segunda-feira, 16 de novembro de 2015
VoCNEN sabia: conhecendo o nuclear | 17-19 Nov
Com o título “VoCNEN sabia: conhecendo o nuclear”, o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), centro de pesquisa da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), promove em seu auditório, de 17 a 19 de novembro, um seminário que tem como foco tirar dúvidas sobre as aplicações da energia nuclear. O público-alvo são estudantes de graduação, além de servidores, bolsistas e terceirizados da própria CNEN. Foram convidados alunos e professores da área de Ciências Exatas de universidades públicas e privadas do Rio de Janeiro, mas a participação é aberta a universitários e profissionais em geral.
A programação é dividida em duas seções: palestras pela manhã, das 9h às 12h, e visitas técnicas à tarde, das 13h30 ás 16h. As inscrições para as visitas se encerram nesta sexta-feira, dia 13, e é possível se inscrever para apenas uma data ou horário. Serão três palestras curtas por dia, seguidas de tempo para perguntas da plateia. “Há muitos questionamentos e mitos em torno da energia nuclear, por isso os nomes das palestras têm forma de interrogação, para despertar a curiosidade e levar à reflexão”, explica a assessora de Comunicação do IEN, Valéria Pastura, responsável pela concepção e coordenação do seminário.
Entre os palestrantes estão especialistas da CNEN, da Eletronuclear, das Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) e da Amazônia Azul (Amazul), empresa do Programa Nuclear da Marinha.
Para as visitas técnicas foram criados três roteiros, distribuídos entre 17 laboratórios e instalações do IEN, incluindo o reator de pesquisa e os aceleradores de partículas. “Queremos divulgar não apenas a tecnologia nuclear, mas as pesquisas e laboratórios do Instituto e, quem sabe, atrair parcerias e novas gerações para o setor”, espera a assessora.
Programação
Palestras | 9h às 12h
Dia 17: A energia nuclear é sustentável? | O que são, como agem e como são fabricados os radiofármacos do IEN? | A irradiação como método de investigação e esterilização é segura?
Dia 18: Como atua a proteção radiológica ocupacional e ambiental para todos do IEN? | Por que a CNEN participa dos grandes eventos? | Quais as razões para o monopólio do urânio?
Dia 19: Há benefícios socioambientais na implantação de uma central nuclear? | Brasil, país rico em urânio e tório, há risco de contaminação? | Submarino nuclear: quais as vantagens da energia nuclear para a propulsão naval?
Visitas Técnicas | 13h30 às 16h (é necessário inscrever-se e indicar o roteiro pelo email ascom2@ien.gov.br ou pelo telefone 2173-3718)
Roteiro 1
- Reator de pesquisa ARGONAUTA
- Laboratório de termo-hidráulica para reatores nucleares
- Laboratório de inteligência artificial aplicada
- Laboratório de interfaces homem-sistemas
- Laboratório de usabilidade e confiabilidade humana
- Laboratório de P&D em instrumentação nuclear
Roteiro 2
- Produção de radiofármacos (acelerador cíclotron RDS)
- Expedição de radiofármacos para clínicas e hospitais
- Laboratórios de química nuclear
- Cromatografia, absorção atômica, membranas e microscopia eletrônica: Raios-x, ICP-OES
- Laboratório de ultrassom
Roteiro 3
- Radiotraçadores na indústria
- Laboratório de Realidade Virtual
Mais informações e orientações, confira no site do IEN: www.ien.gov.br
Link original: http://www.cnen.gov.br/component/content/article?id=144
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Aperfeiçoamento em Medicina Nuclear com ênfase em PET-CT e SPECT-CT (A1 e A4)
Abertas as inscrições para o Aperfeiçoamento em
Medicina Nuclear (A1 e A4), com ênfase em PET-CT e SPECT-CT, com a expertise do
treinamento médico da MedImagem – Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Os
programas são credenciados pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e contemplam
o treinamento 100% supervisionado por equipe multidisciplinar, formada por
médicos nucleares com título de especialista, físicos especializados em
radioproteção e controle de qualidade, e demais profissionais treinados na
área.
O
Serviço de Medicina Nuclear possui equipamentos modernos de SPECT-CT e
(2)PET-CT, além da prática diária de terapias radionuclídeas diversas, cirurgias
radioguiadas e todas as técnicas de medicina nuclear existentes e disponíveis
no país, bem como protocolos de pesquisa específicos.
A1
Pré requisito: formação em medicina
Duração: 3 (três) anos
Prova: 16/01/2016
A4
Pré requisito: residência médica em medicina
nuclear de 3 (três) anos
Duração: 1(um) ano
Entrevista e análise de currículo: 14/01/2016
Início das
atividades (A1 e A4): 01/03/2016
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Encontro Científico de Medicina Nuclear sobre Novas Perspectivas de Alzheimer
No dia 26 de novembro, das 20h às 22h, no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, ocorrerá o Encontro Científico de Medicina Nuclear, com a moderação da especialista Carla Rachel Ono. Na ocasião, serão abordadas as perspectivas da doença de Alzheimer, com a presença de Ricardo Nitrini e Carlos Alberto Buchipiguel. Saiba mais: http://ow.ly/Upys0
Chamada de Consulta Pública
A Consulta Pública para proposta de incluir o Radium 223 para tratamento de Câncer de próstata em todo o SUS está aberta para participação. Este é um momento importante para nós, médicos nucleares, nos mobilizarmos para fazer com que esta opção terapêutica seja incluída no Rol de Procedimentos do SUS. Saiba mais:http://ow.ly/UpG3l
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
1º Consenso Brasileiro de Tratamento do Câncer de Próstata Avançado é publicado
Medicina nuclear como conduta terapêutica está entre as condutas indicadas
Com o objetivo de alinhar condutas diagnósticas e terapêuticas aplicadas no manejo do paciente com câncer de próstata avançado a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), se uniram para produzir o “1º Consenso Brasileiro de Tratamento do Câncer de Próstata Avançado”.
As diretrizes estabelecidas contaram com a contribuição analítica e prática da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), representada pelo vice-presidente, Juliano Cerci, e pelo diretor, George Barberio Coura Filho, que juntamente com oito oncologistas e oito urologistas analisaram as proposições que desencadearam no Consenso.
Os benefícios no tratamento de tumores de próstatas resistentes por meio do uso de novos medicamentos e supressão do uso de fármacos anteriormente aplicados que não demonstraram ganhos efetivos aos pacientes foram alguns dos pontos estabelecidos.
Entre os novos adventos terapêuticos que compõe o arsenal está o radiofármaco denominado “emissor de partículas alfa para uso em câncer de próstata” (radio-223) que reduz a mortalidade e aumenta a sobrevida dos pacientes. A Anvisa aprovou em julho de 2015 o registro da substância para uso em homens com câncer de próstata em estágio avançado, resistente à castração sintomática, que se espalhou para os ossos, mas não para outros órgãos.
De acordo com o vice-presidente da SBMN, o médico nuclear e pesquisador Juliano Cerci, os homens que receberam o radiofármaco viveram uma média de 14 meses em comparação com uma média de 11,2 meses para os homens que receberam placebo. “É o primeiro radiofármaco para metástases ósseas que permite aumentar a sobrevida global destes pacientes”, relata. No momento Cerci esclarece que o radiofármaco está em fase de precificação para que possa efetivamente estar à disposição para uso. “A SBMN está aguardando que haja desfecho ainda este ano para que os pacientes possam ter acesso o quanto antes a esta droga”, relata Cerci.
O “1º Consenso Brasileiro de Tratamento do Câncer de Próstata Avançado” foi realizado no dia 4 de novembro, durante o 35º Congresso Brasileiro de Urologia. A SBMN esteve presente na atividade.
Sociedade de Urologia unifica diretrizes para tratamento de câncer de próstata >> Em reportagem publicada pela Agência Brasil de Notícias (EBC) o coordenador do Departamento de Uro-Oncologia da SBU, Lucas Nogueira, relatou que o documento de consenso vai ajudar, inclusive, o paciente a ter acesso às novas drogas junto ao plano de saúde e ao governo, no Sistema Único de Saúde (SUS).
Lucas Nogueira destacou que esta é a primeira vez que se atesta a efetividade dessas drogas que estão aprovadas para uso no Brasil (Rádio-223, abiraterona, enzalutamida e cabazitaxel), embora não houvesse até então uma definição bem colocada para sua aplicação. “Faltava um direcionamento para qual tipo de paciente e cada estágio da doença”, disse. As novas medicações podem prolongar a sobrevida dos pacientes em média de quatro a seis meses cada, além de melhorar a qualidade de vida com redução da dor. No campo do diagnóstico foram analisados métodos de imagens utilizados.
O “1º Consenso Brasileiro de Tratamento do Câncer de Próstata Avançado” foi lançado no dia 4 de novembro, durante o 35º Congresso Brasileiro de Urologia.
As diretrizes estarão reunidas em um documento que será distribuído para todos os médicos associados da SBU e da SBOC. Um artigo científico será publicado no Jornal Brasileiro de Urologia, em nome das duas entidades.
Link original: http://www.sbmn.org.br/site/secao/visualiza/1478
Congresso SBMN na mídia
Os assuntos discutidos no Congresso expandiram-se além dos muros do Centro de Convenções do Royal Tulip e ganharam a grande imprensa. Confira as reportagens publicadas na Agência Brasil de Notícias e no Estado de S. Paulo, que alcançou mais de 3.400 compartilhamentos na rede social Facebook.
Link original: http://www.sbmn.org.br/site/secao/visualiza/1477
Congresso evidencia crescimento da medicina nuclear no Brasil
Além de atividades educacionais e científicas, reuniões estratégicas que proporcionaram discussões no âmbito das políticas públicas, fundamentais para a regulamentação, financiamento e reconhecimento da especialidade marcaram 29ª edição do evento
Com mais de 500 participantes de diferentes regiões do Brasil e de outras nacionalidades, a 29ª edição do Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear (XIX CBMN) contemplou diferentes vertentes da especialidade, por meio de atividades educacionais e científicas que proporcionaram o aperfeiçoamento dos especialistas brasileiros.
Organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), o encontro aconteceu de 23 a 25 de outubro, no Centro de Convenções Royal Tulip, no Rio de Janeiro (RJ), e reuniu desde produtores de insumos radioativos e fornecedores a médicos nucleares, pesquisadores, professores, residentes, estudantes, biomédicos, tecnólogos, biólogos, físicos, químicos, farmacêuticos e especialistas com interesse na aplicabilidade de radioisótopos na medicina.
União e fortalecimento foram características que marcaram esta edição do encontro na opinião do presidente do Congresso e da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita. “Por meio da colaboração de todos foi possível superar as expectativas e alcançar inúmeras conquistas para a Medicina Nuclear”, avalia. (confira no facebook mensagem de agradecimento do presidente)
Avanços da especialidade balizaram palestras sobre a aplicabilidade da MN no campo das doenças crônicas oncológicas e não oncológicas. Além disso, houve um resgate histórico apresentado pela médica nuclear Annelise Fisher Thom, o que para a diretoria da Sociedade, possibilitou trazer à memória as raízes da especialidade e mantê-las vivas por meio das novas gerações presentes no Congresso.
O Congresso foi palco ainda de intensas reuniões estratégicas, fundamentais para a regulamentação, financiamento, reconhecimento e fortalecimento da especialidade no Brasil. A SBMN pôde expor as dificuldades que há no fornecimento de radiofármacos; no processo de ampliação do número de exames oferecidos no roll de procedimentos da saúde pública e suplementar, cujo acesso é assimétrico no País. “Acreditamos que a partir da adversidade, nasce a vontade de transformar este cenário, que por sua vez, nos dá a força necessária para empreenderemos esforços e vencermos as dificuldades”, relata Tinoco Mesquita.
Uma das atividades que compôs a grade do Congresso foi sobre o “Plano Nacional de Expansão da Medicina Nuclear”, onde esteve presente a representante da Coordenadoria Geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (SAS-MS), Rubia Gabriela Lima, que também esteve presente no primeiro encontro sobre o Plano. Para ela o encontro trouxe um panorama sobre a situação da pasta e, também, esclarecer sobre a importância de ingressar em consultas públicas ligadas à alta complexidade na saúde.
Para os diretores da reunião que participaram da atividade, George Coura Filho, Ricardo Quartim, Sergio Altino, Juliano Cerci e Beatriz Leme, bem como o presidente, Claudio Tinoco Mesquita, o encontro proveu a aproximação com o MS e melhor entendimento dos mecanismos de sua regulamentação. O Plano foi estabelecido no primeiro semestre deste ano, durante workshop que reuniu os principais agentes do campo da energia nuclear, ciência e tecnologia, e saúde.
Outros pontos abordados no Congresso cabem à necessidade do desenvolvimento de novos profissionais qualificados e do estabelecimento de diretrizes para os melhores usos dos exames de MN. O encontro possibilitou esclarecer junto à vigilância sanitária aspectos relacionados ao aperfeiçoamento das regulações e regulamentação das melhores práticas da MN. “Precisamos avançar além da ciência, em questões regulatórias e de financiamento da especialidade”, pontuou Sergio Altino, diretor científico do evento. (assista ao vídeo de Sérgio Altino no Facebook)
Estas atividades contaram com a presença de representantes de esferas governamentais ligadas ao campo da saúde e ciência, como o Ministério da Saúde (MS), Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Instituto Nacional de Pesquisas Energéticas (IPEN), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ainda participaram a Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA), representada por Chao Chia e a Sociedade Americana de Medicina Nuclear e Imagem (SNMI), pelo Prof. Housen Jadvar.
Aguarde: na edição nº 12 da “SBMN em revista”, publicação oficial da Sociedade, haverá uma entrevista exclusiva com o Prof. Jadvar, na qual ele traz sua visão quanto ao cenário da medicina nuclear; ao novo advento que provem das perspectivas trazidas pela “teranóstica”.
Ele ainda confidencia porque ele escolheu a especialidade como carreira, fala sobre formação do médico nuclear, qualificação no exercício da especialidade e dá dicas aos novos médicos que, segundo ele, “são o futuro”!
Jadvar, inclusive, compartilhou ter feito a proposição ao Board Director da entidade, de criar um capítulo brasileiro da sociedade americana. Ele confidencia ainda que para ele “Medicina Nuclear é a melhor coisa que já aconteceu na medicina”. Confira na próxima edição da revista.
Link original: http://www.sbmn.org.br/site/secao/visualiza/1475
Abertura de mercado terá apoio da SBMN
Outro desfecho importante estabelecido no encontro coube a decisão do Conselho Consultivo da SBMN em favor da abertura de mercado de radiofármacos. Formado por ex-presidentes da Sociedade, o Conselho Consultivo foi reativado e teve como incumbência em sua primeira reunião votar sobre o apoio à PEC 100, projeto de emenda constitucional que prevê a quebra do monopólio da produção de radiofármacos no Brasil e, consequentemente, propõe a abertura do mercado. A expectativa da SBMN com esta medida é facilitar o crescimento da medicina nuclear nacional, por meio da livre concorrência, como ocorre no segmento medicamentoso.
Link original: http://www.sbmn.org.br/site/secao/visualiza/1474
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
PET-CT: um ano após ser incorporado no SUS, acesso à tecnologia ainda é assimétrico no País
Situação será abordada durante o XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, encontro que acontecerá de 23 a 25 de outubro, no Rio de Janeiro
Um ano após entrar em vigor a inclusão do exame denominado “PET-CT” (Tomografia por Emissão de Pósitrons) no arsenal de tecnologias oferecidas pelo sistema público de saúde à população, especialistas da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) analisam a situação do acesso à ferramenta no que cabe ao potencial diagnóstico e terapêutico de pacientes usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) como deficitária no País – tanto em termos de acesso tanto ao ressarcimento do procedimento aplicado aos serviços.
De acordo com as portarias Nº 07 ǀ Nº 08 ǀ Nº 09, publicadas em abril o ano passado, que passaram a vigorar no País em 23 de outubro de 2014, a tecnologia deve ser direcionada a estratificar a extensão de vários tipos de câncer em pacientes da rede pública. São elegíveis as seguintes situações: (1) câncer de pulmão de células não-pequenas, (2) câncer colorretal com metástase exclusivamente hepática com potencial ressecável e (3) linfomas de Hodgkin e não Hodgkin. Neste último caso, também haverá avaliação da resposta do tratamento.
Segundo o presidente da SBMN e do Congresso, Claudio Tinoco Mesquita, um terço dos exames de PET-CT do mundo são utilizados para diagnóstico dos linfomas – o dado foi apresentado durante a Conferência Internacional de PET-CT – realizada no início de outubro, pela Agência Internacional de Energia Nuclear (IAEA), na Áustria, no qual o médico nuclear esteve presente.
No Brasil, Tinoco esclarece, há uma distribuição assimétrica de recursos que cria dificuldades para parte da população brasileira a ter acesso a essa tecnologia. A maior concentração está na região Sudeste (51 serviços = 50,3%). Na região Nordeste, estima-se 15%; seguido do Sul, com 16%; Nordeste com 15%; Centro Oeste, com 9% e Norte com apenas 5%. Para se ter uma ideia, há cinco estados brasileiros que não têm PET-CT, principalmente na região da Amazônia. “Pacientes nessas áreas precisam atravessar mais de 1.000 km para ter acesso ao PET”, relata Mesquita.
A situação do acesso ao PET-CT será exposta à discussão durante o XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, encontro que acontecerá de 23 a 25 de outubro, no Rio de Janeiro, sob a organização da SBMN. No primeiro dia do encontro um levantamento que retrata a experiência brasileira com PET-CT nos últimos 11 anos, realizado por pesquisadores brasileiros será apresentado pelo médico nuclear, Claudio Tinoco Mesquita, presidente da Sociedade e do Congresso, além de coordenador da análise.
Os critérios utilizados para a avaliação foram a distribuição de serviços, número de médicos nucleares, centros de formação e os recursos envolvidos. Hoje há 101 serviços que detém a tecnologia PET – entre a esfera pública e privada, o que corresponde a 23% do número de todos os serviços de medicina nuclear no Brasil (433). Existe distribuição heterogênea dos equipamentos e cobertura ainda não plena no cenário nacional.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a densidade de PET-CT no Brasil é de 0,5 por milhão de habitantes, entre a esfera pública e privada. Sendo a população brasileira estimada em 203.894.000 habitantes, há então 2 milhões de habitantes por equipamento. No início de 2015 foram pagos pelo SUS 296 exames/mês. A perspectiva de realização de exames/ano é de 100 mil exames. Dados da Organizações das Nações Unidas apontam que a densidade adequada de equipamentos de PET-CT seria de pelo menos o dobro (1 equipamento para cada 1 milhão de habitantes). Precisamos dobrar o número de equipamentos de PET CT e o número de médicos nucleares no Brasil para atender às demandas da população. Outra medida importante é o aumento de indicações de PET CT cobertas pelo SUS.
No Brasil, existem pouco mais de 650 especialistas de medicina nuclear, sendo a maioria localizada no Sudeste (55%), o que representa apenas 0,25% do total de médicos no Brasil. Há apenas 23 centros de formação de médicos de medicina nuclear maior parte do Sudeste. A especialidade está empreendendo esforços para crescer e atender a demanda crescente na sociedade.
PET-CT é um método diagnóstico por imagem funcional que, ao mesmo tempo, permite ao médico obter excelente resolução anatômica dos órgãos. No caso da oncologia, campo da medicina ao qual pode ser aplicada via SUS, um dos benefícios é o estadiamento (classificação do nível de impacto) da doença no organismo, o que ajuda no direcionamento do tratamento e, consequentemente, no alcance de melhores resultados e aumento da sobrevida. “O PET-CT funde a imagem anatômica com a funcional e temos o local exato onde o tumor está o que possibilita a escolha do melhor tratamento – quimioterapia, radioterapia ou cirurgia”, relata Mesquita.
Acesso desigual – público x privado
Apesar da conquista, a SBMN alerta para o fato de ainda haver procedimentos a serem incorporados no âmbito da saúde pública. Enquanto no SUS o PET-CT é indicado para apenas três tipos de câncer, na saúde suplementar, o rol de abrangência é maior, conforme a Resolução Normativa – RN nº. 338, publicada no D.O.U., há dois anos, em 22 de outubro de 2013.
O rol de procedimentos referente à saúde suplementar (ANS) constitui a referência básica para cobertura assistencial mínima nos planos privados de assistência à saúde. Entre os 44 procedimentos que tiveram ampliação na oferta de indicações para 2014 está o exame PET, que passou de três para oito – que são: avaliação de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer de esôfago. Antes eram contemplados apenas câncer pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colorretal.
Link original: http://www.sbmn.org.br/site/secao/visualiza/1472
Cenário da medicina nuclear na avaliação da doença cardiovascular é apresentado em Congresso
Acesso ao exame de cintilografia do miocárdio – responsável por identificar agravos como o infarto do miocárdio - pode ter espera de um ano ou mais no SUS
A lentidão no acesso à realização da cintilografia do miocárdio em pacientes acompanhados pela saúde pública pode impactar na conduta terapêutica de pacientes com doenças cardíacas e levá-los a serem submetidos a procedimentos invasivos desnecessariamente. A análise é do presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), Claudio Tinoco. "Às vezes demora um ano para que um paciente do SUS consiga realizar uma cintilografia”, afirma Mesquita.
Empregada para avaliar a saúde do sistema cardiovascular, a cintilografia do miocárdio é o exame mais utilizado pela medicina nuclear no Brasil, sendo responsável pela redução da mortalidade decorrente de doenças cardiovasculares, consideradas hoje a causa de maior índice de óbito no mundo. Mesquita explica que por meio da cintilografia é possível detectar a falta de sangue (isquemia) em determinadas regiões do coração. A tecnologia contribui para diagnosticar precocemente complicações como infarto do miocárdio, ataques cardíacos e angina, por exemplo.
Segundo o presidente da Sociedade, as condutas referentes a doenças cardiovasculares e agravos como infarto do miocárdio, dependem da estratificação do risco para tomada de decisão quanto à necessidade de condutas como cateterismo e revascularização. “Se conseguimos detectar precocemente esta alteração e encaminhar o paciente para o tratamento adequado – tanto medicamentoso tanto cirúrgico – como desentupimento com cateter ou ponte de safena, tiramos o paciente da linha de risco de morte”, esclarece Mesquita.
Dados levantados pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) apontam que em 2014 foram realizadas 444.359 cintilografias no SUS. Destas, 243.680 foram cintilografias miocárdicas, o que corresponde a 55% do total de procedimentos. De todos os serviços que realizam exames cintilográficos, apenas 6,3% são públicos.
O presidente e da Sociedade esclarece que pacientes que fazem cintilografia são melhor conduzidos e realizam menos exames, evitando assim procedimentos desnecessários. “O exame de cintilografia é altamente custo-efetivo, e ajuda a selecionar aqueles pacientes de maior risco, o que os conduz a uma rápida intervenção responsável por salvar a vida”.
O cenário da medicina nuclear na cardiologia – com ênfase no acesso moroso ao exame de cintilografia do miocárdio - estará em discussão no XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, que também será presidido por Mesquita. O encontro é organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), e acontece no Rio de Janeiro, entre os dias 23 a 25 e outubro.
Estudo avalia métodos investigativos da doença arterial coronária em pacientes do SUS
Com o objetivo de avaliar as condutas terapêuticas em pacientes com doença arterial coronária (DAC) da rede pública de saúde pesquisadores brasileiros analisaram os procedimentos empregados no diagnóstico e tratamento invasivo em casos registrados no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a DAC é uma das principais causas de mortalidade no mundo. A doença ocorre quando os vasos sanguíneos que levam oxigênio para o coração se estreitam, o que pode levá-los a obstrução total.
Com base em um levantamento no DataSUS, prontuários eletrônicos e guias de autorização foram avaliados os itinerários de pacientes dos municípios de Curitiba (Paraná), em São Paulo (SP) e no Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor-FMUSP), no período de 2008 a 2010. Foram analisados quase 60 mil pacientes do Incor-FMUSP, mais de 65 mil procedimentos da região metropolitana de Curitiba, e mais de 450 mil procedimentos da região metropolitana de São Paulo
Denominado “Itinerário de investigação do paciente coronariano do SUS em Curitiba, São Paulo e Incor – Estudo IMPACT”, o artigo de autoria do médico baseado na tese de pós-doutorado do pesquisador do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor-FMUSP) e diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), Juliano Cerci, foi publicado recentemente no periódico Arq Bras Cardiol ( Arq Bras Cardiol. 2014 Sep;103(3):192-200. Epub 2014 Jul 29.).
Segundo Cerci, a investigação da DAC e seu tratamento dependem da estratificação do risco para tomada de decisão quanto à necessidade de cateterismo e revascularização. “Verificamos nessa extensa avaliação que na maior parte dos pacientes revascularizados, não foi realizada a documentação da carga de isquemia dentro do SUS. Assim os testes funcionais não invasivos, como teste de esforço e cintilografia do miocárdio são subutilizados dentro do SUS. Utilizar esses métodos de maneira apropriada pode melhorar muito a seleção dos pacientes com maior potencial de se beneficiar dos procedimentos invasivos e dos tratamentos invasivos, que representam o maior custo empenhado no SUS”, esclarece Cerci.
Desta forma se verifica que existem diversas oportunidades de melhorar o sistema de forma integral, desde o acesso dos pacientes aos exames requeridos, passando pela qualidade do serviço prestado, os mecanismos de avaliação da conduta médica empregada e sua conformidade com as diretrizes de sociedades de classe.
Arq Bras Cardiol. 2014 Jul 29;0. pii: S0066-782X2014005040107. [Epub ahead of print]
Link original: http://www.sbmn.org.br/site/secao/visualiza/1471
Processo Seletivo INCA 02/2016
#Oportunidade INCA: o processo seletivo do Instituto Nacional do Câncer para 2016 está com inscrições abertas! De 03 a 25 de novembro, os interessados poderão efetuar inscrição online. Confira:http://ow.ly/TWYvG
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Tecnologia permite melhor prognóstico do tratamento de câncer de próstata
Avanço da medicina nuclear esbarra na falta de acesso pelo SUS
Considerado um dos principais progressos da medicina nuclear, o exame de PET/CT com fluoreto-18F permite avaliar o prognóstico de pacientes submetidos a tratamento de câncer de próstata com o medicamento radioativo Radium-223 (Ra-223). A técnica consiste realização da Tomografia Computadorizada por Emissão de Prótons (PET/CT) com o traçador radioativo ósseo denominado fluoreto-18F. Dessa forma, é possível ter imagens mais detalhadas para a pesquisa de metástases ósseas. As metástases ósseas são as principais causas de disseminação da doença que ocorre em pacientes com câncer de próstata.
A diretora do serviço especializado da MND Campinas, Profa. Dra. Elba Etchebehere, explica que o PET/CT com fluoreto-18F traz a possibilidade de avaliar o prognóstico de forma mais precisa do que o disponível com outras técnicas, como cintilografia óssea. As imagens de fluoreto-18F PET/CT permitem avaliar, nos pacientes com câncer de próstata, submetidos a tratamento com Ra-223, o risco de eventos ósseos, o risco de insuficiência de medula óssea e a sobrevida global.
“Pela primeira vez, é possível ter um forte preditor independente de resposta para o tratamento desse tipo de câncer que afeta um em cada seis homens em todo o mundo através das imagens de PET/CT com fluoreto-18F”, conta.
Dificuldade de acesso
Por mais que traga ganhos representativos para uma doença tão comum, o acesso ao PET/CT com fluoreto-18F ainda é difícil no Brasil. Como todas as especialidades médicas de alta complexidade, a medicina nuclear envolve custos elevados.
“O principal agravante é que um exame como esse, vital para uma melhor conduta terapêutica para o câncer de próstata com metástase óssea, ainda não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), restringindo o acesso da população a esse avanço”, explica a Profa. Dra. Elba Etchebehere.
Discutindo a especialidade
A diretora da MND Campinas discutiu as “Perspectivas para medicina nuclear no câncer de próstata”, durante o XXIX Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear. O encontro é o mais importante da especialidade no País e aconteceu entre os dias 23 e 25 de outubro, no Rio de Janeiro.
Além de discutir o avanço do PET/CT com fluoreto-18F, ela apresentou os resultados da terapia com Ra-223. Esse tratamento foi recentemente liberado pela ANVISA e tem apresentado um aumento significativo de sobrevida dos pacientes com câncer de próstata metastático. Estes temas já foram apresentados por ela no Congresso Anual Europeu de Medicina Nuclear (EANM) em 10 de outubro em Hamburgo, Alemanha e também no International PET Conference (iPET) em 5 de Outubro em Vienna, Áustria. “O Ra-223 já foi liberado, mas ainda aguarda precificação para ser amplamente utilizado”, finaliza.
Sobre a MND Campinas
Fundada em 1995, a Medicina Nuclear Diagnóstica Campinas une uma equipe de profissionais pioneiros em PET/CT no Brasil, um dos principais avanços da especialidade. A clínica oferece a médicos e pacientes serviços em diagnóstico por imagem, trazendo o que há de mais moderno em medicina nuclear. Tem como diferencial a capacitação do corpo clínico, com médicos, biomédicos e enfermeiros em processo de constante aperfeiçoamento para acompanhar os avanços da especialidade.
Conteúdo gentilmente enviado ao BMN por Matheus Steinmeier.
sábado, 24 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
I Fórum Educacional Práticas da Medicina Nuclear na Saúde
#SBMN2015 É estudante de medicina, residente, médico e quer conhecer a medicina nuclear, tirar dúvidas... se inteirar sobre a especialidade!? Você também é nosso convidado para participar amanhã, dia 22, das 13h às 17h do I Fórum Educacional Práticas da Medicina Nuclear na Saúde! Confira mais informações no sitehttp://www.sbmn.org.br/congresso/forum-dos-pacientes.php
Além disso o encontro possibilitará conhecer o trabalho desenvolvido pelas instituições da ABRALE - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, do Instituto Lado a Lado, da Federação Brasileira de Hemofilia- entidades que participarão da atividade conosco amanhã!! Esperamos por você! O Fórum faz parte do Pré #SBMN2015 - evento que acontece de 23 a 25 de outubro!
SBMN na mídia
Enquanto esperamos o início do #SBMN2015 convidamos você a ouvir a entrevista do presidente da SBMN e do Congresso, Claudio Tinoco Mesquita, a ouvir a entrevista veiculada na rádio CBN - ao CBN Madrugada: http://ow.ly/TFxZ0
Mesquita destaca os avanços da especialidade e lembra que o encontro também vai trazer informações destinadas aos pacientes e familiares, no Fórum que acontece amanhã, dia 22 - das 13h às 17h!
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