sábado, 10 de maio de 2014

SUS oferece novo exame para tratamento de câncer

PET CT de Medicina Nuclear é um procedimento novo que só era oferecido a pacientes particulares


Saúde Wikimedia Commons

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, Celso Dario Ramos, a implantação deste exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é um avanço para ajudar os pacientes da rede pública. Essa técnica de medicina nuclear utiliza pequena porção de radiação para enxergar substâncias no corpo, como uma enzima, um aminoácido, uma vitamina. No caso, é para utilizar a glicose que emite radiação, que é fundamental no acompanhamento do câncer, já que o tumor, para crescer, utiliza muita glicose, que é uma fonte de energia. Entenda este tipo de procedimento que passa a ser feito pelo SUS, ouvindo a entrevista com o médico Celso Dario, no programaCotidiano, da Rádio Nacional de Brasília. 

Produtor
joana Darc Lima

Exame avançado para detecção precoce de câncer poderá ser feito na rede pública brasileira Leia mais: http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-total/2014/04/24/EXAME-AVANCADO-PARA-DETECCAO-PRECOCE-DE-CANCER-PODERA-SER-FEITO-NA-REDE-PUBLICA-BRAS.htm#ixzz31Jo3uZ5G


Ouça a entrevista cedida na tarde de hoje, ao vivo, ao programa CBN Total, com Carolina Morand, pelo presidente da SBMN, Celso Darío Ramos. - CBN


Com 13 anos de atraso, SUS oferecerá exame PET contra o câncer

Segundo médico, estudos mostram que uso do equipamento permite economia na saúde


Lígia Formenti - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Exame considerado por médicos como fundamental para o acompanhamento de pacientes que tiveram ou estão com câncer, o PET-CT passará a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão ocorre com atraso de pelo menos 13 anos em relação às clínicas particulares e num formato ainda muito acanhado, avaliam sociedades médicas.
O acesso será permitido para pacientes com linfoma, com câncer de intestino grosso, lesão hepática e em alguns casos de câncer de pulmão. Uma lista de opções bem menor do que a ofertada para usuários de planos de saúde. Desde o início do ano, operadoras são obrigadas a garantir o exame para pelo menos oito indicações. Entre elas, casos de câncer de mama, de pele e cabeça e pescoço.
"É o primeiro passo, mas esperávamos mais", afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, Celso Ramos. De acordo com ele, estudos demonstram que o uso do PET permite uma economia na área de saúde. "Os tratamentos são mais dirigidos. São evitados tratamentos e cirurgias desnecessários e, além disso, o exame traz mais chances de diagnosticar precocemente novos focos de câncer no paciente."
A assessora técnica da Secretaria de Atenção à Saúde, Inez Gadelha, rebate as críticas. "A decisão foi adotada de acordo com critérios rígidos, em evidências que demonstram quais as melhores indicações, com melhores resultados." Inês afirmou não conhecer o rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS).
"O que posso dizer é que nos baseamos nas evidências mais robustas." Ela avalia ainda que sociedades médicas têm tendência de supervalorizar determinados exames de diagnóstico. "São clínicas particulares. É legítimo o interesse, mas temos de ser criteriosos."
Caro. Pelos cálculos do Ministério da Saúde, 20 mil pacientes serão diretamente beneficiados pelo exame. O investimento com os exames será de R$ 31 milhões anuais.
Além de uma indicação acanhada, Ramos disse estar preocupado com a forma de implementação do sistema. Embora o PET de forma geral tenha um impacto positivo na economia, ele é um exame caro. A dose do radiofármaco usada no teste custa, em média, R$ 800. "É preciso garantir que o tratamento seja feito com qualidade. De nada adiantaria pagar uma quantia baixa pelo procedimento se houver uma redução na qualidade do teste", disse.
A incorporação do PET no SUS não será imediata. O governo terá até 180 dias para regular como e quando isso será feito. De acordo com Inez, o exame está disponível em 21 Estados do País. Ramos informou haver no País cem centros que oferecem o exame tanto para pacientes particulares quanto para usuários de planos de saúde.
Estrutura. Na avaliação do médico, a infraestrutura existente é suficiente para atender à demanda do sistema público. "Há muitos centros com capacidade ociosa. Além disso, o exame é indicado para um grupo específico", afirma.
A produção de radiofármacos usados para fazer o exame, segundo o médico, também é capaz de atender ao aumento da demanda. Atualmente, existem em todo o País 11 centros produtores, quatro deles do governo federal.
Ramos explica que o exame PET-Scan é usado tanto para identificar a presença de tumores quanto para encontrar novos focos da doença e avaliar a resposta que o paciente apresenta à terapia. "Uma ferramenta essencial para definir, por exemplo, a melhor indicação de tratamento." O exame é feito a partir do uso de um marcador. "A medicina nuclear se destaca pela capacidade de enxergar qualquer substância no organismo que se liga à radiação pósitron: enzima, aminoácido ou hormônio", contou.

Registro de Físico Médico especialista pela ABFM

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) iniciou em 10 de março o registro de físico médico especialista pela ABFM em medicina nuclear ou radioterapia. Confira no site da instituição as instruções apresentadas na normativa NN 6.01 “Requisitos para o Registro de Pessoas Físicas para o Preparo, Uso e Manuseio Fontes Radioativas”. Acesse as informações sobre envio para obtenção do registro

XXVIII Congresso Brasileira de Medicina Nuclear


"Nosso congresso possibilitará o crescimento dos profissionais atuantes em nossa área, bem como favorecerá um ciclo virtuoso para desenvolvimento de nossa especialidade". Confira a íntegra da mensagem do presidente do XXVIII Congresso Brasileira de Medicina Nuclear, George Coura Filho, no site do encontro. http://ow.ly/vP8N8

JPR 2014 reforça parceria entre SBMN e SPR

Entre os dias 1º e 4 de maio, a cidade de São Paulo sediou a 44ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR). Aproximadamente 20 mil pessoas prestigiaram discussões sobre os avanços nas áreas de radiologia e medicina nuclear apresentados por especialistas nacionais e internacionais.
Convidada a apoiar a JPR 2014 e contribuir na elaboração da grade científica de medicina nuclear e PET/CT, a SBMN foi representada na ocasião pelo presidente, Celso Darío Ramos, pelo primeiro-secretário, George Barberio Coura Filho, e outros membros da entidade. “A nossa participação na JPR 2014 reforça a parceria que criamos com a Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR). Sem dúvida, juntos somos mais fortes”, declarou Ramos.
O presidente da SBMN conduziu palestra sobre a visão global dos aspectos atuais de reembolso e codificação em PET/CT e as perspectivas para o PET/CT no Brasil, no primeiro dia do evento (01/05). Na ocasião, Ramos comentou a utilização do PET/CT no SUS e a aprovação dos radiofármacos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e enfatizou as dificuldades. “A Anvisa segue uma legislação rígida, semelhante ao dos EUA e Europa. Porém, os pacientes estão sendo prejudicados, pois eles não têm acesso a novos medicamentos, o que atrapalha o tratamento.”
Confira o balanço completo da JPR 2014 na próxima edição da Medicina Nuclear em revista.

Presidente da SBMN participa do programa Bem Estar

No programa Bem Estar da Rede Globo, veiculado hoje (5/5), o presidente da SBMN, Celso Darío Ramos, esclareceu sobre os efeitos da radioiodoterapia como terapêutica nos casos de câncer de tireoide. 

SBMN na mídia: PET no SUS

Em repercussão a incorporação do PET-CT no SUS, em 23/04, a SBMN, representada por seu presidente, Celso Darío Ramos, esclareceu à imprensa o impacto medida, bem como relatou as suas expectativas futuras quanto à tecnologia, há mais de 13 anos aguardada como opção aos usuários da rede pública. Aspectos referentes ao ressarcimento aos serviços também foram abordados por Ramos.
Além do factual, as matérias contribuíram para que a população brasileira tenha acesso ao que é a medicina nuclear e seu papel na saúde dos brasileiros. Apesar de ter mais de 50 anos, a especialidade ainda tem sua aplicabilidade pouco conhecida entre as pessoas.  
Confira algumas das principais reportagens:

1.       Rádio CBN
Programa: CBN Total, com Carolina Morand

2.       Rádio Agência Nacional de Brasília
Programa: Cotidiano, com Luiza Vilela

3.       Agência Brasil de Notícias

4.       Estado de São Paulo

Leia também:

Presidente da SBMN, Celso Darío Ramos, concede entrevista à CBN

No dia 24 de abril, Celso Darío Ramos, concedeu entrevista ao programa CBN Total da rádio CBN. Foi abordada a recente implantação do exame PET/CT na rede pública do País para detecção precoce de câncer. 
Ouça a entrevista aqui.

PET-CT incorporado no SUS

Há anos esperada pela SBMN, medida é considerada uma vitória para a saúde pública e para o fortalecimento da MN no País. Confira as indicações previstas em portarias publicadas em 23 de abril no D.O.U.


A diretoria da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) informa que foram publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje, 23 de abril, as Portarias nº 7; 8 e 9, que preveem a incorporação do exame PET-CT na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).  A tecnologia será direcionada a estratificar a extensão de vários tipos de câncer em pacientes da rede pública. Pela portaria, são elegíveis as seguintes situações: (1) câncer de pulmão de células não-pequenas, (2) câncer colorretal com metástase exclusivamente hepática com potencial ressecável e (3) linfomas de Hodgkin e não Hodgkin. Neste último caso, também haverá avaliação da resposta do tratamento. 

Segundo Celso Darío Ramos, presidente da Sociedade, a medida é esperada pela entidade há anos e, certamente, representa um avanço para a saúde pública nacional. “Com este passo nos aproximamos de países da América Latina, como o Uruguai, que já concedem à população da rede pública o acesso ao PET. Ramos relata ainda que já há no país um parque de equipamentos PET que é suficiente para atender aos pacientes da rede pública e a expectativa é que rapidamente ocorra um equilíbrio entre demanda x oferta no País.

Apesar da conquista, a entidade alerta para o fato de ainda haver procedimentos a serem incorporados no âmbito da saúde pública. Enquanto no SUS o PET-CT é indicado para apenas três tipos de câncer, na saúde suplementar, o rol de abrangência é maior, conforme a Resolução Normativa – RN nº. 338, publicada no D.O.U., em 22 de outubro de 2013.

O rol de procedimentos referente à saúde suplementar (ANS) constitui a referência básica para cobertura assistencial mínima nos planos privados de assistência à saúde. Entre os 44 procedimentos que tiveram ampliação na oferta de indicações para 2014 está o exame PET, que passou de três para oito – que são: avaliação  de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer de esôfago. Antes eram contemplados apenas câncer  pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colorretal.

Hoje, no Brasil, há em torno de 100 aparelhos de PET-CT, com uma distribuição geográfica aproximadamente proporcional à densidade demográfica no país.

Próximos passos
A implementação efetiva das portarias deve ocorrer conforme previsto na legislação em um prazo máximo de 180 dias, a contar da data de publicação no D.O.U., sendo oficializada a obrigatoriedade do cumprimento da medida logo após a emissão de portaria SAS/MS, que deverá conter com a incorporação do procedimento na tabela de cobrança.
Neste período a SBMN continuará a acompanhar os desdobramentos referentes aos critérios de ressarcimento das unidades prestadoras.  Acompanhe o assunto por meio das ferramentas de comunicação da entidade - via site www.sbmn.org.br ; facebook e newsletter semanal. 

Acesse as portarias
Nº 07 ǀ Nº 08 ǀ Nº 09


Informativo SBMN - Nº 25 Maio 2014


Informativo SBMN - Nº 21 Abril 2014


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Desde 1997, o IPEN, por meio dos aceleradores de partículas ciclotron Cyclone-30 e Cyclone-18, tem fornecido diariamente o radiofármaco 18F-FDG (fluordeoxiglicose) para hospitais e clínicas

Fonte: IPEN

No caso, o radioisótopo 18F (Flúor-18), produzido com o ciclotron, é incorporado ao radiofármaco, utilizando-se um equipamento de síntese de FDG, para a obtenção do 18F-FDG. O fluordeoxiglicose é empregado na Tomografia por Emissão de Pósitron – PET para a realização de diagnósticos médicos, proporcionando um mapeamento eficaz em diversos órgãos, identificando inúmeras enfermidades, assim, desempenhando um papel fundamental na viabilização de diagnósticos.

Dessa forma, no IPEN, normalmente são realizadas de duas a três produções diárias de 18F-FDG, a primeira com início às 03:00h para que o material possa ser utilizado pelos pacientes ainda no período da manhã. Cada produção atende vários hospitais e clínicas no Brasil, conforme a demanda e horário, onde as doses distribuídas são aplicadas em vários pacientes. A dose é a atividade do radiofármaco a ser administrada em um paciente. Devido a sua meia-vida curta (110 minutos), o 18F-FDG deve ser produzido próximo de hospitais e clínicas. Porém, o IPEN, além de fornecer para hospitais e clínicas de São Paulo e Grande São Paulo, também distribui o 18F-FDG para locais distantes, como Campinas, Santos, Ribeirão Preto, Jaú, e outros Estados, como Rio de Janeiro, Espirito Santo, Minas Gerais, etc. Nesses casos, se faz necessário produzir atividades significativamente maiores para compensar esse decaimento radioativo e, assim, possa atender seus clientes que estão mais distantes.

Por várias vezes, além dessa rotina de produção, o IPEN tem atendido demandas de 18F-FDG em caráter de urgência, como "backup" de outros centros produtores de radiofármacos e, nesses casos, visando suprir a alta demanda naquele dia e horário e sem comprometer o fornecimento de 18F-FDG rotineiro, as produções são realizadas com o ciclotron Cyclone-18 operando com duplo feixe. Assim, pelo fato do ciclotron Cyclone-18 (também o Cyclone-30) acelerar íons negativos, dois feixes da mesma partícula podem ser extraídos simultaneamente, irradiando dois alvos. Logo em seguida, os materiais irradiados nos respectivos alvos são enviados para equipamentos de síntese de FDG para serem processados separadamente, produzindo uma atividade maior. Nesse contexto, nos dias 24 e 25/04 o IPEN atendeu integralmente os pedidos de 18F-FDG de 34 clínicas, totalizando 152 doses distribuídas.

Cabe comentar que, além do radiofármaco 18F-FDG, o IPEN também produz o 18F-NaF (fluoreto de sódio), atualmente com demanda crescente. Também existe o interesse do IPEN na produção e distribuição de outros compostos marcados com o radioisótopo 18F (Flúor-18).

Diante disso, sem comentar o alcance social proporcionado pela disponibilidade desses produtos, é notório o comprometimento do IPEN com a sociedade brasileira, visando suprir suas necessidades, adequando-se a realidade e buscando a melhoria da qualidade de vida das pessoas, cumprindo sua importante função institucional.

Link original: http://www.ipen.br/sitio/?idm=177

Visita ao IPEN do novo Diretor Geral Adjunto do Departamento de Aplicações Nucleares da AIEA, Dr. Aldo Malavasi

Fonte: IPEN

Dr. Aldo Malavasi, presidente da Biofábrica Moscamed Brasil (BMB) e atual secretário geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), assumirá em 1º de agosto de 2014 o posto de Diretor Geral Adjunto da Diretoria do Departamento de Ciências Nucleares e Aplicações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da Organização das Nações Unidas (ONU).
Katia Itioka
Dr. Bressiani recebe o Dr. Aldo Malavasi no IPEN

No dia 30 de abril de 2014 o IPEN recebeu a visita do Dr. Malavasi, acompanhado pelo Dr. Chao Tsu Chia, Coordenador Geral de Assuntos Internacionais (CGAI/CNEN). Eles foram recepcionados na Superintendência, com as presenças do Dr. Bressiani, diretores do instituto e gerentes do CQMA, CTR e CR.
Katia Itioka
Dr. Aldo Malavasi, Dr. Bressiani, diretores e gerentes no Espaço Cultural Marcello Damy

Inicialmente foi apresentado o Espaço Cultural Marcello Damy pelo Sr. Superintendente e a seguir o Dr. Malavasi visitou os laboratórios dos centros CQMA, CTR e CR.

SUS oferecerá exame PET para três tipos de câncer

Fonte: Ipen
Marcello Vitorino/Fullpress


Jair Mengatti, gerente do Centro de Radiofarmácia do Ipen

Pacientes em tratamento de câncer na rede pública agora terão acesso a uma tecnologia avançada para estratificar a extensão de três tipos da doença. Trata-se do exame PET-CT, cujo material necessário para a sua realização é processado no IPEN. Conforme Portarias no 7, 8 e 9 do Ministério da Saúde , publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U.), na última quarta-feira, 23, o PET-CT acaba de ser incorporado na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). A implementação efetiva deve ocorrer no prazo máximo de 180 dias, a contar da data de publicação.


O PET-CT é atualmente o método mais moderno para a detecção de cânceres e outras doenças, como problemas neurológicos e de coração. Na realidade, são duas modalidades de exames, PET e CT, que, quando realizadas juntas, permitem uma visualização muito detalhada do metabolismo e da anatomia do indivíduo. Para o SUS, são elegíveis nas portarias as seguintes situações: câncer de pulmão de células não-pequenas; câncer colorretal com metástase exclusivamente hepática, com potencial ressecável; e linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin. Neste último caso, também haverá avaliação da resposta do tratamento. 

A medida visa democratizar o acesso a esse procedimento, que até então era restrito ao sistema privado. Apesar da demora e de ainda ser uma lista “tímida” frente aos diversos tipos de câncer, a decisão do MS foi considerada uma vitória para a comunidade científica e entidades ligada à saúde. De acordo com Jair Mengatti, gerente do Centro de Radiofarmácia do IPEN, essa luta começou em 1998, “fruto de muita dedicação” de pesquisadores e parceiros. “Precisamos divulgar esse feito para que os pacientes, de forma democrática, possam ter acesso aos procedimentos”, afirmou. 

Mengatti ressalta que o IPEN foi pioneiro na produção do F-18-FDG (2-flúor-2-deoxi-D-glicose), substância fundamental para a tomografia PET, que culminou nos primeiros estudos em pacientes, em uma parceria com o Hospital do Câncer e o Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. “É uma conquista que reflete a importância do IPEN na produção e processamento de Radiofármacos no Brasil”, disse, referindo-se ao fato de que o IPEN é responsável por quase 100% das substâncias necessárias para procedimentos médicos nas funções diagnóstico e terapia, em tratamentos de câncer no país. 

Expectativa 

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), Celso Dario Ramos, a incorporação ao SUS certamente representa um avanço para a saúde pública nacional. “Com este passo, nos aproximamos de países da América Latina, como o Uruguai, que já concedem à população da rede pública o acesso ao PET”. Segundo ele, o Brasil já possui um parque de equipamentos PET que é suficiente para atender os pacientes da rede pública, e “a expectativa é que rapidamente ocorra um equilíbrio entre demanda x oferta no País”, de acordo com notícia publicada no site da SBMN. 

Ramos se refere ao fato de ainda haver procedimentos a serem incorporados no âmbito da saúde pública e que ficaram de fora desta vez. “Esperávamos mais”, declarou o presidente da SBMN à imprensa. Mas, segundo Inez Gadelha, assessora técnica da Secretaria de Atenção à Saúde, a decisão do MS foi fundamentada obedecendo a “critérios rígidos, em evidências que demonstram quais as melhores indicações, com melhores resultados”. 

Hoje, no Brasil, há em torno de 100 aparelhos de PET-CT, com uma distribuição geográfica mais ou menos proporcional à densidade demográfica no país. Enquanto no SUS o PET-CT é indicado para apenas três tipos de câncer, na saúde suplementar, a abrangência é muito maior, totalizando oito. São elas: avaliação de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer de esôfago, além das agora incorporadas pelo SUS. O ex-presidente Lula, a presidenta Dilma Roussef e o ex-vice-presidente José Alencar foram beneficiados pela tecnologia PET. 

Para mais informações, contatar Jair Mengatti no telefone 3133-9560 r. 9560 ou pelo E-mail: mengatti@ipen.br


Refrigeração de novo reator usará água do rio Sorocaba

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul 

Giuliano Bonamim 
giuliano.bonamim@jcruzeiro.com.br 


Adival B. Pinto / JCS
O reator de pesquisa será construído em uma área adjacente ao Centro Experimental Aramar (CEA), da Marinha do Brasil

A água do rio Sorocaba será usada para dissipar o calor na torre de refrigeração do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), em Iperó. O projeto prevê a retirada de 30 litros de água por segundo e a devolução à natureza de 20,3% do material captado sem danos ao meio ambiente. 

O coordenador técnico do RMB, José Augusto Perrotta, explica que a captação máxima no rio Sorocaba será de 108 metros cúbicos de água por hora. "Ou seja, o equivalente a um balde por segundo", exemplifica. "Comparada à vazão do rio, é uma quantidade extremamente pequena", comenta. 

O empreendimento fará o uso da água e retornará 22 metros cúbicos por hora ao rio Sorocaba, após um tratamento interno. O material não devolvido à natureza permanecerá no local para ser reciclado ou será evaporado. "Esse sistema de refrigeração é igual ao encontrado em shopping centers, que resfria a água que está mais quente e evapora parte dela", conta Perrotta. 

Duas tubulações, cada uma com aproximadamente 2,5 quilômetros de extensão, serão construídas para levar a água até o empreendimento e devolvê-la ao manancial. O processo será feito com a ajuda de um sistema de bomba de sucção. 

Perrotta explica que a água captada do rio Sorocaba será usada exclusivamente na torre de refrigeração do RMB. "Esse material não terá nenhum contato com a parte nuclear. A água do reator é fixa, constante, não tem contato com o meio exterior", diz. 

Segundo Perrotta, a água para o consumo humano será retirada do subsolo. A quantidade será de 6,5 metros cúbicos por hora. A medida será tomada pois não existe naquela região um sistema de distribuição feita pela concessionária. 

O parecer para a utilização da água do rio Sorocaba no RMB foi apresentado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), sexta-feira, em Ibiúna. O texto foi aprovado pelos membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT). 

De acordo com o Comitê, "as ações e mecanismos previstos pelo empreendedor não deverão impactar diretamente nos recurso hídricos em relação à quantidade de água retirada e à qualidade devolvida ao manancial do rio Sorocaba". O texto será publicado em breve no site da entidade. Integrantes do CBH-SMT não foram encontrados para comentar o assunto. 

Perrotta comenta que o projeto do RMB está na fase de obtenção das licenças de autorização para o uso do local. "Estamos aguardando essas respostas, terminando o projeto básico de engenharia e temos que começar o projeto de detalhamento, como instalação, componentes e sistemas", relata. 

Maior do país 

O RMB de Iperó será o maior do país voltado à pesquisa. A informação consta no Relatório de Impacto Ambiental, elaborado e apresentado em setembro do ano passado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). 

O equipamento será usado no ramo da medicina nuclear, para o diagnóstico e tratamento de cânceres, e nas pesquisas voltadas à agricultura, energia, ciência dos materiais e ao meio ambiente. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) espera que o projeto entre em funcionamento no fim de 2018. 

O projeto prevê a construção do RMB em um terreno localizado no quilômetro 10 da rodovia municipal Bacaetava - Sorocaba, em Iperó. A área tem o tamanho de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados e fica ao lado do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP). 

A escolha do terreno foi estratégica. O relatório deixa claro que o RMB precisa estar fora de grandes centros populacionais e próximo aos laboratórios de fabricação de radiofármicos _ inseridos no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) _, de forma a otimizar o processo de produção. 

A estrutura do RMB será composta de instalações nucleares, radiativas e de suporte que não contêm material nuclear ou radioativo. A concepção e o projeto seguem rígidas normas nacionais e internacionais de segurança das áreas nuclear e convencional para que seja o menor possível o risco de ocorrência de um evento anormal ou acidente envolvendo a operação. 

O reator de pesquisa terá 30 MW de potência e será construído em uma área adjacente ao Centro Experimental Aramar (CEA), da Marinha do Brasil, onde é desenvolvido o protótipo do submarino nuclear brasileiro. Nas proximidades encontra-se a Floresta Nacional de Ipanema (Flora), uma unidade de conservação administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no bioma Mata Atlântica. 

Notícia publicada na edição de 15/04/14 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 007 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

sábado, 12 de abril de 2014

SBMN aplica 1ª prova de título de especialista junto à AMB

Diretores da SBMN e os candidatos a Título de Especialista em Medicina Nuclear no 1° exame realizado pela SBMN em São Paulo.





A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) realizou pela primeira vez o Exame de Suficiência para obtenção de Título de Especialista em Medicina Nuclear. Somada a filiação junto a AMB, conquistada em 2013, este passo representa um marco na história da Sociedade no âmbito da qualificação de profissionais no campo da MN. “O exame significa a plenitude da Sociedade como entidade representante da especialidade no Brasil”, avalia o presidente, Celso Darío Ramos, que expressou o sentimento de toda diretoria.
Além de Ramos (foto/ao centro), supervisionaram a realização do exame, a gerente administrativa, Alessandra Gusmão; o chefe e supervisor de Radioproteção do Serviço de Medicina Nuclear e Imagem Molecular do Incor (FMUSP), o físico Marco Antonio de Oliveira; o diretor Científico, Juliano Cerci; e a segunda-secretária, Irene Shimura Endo. (foto esq./dir.)
Ao todo foram 41 inscritos de diferentes regiões do País. Dividida em três etapas eliminatórias realizadas nos dias 12 e 13 de abril, em São Paulo, a avaliação tem como base os resultados alcançados em provas teóricas e teórico-prática. Entre os temas aos quais os candidatos tiveram seus conhecimentos submetidos estão cintilografia; PET e SPECT/CT; física aplicada à MN; bem como aspectos diagnósticos da medicina nuclear e todos os procedimentos in vivo e in vitro incluindo terapias com radionuclídeos. Os aspectos referentes a proteção radiológica ficaram a cargo da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Conforme previsto na normativa do exame as questões foram elaboradas pela Comissão Científica e Departamento de Centros Formadores da Sociedade. Além da SBMN, a banca examinadora foi composta pela CNEN; e também por físicos ligados à medicina nuclear, indicados pela Sociedade.
Os candidatos aprovados no exame receberão o título sob a chancela “SBMN/AMB”. 
CRONOGRAMA
Próximas datas importantes
14/05/2014 - Divulgação dos Resultados finais e Gabarito da 1a. Etapa
15 e 16/05/2014 - Período de Recursos
30/05/2014 - Divulgação dos resultados dos Recursos

Acesse a normativa e demais informações aqui

quarta-feira, 2 de abril de 2014

SBMN-RJ organiza encontro científico sobre cintilografia miocárdica

O tema cintilografia miocárdica norteará as discussões do próximo encontro científico da SBMN-RJ, que será realizado no Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), no dia 8 de abril.
Na ocasião, o vice-presidente da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita, conduzirá as apresentações “A importância da quantificação na Cintilografia Miocárdica: do diagnóstico à tomada de decisão” e “Artefatos e Armadilhas da Cintilografia Miocárdica”, e o médico nuclear Gustavo Borges Barbirato, apresentará o tema “Novos protocolos para cintilografia miocárdica: menos radiação e mais eficácia”.
No final do encontro, haverá apresentação de casos clínicos, orientada pela residente do Hospital Pró-Cardíaco, Tatiane Vieira Santos.
Local: Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) - Rua Visconde Silva, nº 52, 3º Andar - Botafogo (RJ)
Data: 08/04/2014
Horário: 19h


Encontro de profissionais em pesquisa clínica


O tema “Pesquisa Clínica: Caminhos, Desafios e Metas” norteou as discussões do XV Encontro Nacional de Profissionais em Pesquisa Clínica, que aconteceu em São Paulo (SP), no dia 15 de março.
O diretor científico da SBMN, Juliano Cerci, representou a entidade no encontro e participou do painel “Radiofármacos: Desafios Atuais e Futuros”. Na ocasião, também foram abordados os tópicos “Seguros e Contratos em Pesquisa Clínica” e “Pesquisa Clínica em Saúde Animal”.