quinta-feira, 3 de março de 2016

Intercâmbio Científico Brasil - Europa 

Na foto (Dir./Esq.) : professora Simone Brandão (UFPE), professora Helen Khoury (UFPE - coordenadora do evento) , professor Brian Hutton (UK), Claudio Tinoco Mesquita (Presidente da SBMN; e UFF) Professor K. Katti (USA), professora Cristina Jeckel (instituto do cérebro RS) e professor C. Tsoumpas (UK) - imagem captada pelo presidente da SBMN, Claudio Tinoco

Está em andamento nesta semana, entre os dias 1 a 5 de março, em Recife (PE), o Workshop Internacional de Colaboração Científica em Medicina Nuclear Europa - Brasil (Workshop on Brazil/UK scientific colaboration: the future of molecular Imaging).

Intitulado “Ciência Básica de Medicina Nuclear e Imagem Molecular” o objetivo é estimular o desenvolvimento científico no Brasil juntamente a outros países. Para Claudio Tinoco Mesquita, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) que está no encontro, a aproximação é fundamental para aperfeiçoar e ampliar a produção científica nacional neste campo.
O Workshop tem como foco a construção de ligações para colaborações internacionais e, também, de selecionar futuros pesquisadores com base no seu potencial de investigação e capacidade de construir vínculos de longo prazo. A atividade conta com apoio do CNPq e Newton Fund.
Os temas do encontro incluem radioquímica e radiofarmácia, dosimetria e terapia, instrumentação e multimodalidade de imagem, a reconstrução e processamento de imagem, análise de imagens e aplicações clínicas.
Os participantes, que se inscreveram em 2015, ainda tiveram a oportunidade de apresentar um resumo de pesquisas na forma de apresentação oral e discutir isso com pesquisadores estabelecidos do Reino Unido e no Brasil. Saiba mais em http://bit.ly/1TsPbnZ

quarta-feira, 2 de março de 2016

MN na mídia: 120 anos de radioatividade


A medicina nuclear, uma das aplicações da radiação e com fins pacíficos, foi uma das vertentes exploradas pela reportagem do jornal Correio Braziliense, desta terça-feira, dia 1º de março, data celebrativa dos 120 anos desde a descoberta da radioatividade. A SBMN foi representada na reportagem pelo diretor e médico nuclear, Gustavo Gomes, representante da Sociedade no Distrito Federal.
“Não consigo contemplar qualquer outro método diagnóstico que pudesse substituir a radiação e a radioatividade”, afirma o médico Gustavo Gomes, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN). Ele esclarece que, além dos exames fundamentais para detecção de doenças — no caso da medicina nuclear, principalmente as oncológicas —, a radioatividade salva vidas por meio de tratamentos como a destruição de tumores sólidos, sem afetar os tecidos adjacentes. Entre as novidades na área, há a detecção inicial e a progressão dos males de Alzheimer e Parkinson, além da máquina de PET ressonância, que tem aplicações diversas — de avaliação de lesões cerebrais a doenças cardiológicas —, sem emitir radiação para o organismo.

Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Em visita à Argentina, ministro Celso Pansera destaca a importância do RMB



O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina, Lino Barañao, assinaram nesta segunda-feira (22) acordos bilaterais que reforçam a parceria estratégica entre os dois países. Durante visita oficial da comitiva brasileira que está em Buenos Aires, Pansera colocou à disposição da comunidade científica argentina dois importantes projetos do Brasil: o supercomputador Santos Dumont e o acelerador Sirius, fonte de luz síncrotron de quarta geração. Pansera também aproveitou a oportunidade para reforçar a importância do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), projeto da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) que será construído em Iperó, no interior de São Paulo.
“Sabemos bem a importância estratégica que a Argentina tem para o Brasil em termos políticos e científicos”, disse Pansera. “A visita de uma delegação brasileira é um salto quântico para o estreitamento de relações entre os dois países”, acrescentou Barañao.
O ministro Celso Pansera também destacou a importância de uma parceria em torno do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), que, segundo ele, dará ao Brasil autonomia na produção de radiofármacos. “É uma estratégia de governo”, disse. Para facilitar o entendimento dos dois países sobre as cooperações relativas ao RMB, o presidente da CNEN, Renato Machado Cotta, integra a comitiva do MCTI na visita à Argentina.
Além da assinatura de acordos nas áreas de nanotecnologia e astropartículas, os dois ministros discutiram a cooperação nas pesquisas da dengue e do zika vírus. Pansera lembrou que a presidenta Dilma Rousseff deve anunciar investimentos para pesquisas e desenvolvimento de vacinas. “O zika vírus é uma novidade que o Brasil está encarando de frente. Temos que olhar e enfrentar esse problema”, afirmou.

Saída da crise
Celso Pansera também celebrou o novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado em janeiro pela presidenta Dilma. Segundo ele, o marco destrava as relações entre as universidades e o setor produtivo. “Nos próximos anos, o marco terá um significado muito grande para produção científica brasileira e, particularmente, para a geração de riqueza e o bem-estar social a partir de novos conhecimentos”, disse.
Para Pansera, os investimentos em CT&I devem ser vistos como uma saída para a crise. “Estamos discutindo com a sociedade e com o governo para que esse seja o momento da ciência, da tecnologia e da inovação. Que a crise nos ensine isso de forma consistente para sair dela. E para sair bem.”
Junto com o novo marco, segundo Pansera, um empréstimo em negociação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai impulsionar as pesquisas científicas no Brasil. “O dinheiro deverá chegar ao sistema em 2016, o que nos dará oxigênio para nossas pesquisas”, disse o ministro.

Fonte: CNEN


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

SBMN realiza lançamento comercial do Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear


Foi realizada na manhã de 24 de fevereiro a atividade que marcou o lançamento comercial do XXX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, que este ano retorna à capital paulista.  Com a participação de representantes de diversas empresas que atuam no campo da medicina nuclear, os presidentes do Congresso e da Sociedade, Letícia Rigo e Claudio Tinoco de Mesquita, respectivamente, apresentaram as perspectivas para esta trigésima edição do encontro. A diretoria da SBMN também esteve representada por Ricardo Quartim e por Beatriz Leme.
A edição trará abordagens atuais em teranóstica e multimodalidade de imagens (PET-CT, SPECT-CT e PET-RM) assim como novos radiofármacos para diagnóstico e terapia, que estão chegando ao país no momento – campos promissores a serem explorados pelos participantes do Congresso, em termos de intercâmbio de conhecimento e aspectos que possibilitem incorporação da prática na vivência do congressista.
Segundo Letícia Rigo, as oportunidades, desafios e perspectivas futuras da medicina nuclear no Brasil e no mundo estarão no centro das atividades. “Embora vivamos um cenário que expressa desafios, o futuro já começou em nossa especialidade. A medicina nuclear tem a capacidade de se reinventar e ampliar suas frentes de atuação”, ressalta Letícia.
Além dos aspectos educacionais e científicos, que contribuem para disseminar melhores práticas, inovações no campo diagnóstico e terapêutico da medicina nuclear, “esta perspectiva de evolução e crescimento da especialidade no Brasil, que será a tônica do 30º Congresso Brasileiro, é combustível fundamental para movimentar o investimento na medicina nuclear como um campo economicamente promissor”, conforme analisa o presidente da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita.
Tradicionalmente o Congresso da SBMN integra todos os públicos envolvidos com a medicina nuclear, deste o início da cadeia produtiva de radiofármacos, aos médicos nucleares e de outras especialidades, residentes, biomédicos, tecnólogos, biólogos, físicos, químicos, farmacêuticos e especialistas que tenham interesse na aplicabilidade de radioisótopos na medicina.

Oportunidades de negócios
Para contatos comerciais referentes às oportunidades oferecidas no Congresso da SBMN, fale com a GROW UP – empresa responsável pela organização desta edição do encontro. www.growup-eventos.com.br – com André Souza. (11) 3849-0099

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

IAEA to assist Latin American and Caribbean countries in early detection of Zika virus

RT-PCR machines can help speed up detection of viruses

Responding to requests for urgent assistance, the International Atomic Energy Agency will provide nuclear-derived early detection tools and training support to help Latin American and Caribbean countries rapidly identify cases of the Zika virus, IAEA Director General Yukiya Amano said today.
The IAEA assistance consists of the transfer of specialized equipment and technical expertise in the near future. The cost of this initiative—totalling 400,000 euros—is covered by reserve funds available for emergencies in the already approved annual IAEA budget. It is part of broader support to strengthen the region’s capacity to act against the Zika outbreak, which will be discussed by the IAEA’s Board of Governors early next month.
Zika virus infection has been reported in 26 countries and territories in the Americas. There are indications of a link between infection during pregnancy and a neurological disorder, microcephaly, in new-borns. The World Health Organization earlier this month declared a public health emergency of international concern due to Zika.
“The Agency tries to respond quickly to emerging crises of this nature,” Mr.  Amano said. “Assisting countries with nuclear-related technologies to strengthen their health care capacities is a key part of our development work around the world. We are well prepared to deliver such assistance. In this case, it will enable countries in Latin America and the Caribbean to establish or strengthen early warning systems for the Zika virus.”
Mr. Amano received requests for assistance to address the Zika outbreak and its public health consequences from several countries while visiting Central America recently.
The IAEA’s support involves the transfer of technology for virus detection based on Reverse Transcription Polymerase Chain Reaction (RT-PCR). This proven and efficient nuclear-derived technique was provided by the IAEA also during the Ebola outbreak in West Africa in 2014.
The emergency assistance includes RT-PCR machines, consumables and technical advice, as well as training on how to use the technology to detect the virus and differentiate it from others such as dengue and chikungunya.
A joint division of the IAEA and the Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) has been at the forefront in supporting the use of RT-PCR, which can detect a virus within three hours. Early detection enables countries to take immediate action against any outbreak.
In addition to the delivery of virus detection equipment to some countries in the region following their requests, the IAEA will make RT-PCR training available for all 28 Latin American and Caribbean Member States at its FAO/IAEA Agriculture and Biotechnology Laboratories in Seibersdorf outside Vienna. The training will start in late March. 
The IAEA has also developed a new Regional Technical Cooperation project in response to requests for the transfer of the Sterile Insect Technique (SIT) to complement other efforts aimed at suppressing the Aedes aegypti mosquito population, which transmits viruses such as Zika. The SIT is a form of pest control that uses ionizing radiation to sterilize male insects that are mass-produced in special rearing facilities. It has been successfully used throughout the world for over 50 years for various agricultural insect pests. The 2.28 million euro project will be submitted for approval to the IAEA’s Board of Governors meeting on March 7-11 in Vienna.
As previously announced, the IAEA will organize an international expert meeting in Brasilia, Brazil, on 22-23 February about the role of the SIT in combatting Zika. The outcome will be discussed in a wider coordination meeting in the same city on 24-26 February with officials from Latin American and Caribbean countries.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

XI Simpósio de PET/CT em Oncologia – VIII Simpósio de SPECT/CT em Oncologia

Data: 26 a 27 de abril
Local: Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa de São Paulo.



Público-Alvo
Médicos nucleares, oncologistas e cancerologistas. Profissionais das especialidades de radiologia e radioterapia. Residentes e estudantes.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ipen e USP retomam projeto de uso de radiação para combater o Aedes

Projeto estava parado havia três anos por falta de financiamento. Com crise de zika e dengue, iniciativa deve receber R$ 500 mil.


Cientistas do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP (Cena), em Piracicaba, vão retomar um projeto de pesquisa que busca usar a radiação para combater o mosquito Aedes aegyti, transmissor dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
Como funciona a técnica do inseto estéril?
A estratégia consiste em expor mosquitos machos na fase de pupa a uma dose controlada de radiação gama de uma fonte de Cobalto-60 dentro do laboratório. A radiação que deve ser suficiente para torná-los estéreis, mas não afetar sua capacidade de locomoção, expectativa de vida e capacidade de copular.
Ao soltar os mosquitos esterilizados no meio ambiente, eles devem competir com os machos selvagens pela cópula com as fêmeas. As fêmeas que copulam com o mosquito irradiado vão botar ovos dos quais não vão eclodir as larvas do mosquito. Dessa forma, a população total de mosquitos deve diminuir progressivamente, reduzindo também a transmissão dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
Interrupção por falta de financiamento
Os pesquisadores tinham obtido sucesso com a técnica de esterilizar o Aedes aegypti com radiação já em 2012, quando os primeiros resultados foram apresentados no Congresso Brasileiro de Entomologia em Curitiba. Foi a primeira vez que o procedimento foi testado nessa espécie de mosquito no Brasil.
Os experimentos foram feitos só em laboratório, ou seja, os mosquitos não foram soltos no meio ambiente. "Na época, pedimos R$ 600 mil para equipar o laboratório e contratar mão de obra especializada para prosseguir com os testes, mas ninguém se habilitou a financiar o projeto”, diz o cientista Valter Arthur, professor do Cena-USP e do Ipen e um dos líderes do projeto.
Recentemente, segundo Arthur, o Ministério da Saúde manifestou interesse na técnica. "Já tínhamos o projeto pronto, então o submetemos novamente.” Agora, a iniciativa deve receber R$ 500 mil, metade do valor em 2016 e metade em 2017, para ampliar as instalações do laboratório e contratar bolsistas.
Agora, o grupo deve se preparar para ampliar a capacidade de produção do mosquito em laboratório e posteriormente esterilizá-los, além de definir os locais de soltura. O processo de irradiação será feita em equipamento de raios-X ou em irradiador de Cobalto-60. Os mosquitos serão criados em instalações do Cena-USP, em Piracicaba, e no Laboratório Analytical & Scientific Research, em Charqueada, também no interior de São Paulo. O ideal é que a quantidade de insetos soltos no ambiente seja na proporção de 10 para cada mosquito selvagem.
"Há anos se vem batalhando sobre essa necessidade. De repente, tudo mudou porque o problema doAedestomou esse vulto enorme e agora há uma corrida desenfreada”, diz a pesquisadora Anna Lucia Casanas Haasis Villavicencio, professora do Ipen que também faz parte do projeto.
Segurança
Arthur afirma que a soltura dos insetos irradiados é segura, já que os insetos não ficam com resíduo algum de radiação. "A população confunde insetos irradiados com insetos radioativos. São duas coisas diferentes.”
Anna Lucia conta que a técnica de irradiação em insetos já é bem consolidada no caso da mosca-das-frutas, por exemplo. "No vale do Rio São Francisco, já existe um trabalho com moscas irradiadas que eliminou a necessidade de agrotóxicos em plantações de frutas.”
O mosquito irradiado é classificado como controle biológico e sua soltura depende de uma aprovação do Ministério da Agricultura.
Outros mosquitos modificados
Já existemoutras técnicas em teste no Brasil que têm o objetivo de modificar o Aedes aegypti para diminuir a população total dos mosquitosou para torná-los incapazes de transmitir doenças. É o caso dos mosquitos geneticamente modificados produzidos pela empresa Oxitec e dos mosquitos com bactéria Wolbachia pesquisados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Usinas Nucleares

Minas pode perder para Sergipe a chance de ser escolhida para a construção das próximas usinas nucleares que o Brasil vier a desenvolver. Minas e Pernambuco até então eram os estados cotados, mas em janeiro a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, resolveu enviar uma equipe para o estado nordestino para analisar se suas áreas atendiam aos requisitos técnicos para a construção de usina. A equipe da Eletronuclear enviada a Sergipe incluiu técnicos da estatal chinesa CNNC, fornecedora de equipamentos para o setor.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

IPEN e CENA-USP desenvolvem projeto conjunto para esterilização do Aedes aegypti com radiação nuclear

Arte: E. R. Paiva/IPEN


Atendendo à demanda da ONU, que propõe o combate ao vetor da zika, dengue e chikungunya, mosquitos machos serão expostos à radiação gama para se tornarem inférteis
Um novo método para tornar mosquitos machos inférteis por radiação nuclear pode ajudar a reduzir as populações do Aedes aegypti, transmissor de zika, dengue e chikungunya. Através da aplicação da Técnica do Inseto Estéril (TIE), um grupo de cientistas brasileiros vai avaliar os efeitos da radiação ionizante nas fases do ciclo evolutivo (ovo, larva, pupa e adultos) doAedes aegypti como um método alternativo de controle de manejo integrado dessa praga, declarada emergência de saúde pública internacional pela Organização Mundial da Saúde (OAS).
A pesquisa "Efeitos da radiação ionizante nas fases do ciclo evolutivo do Aedes aegyptivisando o seu controle através da TIE” será realizada no Laboratório de Radiobiologia e Ambiente, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP), em Piracicaba/SP, e nos laboratórios do Centro de Tecnologia das Radiações do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN-SP). O trabalho atende a uma demanda do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) visando diminuir a incidência das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
A técnica consiste em expor os machos do Aedes aegypti a raios-X ou gama e com isso tornar o esperma estéril. Esses mosquitos machos criados em laboratório poderiam, então, ser liberados para cruzar com as fêmeas da espécie cujos ovos nunca se desenvolveriam. Dessa maneira, reduz-se o número de insetos numa determinada área sem matar animais ou usar produtos químicos.
Após a irradiação, serão avaliadas as viabilidades dos ovos, larvas, pupas e adultos provenientes dos adultos emergidos em cada fase do ciclo evolutivo do inseto irradiado, para se determinar as doses letais e esterilizantes.
Os procedimentos de irradiação serão realizados em equipamento de raios-X modelo RS-2400V e em irradiadores gama de Cobalto-60 (Panorâmico, Gammacell e Multipropósito), também sob diferentes condições quanto à taxa e dose de radiação absorvida. Já a cultura do mosquito será mantida nas instalações do laboratório do CENA/USP, sob condições controladas pré-definidas.
De acordo com os pesquisadores Valter Arthur, do CENA, e Anna Lucia Casanas Haasis Villavicencio, do IPEN, a vantagem da TIE é que os mosquitos estéreis podem ser mais facilmente aceitos como alternativa de controle do Aedes aegypti.
"No controle com mosquitos transgênicos, por exemplo, os insetos morrem na fase de larva; no controle com mosquitos estéreis, a larva não chega eclodir dos ovos. Além disso, alguns países não aceitam a utilização de transgênicos, porque não se sabe o que poderá ocorrer com liberação massiva desses. Assim, a liberação de insetos estéreis é uma das alternativas mais viáveis de controle do Aedes aegypti”, justificam os pesquisadores.
Uma geração de mosquitos machos estéreis, que leva cerca de um mês para ser produzida, deve superar a quantidade dos mosquitos machos nativos – em 10 ou 20 vezes – para deixar uma marca na população do inseto. "Isso requer milhões de machos, tornando o método mais apto para vilas ou cidades do que para metrópoles”, disse, em entrevista coletiva, Aldo Malavasi, vice-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O projeto CENA-IPEN, apresentado em janeiro ao MCTI, foi orçado em aproximadamente R$ 500 mil, sendo R$242 mil para execução este ano e R$242 mil para 2017. Os recursos serão destinados à ampliação dos laboratórios, compra de matérias e cinco bolsas de Iniciação Científica. Além de Valter (coordenador) e Anna Lúcia, também integram a equipe os pesquisadores Thiago Mastrangelo, do CENA/USP, o doutorando André Ricardo Machi, do IPEN/USP, e Marcio A. Gava, da ASR/LAB, de São Carlos.
"Se o Brasil soltar um grande número de machos estéreis, levaria poucos meses para reduzir a população, mas isso tem que ser combinado com outros métodos", declarouMalavasi. Já está agendada para o dia 16 de fevereiro uma reunião entre autoridades brasileiras e especialistas da AIEA, que tem sede em Viena, para discutir como melhor implementar a TIE no país que é sede dos Jogos Olímpicos, em agosto deste ano.
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Ana Paula Freire, ACI-IPEN

Chefe de Gabinete do MCTI participa de reuniões na CNEN e conversa com servidores

O Chefe de Gabinete do Ministro Celso Pansera, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Prof. Carlos Augusto de Azevedo, esteve na sede da CNEN na sexta-feira, dia 29 de janeiro, em reunião com o Presidente Renato Machado Cotta e suas assessorias. Dentre diversos temas, especial atenção foi dedicada ao Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), que está entre as ações prioritárias do Ministério. Este empreendimento possibilitará o atendimento integral da demanda nacional por insumos utilizados em diagnósticos e terapias da medicina nuclear e beneficiará, também, a indústria e o desenvolvimento de mais pesquisas.
À tarde, no auditório, Carlos Azevedo apresentou para os servidores as linhas de ação do Ministério para a área. Em nome do Ministro, ele destacou a importância do setor, do estimulo à pesquisa, do olhar atento para Recursos Humanos – fundamental para o desenvolvimento – e da importância do diálogo com servidores, com os institutos e com as universidades. “Nosso paradigma é o do conhecimento, do incentivo à pesquisa e inovação, inclusive na área de regulação, e da qualificação das pessoas”, afirmou o Chefe de Gabinete.
Ele destacou esse papel estratégico da área nuclear e a deliberação de intensificar ainda mais a forte presença que já tem na agenda da Ciência e Tecnologia: “O desenvolvimento tecnológico das áreas nuclear e aeroespacial são características da maioridade de um País. Precisamos ver o que podemos fazer ainda melhor para a instituição e para o Brasil. ”
Depois da sessão de perguntas para Carlos Azevedo, ao final do encontro, o Presidente da CNEN ressaltou que o Ministro Pansera e sua equipe são grandes aliados e incentivadores da área nuclear: “Devemos continuar aproveitando esta janela de oportunidade para desenvolvermos ainda mais o setor”.

Fonte: CNEN

04/02 Dia Mundial do Câncer


Da detecção ao tratamento. Juntos, podemos ultrapassar barreiras!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

1º Simpósio de Nutrologia e Nutrição Esportiva da SMEXE


1º SIMPÓSIO DE NUTROLOGIA E NUTRIÇÃO ESPORTIVA DA SMEXE

Descrição do evento

Local: Associação Médica de Minas Gerais - Av. João Pinheiro, 161, Centro, BH/MG.
Organização: Sociedade Mineira de Medicina do Exercício e do Esporte
Comissão Científica:
João Antonio da Silva Júnior
Gustavo Lucas Passos de Souza
Fabrício Franco Naves 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Avanços em Medicina Nuclear e Imagem Molecular


Entre os dias 19 e 20 de janeiro acontecerá o curso "Avanços em Medicina Nuclear e Imagem Molecular", com participação do diretor da Divisão de Medicina Nuclear e Unidade de PET da Universidade de Bolonha, Stefano Fanti. Confira a programação: http://ow.ly/WWIS5

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Convênio entre Ministério da Saúde e CNEN destina R$ 30,2 mi ao Centro de Radiofarmácia


Convênio celebrado entre o Ministério da Saúde (MS) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) vai garantir R$ 30.251.840,00 ao Centro de Radiofarmácia (CR) do IPEN, visando à manutenção do Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) e a obtenção do registro de radiofármacos junto à ANVISA. Os Termos de Execução Descentralizada de Recursos – TEDR – foram publicados no Diário Oficial da União, em 28 de dezembro de 2015 (Seção 3, página 51).
O apoio financeiro será realizado mediante três TEDR e tem como objetivo o fortalecimento do Sistema Único de Saúde – SUS, principalmente na área de medicina nuclear. Os recursos têm como finalidade a reforma de unidades do complexo da saúde para atendimento às exigências regulatórias e a aquisição de equipamento e material permanente para o desenvolvimento, qualificação e inovação de produtos radiofármacos.
De acordo com Jair Mengatti, gerente do CR e diretor de Produtos e Serviços do IPEN, esse convênio vem consolidar a parceria entre o MS e o Instituto, e vai permitir que o Centro de Radiofarmácia possa se adequar as boas práticas de fabricação no que tange à produção de radiofármacos injetáveis. "Nós temos a missão constitucional de atender a sociedade fornecendo quase 100% dos radiofármacos no Brasil. Quanto melhor e mais eficiente for o nosso serviço, mais beneficiada será a população”, afirmou.
Mengatti ressalta que o fortalecimento do SUS no âmbito da medicina nuclear é uma das reivindicações de pesquisadores, médicos e demais profissionais da área. Atualmente, a medicina nuclear brasileira conta com 436 centros em operação, responsáveis pelo atendimento de mais de 2 milhões de procedimentos a cada ano. Para a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), existe uma subutilização dessa especialidade por parte da população brasileira, em especial dos usuários do SUS.
Mas a expansão não deve se restringir à produção, na opinião de Mengatti. Ele destaca a necessidade de investimentos em pesquisas na área. "Sem pesquisa não chegaremos a lugar algum. É fundamental buscarmos financiamento junto a Capes, ao CNPq, Finep, fundações de amparo à pesquisa etc., porque é pela pesquisa que avançaremos continuamente no clico de produção dos radiofármacos”.
Antes mesmo da publicação no D.O.U., o presidente da CNEN, Renato Machado Cotta, já havia anunciado o apoio financeiro ao CR quando de sua visita ao IPEN, em 16 de dezembro passado. Na ocasião, Cotta, recém empossado, se apresentou aos servidores do Instituto e falou desse convênio e do aporte financeiro para o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB).
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Ana Paula Freire, da Assessoria de Comunicação Institucional - IPEN


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

2015 passou correndo...


...que em 2016 as metas sejam alcançadas e o ano seja pleno em conquistas! Obrigado a todos que visitam o blog e fizeram contato!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Medicina nuclear no combate ao câncer: especialista fala sobre papel do PET/CT

Por Matheus Steinmeier

Método de diagnóstico permite maior resolução anatômica e funcional, ajudando na descoberta e acompanhamento de tumores

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 596 mil novos casos de câncer para 2016 e 2017. Em uma realidade como essa, prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir os danos à saúde da população. Na frente preventiva existem pesquisas que identificam métodos mais eficientes de evitar desenvolver a doença, como investigações a respeito da incidência de tipos variados de câncer e pesquisas na área de epigenética. Na área da detecção, por sua vez, temos o desenvolvimento acelerado na tecnologia diagnóstica, permitindo descobrir a doença mais precocemente e acompanhar sua evolução.

Um desses avanços para o diagnóstico é o PET (sigla em inglês para tomografia por emissão de pósitrons), considerado um dos principais avanços da medicina nuclear. Uma das áreas médicas que mais cresce no mundo, a medicina nuclear usa quantidades mínimas de substâncias radioativas (radiofármacos) como ferramenta para obter imagens e oferecer tratamentos precisos para diversas doenças. Incorporado à prática médica há mais de duas décadas, o PET foi melhorado com a incorporação das técnicas de tomografia computadorizada, concebendo o PET/CT, unindo os avanços das duas tecnologias para permitir ao médico obter maior resolução anatômica dos órgãos e tecidos humanos em pleno funcionamento.

Segundo a médica nuclear e diretora do serviço especializado MND Campinas, Profa. Dra. Elba Etchebehere, o PET/CT está entre o que há de mais avançado para o diagnóstico preciso, sendo utilizado em especialidades como neurologia, cardiologia e endocrinologia e oncologia, entre outras. “Trata-se de um equipamento que produz imagens metabólicas e anatômicas, obtidas quase simultaneamente. Assim, essa ferramenta proporciona a imediata correlação anatômica dos achados, facilitando a identificação de doenças, bem como a diferenciação entre alterações benignas e malignas, definindo com precisão, por exemplo, o melhor local para uma biópsia”, conta.

Definindo o tratamento
Elba explica que o método de diagnóstico tem um impacto na conduta terapêutica, de acordo com o modo como os médicos lidam com as doenças. Segundo ele, uma média de um terço dos tratamentos de casos oncológicos é mudada após a realização do exame, já que um dos benefícios do PET/CT é definir de forma precisa o estadiamento da doença no organismo, o que ajuda no direcionamento do tratamento e, consequentemente, no alcance de melhores resultados e aumento da sobrevida.

“O PET/CT funde a imagem anatômica com a funcional e temos o local exato onde o tumor está, possibilitando a escolha do melhor tratamento, seja quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. À luz do conhecimento atual, não é mais possível praticar oncologia com elevada qualidade sem dispor dessa tecnologia”, explica a especialista.

Acesso da população
Atualmente, na saúde suplementar (planos de saúde), há a indicação para o exame PET, prevista em portaria, para oito casos: detecção de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma, câncer de esôfago, tumor pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colorretal.

“Muitas indicações importantes estão de fora. A lista não foi estendida para câncer de tireoide, colo do útero, testículo e ovário, entre outros, uma prática que já é comum em diversos países em todo o mundo. O Uruguai, nosso vizinho de América Latina, é um exemplo que contempla os também outros tipos de câncer na saúde suplementar”, comenta.

Na saúde pública, porém, a realidade é outra. Apenas três indicações são ressarcidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS): câncer de pulmão de células não pequenas, câncer colorretal com metástase exclusivamente hepática com potencial ressecável e linfomas de Hodgkin e não Hodgkin.

“Seria necessário que essa lista de indicações fosse ampliada. Até o presente momento, não houve a decisão final do Ministério da Saúde (MS) de oferecer PET/CT aos pacientes mais carentes, como ocorre em diversos países, inclusive da América Latina”, finaliza a diretora da MND Campinas.

Sobre a MND Campinas
Fundada em 1995 por uma equipe de especialistas pioneiros em PET/CT no Brasil, a Medicina Nuclear Diagnóstica Campinas oferece a médicos e pacientes serviços em diagnóstico por imagem, trazendo o que há de mais moderno em medicina nuclear. A clínica tem como diferencial a capacitação do corpo clínico, com médicos, biomédicos e enfermeiros em processo de constante aperfeiçoamento para acompanhar os avanços da especialidade.

A MND Campinas foi uma das primeiras a instalar no interior do País o equipamento PET/CT, recentemente atualizado para um dos modelos mais modernos disponíveis no mundo. O novo equipamento combina tecnologias avançadas para obter imagens com maior resolução anatômica com doses ainda menores de radioatividade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Webinar IAEA / SNMI


Não perca a série de webinar gratuita da International Atomic Energy Agency (IAEA) e Society of Nuclear Medicine and Molecular Imaging que abordará casos de CT realizados em conjunto com PET ou SPECT, no dia 15 de dezembro e em janeiro de 2016. Confira: http://ow.ly/VQMd8

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Inscrições abertas para pós-graduação PUC Minas


Chegar até aqui ainda não foi o suficiente. Por isso, você quer contar com a experiência da PUC Minas, que há mais de 40 anos é referência em educação continuada. Não importa qual é o seu momento na carreira, a Pós-graduação PUC Minas está pronta para levar você aonde quer chegar. 

MASTER | Os programas Master são direcionados para profissionais que buscam inovação em suas práticas.