


"Vamos a volver a tener una Santa Cruz como la merecemos", aseguró la presidenta argentina. | Foto: Télam 

"Vamos a volver a tener una Santa Cruz como la merecemos", aseguró la presidenta argentina. | Foto: Télam

La provincia de Santa Cruz, además de contar con el centro médico, dispone del primer natatorio público barrial ubicado en Río Gallegos.

La presidenta argentina, Cristina Fernández, encabezó el acto de inauguración del centro de medicina nuclear Oro Verde, ubicado en la provincia de Santa Cruz. Manifestó sentirse orgullosa "de poder dotar de medicina nuclear" a los habitantes de esa localidad.

La mandataria indicó que cuando no hay salud pública, la misma se convierte en un lujo, por lo cual aspira a convertirla "en un bien público al cual todos tengan acceso, como la educación, el crecimiento, el desarrollo".




Avanços em PET/CT - Encontro Científico de Medicina Nuclear Regional Salvador – BA


Hossein Jadvar e Raffaele Giubbini falam sobre MN na Oncologia


“Avanços da Medicina Nuclear em oncologia: câncer de tireoide, câncer de próstata e a era da Theranostic (Terapia + Diagnóstico)” será o tema das palestras ministradas pelos convidados internacionais Hossein Jadvar e Raffaele Giubbini, e pelos especialistas Luiz Machado, Michel Carneiro e Flávia Paiva.
O encontro é gratuito e será no auditório de Radiologia do INCA, no dia 21 de outubro, das 13h às 16h. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail da SBMN: sbmn@sbmn.org.br. Aproveite, pois são apenas 50 inscrições!

IPET 2015


É possível acessar gratuitamente e online a palestras e outras informações disseminadas durante o Congresso IPET 2015! http://bit.ly/1MvQ6zF

“É um conteúdo muito rico para médicos nucleares, residentes, clínicos, oncologistas, tecnólogos, físicos, radiofarmacêuticos, biólogos, biomédicos, enfim qualquer um que tenha interesse pela área”, ressalta o presidente da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita.

Sobre a IPET 2015 >> Mais de 600 especialistas de diferentes nacionalidades, sendo um terço representada por países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, reuniram-se na Conferência Internacional de Uso Clínico do PET-CT e Imagem Molecular, a “IPET 2015”, realizada em Viena, na Áustria, entre os dias 5 a 9 de outubro. Leia mais no site da SBMN http://bit.ly/1Llye9Q


sábado, 10 de outubro de 2015

EANM' 15


Quer ficar por dentro de tudo o que acontece no Congresso Europeu de Medicina Nuclear - EANM? Aproveite acessehttp://eanmlive.eanm.org/index.php e acompanhe ao vivo pelo Live Stream!
A 28ª edição do encontro tem início hoje, em Hamburgo, na Alemanha‪#‎EANM‬ ‪#‎EANM15‬ ‪#‎EANM2015‬ ‪#‎officialEANM‬


Brasil ganha destaque na Conferência IPET 2015

Além das atividades educacionais e científicas, diretores da Sociedade foram recebidos pelo embaixador do Brasil na Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA). Trabalhos de pesquisadores foram premiados no encontro


Mais de 600 especialistas de diferentes nacionalidades, sendo um terço representada por países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, reuniram-se na Conferência Internacional de Uso Clínico do PET-CT e Imagem Molecular, a “IPET 2015”, realizada em Viena, na Áustria, entre os dias 5 a 9 de outubro.  Neste ano a temática proposta foi a abordagem da tecnologia PET-CT na era da multimodalidade da imagem e terapia guiada por imagem
Organizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) a atividade congrega médicos nucleares e profissionais das diversas áreas ligadas à especialidade – como radiologistas, oncologistas, tecnólogos em MN, radiofarmacêuticos e físicos médicos, sendo um terço deles de países em desenvolvimento, em um encontro marcado pelo caráter educacional, científico, multidisciplinar e dinâmico.
O presidente da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita, e o vice-presidente, Juliano Cerci, representaram a entidade e o País, juntamente com outros brasileiros e membros da Sociedade que estiveram presentes no encontro.
Em entrevista concedida ao jornal da IAEA, Tinoco pode expressar a importância da Conferência para o aperfeiçoamento e desenvolvimento da especialidade no Brasil. “Não há nenhuma conferência como IPET", relatou à reportagem. Segundo ele, trata-se de um momento ímpar para compartilhar experiências e expandir os horizontes de atuação da MN. Leia a íntegra da reportagem no site da IAEA
Mesquita apresentou ainda o panorama da aplicabilidade do PET-CT no Brasil, que embora extremamente potencial, ainda é subutilizado no país, em especial no campo da saúde pública.
Em busca de suporte no sentido de transformar a conjuntura da medicina nuclear no país, Mesquita e Cerci solicitaram uma reunião com o Embaixador do Brasil na IAEA em Viena, Laércio Antonio Vinhas. Com um histórico de atuação na Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e no Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), Vinhas conhece de perto a realidade enfrentada no país.
A diretoria da SBMN levou ao Embaixador uma carta com os principais desafios e oportunidades enfrentados pela medicina nuclear e discutiu formas de potencializar a interação com a IAEA com o objetivo de acelerar a expansão da prática da medicina nuclear no Brasil, tanto de modo quantitativo como qualitativo. “Diversas linhas de ação foram discutidas e desdobramentos serão empreendidos após esta reunião importante para a SBMN”, relatou Mesquita.
A situação da especialidade, que tem preocupado os especialistas, será amplamente abordada durante o XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, a ser realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 23 e 26 de outubro. O encontro reunirá inclusive representantes de esferas governamentais, dos centros e serviços de medicina nuclear e pesquisadores internacionais. O programa e as inscrições podem ser feitas por meio do site oficial do Congresso. http://www.sbmn.org.br/congresso/  
Pesquisadores brasileiros têm trabalhos premiados
Dois dos 11 trabalhos premiados na sessão de pôsteres da IPET 2015 são de autoria de pesquisadores brasileiros da Unicamp (Universidade Estadual Campinas) e Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
A SBMN parabeniza cada um dos autores pela conquista, que representa o reconhecimento entre os pares no mais importante encontro de PET-CT do mundo e demonstra o potencial do Brasil na produção científica!
A entidade congratula também os trabalhos mencionados na sessão de Highlights da Conferência, também de brasileiros, de instituições da USP e Universidade Federal Fluminense.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Valorização do papel da mulher na área nuclear


A Women in Nuclear (WiN) foi criada pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) para valorizar o papel da mulher na área nuclear e divulgar suas atividades
A organização global Women in Nuclear (WiN) foi criada há 20 anos pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) com o objetivo de valorizar o papel da mulher na área nuclear e divulgar as atividades nucleares. A WiN conta atualmente com cerca de 4.400 filiadas em 104 países. As servidoras interessadas em associar-se poderão obter mais informações no sitehttp://www.win-global.org
A pesquisadora e colaboradora do IPEN, Nélida Del Mastro, é presidente pelo Brasil e participou do último encontro realizado no mês de agosto, em Viena, Áustria.




Médicos nucleares e entidades de pacientes realizam evento aberto à população

Você já ouviu falar em “medicina nuclear”? Qual relação ela pode ter a ver com sua vida? Ou mesmo se ela tem algo a ver com a energia nuclear?
Para responder a estas e outras perguntas, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), com o apoio de entidades de pacientes, realizará gratuitamente no próximo dia 22 de outubro, das 13h às 17h, na cidade do Rio de Janeiro, um encontro destinado a toda população, no Centro de Convenções do Royal Tulip Hotel.
Trata-se do I Fórum Educacional Práticas da Medicina Nuclear na Saúde. A iniciativa visa esclarecer sobre o que é esta especialidade médica e qual sua aplicação na prática na vida das pessoas. Para tanto, o evento contará com a presença de representantes da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE) e Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Haverá ainda a presença do comediante e ator Marcelo Madureira (membro do extinto programa de TV “Casseta & Planeta”), que irá compartilhar sua recente experiência com a medicina nuclear, quando teve uma complicação cardíaca e como a especialidade o ajudou. As inscrições são grátis e podem ser realizadas até o dia 19 de outubro pelo e-mail: contato@sbmn.org.br e tatianaalmeida@rspress.com.br
Quando pensamos na palavra “nuclear” podemos nos lembrar também de famosos personagens dos quadrinhos como o “Incrível Hulk” e “Homem Aranha”, cujos personagens  cientistas sofrem acidentes com radioatividade e, consequentemente, passam por mutações genéticas.
Para aqueles que achavam que jamais ouviriam falar de uma tabela periódica utilizada nas aulas de química e física novamente após sair do ensino médio, apresentamos a medicina nuclear! 
“Ao contrário do que se pode pensar ou imaginar, a quantidade de radiação utilizada na medicina nuclear é mínima, sendo até mais seguro do que tomar uma aspirina”, esclarece o presidente da SBMN, o médico nuclear Claudio Tinoco Mesquita, e um dos idealizadores da atividade.
Mesquita explica que a medicina Nuclear é uma especialidade médica que usa quantidades mínimas de substâncias radioativas (radiofármacos) como ferramenta para acessar o funcionamento dos órgãos e tecidos vivos, realizando imagens, diagnósticos e, também, tratamentos.
“Apesar do nome soar assustador, traz inúmeros benefícios a nossa saúde, pois é capaz de diagnosticar diversas doenças, que incluem embolia pulmonar, infecções agudas e infarto do miocárdio, câncer, obstruções renais, demências e outras”, completa ele.
Desafios de acesso à medicina nuclear
Além de esclarecer sobre a medicina nuclear, o I Fórum Educacional Práticas da Medicina Nuclear na Saúde trará a abordagem também aspectos ligados ao acesso da população à especialidade.
Juntos, médicos nucleares, associações nacionais de pacientes e familiares discutirão o atual panorama do acesso à medicina nuclear, em especial no campo da saúde pública. Entre os principais recursos dos quais os pacientes podem ser beneficiados estão os exames de cintilografia do miocárdio e de PET-CT.
O presidente da SBMN e do Congresso, Claudio Tinoco Mesquita, lamenta que a medicina nuclear ainda não se apresente adequadamente empregado. Segundo ele, a subutilização da medicina nuclear pela população brasileira, em especial dos usuários do SUS é notória. “Há uma grande assimetria entre o uso na saúde suplementar (planos e operadoras de saúde) – cujo acesso esta ainda abaixo aos níveis de outros países, e o acesso aos pacientes que dependem exclusivamente do sistema público – em que as taxas de utilização são muito inferiores às satisfatórias.”
I Fórum Educacional Práticas da Medicina Nuclear na Saúde integra a programação pré-Congresso do XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, que acontece de 23 a 26 de outubro.