sábado, 30 de outubro de 2010

Distribuição de radiofármacos pelo Ipen – atualizado em 29/10

O Ipen distribui, entre 25 e 31 de outubro, 330 geradores de tecnécio-99m para clínicas e hospitais no país. Cerca de 91% dos geradores de tecnécio-99m foram processados no instituto com molibdênio-99 importado da Argentina e da África do Sul. A importação da matéria-prima vinda da Argentina iniciou-se em junho de 2009 e, da África do Sul, a partir de novembro.

O instituto produziu 104 geradores de tecnécio-99m com o molibdênio importado da África do Sul. Os geradores produzidos possuem atividades de 250 a 2.000 mCi. A distribuição dos geradores aconteceu em 27 de outubro, com calibração para o dia 29 de outubro.

O molibdênio importado da Argentina tem sua distribuição em 30 de outubro. A previsão é de se produzir 196 geradores com atividades de 250 a 2.000 mCi. Os geradores serão calibrados para segunda-feira, 01 de novembro.

De Israel foram importados 30 geradores de tecnécio já adequados para pronta utilização com atividades entre 1.500 a 2.000 mCi. A distribuição será até 01 de novembro.

A divulgação semanal da distribuição do radiofármacos é realizada pelo instituto como mecanismo para orienta e esclarecer os médicos nucleares e seus pacientes. O tecnécio-99m é utilizado em 80% dos exames de diagnóstico médico realizados com materiais radioativos.

A crise internacional no fornecimento do molibdênio intensificou-se com a interrupção na operação do principal reator nuclear produtor de molibdênio, o NRU, em maio de 2009, localizado no Canadá.

O tálio-201, empregado para análises cardíacas e recebido de fornecedor internacional, tem previsão de distribuição em 01 de novenbro, segunda-feira. O tálio-201 é utilizado em substituição ao tecnécio-99m para exames do miocárdio.

O molibidênio-99 passou a se tornar escasso no mercado mundial após a parada na operação do reator canadense NRU, em maio de 2009, um de seus maiores produtores. Para amenizar a crise no mercado nacional, o Ipen passou a importá-lo da Argentina e África do Sul e a adquirir geradores de tecnécio de Israel, já prontos para uso.

A Gerência Comercial está à disposição dos clientes para esclarecimentos adicionais.

sábado, 23 de outubro de 2010

Distribuição de radiofármacos pelo Ipen – atualizado em 22/10

O Ipen distribui, entre 18 e 24 de outubro, 355 geradores de tecnécio-99m para clínicas e hospitais no país. Cerca de 94% dos geradores de tecnécio-99m foram processados no instituto com molibdênio-99 importado da Argentina e da África do Sul. A importação da matéria-prima vinda da Argentina iniciou-se em junho de 2009 e, da África do Sul, a partir de novembro.

O instituto produziu 110 geradores de tecnécio-99m com o molibdênio importado da África do Sul. Os geradores produzidos possuem atividades de 500 a 2.000 mCi. A distribuição dos geradores aconteceu em 20 de outubro, com calibração para o dia 22 de outubro.

O molibdênio importado da Argentina tem sua distribuição em 23 de outubro. A previsão é de se produzir 230 geradores com atividades de 250 a 2.000 mCi. Os geradores serão calibrados para segunda-feira, 25 de outubro.

De Israel foram importados 15 geradores de tecnécio já adequados para pronta utilização com atividades de 2.000 mCi. A distribuição será até 24 de outubro.

A divulgação semanal da distribuição do radiofármacos é realizada pelo instituto como mecanismo para orienta e esclarecer os médicos nucleares e seus pacientes. O tecnécio-99m é utilizado em 80% dos exames de diagnóstico médico realizados com materiais radioativos.

A crise internacional no fornecimento do molibdênio intensificou-se com a interrupção na operação do principal reator nuclear produtor de molibdênio, o NRU, em maio de 2009, localizado no Canadá.

O tálio-201, empregado para análises cardíacas e recebido de fornecedor internacional, tem previsão de distribuição em 25 de outubro, segunda-feira. O tálio-201 é utilizado em substituição ao tecnécio-99m para exames do miocárdio.

O molibidênio-99 passou a se tornar escasso no mercado mundial após a parada na operação do reator canadense NRU, em maio de 2009, um de seus maiores produtores. Para amenizar a crise no mercado nacional, o Ipen passou a importá-lo da Argentina e África do Sul e a adquirir geradores de tecnécio de Israel, já prontos para uso.

A Gerência Comercial está à disposição dos clientes para esclarecimentos adicionais.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Pós-Graduação lato sensu Albert Einstein

Distribuição de radiofármacos pelo Ipen – atualizado em 15/10

O Ipen distribui, entre 11 a 18 de outubro, 275 geradores de tecnécio-99m para clínicas e hospitais no país. Cerca de 86% dos geradores de tecnécio-99m foram processados no instituto com molibdênio-99 importado da Argentina e da África do Sul. A importação da matéria-prima vinda da Argentina iniciou-se em junho de 2009 e, da África do Sul, a partir de novembro.

O instituto produziu 237 geradores de tecnécio-99m com o molibdênio importado da Argentina. Os geradores produzidos possuem atividades de 250 a 2.000 mCi. A distribuição dos geradores acontecerá em 16 de outubro, com calibração para o dia 18 de outubro.

De Israel foram importados 38 geradores de tecnécio já adequados para pronta utilização com atividades de 1.500 e 2.000 mCi. A distribuição será até 17 de outubro.

A divulgação semanal da distribuição do radiofármacos é realizada pelo instituto como mecanismo para orienta e esclarecer os médicos nucleares e seus pacientes. O tecnécio-99m é utilizado em 80% dos exames de diagnóstico médico realizados com materiais radioativos.

A crise internacional no fornecimento do molibdênio intensificou-se com a interrupção na operação do principal reator nuclear produtor de molibdênio, o NRU, em maio de 2009, localizado no Canadá.

O tálio-201, empregado para análises cardíacas e recebido de fornecedor internacional, tem previsão de distribuição em 18 de outubro, segunda-feira. O tálio-201 é utilizado em substituição ao tecnécio-99m para exames do miocárdio.

O molibidênio-99 passou a se tornar escasso no mercado mundial após a parada na operação do reator canadense NRU, em maio de 2009, um de seus maiores produtores. Para amenizar a crise no mercado nacional, o Ipen passou a importá-lo da Argentina e África do Sul e a adquirir geradores de tecnécio de Israel, já prontos para uso.

A Gerência Comercial está à disposição dos clientes para esclarecimentos adicionais.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SBBMN no Congresso da Federação Mundial de Medicina Nuclear e Biologia

África do Sul

O Dr. José Soares Jr representou a SBBMN e a ALASBIMN, entre 18 e 23 de setembro de 2010, em Cape Town, na África do Sul, no Congresso da Federação Mundial de Biologia e Medicina Nuclear  (WFNMB). Na foto: dr. José Soares Jr, presidente da SBBMN e da Alasbimn, dr. Enrique Estrada Lobato, do México, novo presidente da FNMB, e dra. Annare Ellman, da África do Sul, presidente do Congresso Mundial de Medicina Nuclear 2010.

Palestra no Rio de Janeiro: Atualização em Câncer de Tireoide

Rio de Janeiro (RJ)

No dia 20 de outubro de 2010, no Auditório do Centro de Convenções do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (R. Visconde de Silva, 52, 1º andar, Botafogo), no Rio de Janeiro (RJ), a SBBMN promoverá a ‘Atualização em Câncer de Tireoide’, tendo como moderadores os médicos Lea Miriam Barbosa da Fonseca e Mário Vaisman, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Patrocínio da Genzyme. Inscrições no site www.sbbmn.org.br. Programa:

19h00: O uso do TSH recombinante no Câncer de Tireoide – Dra. Cristiana Almeida (Real Hospital Português PE)

19h20: Controvérsias em Câncer de Tireoide - Dra. Rossana Corbo (INCA/UFRJ)

19h40: O papel do PET/CT no Câncer de Tireoide - Dr. Luiz Machado Neto (Multi-Imagem e PET/HSE)

20h00: Discussão e confraternização

VIII Jornada Sul de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Florianópolis (SC)

Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro de 2010, será realizada a VIII Jornada Sul de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, no auditório do Majestic Palace Hotel, em Florianópolis (SC). A programação científica contempla diversas áreas da especialidade: Mama, Medicina Interna, Ginecologia e Obstetrícia e Neurorradiologia. Destaque para as duas atividades multidisciplinares que envolvem a Medicina Nuclear, no domingo, pela manhã: Aplicações do PET-CT em Câncer de Pulmão (que será ministrada pelo Dr. Fábio Figueiredo Ribeiro) e em Linfoma (a cargo do Dr. Aurélio Pacheco Costa Filho). O Curso AVR acontece no sábado e, no domingo, acontece o curso em Técnica Radiológica. Informações e inscrições no site http://www.jornadasulderadiologia.com.br/.

Especialização em Biomedicina no Diagnóstico por Imagem

São Paulo (SP)

Até 30 de novembro de 2010, está aberto o processo seletivo do Hospital Albert Einstein para especialização em Biomedicina no Diagnóstico por Imagem. As aulas da parte teórica são quinzenais, às sextas-feiras, das 19 às 22 horas e, aos sábados, das 8 às 18 horas (24 finais de semana). As aulas são no Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, 1º subsolo, Ed. Joseph Féher, entrada lateral do Hospital Albert Einstein (Av. Ruggero Fasano, s/n, Morumbi), São Paulo (SP). Pagamento em 15 parcelas de R$720. Inscrições no site http://www.einstein.br/Ensino/pos-graduacao-e-residencia-medica/Paginas/cursos-de-especializacao.aspx.

Especialização em Diagnóstico por Imagem

São Paulo (SP)

Até 10 de dezembro de 2011, estão abertas as inscrições para a especialização em Diagnóstico por Imagem nas modalidades Cardiovascular, Tórax, Abdome, Neurologia, Músculo-Esquelético, Medicina Nuclear e Mama, promovida pelo Hospital Albert Einstein. A especialização tem duração de 12 meses, começando em 1º de fevereiro de 2011, e acontece no Departamento de Imagem do Hospital Israelita Albert Einstein (Av. Albert Einstein, 627, Morumbi), em São Paulo (SP). Inscrições no site http://www.einstein.br/Ensino/pos-graduacao-e-residencia-medica/Paginas/cursos-de-especializacao.aspx.

Congresso ALASBIMN 2011

Porto de Galinhas (PE)

Entre 28 de setembro a 1º de outubro de 2011, acontece a vigésima terceira edição do Congresso ALASBIMN, em Porto de Galinhas, Pernambuco, no Summerville Beach Resort. A comissão organizadora está preparando um evento para ficar na história, assim como foi o Congresso ALASBIMN, na Bahia, em 1995. A participação maciça de brasileiros - médicos nucleares, físicos, radiofarmacêuticos, químicos, biomédicos, tecnólogos, residentes e estagiários - é importante para o sucesso do evento e engrandecimento da Medicina Nuclear na América Latina. RESERVE ESTA DATA EM SEU CALENDÁRIO!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Distribuição de radiofármacos pelo Ipen – atualizado em 08/10

O Ipen distribui, entre 04 a 10 de outubro, 334 geradores de tecnécio-99m para clínicas e hospitais no país. Cerca de 92% dos geradores de tecnécio-99m foram processados no instituto com molibdênio-99 importado da Argentina e da África do Sul. A importação da matéria-prima vinda da Argentina iniciou-se em junho de 2009 e, da África do Sul, a partir de novembro.

O instituto produziu 107 geradores de tecnécio-99m com o molibdênio importado da África do Sul. Os geradores produzidos possuem atividades de 500 a 2.000 mCi. A distribuição dos geradores aconteceu em 06 de outubro, com calibração para o dia 08 de outubro.

O molibdênio importado da Argentina tem sua distribuição em 09 de outubro. A previsão é de se produzir 201 geradores com atividades de 250 a 1.500 mCi. Os geradores serão calibrados para segunda-feira, 11 de outubro.

De Israel foram importados 26 geradores de tecnécio já adequados para pronta utilização com atividades de 1.500 e 2.000 mCi. A distribuição será até 10 de outubro.

A divulgação semanal da distribuição do radiofármacos é realizada pelo instituto como mecanismo para orienta e esclarecer os médicos nucleares e seus pacientes. O tecnécio-99m é utilizado em 80% dos exames de diagnóstico médico realizados com materiais radioativos.

A crise internacional no fornecimento do molibdênio intensificou-se com a interrupção na operação do principal reator nuclear produtor de molibdênio, o NRU, em maio de 2009, localizado no Canadá.

O tálio-201, empregado para análises cardíacas e recebido de fornecedor internacional, tem previsão de distribuição em 11 de outubro, segunda-feira. O tálio-201 é utilizado em substituição ao tecnécio-99m para exames do miocárdio.

O molibidênio-99 passou a se tornar escasso no mercado mundial após a parada na operação do reator canadense NRU, em maio de 2009, um de seus maiores produtores. Para amenizar a crise no mercado nacional, o Ipen passou a importá-lo da Argentina e África do Sul e a adquirir geradores de tecnécio de Israel, já prontos para uso.

A Gerência Comercial está à disposição dos clientes para esclarecimentos adicionais.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Manutenção no reator da África do Sul reduz distribuição de radiofármacos no Brasil

Manutenção no reator da África do Sul reduz substancialmente a distribuição de Geradores de Tecnécio-99 no Brasil

Atualmente a África do Sul (NTP) é responsável pelo fornecimento de mais de 50% do molibdênio-99 utilizado pelo Ipen para fabricação de geradores de tecnécio-99m. Entretanto, existe uma parada do reator nuclear Topázio da África do Sul, programada para manutenção, durante o período de 11 a 15 de outubro de 2010, período em que o fornecimento de Molibdênio-99 para o IPEN estará suspenso.

Apesar dos esforços realizados para o aumento da oferta do molibdênio, as quantidades oferecidas nesse período serão bem inferiores às oferecidas nas semanas anteriores. O Ipen contará apenas com o fornecimento do molibdênio-99 recebido da Argentina e com os geradores de tecnécio-99m provenientes de Israel. Portanto, durante a semana 11 a 15 de Outubro a distribuição de Geradores de Tecnécio-99m à classe médica deverá ser reduzida proporcionalmente.

Na tentativa de minimizar a falta do material, o Ipen solicitou à MDS Nordion aumento no fornecimento de Tálio-201, utilizado em substituição ao tecnécio-99m para exames de análise da função cardíaca. Assim, os clientes que desejarem poderão fazer pedidos adicionais de tálio-201.

Pela programação apresentada, o reator da África do Sul voltará a operar novamente na semana do 18 a 22 de outubro quando, espera-se, será normalizada a produção dos geradores de tecnécio-99m.

A Gerência Comercial está à disposição dos clientes para esclarecimentos adicionais.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Alasbimn Journal Year 13, Nº 50, October 2010 / Año 13, Nº 50, Octubre 2010

The Editorial Board of ALASBIMN JOURNAL is pleased to announce the publication on October 1th, 2010 of its 50th quarterly issue. It can be visited in the Internet at http://www.alasbimnjournal.cl/.

El Consejo Editorial de ALASBIMN JOURNAL se complace en anunciar la publicación de su 50 º número trimestral correspondiente al 1º de Octubre de 2010. Puede ser visitado en Internet en http://www.alasbimnjournal.cl/.

Year 13, Nº 50, October 2010 / Año 13, Nº 50, Octubre 2010

Sección Editorial / Editorial Section

Mena I – Editor Asociado.

Mut F. - Editor Jefe.

Contribución Especial

Chiacchio S, Borso E, AlSharif, AA, Boni G, Mariani G. Pisa, Italia y Amman, Jordania.

Artículos Originales / Original Articles

Pérez Iruela JA, Pastor Fructuoso P, Lumbreras Vega L, Martín García A, Ruiz García FJ, Posada Velasco A, Puentes Zarzuela MC. Málaga, España.

Perera A, Mather S, Prats A, Hernández I, León M, García L, et al. La Habana, Cuba y Londres, Inglaterra.

Comunicaciones Breves / Short Communications

Fragoso MC, Morais de Albuquerque A, Paes Barreto F, Iwahara A, De Andrade Lima R, Farias de Lima F, Oliveira M. Recife, Brasil.

Casos Clínicos / Case Reports

Lujambio M, Kapitan M, Duro, I, Fajardo A, Langhain M, Leyes D, Ferrando R. Montevideo, Uruguay.

Imágenes de Interés / Interesting Images

Gil Martínez E, Ramírez López MA, Mohedano Ferrer B, Moya García, F. Sevilla, España.

Educación Continuada / Continuing Education

Colmenter LF et al. (Grupo Conceptualizando). Argentina-Colombia-México-Venezuela.


Apresentação Oral
Poster

Dr. Fernando Mut
Editor in Chief / Editor Jefe

Ismael Mena MD.
Associated Editor / Editor Asociado

Dra. Teresa Massardo
Executive Secretary / Secretaria Ejecutiva

Horacio Amaral MD
Co- Editor

Patricio González MD
Co- Editor

Pilar Orellana MD
Co-Editor

Claudio Solé MD
Co-Editor

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Distribuição de radiofármacos pelo Ipen – atualizado em 01/10

O Ipen distribui, entre 27 de setembro a 03 de outubro, 349 geradores de tecnécio-99m para clínicas e hospitais no país. Cerca de 93% dos geradores de tecnécio-99m foram processados no instituto com molibdênio-99 importado da Argentina e da África do Sul. A importação da matéria-prima vinda da Argentina iniciou-se em junho de 2009 e, da África do Sul, a partir de novembro.

O instituto produziu 107 geradores de tecnécio-99m com o molibdênio importado da África do Sul. Os geradores produzidos possuem atividades de 250 a 2.000 mCi. A distribuição dos geradores aconteceu em 29 de setembro, com calibração para o dia 01 de outubro.

O molibdênio importado da Argentina tem sua distribuição em 02 de outubro. A previsão é de se produzir 219 geradores com atividades de 250 a 2.000 mCi. Os geradores serão calibrados para segunda-feira, 04 de outubro.

De Israel foram importados 23 geradores de tecnécio já adequados para pronta utilização com atividades de 1.500 e 2.000 mCi. A distribuição será até 03 de outubro.

A divulgação semanal da distribuição do radiofármacos é realizada pelo instituto como mecanismo para orienta e esclarecer os médicos nucleares e seus pacientes. O tecnécio-99m é utilizado em 80% dos exames de diagnóstico médico realizados com materiais radioativos.

A crise internacional no fornecimento do molibdênio intensificou-se com a interrupção na operação do principal reator nuclear produtor de molibdênio, o NRU, em maio de 2009, localizado no Canadá.

O tálio-201, empregado para análises cardíacas e recebido de fornecedor internacional, tem previsão de distribuição em 04 de outubro, segunda-feira. O tálio-201 é utilizado em substituição ao tecnécio-99m para exames do miocárdio.

O molibidênio-99 passou a se tornar escasso no mercado mundial após a parada na operação do reator canadense NRU, em maio de 2009, um de seus maiores produtores. Para amenizar a crise no mercado nacional, o Ipen passou a importá-lo da Argentina e África do Sul e a adquirir geradores de tecnécio de Israel, já prontos para uso.

A Gerência Comercial está à disposição dos clientes para esclarecimentos adicionais.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PET/CT no CA de Mama

Rio de Janeiro

Prezados colegas

Dando continuidade aos nossos encontros, será realizado no dia 04 de outubro uma palestra sobre PET/CT no câncer de mama, tendo como palestrante, o Dr. José Leite Filho, das clínicas Multi-Imagem & CDPI.

O local será como de hábito no CID Leblon, localizado à rua Ataulfo de Paiva, 669 - 3º andar.

Contamos com a presença de todos.

Multi-Imagem & CDPI

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Estudos sobre epilepsia ganham fôlego na UFMG

Publicado em Tecnologia
27 de setembro de 2010

Professor Marco Aurélio Romano-Silva Foto: Chris Okamoto

Até o final do ano, a pesquisa no país relativa a extenso rol de doenças passará a contar com o suporte de novo espaço especializado: o Centro de Excelência em Imagem Molecular. Em fase de instalação na UFMG, em área de 320 metros quadrados no campus Saúde da UFMG, o Centro abrigará modelo de ponta de Tomógrafo por Emissão de Pósitrons (PET) e outro sistema de PET para pesquisas pré-clínicas com pequenos animais, localizado no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), no campus Pampulha. O núcleo também contará com radiofarmácia e softwares para aplicações neuropsiquiátricas, oncológicas e cardiológicas.

O equipamento gera imagens de alta resolução para estudos de mecanismos moleculares em tecidos e foi importado ao custo de cerca de R$ 5 milhões. Uma de suas vantagens é agregar às imagens diversos dados funcionais como metabolismo e medidas de fluxo sanguíneo. Pelo conjunto de recursos disponíveis, o Centro já é avaliado como um dos mais avançados no gênero, no país.

Inicialmente, o tomógrafo será usado em investigações científicas sobre epilepsia; câncer de tireoide, pulmão e fígado; doenças renais em crianças, além de outras neurodegenerativas, como Alzheimer, e psiquiátricas – esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão. Todas elas são foco de rede de pesquisadores reunidos no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Medicina Molecular.

A proposta de criação desse Instituto foi aprovada em 2008, com o recebimento de R$ 7,2 milhões do Ministério de Ciência e Tecnologia, CNPq e Fapemig. Quase a totalidade do recurso destinou-se à aquisição do PET. “O INCT ainda é inicial, mas, como nasce dentro de uma infraestrutura robusta, seu desenvolvimento deverá ser rápido”, avalia o professor da Faculdade de Medicina da UFMG Marco Aurélio Romano-Silva, que coordena o Instituto.

É do próprio Romano-Silva a condução de uma das pesquisas que poderá ganhar desdobramentos expressivos com os novos recursos: a epilepsia refratária. Doença crônica e degenerativa que atinge pelo menos 50 milhões de pessoas, sobretudo em países em desenvolvimento, a epilepsia manifesta-se de diversas formas, podendo mostrar, inclusive, resistência a todos os tipos de medicamentos disponíveis. Dado relevante apresentado por especialistas indica que, do total dos portadores da doença, em todo o mundo, cerca de 30 milhões são refratários. Na UFMG, a modalidade estudada será a epilepsia refratária do lóbulo temporal mesial, a mais comum e mais comprometedora entre os vários tipos da doença.

Multivisão

O lóbulo temporal mesial, localizado atrás das têmporas, reúne estruturas importantes do cérebro, como o hipocampo e as amígdalas, e é responsável por comandar funções da memória e das emoções, por exemplo. É dessa área que são enviados os sinais elétricos alterados que produzem espasmos musculares, mudanças de comportamento e perda de consciência durante as crises epiléticas.

“Alguns pacientes apresentam quadro persistente de convulsões, sendo este o maior fator de risco de morte”, observa Romano-Silva. Apesar do progresso registrado no tratamento da epilepsia comum, a refratária permanece uma incógnita. Como o próprio nome sugere, a versão refratária da epilepsia é aquela em que o paciente não responde aos medicamentos usados no tratamento, os chamados anticonvulsivantes. De acordo com o pesquisador, a explicação pode estar em causas ambientais, bioquímicas, imunológicas e genéticas.

“Há teorias que associam a desordem a inflamações na região temporal mesial, a partir da infiltração de células imunológicas no tecido cerebral, ou a alteração de determinados tipos de neurotransmissores e mesmo a características genéticas”, sintetiza Romano-Silva. “Por essas razões, novos modelos e abordagens inovadoras no diagnóstico e tratamento são necessários. Tentaremos identificar essas questões a partir de neuroimagens, métodos genômicos e de biologia celular para saber se há alterações estruturais e funcionais nas células daquela região do cérebro”, registra o professor, que atualmente é pró-reitor adjunto de pesquisa da UFMG.

O trabalho prevê análise de tecidos de hipocampo extraídos de 120 pacientes epiléticos resistentes a tratamento. As cirurgias serão feitas pelo Hospital das Clínicas da USP e pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, consideradas referências nessa modalidade de intervenção.

O estudo na UFMG integra chamada financiada pela Fapemig e Fapesp, junto a outras três pesquisas sobre a doença desenvolvidas em parceria por pesquisadores das universidades de São Paulo (USP), Campinas (Unicamp) e São João del-Rei (UFSJ). Marco Aurélio Romano-Silva divide a coordenação do projeto com o professor Edson Amaro Jr., da USP.

Em São Paulo, a contribuição tecnológica e de expertise abrange ainda o uso de eletroencefalograma com registro simultâneo de ressonância magnética funcional. A estratégia permite identificar lesões nas estruturas temporais mesiais, por meio do cruzamento de dados dos sinais elétricos do cérebro e dos locais onde se registram atividades metabólicas mais intensas. A previsão é que a pesquisa se estenda por cinco anos, ao custo de R$ 250 mil para a UFMG/Fapemig e R$ 460 mil para a USP/Fapesp.

Matéria publicada na edição 1711 do Boletim UFMG


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Benefícios do reator multipropósito vão muito além da medicina nuclear

Adib Jatene


Projeto permitirá agregar pesquisadores de diversas áreas e criar um pólo estratégico de geração de conhecimento

Eu acompanho de perto o desenvolvimento da medicina nuclear desde a década de 1960, quando implantamos, no então Insituto de Cardiologia do Estado de São Paulo, hoje Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o setor de medicina nuclear para avaliar situações de isquemia do miocárdio. Naquela época, meu interesse por essa área estava ligado à necessidade de distinguir áreas de fibras de áreas isquêmicas passíveis de recuperação funcional por revascularizaão do miocárdio.

A medicina nuclear vem dando uma enorme contribuição para a saúde da população brasileira, Entre os benefícios que oferece está o de auxiliar o clínico e/ou cirurgião na detecção de doenças, através do emprego de radioisótopos (eleentos que emitem pequena quantidade de radiação), como também permite, em condições especiais, tratar algumas enfermidades utilizando esses mesmos agentes, porém em quantidades de radiação superiores e suficientes para destruir o tecido doente. Em cardiologia, por exemplo, o emprego de exames funcionais que avaliam como o músculo cardíaco está sendo perfundido, em condição de estresse, comparativamente ao fluxo em condição de repouso, possibilita detectar o significado de disfunção do ventrículo esquerdo, selecionando pacientes tratáveis por revascularização daqueles cujo recurso terapêutico é o transplante cardíaco. Há muita evidência na literatura especializada que sustenta a indicação deste tipo de exame, inclusive, para a população de risco intermediário para doença coronária. Mas o potencial da medicina nuclear é muito mais amplo. Além da cardiologia, existem inúmeras outras múltiplas indicações para sua aplicação, com destaque para a oncologia.

No segundo semestre do ano passado e no início deste ano, a área de saúde enfrentou uma grande crise, devido à interrupção do fornecimento dos geradores de molibdênio, que possibilitam a eluição de tecnécio-99m, o isótopo mais utilizado em medicina nuclear. Essa crise, a meu ver, é resultante de um processo de acomodação e, ao mesmo tempo, da falta de uma política pública ou privada, conforme o país, na busca de autonomia na produção de radioisótopos para aplicação médica.

Como os custos de implantação de reatores para a produção de radioisótopos são altos, e como havia a disponibilidade de um grande reator com esta natureza no Canadá, que permitia o fornecimento regular do molibdênio-99 nas últimas décadas, vários países, incluindo o Brasil e Estados Unidos, não se preocuparam em investir nestes reatores, desviando recursos para áreas consideradas mais prioritárias. Contudo, a vida média destes equipamentos é limitada, e isso acabou não sendo considerado no planejamento nuclear dos países, que atualmente sofreram e estão arriscados a enfrentar de novo uma crise de fornecimento deste radioisótopo.

Mas é exatamente nos momentos de crise que se buscam alternativas ou que se iniciam discussões para tentar viabilizar modificações nas políticas nucleares de cada país, no sentido de investir em reatores de pesquisa e multipropósito.

A implantação de um reator multipropósito, recentemente anunciada, pode alavancar pesquisas em outras áreas da medicina que possuem alguma relação com o emprego da radiação, como é o caso da radioterapia, oncologia e mesmo a cardiologia. A iniciativa, contudo, não irá beneficiar apenas a classe médica e os pacientes, embora sejam estes, na realidade, o objetivo final deste tipo de investimento. Como o próprio nome diz, um reator multipropósito tem inúmeras aplicações, como a engenharia de alimantação, a energia, a indústria e a medicina. Sua implantação permitirá agregar pesquisadores de diversas áreas, possibilitando a criação de um pólo de geração de conhecimento, que poderá ser, em curto prazo, extremamente estratégico para o país, conforme o modelo de desenvolvimento que for escolhido para ser implantado.

Adib Jatene
É cirurgião, professor e cientista. Entre suas importantes contribuições à medicina, destacam-se a criação do primeiro coração-pulmão artificial do Hospital das Clínicas e de uma técnica cirúrgica, que leva o seu nome, para o tratamento de cardiopatias. Foi ministro da Saúde por duas vezes e hoje dirige o Hospital do Coração (HCor), de São Paulo.

FONTE: Brasil Nuclear
Informativo da Associação Brasileira de Energia Nuclear
Ano 15 - Número 36 - 2010

Reator tornará Brasil autossuficiente na produção de radioisótopos

Fábio Aranha

A solução para o Brasil sair da crise de produção do molibdênio-99 tem nome. É o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). O RMB - que terá entre 20 e 30 megawatts de potência - será o maior reator de pesquisas do país e terá a capacidade de atender a toda a demanda nacional do radioisótopo. Mas seu alcance vai além disso. Ele permitirá que o Brasil nacionalize todos os radioisótopos produzidos em reatores que hoje são importados. E não apenas aqueles usados para diagnóstico, mas também os que são empregados em radioterapia.

Além disso, o RMB também será utilizado em testes de irradiação de materiais e combustíveis e pesquisas com feixes de nêutrons. Esse empreendimento permitirá o desenvolvimento de uma infraestrutura científica e tecnológica fundamental para dar suporte à expansão das atividades nucleares brasileiras. "O reator também será uma importante ferramenta para a formação de recursos humanos no setor nuclear, o que é de grande importância, levando-se em conta a alta média de idade dos técnicos da área", afirma o coordenador-técnico da implantação do RMB, José Augusto Perrotta.

A relevância do RMB se torna ainda maior ao se levar em consideração que o reator IEA-R1 do Ipen, o principal do país, tem mais de cinquenta anos de operação e uma vida útil restante de menos de 10 anos. Se não houver outro reator para substituí-lo, atividades importantes deixarão de ser feitas no Brasil. A área mais afetada seria a medicinua nuclear, que realiza hoje mais de 5 mil exames por dia envolvendo radiofármacos.

O RMB demendará investimentos da ordem de US$500 milhões (cerca de R$850 milhões) - valor estimado com base em reatores semelhantes construídos em outras partes do mundo - e deve ficar pronto em cinco ou seis anos. É necessário que se faça um aporte de R$ 53 milhões este ano para que o empreendimento não sofra atrasos substanciais em seu cronograma. "Esse montante seria utilizado para realizar experimentos em laboratório, contratar o projeto básico dos vários sistemas que compõem o empreendimento e da infraestrutura do sítio do reator, aém de começar o processo de licenciamento ambiental", explica Perrotta.

Em maio, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, anunciou que o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, vinculado ao MCT, aprovou, por intermédio da Finep, a liberação de R$ 50 milhões para o empreendimento. O ministério vinha sofrendo críticas desde o início do ano por não ter garantido as verbas para o RMB, cuja construção está sob responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).

O novo reator será construído em Iperó, a 130 quilômetros de São Paulo, ao lado do Centro Experimental de Aramar, da Marinha, que cederá um terreno de 1,2 milhões de metros quadrados para a Cnen. O governo do estado de São Paulo também cederá um terreno adjacente. No total, o empreendimento contará com uma área de mais de 2 milhões de metros quadrados. Para abrigar o RMB, a Cnen criará um novo instituto de pesquisas.

FONTE: Brasil Nuclear
Informativo da Associação Brasileira de Energia Nuclear
Ano 15 - Número 36 - 2010

Importação contorna falta de radioisótopos até construção do reator multipropósito

Vera Dantas

Em junho de 2009, o administrador Ricardo Nunes agendou, com duas semanas de antecedência, o exame de cintilografia renal, pedido por seu urologista para definir a necessidade de uma cirurgia. Ao chegar ao laboratório, no Rio de Janeiro, ele foi surpreendido com a notícia de que o procedimento tinha sido suspenso e, o mais grave, que não havia previsão para sua realização. A única informação que recebeu, por parte da atendente da clínica, foi que "a Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) tinha parado de fornecer o medicamento necessário ao exame. "Devido à gravidade do seu caso, seu médico providenciou a realização de outros exames que, em conjunto, substituiriam a avaliação da cintilografia.

Assim como Ricardo, milhares de pessoas, em todo o país, deixaram de ser atendidas naquele período, pela falta do medicamento "da Cnen". Na verdade, a suspensão devia-se à falta do tecnécio-99, radiofármaco empregado na maioria dos exames de diagnóstico por cintilografia, que permitem investigar tumores, doenças cardiovasculares, função renal, problemas pulmonares, neurológicos, hepáticos, patologias osteoarticulares, dentre outros. O radiofármaco é fornecido pelos institutos de pesquisa ligados à Cnen - daí a compreensível confusão da atendente.

A interrupção no fornecimento do tecnécio pegou de surpresa também médicos e laboratórios. Sem saber quando a entrega seria restabelecida, não houve tempo hábil para avisar o cancelamento aos pacientes, adultos e crianças, que tinham exames agendados. A situação foi ainda pior para os moradores de cidades pequenas sem clínicas especializadas, que são obrigados a se deslocar para os grandes centros para realizar os exames. Além do tempo de viagem, muitos perderam, também, o dia de trabalho.

"Os serviços de medicina nuclear atendem um público de grandes proporções, formado em grande parte por pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Para se ter um exemplo dessa dimensão, somente o serviço de medicina nuclear do Incor realiza uma média de dois mil procedimentos mensais, em pacientes da capítal e outras cidades do estado", explica o dr. José Soares, médico do Instituto do Coração (Incor), de São Paulo, e presidente da Sociedade Brasileira de Biologia, Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBBMN). "Em todo o país, são realizados cerca de 8 mil procedimentos mensais", completa.

Crise anunciada

Esta não é a primeira vez que o país se vê às voltas com a falta de radioisótopos. No final de 2007, a interrupção do funcionamento do reator nuclear canadense National Research Universal (NRU), responsável pelo atendimento de 30% a 40% da demanda mundial de molibdênio-99, gerou a primeira crise internacional da falta do medicamento. O problema com o reator canadense também afetou a disponibilização do iodo-131, usado no tratamento do câncer da tireóide, cuja maior parte é importada.

O molibdênio-99 é a matéria-prima utilizada na produção do gerador de tecnécio-99, radiofármaco considerado como o isótopo pai da medicina nuclear, pois é usado em 90% dos exames. O Ipen fornece semanalmente geradores de tecnécio-99 para cerca de 300 clínicas e hospitais de todo o país. O Brasil consome em torno de 5% da produção mundial do radioisótopo, ao custo de US$20 milhões ao ano. Grande parte da demanda mundial do tecnécio-99 é atendida por apenas quatro reatores: o NRU, no Canadá; o HFR-Petten, na Holanda; o Safari, na África do Sul; e o BR2, na Bélgica.

A importação consegue suprir cerca de 70% das necessidades de molibdênio-99 do país. A maior parte vem da Argentina.

Em maio de 2009, uma nova parada do reator canadense, devido a problemas técnicos, provocou outra crise internacional no fornecimento do tecnécio-99. Os poucos países fornecedores não davam conta de atender toda a demanda e, ainda, o preço do insumo aumentou cerca de 200%. Diante da gravidade da crise, considerada como a mais longa e de maior impacto já sofrida pela medicina nuclear no país, membros da comunidade, de diversos estados, além de representantes do Ipen e da Cnen, promoveram um grande encontro em julho de 2009, que resultou na criação de um grupo de 200 pessoas voltado para buscar uma solução para o problema. A esse grupo se juntaram, posteriormente, técnicos do Ministério da Saúde.

A primeira ação proposta, e aceita pelo Ministério, foi a importação do radioisótopo, em caráter emergencial. "Com isso, consegue-se suprir cerca de 70% das necessidades do país", informa o presidente da SBBMN. O principal fornecedor é a Argentina, seguida da África do Sul e de Israel.

Soluções paliativas

No início da crise, a incerteza sobre a retomada do fornecimento do tecnécio-99 obrigou muitos médicos a basear suas condutas em outras informações clínicas, mesmo diante do risco de desconhecer aspectos que, segundo o dr. José Soares, "seriam fundamentais para a tomada de diagnóstico".

No entanto, essa situação crítica foi sendo aos poucos superada, graças à conjunção de dois importantes fatores: as medidas emergenciais que permitiram o restabelecimento, ainda que precário, do fornecimento do radiofármaco; e a atuação da comunidade de medicina nuclear para minimizar os efeitos da crise, buscando atender ao maior número possível de pacientes, com o pouco materia disponível. Os casos de maior gravidade fora priorizados e o horário de atendimento foi ampliado, estendendo-se à noite, fins de semana e feriados.

Além disso, foram adotadas novas condutas para um maior aproveitamento da medicação. Uma delas foi a redução da dose radioativa preconizada para os exames, ao mesmo tempo em que se aumentou o tempo de exposição ao aparelho. "A diminuição do medicamento implica no aumento de tempo de aquisição, ou seja, demora-se mais para fazer a imagem. Mas, se há uma perda em termos de tempo, ganhamos no aumento do número de doses, que é o ponto crítico. O número de pacientes atendidos passa a ser maior", explica o dr. José Soares.

O mutirão envolveu mais de 300 laboratórios, em todo o país, e acarretou aumento de despesas com o pagamento de horas extras e contratação de equipes adicionais. Um problema adicional é que a remuneração dos procedimentos por parte do SUS não cobria os custos de aquisição de matéria-prima. Segundo o dr. José Soares, antes mesmo da crise estourar, o preço do gerador de tecnécio sofre um aumento de 70% em fevereiro de 2009, sem que a tabela de medicina nuclear fosse reajustada. O repasse pleiteado ao Ministério da Saúde, no entanto, só foi concedido em setembro.

No final do ano, o Ipen acenou com um novo reajuste, necessário para cobrir o prejuízo na compra do material, que teve um novo aumento no mercado mundial. Sem ter como fazer frente a essa despesa, a comunidade de medicina nuclear apelou ao Ministério da Saúde. Sensibilizados com a situação, os técnicos do Ministério convocaram uma reunião com todas as partes envolvidas, da qual resultou um acordo em que o Ministério da Saúde arcaria com a despesa adicional do Ipen. "Esta foi uma medida muito importante e mostrou que o Ministério da Saúde reconhece a importância da continuidade dos exames de medicina nuclear", afirma o presidente da SBBMN.

Dependência externa

Em maio passado, durante a Jornada Paulista de Radiologia 2010, uma mesa-redonda com representantes do Ipen, da Cnen e da comunidade de medicina nuclear concluiu que, apesar de estar atualmente sob controle, o cenário de fornecimento de radioisótopos é frágil, pois se sustenta na importação da matéria-prima. A solução se daria em três níveis. No nível imediato, há unanimidade sobre a necessidade de se criar um comitê governamental permanente, envolvendo os ministérios da Saúde e Ciência e Tecnologia, para o gerenciamento emergencial da crise. "É preciso tomar medidas imediatas, que eliminem as dificuldades burocráticas, agilizem licitações, disponibilizem um orçamento, enfim, que façam tudo o que for necessário para que continuemos tendo acesso à matéria-prima, de qualquer lugar que ela venha", explica o dr. José Soares.

A médio prazo, é fundamental criar novas alternativas de fornecimento. O cenário não é dos mais favoráveis: dos quatro reatores existentes, todos com cerca de 50 anos, que respondem por 60% da produção mundial, dois estão parados. Na América Latina, a única fornecedora atua é a Argentina, que abastece 30% do mercado brasileiro. O Chile deve começar a produzir este ano, mas a produção destina-se apenas ao consumo local. Já o Peru conta com um reator desativado, que só deverá voltar a operar a médio prazo.

Solução definitiva

Todos os setores envolvidos concordam que somente a construção de um reator multipropósito poderá solucionar definitivamente o problema. O projeto, que foi aprovado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, e tem previsão de operação em cinco anos, é considerado estratégico, por sua aplicação não só na medicina como na produção de alimentos e em outros setores. "Além disso, ele será uma ferramenta importante também para o ensino e o desenvolvimento tecnológico", ressalta o presidente da SBBMN.

"O RMB beneficiará não apenas a medicina nuclear, mas o setor nuclear brasileiro como um todo. Ele é um projeto de arraste tecnológico e estratégico, porque atende a áreas essenciais para o desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro", explica o coordenador-técnico da implantação do RMB, José Augusto Perrotta. Segundo ele, se o país quer ter um programa nuclear consolidado nos próximos 30 anos, precisa começar a investir agora, principalmente em um programa de reposição de pessoal qualificado que possa sustentar o PNB. "O RMB será uma ferramenta valiosa para o treinamento de recursos humanos no setor", afirma.

FONTE: Brasil Nuclear
Informativo da Associação Brasileira de Energia Nuclear
Ano 15 - Número 36 - 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Distribuição de radiofármacos pelo Ipen – atualizado em 24/09

O Ipen distribui, entre 20 e 26 de setembro , 341 geradores de tecnécio-99m para clínicas e hospitais no país. Cerca de 95% dos geradores de tecnécio-99m foram processados no instituto com molibdênio-99 importado da Argentina e da África do Sul. A importação da matéria-prima vinda da Argentina iniciou-se em junho de 2009 e, da África do Sul, a partir de novembro.

O instituto produziu 108 geradores de tecnécio-99m com o molibdênio importado da África do Sul. Os geradores produzidos possuem atividades de aproximadamente 131Ci. A distribuição dos geradores aconteceu em 22 de setembro, com calibração para o dia 24 de setembro.

O molibdênio importado da Argentina tem sua distribuição em 25 de setembro. A previsão é de se produzir 219 geradores com atividades de aproximadamente de 154Ci. Os geradores serão calibrados para segunda-feira, 27 de setembro.

De Israel foram importados 14 geradores de tecnécio já adequados para pronta utilização com atividades de aproximadamente 28Ci. A distribuição será até 26 de setembro.

A divulgação semanal da distribuição do radiofármacos é realizada pelo instituto como mecanismo para orienta e esclarecer os médicos nucleares e seus pacientes. O tecnécio-99m é utilizado em 80% dos exames de diagnóstico médico realizados com materiais radioativos.

A crise internacional no fornecimento do molibdênio intensificou-se com a interrupção na operação do principal reator nuclear produtor de molibdênio, o NRU, em maio de 2009, localizado no Canadá.

O tálio-201, empregado para análises cardíacas e recebido de fornecedor internacional, tem previsão de distribuição em 27 de setembro, domingo. O tálio-201 é utilizado em substituição ao tecnécio-99m para exames do miocárdio.

O molibidênio-99 passou a se tornar escasso no mercado mundial após a parada na operação do reator canadense NRU, em maio de 2009, um de seus maiores produtores. Para amenizar a crise no mercado nacional, o Ipen passou a importá-lo da Argentina e África do Sul e a adquirir geradores de tecnécio de Israel, já prontos para uso.

A Gerência Comercial está à disposição dos clientes para esclarecimentos adicionais.

Ipen e ABENDI discutem soluções para a falta de Irídio-192

Ipen e ABENDI discutem soluções para a falta de Irídio-192

O Ipen e a Comissão de Radioproteção e Segurança (CORSEG) da Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos (ABENDI), reuniram-se no instituto, em 20 de setembro, para discutirem alternativas aos problemas no fornecimento do radioisótopo irídio-192, utilizado na forma de fontes seladas para gamagrafia industrial.

Desde o estabelecimento da crise mundial no fornecimento de radioisótopos, agravada a partir de maio de 2009, o instituto não tem recebido as quantidades necessários de irídio-92 para atender à demanda nacional. A empresa fornecedora do produto, a canadense MDS Nordion, reduziu o fornecimento do radioisótopo em razão da interrupção da operação de seu reator nuclear. O problema também atingiu a área de medicina nuclear, com a falta de matéria-prima para exames de cintilografia.

O Ipen busca alternativas para o fornecimento consultando outros fornecedores internacionais. Apesar do esforço, não tem conseguido obter o radioisótopo nas quantidades necessárias para atender ao mercado nacional.

                                Divulgação/CTR
Vista parcial das celas para processamento de fontes seladas de irídio-192 no Ipen

Reformas

Em julho de 2010, a produção foi interrompida temporariamente para a realização de reformas necessárias à manutenção das celas de produção das fontes seladas de irídio-192, processadas pelo Centro de Tecnologia das Radiações Ionizantes (CTR) do Ipen.

O laboratório de produção de fontes realiza a montagem dos equipamentos e as vistorias nos irradiadores, cabos de comando e tudos guia. Com a conclusão das reformas, esses serviços foram retomados a partir de 9 de agosto de 2010.

Remessas

O fornecimento das fontes tem por critério a ordem de chegada dos pedidos ao Ipen. Com o lote de irídio-192 fornecido pela MDS Nordion em julho deste ano, o instituto atendeu oito empresas com pedidos depositados no período de 12 de maio a 2 de junho. Em agosto, a MDS Nordion cancelou a entrega do lote do radiofármaco ao Ipen. Entretanto, em setembro de 2010, a instituição atendeu os pedidos por fontes seladas de irídio-192 encaminhados ao Ipen até 30 de junho de 2010.

Aguarda-se as próximas remessas de irídio-192, da MDS Nordion, na segunda quinzena de outubro de 2010. As expectativas de fornecimento de irídio-192 ao Ipen são otimistas, uma vez que o reator nuclear de pesquisa da National Research Universal (NRU), em Ontário, Canadá, tomou as operações normais, em agosto de 2010.

O instituto enfatiza que a normalidade nas entregas em 2010 será restabelecida com a maior brevidade possível, condicionada à disponibilidade de irídio-2 no mercado internacional.

Em 2011, por meio de concorrência internacional, o Ipen importará fontes seladas do irídio-192 prontas, provenientes de até quatro fornecedores mundiais, com atividades definidas em 925GBq (25Ci), 1.850GBq (50Ci), 2.775GBq (75Ci) e 3.700GBq (100Ci), para distribuição aos clientes nacionais. A medida permitirá ao instituto realizar manutenções preventivas nas celas de processamento para as fontes seladas.

Na reunião, os representantes das empresas e membros da CORSEG/ABENDI interessaram-se na aquisição das fontes seladas de selênio-75, distribuídos via Ipen, a exemplo fontes de irídio-192 a serem oferecidas com quatro atividades definidas a partir de 2011.

Os profissionais participantes da reunião comprometeram-se em enviar ao Ipen as previsões em consumo anual por fontes seladas de irídio-192 e selênio75, destacando-se o número de fontes mensais e as suas respectivas atividades, no período de janeiro a dezembro de 2011. Estas informações nortearão nossa concorrência internacional.

Reator Multipropósito Nacional

Para a solução do problema a médio prazo, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) está desenvolvendo o projeto de construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), um novo reator nuclear de pesquisa que, em cerca de seis anos, tornará o Brasil independente das importações nessa área.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Distribuição de radiofármacos pelo Ipen – atualizado em 17/09

O Ipen distribui, entre 13 e 19 de setembro , 342 geradores de tecnécio-99m para clínicas e hospitais no país. Cerca de 94% dos geradores de tecnécio-99m foram processados no instituto com molibdênio-99 importado da Argentina e da África do Sul. A importação da matéria-prima vinda da Argentina iniciou-se em junho de 2009 e, da África do Sul, a partir de novembro.

O instituto produziu 105 geradores de tecnécio-99m com o molibdênio importado da África do Sul. Os geradores produzidos possuem atividades de 500 a 2.000 mCi. A distribuição dos geradores aconteceu em 15 de setembro, com calibração para o dia 17 de setembro.

O molibdênio importado da Argentina tem sua distribuição em 18 de setembro. A previsão é de se produzir 217 geradores com atividades de 250 a 2.000 mCi. Os geradores serão calibrados para segunda-feira, 20 de setembro.

De Israel foram importados 20 geradores de tecnécio já adequados para pronta utilização com atividades de 2.000 mCi. A distribuição será até 19 de setembro.

A divulgação semanal da distribuição do radiofármacos é realizada pelo instituto como mecanismo para orienta e esclarecer os médicos nucleares e seus pacientes. O tecnécio-99m é utilizado em 80% dos exames de diagnóstico médico realizados com materiais radioativos.

A crise internacional no fornecimento do molibdênio intensificou-se com a interrupção na operação do principal reator nuclear produtor de molibdênio, o NRU, em maio de 2009, localizado no Canadá.

O tálio-201, empregado para análises cardíacas e recebido de fornecedor internacional, tem previsão de distribuição em 20 de setembro, domingo. O tálio-201 é utilizado em substituição ao tecnécio-99m para exames do miocárdio.

O molibidênio-99 passou a se tornar escasso no mercado mundial após a parada na operação do reator canadense NRU, em maio de 2009, um de seus maiores produtores. Para amenizar a crise no mercado nacional, o Ipen passou a importá-lo da Argentina e África do Sul e a adquirir geradores de tecnécio de Israel, já prontos para uso.

A Gerência Comercial está à disposição dos clientes para esclarecimentos adicionais.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

I Encontro Brasil-Alemanha Imagem Molecular e PET-CT

EANM:ESTRO Guidelines on "PET in Radiotherapy Planning" now available


EANM:ESTRO Guidelines on "PET in Radiotherapy Planning" now available

Dear Members of the EANM,

Dear Colleagues,

We are pleased to announce that the EANM:ESTRO Guidelines on "PET in Radiotherapy Planning" are now available on the EANM website:

The importance of these guidelines is documented by the fact, that they will be officially announced during a press conference at the upcoming ESTRO Congress on September 15.

Furthermore, GE - kindly supporting the development of the Guidelines with an unrestricted educational grant - will send each EANM member a personal copy of the guidelines within the next weeks.

These guidelines are another showcase of the excellent relationship the EANM has built up over the past years with ESTRO. This fruitful cooperation has, until now, brought about:

· joint courses EANM:ESTRO on PET/CT in Radiotherapy Planning

· the joint congress MIRO 2010 in Brussels (Molecular Imaging in Radiation Oncology), which will be repeated 2012 in Vienna

We are certain that this noteworthy relationship of two European Associations will bring about further beneficial projects in the future.

We hope that you can make good use of the guideline in your daily routine.

Best regards,

Prof. W. H. Knapp

EANM President 2009 – 2010 Dr. Arturo Chiti

Chair, EANM Oncology Committee

Publisher:

EANM Executive Secretariat · office@eanm.org · http://www.eanm.org/ ·

Atualização em Câncer de Tireóide

A SBBMN tem o prazer de convidá-lo(a) para Reunião de Medicina Nuclear - Rio de Janeiro 2010.

Moderadores: Drª. Lea Miriam Barbosa da Fonseca - UFRJ
                      Dr. Mário Vaisman - UFRJ

Programação:

19h00 - 19h20: O uso do TSH recombinante no Câncer de Tireoide
Drª. Cristiana Almeida - Real Hospital Português - PE

19h20 - 19h40: Controvérsias em Câncer de Tireoide
Drª. Rossana Corbo - INCA / UFRJ

19h40 - 20h00: O papel do PET/CT no Câncer de Tireoide
Dr. Luiz Machado Neto - Multi-Imagem PET / HSE

20h20 - 20h30: Aberto a discussão.

20h30 - 21h00: Confraternização

Reserva de vagas pelo site: http://www.sbbmn.org.br/
Vagas limitadas - Inscrições gratuitas

DIA 20 DE OUTUBRO DE 2010, quarta-feira às 19 horas no auditório do Centro de Convenções do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (C.B.C.) Rua Visconde de Silva, 52/1° andar – Botafogo - Rio de Janeiro –RJ.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Congresso da Federação Mundial de Medicina Nuclear e Biologia

África do Sul


Entre 18 e 23 de setembro de 2010, em Cape Town, na África do Sul, a Federação Mundial de Medicina Nuclear e Biologia (WFNMB) promoverá seu décimo congresso. Informações e inscrições no site http://www.wfnmb2010.co.za/.

Palestra no Rio de Janeiro: Atualização em Câncer de Tireoide

Rio de Janeiro

No dia 20 de outubro de 2010, no Auditório do Centro de Convenções do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (Rua Visconde de Silva, 52, 1º andar, Botafogo), no Rio de Janeiro (RJ), a SBBMN promoverá uma reunião sobre ‘Atualização em Câncer de Tireoide’, tendo como moderadores os médicos Lea Miriam Barbosa da Fonseca e Mário Vaisman, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Patrocínio da Genzyme. Informações e inscrições no site www.sbbmn.org.br. Confira o programa:

19h00 - 19h20: O uso do TSH recombinante no Câncer de Tireoide – Dra. Cristiana Almeida (Real Hospital Português PE)

19h20 - 19h40: Controvérsias em Câncer de Tireoide - Dra. Rossana Corbo (INCA/UFRJ)

19h40 - 20h00: O papel do PET/CT no Câncer de Tireoide - Dr. Luiz Machado Neto (Multi-Imagem e PET / HSE)

20h00 - 20h30: Discussão

20h30: Confraternização

Congresso ALASBIMN 2011

Porto de Galinhas (PE)


Depois de 15 anos, o Congresso da Associação Latino-americana de Sociedades de Biologia e Medicina Nuclear (ALASBIMN) volta ao Brasil. Em 2011, a vigésima terceira edição do Congresso ALASBIMN acontece em Porto de Galinhas, Pernambuco, entre 21 a 24 de setembro de 2011, no Summerville Beach Resort. A comissão organizadora está preparando um evento para ficar na história, assim como foi o Congresso ALASBIMN, na Bahia, em 1995. Em breve, informações no site http://www.alasbimn.net/ ou http://www.alasbimnbrasil2011.com.br/.

Congresso de Medicina Nuclear: qualidade e emoção

Belém do Pará


A vigésima quinta edição do Congresso Brasileiro de Biologia Medicina Nuclear e Imagem Molecular, que aconteceu entre 4 e 7 de setembro de 2010, no Hotel Hilton, em Belém do Pará, reuniu cerca de 500 pessoas, entre médicos, radiofarmacêuticos, físicos, biomédicos, tecnólogos, representantes da indústria de equipamentos e equipe de apoio.

Os profissionais da Medicina Nuclear puderam atualizar seus conhecimentos nas mais diversas áreas da especialidade, sendo que merecem destaque os palestrantes estrangeiros Markus Schwaiger e Richard Baum, ambos da Alemanha, Timothy Bateman e Satoshi Minoshima (teleconferência), dos Estados Unidos, e o chileno Ismael Mena. A programação científica foi diversificada e abrangente, trazendo de reciclagem na Medicina Nuclear convencional a atualizações no que há de mais moderno. Um de seus pontos altos foi a seção de highlights, brilhantemente apresentada pela dra. Anneliese Thom. O dr. José Soares Jr, presidente da SBBMN, atribui o sucesso do congresso ao trabalho da comissão organizadora e científica, ao suporte da indústria de equipamentos e produtos, ao trabalho da equipe de apoio e ao empenho da comissão organizadora local, presidida pela dra. Andrea Gama, e aproveita a oportunidade para agradecer a dedicação de todos. Na foto, a mesa diretora da solenidade de abertura, formada por dr. Artur Lobo, presidente da Sociedade Paraense de Radiologia e vice-presidente da Regional Norte do CBR, dr. Nilson Dias Vieira Jr, superintendente do Ipen, dr. Paulo Soares, diretor do Hospital Ofir Loyola e representante do governo do Estado do Pará, dr. José Soares Jr, presidente da SBBMN, dra. Andrea Gama, presidente do Congresso, dr. Enio de Freitas Gomes, 1º vice-presidente da SBBMN, dr. Celso Dario Ramos, diretor científico da SBBMN.
 

Premiação e emoção

Congresso


O dr. José Soares Jr conta que um dos momentos mais marcantes e emocionantes deste congresso foi a seção de premiação dos temas livres. Pela primeira vez, o melhor trabalho científico apresentado no Congresso recebeu o prêmio Edwaldo Camargo, uma justa homenagem a um dos médicos que mais contribuiu e contribui para o desenvolvimento da Medicina Nuclear brasileira. O prêmio foi entregue pelo próprio dr. Edwaldo Camargo, que coroou a cerimônia com um discurso emocionante. ‘Avaliação da densidade do transportador da dopamina em adolescentes com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade’ é o título do trabalho premiado, que tem como autores Neivo da Silva Junior1; Carlos Eduardo Anselmi2; Osvaldo Estrela Anselmi3; Luis Augusto Rohde4; Rodrigo Affonseca Bressan5 (1, 2, 3. Complexo Santa Casa - RS; 4. Prodah - RS; 5.Linc – SP). Na foto, os médicos Neivo, Edwaldo e Carlos Anselmi.

Assembleia e eleição

Congresso


O dr. Celso Darío Ramos, médico nuclear da Unicamp e do Hospital Sírio Libanês, foi eleito presidente da SBBMN gestão 2011 – 2012, durante a assembleia realizada no congresso.

Também fazem parte da diretoria que assumirá em janeiro de 2011 os médicos: Paulo Eduardo Assi, primeiro vice-presidente; Jair Mengatti, segundo vice-presidente; Miriam Cassia Mendes Moreira, primeira secretária; Irene Shimura Endo, segunda secretária; Jairo Wagner, primeiro tesoureiro; Claudio Tinoco Mesquita, segundo tesoureiro; Allan de Oliveira Santos, diretor científico; e Ricardo Cesarino Brandão, diretor de Ética e Defesa Profissional. Na foto, o dr. José Soares Jr (esquerda), atual presidente da SBBMN, ao lado do dr. Dario.
 

Programa social

Congresso

O Congresso também foi, como de costume nos eventos da Medicina Nuclear, um momento tradicional de confraternização entre os profissionais da especialidade. A solenidade de abertura contou a apresentação da cantora Lucinha Bastos e foi patrocinada pela GE Healthcare. No dia 5, a Philips patrocinou um passeio pela orla de Belém, com a batida do Arraial do Pavulagem e coquetel regional. No dia 6, o jantar de confraternização La Belle Époque Noir, na Estação das Docas contou com o patrocínio da Siemens. Em todas as ocasiões reinou um clima descontraído e de grande harmonia entre os participantes.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Distribuição de radiofármacos pelo Ipen – atualizado em 10/09

O Ipen distribui, entre 06 e 13 de setembro , 337 geradores de tecnécio-99m para clínicas e hospitais no país. Cerca de 95% dos geradores de tecnécio-99m foram processados no instituto com molibdênio-99 importado da Argentina e da África do Sul. A importação da matéria-prima vinda da Argentina iniciou-se em junho de 2009 e, da África do Sul, a partir de novembro.

O instituto produziu 107 geradores de tecnécio-99m com o molibdênio importado da África do Sul. Os geradores produzidos possuem atividades de 500 a 2.000 mCi. A distribuição dos geradores aconteceu em 08 de setembro, com calibração para o dia 10 de setembro.

O molibdênio importado da Argentina tem sua distribuição em 11 de setembro. A previsão é de se produzir 212 geradores com atividades de 250 a 2.000 mCi. Os geradores serão calibrados para segunda-feira, 13 de setembro.

De Israel foram importados 18 geradores de tecnécio já adequados para pronta utilização com atividades de 1.500 e 2.000 mCi. A distribuição será até 12 de setembro.

A divulgação semanal da distribuição do radiofármacos é realizada pelo instituto como mecanismo para orienta e esclarecer os médicos nucleares e seus pacientes. O tecnécio-99m é utilizado em 80% dos exames de diagnóstico médico realizados com materiais radioativos.

A crise internacional no fornecimento do molibdênio intensificou-se com a interrupção na operação do principal reator nuclear produtor de molibdênio, o NRU, em maio de 2009, localizado no Canadá.

O tálio-201, empregado para análises cardíacas e recebido de fornecedor internacional, tem previsão de distribuição em 13 de setembro, domingo. O tálio-201 é utilizado em substituição ao tecnécio-99m para exames do miocárdio.

O molibidênio-99 passou a se tornar escasso no mercado mundial após a parada na operação do reator canadense NRU, em maio de 2009, um de seus maiores produtores. Para amenizar a crise no mercado nacional, o Ipen passou a importá-lo da Argentina e África do Sul e a adquirir geradores de tecnécio de Israel, já prontos para uso.

A Gerência Comercial está à disposição dos clientes para esclarecimentos adicionais.